domingo, março 08, 2026

Mais de um quinto do comércio mundial de petróleo (crude) e gás natural liquefeito (LNG) passa pelo Estreito de Ormuz

Mais de um quinto do comércio mundial de petróleo (crude) e gás natural liquefeito (LNG) passa pelo Estreito de Ormuz, um dos pontos mais estratégicos e sensíveis do sistema energético global. Esta estreita via marítima, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é fundamental para o escoamento da produção dos principais países exportadores do Médio Oriente. No primeiro trimestre de 2025, cerca de 27% do comércio mundial de petróleo (crude) e 20% do comércio global de LNG atravessaram este corredor marítimo. Estes números evidenciam a forte dependência da economia mundial de um único ponto de passagem, cuja estabilidade é determinante para os preços da energia e para a segurança energética internacional. A Ásia surge como principal destino destes fluxos energéticos. No caso do petróleo, a 🇨🇳 China absorve 38% das exportações que passam pelo estreito, seguida da 🇮🇳 Índia (15%), 🇰🇷 Coreia do Sul (12%) e 🇯🇵 Japão (11%). A Europa representa apenas 4% destas exportações. Já no gás natural liquefeito, a 🇨🇳 China volta a liderar com 23%, seguida da 🇮🇳 Índia (19%), da Europa (13%), 🇹🇼 Taiwan (10%) e 🇰🇷 Coreia do Sul (9%). Estes dados mostram não só o peso estrutural do Estreito de Ormuz no comércio energético mundial, mas também a elevada concentração geográfica da procura, sobretudo nas economias asiáticas. Qualquer perturbação nesta passagem marítima pode ter impactos imediatos nos mercados globais de energia, nos preços internacionais e na estabilidade económica de várias regiões (Mais Liberdade, Mais Factos)

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