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segunda-feira, abril 12, 2021

terça-feira, outubro 22, 2013

Portugal-Moçambique: exportações, investimento, emigrantes

A tensão política está a subir em Moçambique, país para onde exportam mais de 2 mil empresas portuguesas (Dinheiro Vivo)

segunda-feira, setembro 16, 2013

Portugueses voltam a sonhar com Moçambique

Moçambique foi uma das jóias do império português. Passou por uma longa guerra civil, conseguiu finalmente paz e está no caminho do crescimento económico e da melhoria da qualidade de vida. Por tudo isso, Moçambique, que sempre foi encarado com especial romantismo por muitos portugueses, volta a ser agora o destino de muitos que partem em busca de uma vida melhor. Quem lá está, diz-se apaixonado pela terra, pelas pessoas, pelas cores e pelos cheiros. Reportagem de Catarina Canelas (Veja aqui o video da TVI)

domingo, março 15, 2009

Moçambique: conhece a "lei da concórdia"?




Li algures, o seguinte carregado de humor e cinismo: "Quem disse que Moçambique era um pais atrasado?! Eles podem ser pobres mas a sua visão da sociedade e da família esta anos de luz a frente da nossa. Deixo-vos os primeiros 6 artigos da lei nº 17 de 2001, aprovada pela Assembleia da Republica Popular de Moçambique: "Havendo necessidade de harmonizar o quadro normativo vigente em matéria de família, aos usos e costumes de Moçambique, em busca de uma maior coesão entre os casais, de modo a tornar a sociedade moçambicana, exemplo de convivência pacifica e sã na questão do género, o plenário da Assembleia da Republica, salvaguardando o principio sacrossanto de igualdade consubstanciado na máxima "tratamento igual ao que e igual e desigual ao que e desigual ", no uso das suas prerrogativas conferidas pelos artigos 133º, 135º, alínea e); da Constituição da Republica de 1990, aprovou a presente lei por unanimidade e aclamação.
Art. 1º)
Todo o homem e um rei em seu lar e seus desejos são uma ordem:
a) Compete as esposas, companheiras, noivas, namoradas e afins a satisfação, sem reclamação, das vontades dos seus respectivos homens;
b) Na ausência das servis citadas no paragrafo anterior, compete as suas irmãs o disposto neste artigo.
Art.2º)
Fica assegurado o direito da mulher expressar a sua opinião:
a) Nenhum marido esta obrigado a ouvi-la ou, caso renuncie a este direito, não esta obrigado a dar credito ao que for dito;
b) Na remotíssima hipótese da opinião ser aceitável ou na impossível hipótese da opinião ser inteligente, e licito e perfeitamente justificável que o marido se apodere da ideia;
c) Cabe as esposas, caso ocorra o previsto neste artigo (paragrafo anterior), fazer a seguinte observação: "Nossa, como o senhor e inteligente, meu marido!
Art.3º)
E garantido a mulher o direito de conversar com as suas amigas 1h por dia sobre assuntos se alta relevância para ela, tais como: marido, crianças, empregada domestica, compras, novelas, etc:
a) Para conversar sobre outros assuntos mais complexos, devera a mulher solicitar autorização ao marido;
b) Se, no horário de que se trata o presente artigo, o marido tiver necessidades, tais como: uma cervejinha gelada, um café ou um copo de agua, estas prevalecem sobre o direito da mulher que devera interromper imediatamente, a conversa e servir o seu amado marido.
Art.4º)
Fica reservado a esposa o direito de dar a ultima palavra em decisão que o casal tomar:
a) A ultima palavra deve restingir-se a expressão: "sim senhor, meu senhor e marido!
Art.5º)
E dever de toda a esposa que trabalhe ou que tenha renda própria (o que só deve acontecer com anuência previa e expressa do marido, que poderá a qualquer momento e sem justificativa, revoga-la), entregar toda a remuneração ao marido para que a administre com a inteligência que só a ele e peculiar.
Art.6º)
Ficam reservados para o gozo pessoal e livre da presença da mulher, todos os finais das sextas-feiras, desde já declarado como dia nacional dos homens; todas as manhas de domingo para o futebol ou outras actividades desportivas e ainda os sábados a noite para a cervejinha e/ou para buscar todas aquelas alternativas naturalmente exigidas pela sua condição de macho e predador, uma vez que e dever do homem se renovar e esquecer um pouco da sua mulher".

