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sexta-feira, agosto 29, 2025

Estado emprega mais de 760 mil trabalhadores, um novo recorde

No segundo trimestre, o número de funcionários subiu 1,5% em termos homólogos para 760.728, sobretudo à boleia do aumento nas autarquias, SNS e escolas. Ganho médio mensal ultrapassa os 2.200 euros. O Estado empregava, no segundo trimestre do ano, mais de 760 mil funcionários, um novo recorde. Trata-se de um aumento de 1,5% ou de 11.030 postos de trabalho face ao período homólogo do ano passado. O impulso resulta sobretudo das contratações nas autarquias, Serviço Nacional de Saúde (SNS) e escolas, segundo a síntese estatística da Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP).

Esta evolução contraria a regra de uma entrada por cada saída, que tinha sido assumida pelo Governo em outubro, no relatório do Orçamento do Estado para 2025. “A 30 de junho de 2025, o emprego no setor das administrações públicas situou-se em 760.728 postos de trabalho, assinalando um aumento de 1,5% em termos homólogos e de 0,2% face ao trimestre anterior”, de acordo com o mesmo relatório.

Face ao trimestre anterior, o aumento foi de 0,2% ou de mais 1.692 postos de trabalho. Já em relação a 31 de dezembro de 2011, início da série estatística, o incremento foi de 33.027 trabalhadores, o que corresponde a uma subida de 4,5%.

Este novo recorde do emprego público resultou tanto no aumento dos postos de trabalho na Administração Central como nas autarquias. A nível central, criaram-se mais 7.483 postos de trabalho, uma subida de 1,3%, em termos homólogos, que teve origem sobretudo na área governativa da Saúde, onde se recrutaram mais 3.656 funcionários, 1.258 dos quais para a carreira de enfermeiro, 667 para a carreira de técnico de diagnóstico e terapêutica e 606 para a carreira de assistente técnico.

sexta-feira, agosto 08, 2025

As carreiras dos sonhos da Geração Alfa

Este gráfico revela as aspirações de carreira mais populares entre jovens de 12 a 15 anos em 18 países, com base em uma pesquisa com 11.452 entrevistados realizada pela GWI (Voronoi)

quinta-feira, março 04, 2021

Tendência de jovens que não estudam nem trabalham cresceu nos últimos 5 anos

 

Há mais jovens que não estudam nem trabalham nas zonas rurais do que nas cidades ou zonas mais urbanizadas, o que se deve, à fragilidade da economia destes territórios e a fenómenos como o abandono escolar. É a conclusão de um relatório coordenado pelo Iscte – Instituto Universitário de Lisboa, citado pelo Público. A tendência começou por diminuir ao longo dos últimos anos – a percentagem de jovens que não estuda nem trabalha baixou de 13,1% para 9,5% no período avaliado (2009-2019). Porém, a evolução deste indicador não foi sempre contínua e agora dá sinais de estar a aumentar novamente.

Até 2010, a percentagem foi subindo, como consequência da crise financeira de 2008, tendo atingido o pico em 2013. Nesse ano, 17,1% da população entre os 15 e os 29 anos estava inativa. Depois melhorou ligeiramente. Agora, os dados mostram também que embora exista uma tendência geral para que o número seja superior nas zonas rurais, esta acentuou-se de uma forma geral em Portugal a partir de 2015, de acordo com o estudo coordenado pelo Iscte. Assim, verifica-se uma tendência de crescimento nos últimos cinco anos. Em declarações ao Público, o investigador do Centro de Investigação e Intervenção Social do Instituto Universitário de Lisboa, Francisco Simões, considera que este é ainda um efeito da crise do início da década. A investigação permitiu ainda identificar “fatores de risco” que expõem os jovens a esta situação. O primeiro é a fragilidade das economias das regiões rurais. O segundo são os níveis elevados de abandono escolar precoce, um problema que está agora a ser agravado pela pandemia (Executive Digest)

Novo emprego em tempo de pandemia? 35% dos trabalhadores admite mudar

 

Segundo um estudo da Kaspersky, os dois maiores motivos referidos para esta mudança de carreira são “naturais e compreensíveis”, pois incluem receber um salário mais elevado (49%) e manter um equilíbrio justo entre o trabalho e a vida pessoal (41%). Numa altura em que a economia mundial continua a sentir os impactos da pandeia e o mercado de trabalho atravessa um período de incerteza, o número de trabalhadores que considera mudar a sua trajetória no profissional.

