Eugénio Rosa diz que o IEFP e o Governo "escondem" número real de desempregados, já que muitos não estão inscritos nos centros de emprego. Numa altura, em que o Governo se prepara para atribuir 240 euros aos agregados familiares mais vulneráveis – em que estão incluídos aqueles que recebem prestações de desemprego – Eugénio Rosa acusa o Governo de “procurar ‘vender’ à opinião pública a ideia que, no nosso país, o emprego tem aumentado e que o desemprego tem diminuído criando a ilusão que Portugal teria o melhor dos mundos possíveis”.
E dá como exemplo que, entre outubro de 2021 e agosto de 2022, o emprego aumentou de 4,27 milhões para 4,48 milhões (um acréscimo de 214,3 mil), mas em setembro deste ano já se verificou uma redução do emprego. No entanto, de acordo com o economista, “este aumento do emprego está associado a baixos salários que, ainda por cima, estão a perder continuamente poder de compra”, já que em dezembro o poder de compra da remuneração média base ilíquida era inferior à de dezembro de 2020 em -0,2% mas face a setembro de 2022, o poder de compra era inferior ao de setembro de 2021 em -4,6%. “O aumento do emprego é sobretudo o emprego de baixa qualidade e de baixos salários”, referindo que “assim é impossível tirar o país do atraso”.






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