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quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Figo: cheira a esturro...

Diz o jornalista Carlos Rodrigues Lima do DN de Lisboa que "o jogador recebe 350 mil euros por ano para promover parque tecnológico. Advogado explica termos do acordo. Um contrato celebrado entre Luís Figo e o Taguspark está no centro de uma nova investigação que nasceu do processo Face Oculta. Em causa está um acordo celebrado entre ambas as partes que dá ao jogador 350 mil euros por ano para promover internacionalmente a imagem do parque tecnológico. Escutas telefónicas indiciam que o valor em causa terá sido utilizado para pagar a participação de Figo na campanha do PS. O ex-internacional afirma estar de consciência tranquila. De acordo com informações recolhidas pelo DN, esta nova investigação está a cargo da 9ª secção do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa. E podem estar em causa os crimes de peculato, corrupção e branqueamento de capitais. O caso remonta a Junho de 2009, quando o Taguspark negociou com Figo um contrato de utilização da sua imagem para promoção internacional do parque tecnológico. João Carlos Silva ex-presidente da RTP, actualmente vogal da comissão executiva do Taguspark foi quem negociou com o jogador os termos do acordo. Em declarações ao DN, João Coelho de Pinho, advogado de Luís Figo, confirma a existência do contrato em causa: O contrato tem a duração de um ano e o valor é de 350 mil euros. Se o Taguspark assim o decidir, poderá ser prorrogado por mais um ou dois anos no máximo. O contrato foi aprovado e finalizado em Junho e assinado em Agosto de 2009 , iniciando os seus efeitos nessa altura. O contrato prevê que a Taguspark possa utilizar o nome e imagem do Luis Figo em anúncios em televisão e rádio, publicidade exterior, anúncios na imprensa escrita, materiais promocionais e informativos de apoio aos pontos de venda, como expositores, cartazes, brochuras e prospectos ou folhetos informativos e Internet. Só que, durante a investigação do processo Face Oculta, escutas telefónicas a Rui Pedro Soares administrador da PT que pediu, ontem, a demissão Paulo Penedos, que trabalhou como advogado para a empresa, e João Carlos Silva terão detectado conversas em que se aludia à participação do jogador ao lado do PS como contrapartida para o contrato de publicidade com o Taguspark. Recorde-se que, em 2009, Figo, por duas vezes, manifestou o seu apoio a José Sócrates. Primeiro, ao Diário Económico (em Agosto de 2009), numa longa entrevista, declarou: Espero que Sócrates continue a ter a energia para mobilizar o País. Depois, na recta final da campanha eleitoral (Setembro de 2009) tomou um pequeno-almoço com o candidato a primeiro-ministro. Ora, os procuradores do DIAP de Lisboa pretendem apurar se Figo, efectivamente, participou nalguma campanha ou acção pública dando a cara pelo Taguspark ou se o contrato foi apenas uma fachada. No âmbito desse patrocínio, o Luís Figo cedeu a sua imagem, ficou obrigado a utilizar o logótipo do Taguspark nas acções promocionais e inseri-lo no seu site pessoal se este vier a ser criado. Além disso, uma vez por ano, durante um dia completo, o Luís Figo terá de participar em eventos organizados ou participados pelo Taguspark, (acções promocionais. sessões de autógrafos relações públicas, etc.), em Portugal ou no estrangeiro. Além disso, tem de igualmente uma vez por ano disponibilizar um dia completo para a gravação de anúncios e sessões fotográficas ou similares. O anúncio completo foi gravado no dia 25 de Setembro de 2009. O anúncio está fechado há já algum tempo e pronto para ser lançado internacionalmente. Não o deve ter sido por causa desta polémica toda, a qual, como se vê, nada tem que ver com o Luís Figo, garantiu, porém, o seu advogado".

domingo, março 01, 2009

PS: apagão antecipou encerramento dos trabalhos...

Num texto da jornalista do Publico, Margarida Gomes, ficamos a saber que "uma avaria no abastecimento de energia eléctrica deixou ontem perto das 23h00 a Nave Polivalente de Espinho às escuras, levando o presidente do PS, Almeida Santos, a dar por encerrados os trabalhos do XVI Congresso, quando havia ainda dezenas de delegados inscritos para intervirem sobre as moções globais.Só depois se passaria à apresentação e discussão das 46 moções sectoriais, entre as quais se contava a controversa propostas sobre a eutanásia e de um referendo aos casamentos entre homossexuais.“O único perigo é que as moções sectoriais venham a ser apresentadas e discutidas na Comissão Nacional, mas isso também já é uma tradição”, foi avisando Almeida Santos, anunciando que a sua intenção é que os trabalham se reiniciem hoje com as intervenções dos delegados já inscritos, enquanto decorrerão as votações para os órgãos nacionais do partido. Mas Almeida Santos foi também lembrando que o congresso tem que encerrar no máximo às 14h00 pelo que pode não haver condições para que “pelo menos” sejam apresentadas as moções sectoriais.O presidente da Câmara de Espinho, o socialista José Mota, explicou que o problema se ficou a dever a uma sobrecarga na rede eléctrica, afectando toda a zona envolvente da Nave Polivalente, mas que tinha já providenciado um reforço através de um gerador, Nessa altura, já Almeida Santos tinha dado por encerrados os trabalhos do conclave.Ao saírem do congresso, alguns dos delegados iam gracejando que houve “sabotagem” neste apagão. No mesmo registo, os jornalistas perguntaram ao presidente do PS se ele o atribuía à “campanha negra” de que José Sócrates se queixa: “Acho que nisto está inocente. Isto foi uma avaria que atingiu toda a área de Espinho”, reagiu, sorrindo. Uma situação “insólita” da qual o histórico dirigente do PS retirou, apesar de tudo, uma vantagem: “Vai-me permitir dormir mais um bocadito”. Por causa disto o congresso aprovou hoje, com 5 votos contra e 18 abstenções, que as moções sectoriais - mais de 35! - sejam apresentadas e votadas na primeira reunião da nova Comissão Nacional.

PS: moção contra Trindade foi retirada

Na sequência do meu anterior comentário acerca da moção de um militante abordando a temática do turismo e na qual, de uma forma mais ou menos directa, criticava Bernardo Trindade, o texto acabou por ser retirado pelo seu autor. Aliás, lendo o texto em questão, facilmente se verificava que se tratava de um texto deliberadamente destinado a atacar o sector do turismo, particularmente o seu titular, vazio de ideias, e que, segundo o DN local informou recentemente que se tratava de um ajuste de contas pessoal: "Uma das moções sectoriais é "A reforma no turismo". Um documento que é muito crítico da actuação de Bernardo Trindade, enquanto responsável pela Secretaria do Turismo. "Com a pressa de apresentar trabalho, só atrapalhou e desbaratou o que estava bem ou menos mal, mas a funcionar".Trindade já explicou que o autor da moção é quem liderava uma das regiões de turismo extintas. O secretário diz ter acabado com a desorganização turística, com a reorganização administrativa que promoveu".