De acordo com um estudo conduzido pela Kaspersky, intitulado “Securing the Future of Work”, 35% dos trabalhadores pensam em mudar de emprego nos próximos 12 meses contra 48% que prefere permanecer na sua posição atual. De acordo com os resultado, a intenção de mudar de emprego resulta do confinamento e ao trabalho à distância, uma vez que os trabalhadores têm mais tempo para refletir sobre as suas carreiras futuras, com o objetivo de melhorar ou aprender algo novo.

Independentemente do percurso escolhido, o que surge como maior motivação para procurarem um novo emprego é conseguir um melhor salário (49%). Criar um melhor equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal é a segunda razão mais apontada, segundo 41% dos inquiridos. “A pandemia revelou os benefícios de passar mais tempo em casa com a família, bem como de perseguir interesses e passatempos pessoais – e, agora, os trabalhadores podem querer continuar a beneficiar destas oportunidades”, lê-se no comunicado divulgado, esta quarta-feira.

Os resultados do inquérito avançam ainda que, depois do salário e do conforto pessoal, procurar um emprego que valha a pena e que seja ainda mais significativo é a terceira razão mais apontada (35%) pelos inquiridos. “Isto acontece, porque, provavelmente, os acontecimentos de 2020 permitiram repensar as funções atuais e perceber o valor do tempo, bem como a forma como queremos gastá-lo”, informa a nota.

Sergey Martsynkyan, Head of B2B Product Marketing da Kaspersky, considera que repensar as ambições e capacidades, faz com que as pessoas desejem “criar uma nova realidade de trabalho”. “Quer mudando de emprego ou permanecendo nas suas funções atuais, esforçar-se-ão por manter os benefícios do trabalho à distância e de ambientes mais confortáveis”, explica o responsável (Económico, texto da jornalista Jéssica Sousa)

quarta-feira, fevereiro 17, 2021

Pandemia tira segundos empregos a milhares de portugueses

 

O número de trabalhadores com mais do que um emprego tinha vindo sempre a subir desde 2013, mas a pandemia retirou a milhares de portugueses outras fontes de rendimento para além do primeiro emprego, segundo dados do Inquérito ao Emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE), analisados pelo Diário de Notícias. A crise sanitária, que encerrou muitos estabelecimentos sobretudo ligados ao turismo, retalho e restauração deixou sem segundos empregos quase 37 mil trabalhadores em 2020. Esta é a primeira descida depois da recuperação económica iniciada após a crise das dívidas soberanas.

De acordo com a publicação, em 2019, mais de 225 mil pessoas disseram ter mais do que um emprego, o que correspondia a 4,6% da população empregada em Portugal (4,9 milhões de trabalhadores). No início de 2020, durante o primeiro trimestre (o primeiro caso de COVID-19 foi diagnosticado em Março), ainda o número de trabalhadores com segundo emprego estava acima de 216 mil pessoas, representando 4,4% da população empregada. Mas no segundo trimestre, entre Abril e Junho, esse número desceu para 154,3 mil trabalhadores, correspondendo a 3,3% da população empregada. Foi o valor mais baixo da actual série do INE iniciada em 2011. Nesse período, mais de 62 mil pessoas ficaram sem outra fonte de rendimento para além do primeiro emprego.

quinta-feira, maio 28, 2020

OIT: Um em cada cinco jovens perdeu o emprego com a pandemia


Um em cada cinco jovens deixou de trabalhar desde o início da pandemia e os que mantiveram o emprego viram o seu horário de trabalho reduzido em 23%, afirmou esta quarta-feira a Organização Internacional do Trabalho (OIT). De acordo com a 4.ª edição do Observatório OIT/Covid, que monitoriza os efeitos da pandemia no mundo laboral, os jovens são os que estão a ser mais afectados pela pandemia e «o aumento considerável e rápido do desemprego jovem», verificado desde Fevereiro, está a atingir mais as mulheres do que os homens. «A pandemia está a causar um triplo choque na população jovem. Não só está a destruir o seu emprego, como a perturbar os estudos e a formação, e a colocar grandes obstáculos a quem procura entrar no mercado de trabalho ou mudar de emprego», referiu o relatório. Segundo o documento, a nível global, cerca de 267 milhões de jovens não estão nem a trabalhar, nem a estudar ou a frequentar qualquer tipo de formação. O relatório salientou que o desemprego jovem era já mais elevado do que a de qualquer outro grupo, com uma taxa de desemprego de 13,6% em 2019.