domingo, novembro 23, 2008

Turismo: Pestana investe na ilha de Inhaca

Segundo o Expresso, num texto da jornalista Fernanda Pedro, "na paradisíaca ilha de Inhaca, perto de Maputo, capital de Moçambique, vai nascer o primeiro grande empreendimento turístico-imobiliário daquele país africano. Um projecto que terá 100% capital português vindo exclusivamente do grupo Pestana. O Pestana Inhaca Lodge vai alargar os seus serviços e passar das 80 camas para construir mais um hotel-boutique, um campo de golfe, uma marina, um lago e ainda uma zona residencial, num investimento na ordem dos €45 milhões. Com apenas 40 km2, a Ilha de Inhaca - a apenas 32 quilómetros da capital moçambicana - situa-se na extremidade da barreira natural entre o Oceano Índico e a baía de Maputo. O Pestana Inhaca Lodge, localizado em frente à praia, foi totalmente remodelado em 2006 pelo grupo português. A futura grande atracção será o lago artificial com cerca de 70 mil metros quadrados. Aí ficará instalada a marina central, localizada junto ao hotel-boutique, e os apartamentos situados junto ao lago terão pontos de atracagem individuais. O hotel será construído junto ao lago e terá uma componente de apartamentos e outra comercial. “Estamos há dez anos em Inhaca e notamos o potencial deste local e como o produto agrada a determinado mercado decidimos apostar na expansão, sobretudo quando o próprio Governo moçambicano decidiu que o investimento no turismo era uma prioridade neste momento”, refere Pedro Martins, director-financeiro do grupo Pestana em Moçambique. Quanto ao hotel já existente, será também alvo de requalificação e expansão para se tornar, segundo o grupo Pestana, numa “referência mundial de destino turístico”. O grupo Pestana não fica apenas por aqui. A cerca de 600 quilómetros de distância encontra-se o arquipélago de Bazaruto, um dos mais belos do continente africano, com areias brancas e recifes de coral. Aqui o grupo Pestana decidiu investir mais uma vez numa unidade turística de cinco estrelas. Depois do tufão que assolou o arquipélago em 2007 e devastou o Pestana Bazaruto Lodge, o grupo português voltou a reerguê-lo em 2008. Aproveitando a calamidade natural, o novo espaço apresenta-se completamente novo, com 40 «bungalows», um restaurante e bar junto à piscina, uma sala de jogos e um centro de mergulho. Além do investimento na ordem de €1,5 milhões na recuperação do Lodge, o grupo vai também apostar na expansão deste complexo turístico".

sábado, novembro 15, 2008

Moçambique: ajudemos o Centro de Reabilitação das Mahotas as Irmãs Hospitaleiras

No Centro de Reabilitação das Mahotas as Irmãs Hospitaleiras acolhem em regime de “centro de dia” cerca de 70 crianças com diferentes patologias físicas (vários tipos de deficiência e SIDA) e 40 adultos com doença mental. O objectivo é reabilitar, como aliás diz o nome do centro. Este centro é gerido pelas Irmãs e sobrevive de dádivas e ajudas. As Irmãs sentem dificuldades mas entregam a sua missão na mão de Deus e assim aguardam o dia de amanhã…Tudo é feito com muito amor! Neste Natal envie por favor o que puder e quiser para:
Irmã Celeste Martins
Centro de Reabilitação das Mahotas e Centro infantil
Caixa postal 2216
Maputo – Moçambique
Tel: 3512 5821 440 132
Fax: 3512 5821 440 134
e- mail:
ihscj.map@tdm.co.mz
Por razões pessoais esta instituição está associada à minha pessoa e à minha família, desde os tempos, e já lá vão muitas dezenas, em que o meu pai era médico da instituição no Funchal. Posso-vos garantir que tudo o que enviardes para aquela instituição, incluindo encomendas por correio, chegam ao destino. Não tenham receio por isso de ajudar.

Centro de Reabilitação das Mahotas das Irmãs Hospitaleiras e a adopção à distância

