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segunda-feira, outubro 12, 2009

Eleições: os mandatos no Funchal


Mandatos nas Assembleias de Freguesia (2005 e 2009)

Mandatos na Assembleia Municipal (2005 e 2009)

Mandatos na Câmara Municipal (2005 e 2009)

Eleições: pois, pois, embrulha...

No Porto e em Lisboa, o Bloco de Esquerda ficou aquém dos seus objectivos, reconheceu o coordenador do partido, Francisco Louçã. Vejam a diferença em escassas duas semanas.

Eleições: o que é que estas queriam?

O que é que estas duas queriam? Perderam as Câmaras de Sintra e do Porto mas já têm o tacho garantido, porque são ambas deputadas ao Parlamento Europeu. E assim vai a nossa política...

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Eleições: embrulha põe-te a andar

Na reacção ao escrutínio das eleições autárquicas, Fátima Felgueiras assumiu "pessoalmente" a derrota, sem deixar de manifestar a sua "surpresa". É caso para dizer, embrulha-se a põe-te a andar...

Eleições: João Jardim ironiza com "asfixia democrática"

Eleições: 52 câmaras mudaram de cor política

Ao todo mudaram de cor política cinquenta e duas Câmaras. Em 2009 o mapa político está agora mais repartido entre PSD e PS. Mas, os socialistas foram os vencedores em termos de percentagem de votos. 37,6% contra 22,9% do PSD.

Eleições: PSD conquista 138 municípios e PS 131

O PSD obteve mais Câmaras Municipais que o PS. O PSD garantiu 138 municípios contra 131 dos socialistas. A 3ª força política mais votada é a CDU. Os movimentos de cidadãos independentes alcançaram a vitória em sete municípios. O CDS-PP conquistou uma única autarquia: Em Ponte de Lima.

Vitória de Isaltino e Valentim, derrota de Felgueiras e Ferreira Torres

Dois mediáticos candidatos independentes estão entre os derrotados da noite. Avelino Ferreira Torres não conseguiu voltar à câmara do Marco., mas a surpresa maior foi a derrota clara de Fátima Felgueiras, que não passou dos 25 por cento de votos. Em Gondomar, Valentim Loureiro venceu mas perdeu a maioria em Oeiras, Isaltino Morais ganhou e de novo com maioria.

Eleições: os mandatos no Funchal

Mandatos nas Assembleias de Freguesia (2005 e 2009)
Mandatos na Assembleia Municipal (2005 e 2009)

Mandatos na Câmara Municipal (2005 e 2009)

São Vicente: as "continhas" certas...

São Vicente era um dos concelhos rodeados de Maios expectativa. Por um lado devido à mudança do actual Presidente, à polémica quanto à sua reacção a essa substituição e ao facto de João Carlos Gouveia, líder regional do PS, tentar pela quarta vez a eleição para a Câmara Municipal, defrontando agora um candidato laranja sem grande experiência política. O que é que aconteceu num concelho onde entre 2005 e 2009 votaram menos 110 eleitores e onde a abstenção aumentou de 37,8% para 44%? O PSD perdeu 184 votos, mas o PS, cujo líder regional era candidato, perdeu 315 votos. O CDS voltou a ser o grande beneficiado – dizem que por causa da candidata que apresentou – aumentando 389 votos. O PCP perdeu 4 votos e o Bloco aumentou 2. Neste contexto, a subida eleitoral do CDS, mais os menos 110 eleitores votantes (499), corresponde exactamente ao somatório da queda do PSD e do PS (499).

Mandatos na Câmara Municipal (2005 e 2009)
Mandatos na Assembleia Municipal (2005 e 2009)
Mandatos nas Assembleias de Freguesia (2005 e 2009)

PSD perde mais de 900 votos na Ribeira Brava

O que se passou na Ribeira Brava conta-se em poucas palavras: a abstenção passou de 35,2% em 2005 para 46,1%, aumento que exige uma reflexão, num acto eleitoral em que entre 2005 e 2009 votaram apenas mais 30 eleitores. Quanto aos partidos, o PSD perdeu mais de 900 votos que curiosamente fica a pouca distância do somatório das subidas do PS, CDS (o grande beneficiado), Bloco e PT. A sensação que tenho é que os mais de 900 eleitores do PSD não foram votar, hipótese qu3e nem considero plausível, ou assistiu-se a uma oscilação eleitoral num universo de eleitores que se manteve sensivelmente o mesmo.
Mandatos na Câmara Municipal (2005 e 2009)
Mandatos na Assembleia Municipal (2005 e 2009)
Mandatos nas Assembleias de Freguesia (2005 e 2009)