quarta-feira, janeiro 01, 2020

Mais de 900 mil portugueses esperam mudar de emprego nos próximos 12 meses

De acordo com os dados do estudo TGI, da Marktest, nos próximos 12 meses, 910 mil portugueses esperam mudar de emprego. O estudo TGI da Marktest quantifica, na vaga de julho de 2019, em 910 mil o número de indivíduos que espera mudar de emprego, o que representa 10.6% dos residentes no Continente com 15 e mais anos. A análise das variáveis sociodemográficas permite perceber que entre os homens a perspetiva de mudar de emprego é maior do que nas mulheres (11.7% e 9.7%, respetivamente). Nos diferentes grupos etários observa-se que os indivíduos dos 25 aos 34 anos são os que se mostram mais inclinados para a mudança de emprego, apontada por 26.7% deles, ou seja, mais de um quarto dos indivíduos desta idade, um valor que baixa gradualmente. Os dados por região e por classe social apresentam valores menos díspares. Por regiões, a taxa é mais elevada junto dos residentes do Grande Porto (14.7%), tal como nos indivíduos da classe média, que também apresenta um valor acima da média (11.3%). Os dados e análises apresentadas fazem parte do estudo TGI, propriedade intelectual da Kantar Media, e do qual a Marktest detém a licença de exploração em Portugal, é um estudo único que num mesmo momento recolhe informação para 17 grandes sectores de mercado, 280 categorias de produtos e serviços e mais de 3000 marcas proporcionando assim um conhecimento aprofundado sobre os portugueses e face aos seus consumos, marcas, hobbies, Lifestyle e consumo de meios. Presente em mais de 60 países nos 5 Continentes, o TGI poderá ainda caracterizar mercados internacionais com vista ao conhecimento dos consumidores além fronteiras (fonte: Marktest.com, Dezembro de 2019)

quarta-feira, abril 10, 2019

Herança da troika...: Sobe número de pessoas que perdem subsídio de desemprego

Só no ano passado este aumento foi de cerca de 70 por cento. Há agora um maior controle, mas são também muitos os desempregados que não recebem as convocatórias a tempo.

domingo, abril 07, 2019

ManPower Outlook Survey: Como vai evoluir o emprego no segundo trimestre do ano

Os empregadores de 40 dos 44 países abrangidos pelo “ManpowerGroup Employment Outlook Survey” tencionam aumentar o número de empregados no segundo trimestre deste ano. Quando comparadas com o período homólogo de 2018, as perspectivas melhoram em 13 países, caem em 27 e mantêm-se inalteradas em quatro. O sentimento mais positivo em relação à contratação é reportado na Croácia, Japão, Grécia, Hong Kong e Taiwan. Em contrapartida, os mercados de trabalho mais fracos são esperados na Argentina, Hungria, Espanha e Turquia (infografia Jornal Económico, Mário Malhão)

terça-feira, maio 22, 2018

Quais são os setores que mais empregam em Portugal?

O Instituto Nacional de Estatística revelou esta quarta-feira que a taxa de desemprego diminuiu para 7,9% e que a população empregada aumentou face ao último trimestre do ano passado, embora de forma marginal. Os cálculos do Jornal Económico mostram que a educação foi o setor onde houve mais emprego criado face ao último trimestre do ano passado, com mais 26 mil postos de trabalho. O comércio aparece na posição seguinte, com mais 22 mil empregos registados, seguido das atividades relacionadas com saúde (Jornal Economico, por  Mário Malhão)