A adopção à distância é um projecto que permite apoiar directamente uma ou mais crianças através do apadrinhamento.O Centro de Reabilitação das Mahotas aderiu a este projecto, como forma de conseguir obter meios para ajudar as crianças mais carenciadas e, directa ou indirectamente, as suas famílias.Através deste projecto, já conseguiram inscrever na escola várias crianças e fornecer-lhes material escolar. Em Moçambique, até as escolas do primeiro ciclo exigem o pagamento de, no mínimo 1000 meticais - o salário mínimo é cerca de 1500 mt (52,5€) - muitas famílias têm 10 e 12 crianças por isso, muitas ficam sem poder frequentar a escola.
O que se espera dos padrinhos/madrinhas?Na prática, funciona tal e qual como com os nossos afilhados, não nos é exigido que lhes dêmos uma quantia fixa, mas temos o dever moral de os ajudar tanto quanto pudermos.Fica ao critério dos padrinhos a forma e periodicidade com que oferecem algo aos seus afilhados. Podem fazê-lo mensalmente, mesmo enviando uma pequena quantia, semestralmente ou anualmente, se bem que seja preferível a primeira hipótese, pois nas duas últimas modalidades frequentemente as pessoas esquecem-se e quem perde são as crianças. Não é forçoso que se efectuem as doações em dinheiro, pode ser material escolar, roupa, brinquedos… tudo depende da idade/capacidades da criança e da boa vontade do padrinho/madrinha aqui têm os contactos:

Irmã Sameiro (segunda.conselheira@ihscj.pt), que dirige este projecto
ou
Projecto Adopção à distância
Irmã Teresa Gomes
R. Prof. Luís Cunha Gonçalves, nº 3 – 1.º Esq.
Telheiras
1600-826 Lisboa
Tel. 217108160
secretaria.prov@ihscj.pt
http://www.ihscj.pt
“Espero que tenha conseguido semear nos vossos corações uma pequena semente de solidariedade e carinho para com estas crianças e desejo que neste Natal haja menos meninos a brincar com uma lata vazia. Por favor, abracem também esta causa hospitaleira e ajudem as irmãs a ajudar.Um bem-haja a todos… e Kanimambo!”

sexta-feira, setembro 12, 2008

Moçambique: Centro de Reabilitação Psicossocial das Mahotas

Em Março passado escrevi neste blogue: "O CRPS - Centro de Reabilitação Psicossocial das Mahotas aberto em 1998, situa-se no bairro das Mahotas e pertence a Província Portuguesa da Congregação de Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus. Congregação esta que surge a convite do Governo Moçambicano para colaborar na assistência às pessoas com doenças mentais internadas no Hospital Psiquiátrico de Infulene, onde as Irmãs apoiaram a Instituição de 1990 a 1997. Um ano depois abre o Centro de Reabilitação Psicossocial das Mahotas para atender adultos em regime de Centro de Dia prestando cuidados de enfermagem. Após as cheias de 2002 surgem outras carências as quais a congregação sentiu necessidade de responder: crianças com multidificiência, HIV/SIDA, tuberculose e subnutrição. Assim,o Centro de reabilitação Psicossocial das Mahotas deu então início a uma nova missão na área de reabilitação infantil. Este Centro é representado pelas Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus mais, propriamente pelas Irmãs Isabel e Alcina. Elas cuidam de crianças com doenças psico-mentais, crianças que padecem de HIV e crianças órfãs entre as quais 65 são doentes internadas, 40 são doentes não internadas que fazem consultas semanalmente e de várias famílias muito necessitadas a quem semanalmente fornecem alimentação. O Centro abrange crianças das zonas de Mahotas, Magoanine e CMC. Provavelmente ali todos passaríamos a dar outro valor à vida e a ter uma outra perspectiva do sofrimento humano, da doença, do abandono de crianças, da pobreza, da amplitude de doenças severamente fatais, da carência extrema de um povo que não merecia estar a sofrer o que sofre, um povo que precisa cada vez mais de nós. Mesmo longe, elas sabem que passei a ter esta instituição no meu coração e que tudo farei, tudo, para ajudá-las". Um grande abraço, de profundo respeito às Irmãs, na pessoa da Irmã Celeste Martins, pelo tremendo, esforçado e dedicado trabalho diário que ali realizam, particularmente com crianças, algumas delas com poucos anos de idade, mas que ou abandonadas pela família, ou estão doentes, muitas delas afectadas pela SIDA. Embora lamente tudo isso, ainda por cima num país pobre e onde o seu povo parece esquecido - provavelmente por não ter tido a sorte de encontrar petróleo e diamantes no seu território!... - entristece-me esta insistente marginalização dos seus doentes, particularmente das crianças e dos mais idosos, embora fique satisfeito por saber que graças às Irmãs Hospitaleiras, nas Mahotas e na Matola eles sofreem menos e contam com o vosso cuidado. Mesmo que sejam cada vez mais as crianças doentes, que vos batem à porta a pdir apoio e abrigo. Continuarão sempre a contar comigo. Pelo respeito imenso, do tamanho do mundo, que tenho por vós. Irmãs.