fonte: Jornal de Negócios
sábado, junho 01, 2024
quarta-feira, fevereiro 14, 2024
Receitas da ANA sobem 22% para recorde de 1.105 milhões
O Volume de negócios da concessionária portuguesa supera pela primeira vez os mil milhões, impulsionado por um número também recorde de passageiros, indicam as contas do grupo Vinci. A ANA registou receitas recorde de 1.105 milhões de euros em 2023, um crescimento de 22% face ao ano anterior, indicam os resultados do grupo Vinci, dono da concessionária dos aeroportos portugueses. O aumento das receitas traduz o crescimento do número de passageiros, que atingiu os 66,3 milhões.
O negócio de concessões de aeroportos do grupo francês fechou o ano com receitas de 3.947 milhões, um aumento de 47% face a 2022, segundo as contas divulgadas na quinta-feira. A ANA contribuiu com 28% daquele bolo, ficando perto do contributo de 31% do Reino Unido, onde a Vinci opera os aeroportos de Gatwick e Belfast. Em Portugal, a empresa continuou a recuperação das receitas após o tombo provocado pela Covid-19 em 2020 e 2021. Os 1.105 milhões registados em 2023 ficam já 23% acima dos perto de 900 milhões registados em 2019. O mesmo acontece no número de passageiros, que é já superior em 12,2% ao período pré-pandemia.
A Vinci comprou a ANA em 2012, no âmbito do processo de privatização, detendo a concessão de dez aeroportos nacionais até 2062. Desde a aquisição já conseguiu lucros de 1.454 milhões, a que se somarão os de 2023, ainda não discriminados. O grupo francês, que inclui negócios na concessão de autoestradas, construção ou energia, fechou o exercício de 2023 com lucros de 4,7 mil milhões de euros, mais 10,4% que em 2022 (ECO online, texto do jornalista André Veríssimo)
quinta-feira, novembro 10, 2022
Reguladora rejeita subida de taxas aeroportuárias proposta pela ANA
ANAC diz que incremento em Lisboa, Porto e Faro tem de ser inferior ao que foi calculado pela ANA - Aeroportos de Portugal para o ano que vem porque os valores não cumprem “as disposições previstas no contrato de concessão”. A ANA – Aeroportos de Portugal vai ter de rever a sua política de aumentos tarifários para os aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, depois da autoridade reguladora da aviação civil, a ANAC, ter considerado que o plano de subidas proposto pela empresa não está alinhado com as regras contratuais ligadas à concessão. A ANAC “considerou que a proposta tarifária apresentada para 2023”, com uma subida de 5,9 pontos percentuais (p.p.) acima da inflação em Lisboa, e que passa para mais 1,9 p.p. no Porto e mais 2,71 p.p. em Faro, “não cumpre as disposições previstas no contrato de concessão”, explicou a reguladora em comunicado. Assim, decidiu-se “suspender de imediato o processo de consulta tarifária em curso”, determinando a ANAC que, no caso de Lisboa, a ANA “deverá alterar a sua proposta de taxas das actividades reguladas a vigorar em 2023, de forma a assegurar que a RRMM (Receita Regulada Média Máxima)” não apresente “um aumento superior a dois pontos percentuais acima da inflação”, ou seja, menos 3,9 p.p. face ao proposto pela empresa.