sexta-feira, setembro 22, 2017

1,9 milhões em sites de emprego

Um milhão e 915 mil portugueses visitaram sites de emprego no primeiro semestre do ano, indicam os dados do Netpanel meter da Marktest. De acordo com os resultados do Netpanel meter da Marktest, entre Janeiro e Junho de 2017, foram um milhão e 915 mil os residentes no Continente com 4 e mais anos que acederam a sites de de emprego a partir de computadores pessoais, o que corresponde a 32.4% dos internautas nacionais. Neste período, foram visitadas 192 milhões de páginas de sites de emprego, uma média de 100 por utilizador. O tempo total de navegação nestes sites superou 1,7 milhões de horas, uma média de 55 minutos por utilizador.
Os dados do Netpanel meter indicam ainda que o site www.net-empregos.com foi líder tanto em utilizadores únicos como em páginas visitadas e tempo de acesso. A análise tem como base informação do Netpanel meter da Marktest, que estuda o comportamento dos internautas portugueses que navegam a partir de computadores de uso pessoal, e é relativa ao primeiro semestre de 2017  (fonte:Marktest.com, 2017)

terça-feira, setembro 12, 2017

1,9 milhões em sites de emprego

Um milhão e 915 mil portugueses visitaram sites de emprego no primeiro semestre do ano, indicam os dados do Netpanel meter da Marktest. De acordo com os resultados do Netpanel meter da Marktest, entre Janeiro e Junho de 2017, foram um milhão e 915 mil os residentes no Continente com 4 e mais anos que acederam a sites de de emprego a partir de computadores pessoais, o que corresponde a 32.4% dos internautas nacionais.
Neste período, foram visitadas 192 milhões de páginas de sites de emprego, uma média de 100 por utilizador. O tempo total de navegação nestes sites superou 1,7 milhões de horas, uma média de 55 minutos por utilizador. Os dados do Netpanel meter indicam ainda que o site www.net-empregos.com foi líder tanto em utilizadores únicos como em páginas visitadas e tempo de acesso. A análise tem como base informação do Netpanel meter da Marktest, que estuda o comportamento dos internautas portugueses que navegam a partir de computadores de uso pessoal, e é relativa ao primeiro semestre de 2017 (Marktest.com, Setembro de 2017)

quarta-feira, abril 29, 2015

Presidente da CreSap surpreendido com nomeações políticas na Segurança Social

O responsável pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CreSap) admite que foi surpreendido prlas nomeações políticas feitas na Segurança Social. João Bilhim não esperava que o Governo escolhesse para os centros distritais pessoas ligadas aos partidos no Executivo central.


quarta-feira, março 18, 2015

Portugal precisa de quê? Empregados de comércio e restaurante

Foram inquiridas 1630 empresas. Antigo secretário-geral da UGT diz que resultados são "extremamente enganadores". Empregados de comércio e de restaurante são as duas qualificações mais em alta em Portugal, segundo um inquérito a 1630 empresas nacionais, que será uma das bases para a redefinição da rede de educação e formação profissional. Actualmente já quase 50% dos alunos que frequentam o ensino secundário estão em cursos profissionais, a maior parte dos quais em escolas públicas. Multimédia e informática têm liderado tanto na oferta como na procura, mas estas são algumas das opções para as quais a Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP) aconselha uma redução acentuada a curto prazo por não se coadunar com o que se espera ser a evolução de emprego nestas áreas. Esta orientação já fora dada em 2013, quando o Ministério da Educação e Ciência (MEC) consagrou a indústria e agricultura, e também o comércio, entre as áreas prioritárias para o ensino profissional (texto da jornalista do Público, Clara Viana, com a devida vénia)

