A despesa pública em Portugal e nos países europeus e norte-americanos da OCDE, distribui-se de forma bastante diferente, entre as suas principais categorias. Em Portugal, a proteção social representa 39% da despesa pública total, um valor bastante superior à média da OCDE (31%). A saúde absorve 16% da despesa (vs. 19% na OCDE), os serviços públicos gerais 14% (vs. 14% na OCDE), a educação 10% (vs. 11% na OCDE) e os assuntos económicos, uma categoria bastante abrangente, outros 10% (vs. 10% na OCDE). Destes números, a principal conclusão que se tira é que, em Portugal, a despesa pública se concentra mais na proteção social, em detrimento, sobretudo, da saúde. A proteção social é, de longe, a maior rubrica da despesa pública em todos os países analisados. A Finlândia lidera com 46%, seguida do Luxemburgo (43%) e de Dinamarca, Áustria, França, Espanha e Alemanha (todas com 41%). No extremo oposto, os 🇺🇸 EUA dedicam apenas 20% da sua despesa pública à proteção social, reflexo de um modelo de Estado social muito menos protecionista do que o europeu. A saúde tem um peso especialmente elevado nos EUA (26%), na Irlanda (23%) e na Chéquia (20%), enquanto a Suíça se destaca por dedicar apenas 7% da sua despesa pública a esta área, compensando com um peso muito maior na educação (17%), categoria em que, proporcionalmente, é o país que mais gasta (18%). Itália (7%), Grécia (8%), França e 🇪🇸 Espanha (ambos com 9%) são os países que destinam a menor proporção da sua despesa pública à educação. Estes dados revelam que, embora todos os países da OCDE partilhem uma estrutura de despesa pública com traços comuns, existem diferenças significativas que refletem escolhas políticas, modelos de Estado social e graus distintos de desenvolvimento económico e institucional (Mais Liberdade, Mais Factos)

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