A comparação entre a taxa efetiva de IRS aplicada em 2025 e a que incidia sobre os rendimentos equivalentes em 2003, descontando a inflação, mostra que a carga fiscal aumentou em todos os níveis de rendimento analisados, desde os 1.000€ brutos de salário base mensal até aos 10.000€. Considerando um trabalhador solteiro e sem filhos, um salário base bruto mensal de 1.000€ suportava, em 2025, uma taxa efetiva de IRS de 7,6%, acima dos 6,1% aplicados em 2003 para um rendimento com o mesmo poder de compra. A mesma tendência verifica-se nos restantes escalões: por exemplo, nos 1.500€ a taxa passou de 11,9% para 12,4%, nos 2.000€ passou de 14,9% para 15,6%, e nos 2.500€ subiu de 18,5% para 19,0%. Nos rendimentos mais elevados, a diferença também é visível. Um salário bruto mensal de 5.000€ está sujeito a uma taxa efetiva de IRS de 28,1%, quando o valor equivalente em 2003 era tributado a 26,9%. Nos 10.000€ subiu de 33,2% para 35,7%. Em todos os níveis de rendimento, dos mais baixos aos mais elevados, uma parcela maior do rendimento bruto é atualmente entregue ao Estado através do IRS, comparativamente com o que acontecia há cerca de duas décadas. E, é possível observar outra dinâmica: foi nos extremos, tanto nos rendimentos mais baixos (1.000€), como nos rendimentos mais elevados (10.000€), que se deram os maiores aumentos relativos (Mais Liberdade, Mais Factos)

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