sexta-feira, março 06, 2015

Onde começa a haver emprego



“O novo emprego está nas engenharias. A Visabeira, a Bosch, a Embraer e a Mota-Engil andam à procura de engenheiros. Está na saúde - o grupo Mello, o grupo Trofa e a Bial precisam de médicos, enfermeiros e delegados de informação médica. Está nas novas tecnologias - a Microsoft quer mais 50 profissionais para a área de computação em nuvem. Está no imobiliário - a Remax, a Era e a Century 21 estão a contratar agentes comerciais. Está no turismo - o Club Med e o Penha Longa Resort são apenas dois exemplos de empresas que estão a alargar o leque de colaboradores. Está nas indústrias tradicionais como o calçado e a metalomecânica. O novo emprego está também nos serviços - da banca à restauração, do Banco Best e do BNP Paribas à Padaria Portuguesa, que quer encontrar 300 novos trabalhadores.
A taxa de desemprego continua nos dois dígitos (13,5%). São 698 mil pessoas a viver diariamente o drama da falta de TRABALHO. ?E seriam muito mais, se a emigração não tivesse dado uma ajuda aos números da crise. No entanto, é preciso dizer que esta realidade já foi bem mais negra. Há dois anos, a taxa passava os 17% e o assunto do dia eram as falências, os salários em atraso, o desemprego.
O Guia do Mercado Laboral da consultora Hays, um inquérito a mais de 700 empregadores, mostra que 70% destes tencionam contratar este ano (em 2011, apenas 33% manifestava a mesma intenção). E basta seguir as notícias sobre o MERCADO DE TRABALHO para perceber que alguma coisa está a mudar.
Porque razão a taxa de desemprego não desce mais? "Sentimos que estes primeiros meses de 2015 estão a manter o ritmo tímido do segundo semestre de 2014, evidenciando o desequilibro de competências entre as pessoas disponíveis e as necessidades das empresas. Quer isto dizer que continuamos a ter OPORTUNIDADES com poucos candidatos e que temos oportunidades para outras áreas onde o fluxo de currículos recebido é imenso", explica José Miguel Leonardo, diretor-geral da Randstad Portugal. Ou seja, a formação dos portugueses continua sem encaixar naquilo que o mercado procura. As engenharias e as tecnologias são a face mais visível desta lacuna.
Do you speak english?
"Olhando para as empresas e para os nossos clientes, e se nos focarmos no recrutamento especializado, identificamos as seguintes funções entre as mais solicitadas: Account Manager/Business Development (área de Vendas e Marketing), Accountant (área de Finanças e Banca), Engenheiro de Software e de Telecomunicações (área das Tecnologias) e Engenheiro Civil (área de Engenharia e Indústria)", enumera José Miguel Leonardo. E continua: "No TRABALHOtemporário as profissões mais procuradas estão ligadas à hotelaria (empregado de mesa e limpezas), administrativos de Back Office de vários setores tais como banca, seguros, consultoras e energia e ainda as ligadas a áreas financeiras com foco no reporting e análise de indicadores de negócio. Houve também uma procura em profissões ligadas ao retalho tais como assistente de loja e promoção, bem como operadores para a indústria e logística".
Uma área em grande expansão no nosso País, bem visível em qualquer pesquisa pelos SITES DE PROCURA DE EMPREGO, é a dos call centers. Não é dos empregos mais atraentes. Salários baixos (ver infografia), horários flexíveis e por turnos, precariedade e a pressão constante pelos resultados deram má fama aos call centers. Mas aí, EMPREGO não falta. "Estamos atualmente com 300 vagas para preencher para um projeto em Lisboa e cerca de 250 para a zona norte, onde temos até a possibilidade de trabalho remoto. Neste último caso existem exigências específicas quanto às línguas estrangeiras", refere o responsável da Randstad.
Já pouco se faz sem se saber falar em bom inglês, pelo menos. Para ser consultor imobiliário não é obrigatório falar outras línguas, mas convém. Tendo em conta que o nosso mercado imobiliário é grandemente dinamizado por compradores estrangeiros, o domínio do inglês fica sempre bem.
"O contexto económico claramente é mais favorável", afirma Rui Torgal, diretor nacional de operações da Era, agência que pretende contratar 450 colaboradores. ?"O aumento do crédito à habitação, a procura do mercado internacional e o surgimento de investidores nacionais têm vindo a impulsionar positivamente o mercado. A confiança está reforçada e prevemos um crescimento de faturação da rede ERA de 20% e a abertura de 25 novas lojas", continua.
A garra parece ter regressado a este setor, que esteve bastante deprimido nos anos fortes da crise. Tanto a Era como a Remax, que também está a contratar, afirmam ter tido em 2014 o melhor ano de sempre. ?"A faturação da ERA cresceu 29% no ano passado, em relação ao período homólogo, o que corresponde a 18 mil transações. ?A marca superou a fasquia dos mil milhões de euros em volumes de vendas. Este foi o melhor ano de sempre em termos de faturação média por loja ", garante Rui Torgal.
Assim, a empresa procura pessoas "motivadas e capazes de TRABALHAR por objetivos". Neste setor, o salário depende das comissões. É preciso saber vender... ou então não ganha para pagar as contas.