PSD perde mais de 2.200 votos em Câmara de Lobos

Surpreendente. O PSD perdeu mais de 2.200 votos em Câmara de Lobos, tradicionalmente o concelho mais laranja. Os social-democratas foram os principais sacrificados, pelo que se torna evidente que existiram ou candidatos na oposição de grande prestígio ou divergências internas podem ter sacrificado o PSD. A minha interpretação é que o PT foi o grande beneficiado com a perda do PSD. Mas vamos a factos: o PSD perdeu 2.209, votos, o PS perdeu apenas 515. O PCP perdeu apenas um voto (!), enquanto que o CDS aumentou 536 votos, o Bloco perdeu 32, o PND aumentou 901 votos (estreou-se) e o PT 2.129 (estreou-se), uma excelente votação de João Isidoro que é um conhecedor profundo do concelho., provavelmente o seu principal segredo do sucesso. As perdas da esquerda – PS, PC e Bloco ascenderam a 548 votos. O somatório das subidas do CDS, PND e PT totalizaram 3.566 votos, o que é realmente significativo. Se atendermos a que estamos a falar de um concelho em que a abstenção passou de 42,2% em 2005 para 48,3% em 2009, mas que votaram em 2009 mais 483 eleitores, verifica-se que o somatório das perdas eleitorais do PSD e da esquerda, juntas (2.757 votos), fica aquém dos ganhos do PT,PND e CDS. Mas se somarmos as perdas atrás referidas com os novos eleitores obtemos 3.240, valor ainda aquém dos 3.566 votos que PND, PT e CDS alcançaram. Contudo, de uma maneira geral, podemos considerar que houve transferência de eleitorado entre partidos com o PSD a ser o grande penalizado e o PT o maior beneficiado. Podíamos ainda verificar que a perda do PSD é sensivelmente igual aos votos do PND e que o somatório das perdas da esquerda com os votantes a mais não fica muito longe dos votos do PND.

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Mandatos na Assembleia Municipal (2005 e 2009)

Mandatos nas Assembleias de Freguesia (2005 e 2009)

Santa Cruz: hecatombe do PS e "cidadãos" sem fazerem o pleno

O que se passou com o PS em Santa Cruz foi uma autêntica hecatombe. A coligação de Cidadãos estabilizou a votação em todas a s freguesias - com o Caniço com mais de 2 mil votos a ser fundamental – mas foi a grande beneficiada da descida dos socialistas. É preciso ter presente que CDS e Bloco aparecem com “quedas” eleitorais quando na realidade apoiaram este ano a coligação de cidadãos. O PT estreou-se – e de que maneira! – e as coligação andou à “dentada” ao PSD. Vamos procurar uma explicação: de 2005 para 2009 votaram mais 1.396 eleitores (!) – a abstenção passou de 35,2 para 41,1% o que se explica pelo aumento de eleitores inscritos. O PSD perdeu apenas 334 votos para a Câmara Municipal. O somatório, em 2005, dos votos do PS, CDS e Bloco de Esquerda foi de 8.741 votos. Alista de cidadãos conseguiu 5.866 votos, mas se somarmos a diferença que o PS perdeu (4.939 votos) mais os votos do CDS e do Bloco que apoiaram a lista de cidadãos, temos que existe um diferencial de 250 votos perdidos. Aparece então o PT com 950 votos. Se considerássemos a perdida do PSD (334 votos), mais a perda da coligação (250 votos) teríamos um total de 584 votos. Ou seja, o PT teria ido buscar os restantes 366 votos ao aumento de eleitores. Conclusão: há uma evidente estabilização de eleitorado votante, com o movimento de cidadãos apoiados pelo CDS e pelo Bloco a não conseguiram o total dos todos perdidos pelo PS mais os votos dos dois partidos. A evidência foram os 334 votos do PSD que podem ter (ou não) influenciado a perda da maioria absoluta.


Mandatos na Câmara Municipal (2005 e 2009)

Mandatos na Assembleia Municipal (2005 e 2009)

Mandatos nas Assembleias de Freguesia (2005 e 2009)

Machico: PSD perdeu quase 1000 votos

O PSD perdeu quase 100 votos em Machico na eleição para a Câmara Municipal. Todos os restantes partidos subiram (a subida totalizou 1.056 votos) num acto eleitoral onde comparativamente a 2005, votaram apenas menos 14 eleitores. Ou seja, confirma-se uma deslocação de eleitorado do PSD, até porque se registou uma queda de 3,2% na abstenção. São números que dão que pensar.

