Segundo os dados do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social, disponíveis no sistema de informação Sales Index da Marktest, os residentes no concelho de Oeiras foram os que em 2011 obtiveram melhores remunerações mensais. Em 2011, os trabalhadores por conta de outrem (TCO) do Continente ganharam, em média, por mês, 1 085 euros, de acordo com os dados do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social (MTSS), disponíveis no sistema de informação Sales Index da Marktest. 254 dos 278 concelhos do Continente registaram valores abaixo desta média, sendo o mais baixo observado no concelho de Freixo de Espada à Cinta (distrito de Bragança), onde os trabalhadores por conta de outrem tiveram um ganho médio mensal de 673 euros. O concelho de Figueira da Foz foi o que mais se aproximou da média do Continente, com 1089 euros. Apenas 24 concelhos evidenciaram um ganho médio mensal acima da média do Continente, sendo no concelho de Oeiras que esse valor foi superior. Os TCO do concelho ganharam, em média, 1721 euros. Os concelhos de Sines, Alcochete, Castro Verde e Lisboa apresentaram valores médios acima de 1500 euros mensais. O gráfico mostra o posicionamento dos concelhos do Continente face a 3 variáveis: o ganho médio mensal dos TCO (eixo horizontal), o índice de poder de compra (eixo vertical) e a população residente (dimensão dos círculos). As cores dos círculos representam as regiões Marktest a que pertencem os concelhos. O gráfico identifica alguns dos concelhos, permitindo ainda perceber que são, de um modo geral, os concelhos da Grande Lisboa, Grande Porto e Litoral Centro os que apresentam tanto um maior poder de compra como ganhos médios mensais mais elevados, sendo ainda os concelhos mais populosos. O posicionamento de concelhos como Alcochete, Sines, Palmela ou Castro Verde relaciona-se naturalmente com a localização nesses concelhos de grandes empresas como a Autoeuropa, Galp Energia ou Somincor (fonte: Marktest.com, Setembro de 2014)
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quarta-feira, setembro 10, 2014
sexta-feira, agosto 20, 2010
Um milhão de famílias vão prestar prova de rendimentos
Segundo o Diário Economico, "mais de um milhão de agregados beneficiários de prestações familiares vão ser chamados a partir da próxima semana. O secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, explicou à Lusa que nesta reavaliação extraordinária, prevista no diploma de condição de recursos que entrou em vigor a 1 de Agosto, será solicitado ao beneficiário a actualização do agregado familiar, bem como dos respectivos rendimentos e património. "É um esforço muito grande. Vão ser bem mais de um milhão de famílias que vão ser contactadas e que vão fazer essa prova de rendimentos que é essencial para garantir o esforço de rigor na atribuição das prestações", disse Pedro Marques. De acordo com o responsável, para concretizar este "esforço inédito", os serviços da Segurança Social adoptaram planos de contingência para o atendimento telefónico e presencial, reforço dos sistemas informáticos e formação direccionada para esta iniciativa, que visa introduzir um maior rigor na atribuição de prestações sociais, como o RSI ou o abono de família. O veículo preferencial para esta chamada será, de acordo com Pedro Marques, o serviço Segurança Social Directa (disponível on-line), onde o prazo para prestar provas acontecerá entre 10 de Setembro e 31 de Dezembro. Em concreto, as equipas da Segurança Social irão ter em conta um leque mais abrangente dos rendimentos do requerente, bem como do seu agregado familiar".
segunda-feira, dezembro 15, 2008
Portugal: RENDIMENTOS DAS FAMÍLIAS
Em 2006, o Rendimento Primário (RP) e Rendimento Disponível (RD) cresceram em termos nominais face a 2005, 3,2% e 4,2%, apresentando a nível regional crescimentos diferenciados. As famílias da região do Algarve apresentaram o maior crescimento tanto do RP (4,1%) como do RD (5,7%), nitidamente acima do crescimento nacional ocorrido nestes dois indicadores.
Em 2006, à semelhança do ano anterior, a distribuição secundária do rendimento, em grande medida associada às transferências sociais provenientes das administrações públicas, beneficiou em termos relativos as famílias das regiões do Alentejo e do Centro. Com efeito, essas famílias viram o Rendimento Disponível por habitante superar o rendimento gerado pela sua participação no processo produtivo e pelos saldos dos rendimentos de propriedade.
Nas regiões de Lisboa, do Algarve e Autónomas dos Açores e da Madeira o RD ficou abaixo do RP, e a região Norte manteve praticamente um RD por habitante idêntico ao RP por habitante (8 420 € face a 8 483€). Face à média nacional, o cenário é semelhante: as disparidades regionais entre o RP e RD reduzem-se nas regiões do Alentejo, Centro e Norte, cujos índices de disparidade diminuem face ao valor nacional cerca de 7 p.p. e 6 p.p. no caso das duas primeiras regiões e de 3 p.p. relativamente à última, quando se passa do Rendimento Primário para o Rendimento Disponível. A região de Lisboa é claramente a mais afectada pela acção redistributiva dos rendimentos e das Outras Transferências Correntes, perdendo o índice do Rendimento Disponível 11 p.p. face ao Rendimento Primário Considerando igualmente o PIB p.c., verificou-se que as regiões de Lisboa, RAM e Algarve apresentaram, em 2006, níveis por habitante superiores à média nacional para os três indicadores: Lisboa apresentou índices de 140, 138 e 127, respectivamente para o PIB p.c., RP p.c. e RD p.c.; a RAM e o Algarve registaram índices inferiores para os mesmos indicadores, na ordem de 128, 105 e 105 para a RAM e 106,110 e 109 para a região do Algarve.
Nas regiões de Lisboa, do Algarve e Autónomas dos Açores e da Madeira o RD ficou abaixo do RP, e a região Norte manteve praticamente um RD por habitante idêntico ao RP por habitante (8 420 € face a 8 483€). Face à média nacional, o cenário é semelhante: as disparidades regionais entre o RP e RD reduzem-se nas regiões do Alentejo, Centro e Norte, cujos índices de disparidade diminuem face ao valor nacional cerca de 7 p.p. e 6 p.p. no caso das duas primeiras regiões e de 3 p.p. relativamente à última, quando se passa do Rendimento Primário para o Rendimento Disponível. A região de Lisboa é claramente a mais afectada pela acção redistributiva dos rendimentos e das Outras Transferências Correntes, perdendo o índice do Rendimento Disponível 11 p.p. face ao Rendimento Primário Considerando igualmente o PIB p.c., verificou-se que as regiões de Lisboa, RAM e Algarve apresentaram, em 2006, níveis por habitante superiores à média nacional para os três indicadores: Lisboa apresentou índices de 140, 138 e 127, respectivamente para o PIB p.c., RP p.c. e RD p.c.; a RAM e o Algarve registaram índices inferiores para os mesmos indicadores, na ordem de 128, 105 e 105 para a RAM e 106,110 e 109 para a região do Algarve.
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