Tecnologia de ponta
Mas a procura estende-se, também, à mão de obra mais qualificada. É o caso das engenharias, das tecnologias de informação e de outros profissionais especializados. A Bosch é um bom exemplo deste novo dinamismo que o mercado do EMPREGO está a viver nos últimos meses. Apesar de contar com mais de 3 mil trabalhadores em Portugal, a empresa prevê reforçar os seus quadros em 10% ao longo dos próximos dois anos.
Só para a unidade de Braga, onde desenvolve sistemas multimedia para automóveis, "irão ser contratados mais 120 novos funcionários", garantiu João José Ferreira, diretor de recursos humanos da Bosch.
Outra das grandes APOSTAS desta multinacional é a área de investigação e desenvolvimento, departamento que conta com mais de 250 funcionários especializados. "Queremos duplicar este número até 2020, o que implica a contratação de 60 a 70 novos colaboradores nos próximos dois anos", acrescenta. Sendo uma atividade altamente especializada, estas vagas serão preenchidas com engenheiros e profissionais das tecnologias de informação. "Uma parte será recrutada junto das universidades, mas necessitamos de pessoas qualificadas que teremos de ir buscar ao mercado", concluiu João José Ferreira.
O gigante Microsoft, por sua vez, vai abrir 50 VAGAS DE TRABALHO para o centro de competência de computação em nuvem e escalonamento em rede. Em outubro do ano passado, a empresa assinou um protocolo com o AICEP que previa a expansão deste estrutura em Portugal. O acordo previa que a Microsoft alargasse o número de trabalhadores dos 140 já existentes para 200. No entanto, este número está praticamente atingido e a Microsoft pretende atingir um total de 250 funcionários só para este centro de competência.
No que respeita a tecnologia de ponta, a construtora de aviões Embraer quer aumentar a força de TRABALHO nas duas fábricas de Évora em mais cerca de 100 funcionários. Uma parte das novas contratações será para reforçar os quadros do centro de engenharia e tecnologia. Esta unidade foi criada no ano passado e desenvolve peças e estruturas em materiais compósitos.
Com as mãos na massa
Depois de 10 anos a TRABALHAR na Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce, Nuno Carvalho tinha 32 anos quando decidiu criar o seu próprio EMPREGO. Profissão: CEO. Ele é o fundador e presidente da Padaria Portuguesa, uma rede de padarias de bairro na Grande Lisboa, que emprega atualmente mais de 500 pessoas. A primeira Padaria nasceu em 2010, na Avenida João XXI. Hoje a empresa tem 26 lojas, fatura 14,5 milhões de euros e quer contratar mais 300 colaboradores.
"Estamos a executar um plano de negócios que prevê a abertura de um total de 40 lojas até ao final de 2016, na Grande Lisboa", diz Nuno Carvalho. A ideia é elevar a faturação aos 18 milhões de euros, este ano. Além das lojas, existe o projeto de uma nova fábrica, que deverá estar a operar em 2016.
Numa empresa destas, em fase de grande crescimento, são precisos vários tipos de profissionais. Procuram-se chefes de turno, auxiliares de fabrico de padaria e pastelaria, supervisor de loja, gerentes, subgerentes e operadores de balcão. A Padaria até lançou uma campanha de recrutamento, apostada em mostrar que nestas profissões se podem desenvolver carreiras e não apenas "soluções de EMPREGO de curto prazo".
Na hotelaria, como na restauração, o emprego é muitas vezes visto assim, como algo transitório, para remediar. No entanto, é melhor começar a olhar para este setor com outros olhos.
"A hotelaria e o turismo pesam 15% nas nossas exportações. São 10 mil milhões de euros por ano. Em 2015 está prevista a abertura de 50 a 60 novas unidades hoteleiras, cerca de 22 em Lisboa e 14 no Porto e Norte", refere Luís Veiga, presidente da AHP - Hotelaria de Portugal.
A crise foi dura com este setor, com muitas falências e encerramentos, mas agora é tempo de recuperação,. Em 2014, a taxa de ocupação chegou aos 62,7% e o preço médio, por quarto, aos 68,9 euros. Os salários dependem destes números. E se há zonas do País onde a sazonalidade do turismo desemboca necessariamente em emprego sazonal e precário (como no Algarve, nos Açores ou no Douro), outras áreas há em que a estabilidade é conseguida, caso de Lisboa, que recebe turistas uniformemente todo o ano.
E há emprego? "Nas áreas do marketing digital, e das comidas e bebidas (empregados de mesa, de cozinha e chefes) há algumas dificuldades em encontrar profissionais. Esta onda da emigração levou muitos jovens ligados à hotelaria", afirma Luís Veiga. O TRABALHO aqui é cada vez mais especializado e qualificado. É impensável ter um rececionista que não fale inglês e francês.
Trabalhar com o luxo
O Penha Longa, um resort de luxo de 220 hectares, em Sintra, está a contratar cozinheiros, ajudantes de cozinha, supervisores de restaurante e copa, supervisores e instrutores de golfe, profissionais para o catering e para o departamento financeiro, etc. A remuneração vai do salário mínimo aos 1 500 euros. O ano passado, com a receita a crescer acima dos 10%, foram contratadas duas dezenas de pessoas. Este ano continuam a procurar gente.