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Eleições: como foram eleitos os vereadores no Funchal

Nem sempre as pessoas são esclarecidas por quem de direito - e muitas desconhecem os procedimentos adoptados na eleição por método de Hondt - de como são eleitos os vereadores. Tudo tem a ver com o total de votos e não com as percentagens. As percentagens valem zero! O total de votos de cada partido é dividido sucessivamente por 2, 3, 4, 5, 6 e sucessivamente até ser necessário. Depois, a eleição dos vereadores (ou dos deputados) faz-se de ordem decrescente, dos valores mais elevados para os mais baixos até estarem serem eleitos o número total de vereadores, neste caso, previstos na lei. No caso do Funchal, o executivo tem 11 membros. Como é que foram eleitos os membros do novo elenco da Câmara do Funchal? O quadro seguinte ajuda a perceber:

Verifica-se que o PSD elegeu o 1º, 2º, 3º, 5º, 6º, 8º e 10º mandatos, que o PS conseguiu apenas o 4º mandato, o CDS elegeu o 7º, o PND conseguiu o 9º e o PCP o 11º mandato e último. Um esclarecimento final: para sabermos quantos votos faltaram, por exemplo, ao Bloco de Esquerda para eleger um deputado. não podemos fazer a diferença directa entre os votos totais do BE e os resultados das divisões. Temos é que reduzir ou somar votos nos totais dos partidos para depois compararmos os votos do BE com os novos resultados apurados nas divisões. Reparemos neste exemplo:
- se mantivermos a votação do Bloco de Esquerda, e retirássemos 500 votos ao PCP e 500 votos ao PND, mantendo CDS, PS e PSD as suas votações o que aconteceria? O quadro seguinte esclarece.

O PCP perderia, neste caso, o seu eleito, que beneficiaria o PS. O Bloco continuava a não eleger vereador. Se o PS tivesse, por exemplo mais 2.000 votos, mantendo todos os restantes partidos as suas votações, qual o desfecho? O quadro seguinte esclarece:

No caso da situação descrita, o PS ficava com 2 vereadores (7º e 9º) mas PCP e Bloco de Esquerda. Ou seja, neste cenário para que o Bloco de Esquerda pudesse eleger um deputado previsava de mais 1.414 votos e mesmo assim, relegava o PCP dos eleitos.

Eleições: PND

Pelos princípios que seguiu na minha vida profissional, enquanto jornalista, princípios esses que continuo a seguir, temos que realçar, também na política, o mérito e o sucesso. O PND sabe o que eu penso deles. Eu sei, porque já várias vezes escrevi, o que penso do PND, provavelmente pela forma como actuam, pelo tipo de discurso, pelas palhaçadas que protagonizam, e pelo facto de mostrarem objectivos pessoalizados, em vez de começarem a construir uma ideologia e um programa. O combate à corrupção é um dever ético de qualquer sociedade. Não podemos tolerar o gamanço, muito menos com os dinheiros públicos, de todos nós. Detesto o compadrio corrupto, tenho uma aversão doentiamente selvagem em relação aos mamões que se vangloriam num exibicionismo, medíocre e idiota, dos que por aí andam, de pança-cheia, gozando com todos nós, como se fossem m ais inteligentes que nós por terem "habilidades" que não temos. Não se trata de inveja, trata-se de pugnar pela ética, pela transparência, pela lisura. Não somos um paraíso a esse nível, não nos iludamos. Mas o combate à corrupção não é património de um partido específico, até porque provavelmente existem manchas em todos os lados. No plano político, defendo as minhas ideias, coerentemente, porque nunca mudei desde 1974 a minha forma de pensar. Pior razões profissionais a minha militância partidária activa começou apenas em 1992, quando deixei o jornalismo. Antes disso não tive qualquer militância ou partidário activo, porque era esse o meu entendimento, por que era assim que pensava. E penso. Toda esta introdução para quê? Para registar a eleição de um vereador do PND à Câmara do Funchal, independentemente do facto de ser meu familiar. Não confundimos as coisas. Politica é uma coisa, questões familiares outra. Podemos não gostar - e certamente não gosto, como é sabido - dos procedimentos adoptados. Muitos pensam como eu, mas a verdade é que os cerca de 4.300 votos, ganhos à custa das perdas da esquerda, como já referi, justificaram a eleição do vereador do PND, sem espinhas. Julgo que mais do que "perseguir" a maioria, o vereador do PND, com a legitimidade igual à de todos os outros eleitos, poderá encontrar condições para dar atenção aos vereadores da oposição. Porque há uns "danadinhos" (julgam que é só o Coelho?...) que às sombra do estatuto de oposição (?), salvam-se que nem uns "artistas"... Aqui fica este registo, sem rancores, na certeza de que continuo a pensar do PND o que sempre penso. Mas isso não invalida o sucesso que tiveram no Funchal.