"O mercado hoteleiro e o turismo em geral mostram sinais evidentes de crescimento no nosso País e isso foi  reflexo nos dois últimos anos de resultados no Penha Longa Resort. Igualmente, a The Ritz-Carlton Company continua a crescer exponencialmente em novos mercados com aberturas de novas unidades, permitindo aos nossos colaboradores crescerem e adquirirem alguma mobilidade dentro da companhia e experimentarem novos desafios no exterior. Estes dois fatores permitiram a abertura de novas vagas DE EMPREGO em várias áreas de negócio", explica David Martinez, diretor do Penha Longa.
Também o Club Med está a recrutar. Esta empresa francesa, dona de resorts de luxo em todo o mundo, quer contratar portugueses tanto para as suas unidades no nosso País como para o estrangeiro. Precisa de trabalhadores para a cozinha e bar, de massagistas e esteticistas, de educadores de infância, de desportistas e de rececionistas. Pede um diploma compatível com a função e oferece 650 euros mensais mais o alojamento, a alimentação e as viagens para o local de TRABALHO. "Todos os anos contratamos cerca de 5 mil colaboradores em todo o mundo", diz Antonio Minichini, diretor de recrutamento e formação para o Sul da Europa.
Regresso à tradição
Um dos setores que mais prevê investir nos próximos anos é o do calçado. Com as exportações a atingirem 1,9 mil milhões de euros em 2014, o que representa um crescimento de 7,7% face ao ano anterior, as empresas querem aumentar a capacidade de produção ou criar novas unidades fabris, o que se traduz numa necessidade de mão de obra. A Macosmi, por exemplo, vai investir 2,5 milhões de euros nas fábricas de São Martinho do Campo e de Castelo de Paiva, o que irá criar mais 70 postos de TRABALHO.
Também o setor da indústria metalúrgica e metalomecânica passa por um período áureo. As exportações do setor estão a bater recordes ao longo dos últimos cinco anos, tendo atingido os 13,8 mil milhões de euros  em 2014.  Ao todo, este setor engloba 15 mil empresas em Portugal que dão trabalho a mais de 200 mil pessoas. Ao longo deste ano, esta indústria deverá criar mais de 2 mil novos EMPREGOS qualificados. ?"O número de trabalhadores no setor deverá crescer cerca de 1% ao longo deste ano", diz à VISÃO, Rafael Campos Pereira, vice-presidente da AIMMAP, a associação que representa as empresas da metalurgia e da metalomecânica em Portugal.
O dirigente associativo destaca ainda que, ao longo dos últimos anos,  a indústria "tem vindo a assistir a uma verdadeira revolução na estrutura laboral", com a entrada de quadros cada vez mais qualificados, de forma a garantir que os produtos se adaptam às necessidades dos mercados cada vez mais exigentes em termos de qualidade..
Entre os investimentos previstos, um dos destaques vai para a empresa francesa Eurocast que vai investir cerca de 24 milhões de euros na construção de uma unidade de produção de fundição injetada de alumínio para componentes automóveis. A nova fábrica será construída em Arcos de Valdevez e irá criar 150 postos de TRABALHO diretos. As inúmeras PROPOSTAS DE TRABALHO são insuficientes para acabar com a elevada taxa de desemprego. Mas grão a grão...
Novas contratações no setor público
A carreira no Estado - com os seus salários cortados e a sombra do despedimento ?a pairar em forma de requalificação - já não é tão atrativa como foi no passado. ?O Governo mantém a intenção de reduzir o número de funcionários públicos, mas há áreas específicas onde faltam profissionais. E o recrutamento está aberto. Até dia 24 de fevereiro, por exemplo, o INEM aceita candidaturas para preencher 85 postos para técnico de ambulância de emergência. A função passa pela condução das ambulâncias e o auxílio aos médicos na prestação de socorro. O INEM pede que os candidatos tenham o 12.º ano de escolaridade, robustez física e psíquica, as vacinas em dia e carta de condução. Pode candidatar-se através do site www.inem.pt. Além disso, em breve, o INEM vai lançar um novo concurso para contratar 70 profissionais para atendimento das chamadas de emergência. Onde também vai abrir um concurso é na Polícia Judiciária. Recentemente, a ministra da Justiça anunciou a abertura de 120 vagas para inspetor estagiário, o primeiro patamar na carreira de investigação criminal. Mas enquanto a PJ pede uma licenciatura, a PSP apenas exige o 12.º ano. Em 2015, garantiu a ministra da Administração Interna, serão recrutados 300 novos agentes para a Polícia de Segurança Pública. Boas notícias também para os enfermeiros, com o anúncio da contratação de 2 000 profissionais para o Serviço Nacional de Saúde. Há ainda espaço para contratar 819 médicos. Depois tem havido concursos pontuais nos vários setores da administração pública no site Bolsa de emprego Público (www.bep.gov.pt ). (texto dos jornalistas da Visão, Alexandra Correia e Paulo Santos, publicado na VISÃO 1146, de 19 de fevereiro, com a devida vénia)

quinta-feira, dezembro 11, 2014

Estágios do IEFP explicam um terço do crescimento do emprego no sector privado



Segundo a jornalista do Público, RAQUEL MARTINS, “os estágios profissionais deram um contributo importante para o aumento do emprego no sector privado durante o terceiro trimestre do ano. A conclusão consta do Boletim Económico do Banco de Portugal (BdP) divulgado nesta quarta-feira, que conclui que o emprego por conta de outrem no sector privado registou um crescimento de 2,5%, tendo os estágios profissionais contribuído com 0,9 pontos percentuais para esta evolução. O BdP recorre a várias fontes estatísticas para tentar qualificar a evolução recente do emprego, nomeadamente os registos do Ministério do Emprego, da Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e Instituto Nacional de Estatística (INE). A análise, explica a instituição, torna-se premente tendo em conta o período de transição do Inquérito ao Emprego, elaborado pelo INE e que, no terceiro trimestre, foi actualizado com base nos Censos de 2011. Os dados do Ministério, conjugados com os da DGAEP, do IEFP e do INE permitem concluir que o número de trabalhadores por conta de outrém no sector privado está a crescer 2,5% em termos homólogos, depois de ter crescido 1,6% na primeira metade de 2014. Para esta evolução, refere o BdP, terão também contribuído as políticas activas de emprego. Citando dados do IEFP, o banco central conclui que o número de pessoas abrangidas por estágios profissionais “apresenta uma evolução crescente, com particular incidência a partir do último trimestre de 2013". “Estima-se que o aumento significativo dos estágios profissionais no último ano terá contribuído para o crescimento homólogo do emprego privado por conta de outrém em cerca de 0,9 pontos percentuais no terceiro trimestre do ano” e de 0,8 pontos percentuais na primeira metade do ano, refere-se no documento. A grande questão é saber se estes efeitos de que fala o BdP serão duradouros ou apenas temporários. Ou seja, é preciso esperar mais tempo para perceber se os jovens que fizeram estágios subsidiados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) ficam, depois, nas empresas. Por outro lado, é difícil saber se os que fizeram estágio teriam entrado no mercado de trabalho caso não tivessem recorrido a este mecanismo. Recentemente, também a Comissão Europeia alertava para os efeitos das políticas activas de emprego na evolução do mercado de trabalho, levantando dúvidas se o crescimento do emprego seria sustentável. "O dinamismo recente do emprego - diz o BdP - poderá não ser inconsistente com o crescimento moderado da actividade neste período”, mas a instituição liderada por Carlos Costa alerta que a recuperação do emprego privado por conta de outrem ao longo de 2014 é mais moderada do que a implícita no Inquérito ao Emprego do INE, que apontava para um crescimento homólogo de 6% e trimestral de 2,3% do emprego por conta de outrem. O BdP conclui ainda que o emprego por conta própria tem vindo a cair, assim como o emprego nas administrações públicas”