Eleições: parabéns ao Roberto

Ia cometendo a indelicadeza de não registar a eleição do blogger Roberto Rodrigues, agora vereador do CDS/PP no executivo da Câmara Municipal de Câmara de Lobos. Depois de uma actividade municipal na Assembleia Municipal, Roberto, por seu mérito próprio, acaba por garantir ao CDS/PP um dos poucos êxitos eleitorais na noite de ontem. O editor do blog Cortar da Direita não podia por isso deixar de merecer as minhas felicitações. Provavelmente - porque foi esse o veredicto do povo de Câmara de Lobos - porque conseguiu uma eleição que mereceu, porque é jovem e porque é uma mais-valia do CDS/PP.

Eleições: o "mistério" do Funchal...

O Funchal, eleitoralmente falando, parece um "mistério". Só para os mais desatentos. Entre 2005 e 2009 havia mais inscritos (de 100.618 para 106.155). De 2005 para 2009 votaram 57,8% há quatro anos contra apenas 52,8% este ano. Quando a resultados, vejam,os este quadro:

Se derem atenção a este quadro - e as pessoas têm que começar a saber trabalhar com indicadores eleitorais - constatam que as perdas do PS, PCP e Bloco de Esquerda, entre 2005 e 2009, ascenderam a 9.313 votos. Já verificamos que votaram menos 2.159 eleitores em 2009. Os ganhos do PSD e do CDS totalizaram 1.741 votos. Os ganhos do PND e do PT foram de 6.403 votos, porque não concorreram em 2005. Se somarem os ganhos do PND e do PT, mais os ganhos eleitorais do PSD e do CDS, temos 8.144 votos. Finalmente se constatarem que entre as perdas da "esquerda" e os ganhos dos demais resta um saldo negativo de 1.169 que depois de deduzidos os mais 2.159 eleitores que não votaram, isso permite-nos concluir que há apenas uma oscilação efectiva de votos, entre os vários partidos, que envolve um universo de 990 eleitores,o remascente de todas estas operações simples de aritmética. Amanhã com mais tempo tentarei fazer estas mesmas contas noutros concelhos. Ou seja, a queda eleitoral da esquerda, de mais ded 9.300 votos, foi a grande abastecedora dos votos e dos eleitos do PND e do PT no Funchal. O resto é conversa da treta

PS: contem lá a história toda...

O PS volta a formalizar terça-feira a candidatura de Martins - que voltou a ser derrotadíssimo em Machico (ou quem sabe se perdendo tudo, também "ganhou", pelo simples facto do PS ter mantido a Junta de Freguesia da Agua de Pena por mérito do candidato socialista e de mais ninguém?). Mas não é de eleições que vou falar. O que eu gostaria que me contassem era a história de bradar aos ceús de todo este processo, as pressões feitas para que Martins voltasse a ser candidato (o homem sonha com o lugar...) dos convites feitos pelo confuso Gouveia que depois desconvidou com medo dos outros que o pressionaram e que lhe levantaram a voz, uma verdadeira salgueirada que dava um filme de humor. O problema é que no fim de tudo isto constou-me que há pessoas irritadas com o enxovalho a que foram sujeitas. Contem lá a história. Ou a comunicação social não se interessa...

Eleições: Gouveia pode demitir-se esta semana

Ao que julgo saber, João Carlos Gouveia esta a ponderar a possibilidade de anunciar a sua demissão do cargo de líder do PS madeirense, na 3ª feira à tarde ou na 4ª feira, depois do reinício dos trabalhos parlamentares, por considerar que não tem condições, depois de três derrotas pesadas nas europeias, legislativas nacionais e autárquicas, onde nem foi capaz de conquistar como queria a Câmara de S.Vicente. É mais do que evidente que João Carlos Gouveia não tem condições para continuar no cargo e que provavelmente deverá apoiar uma alternativa interna a Serrão e a Freitas. Recusado um cenário de recandidatura de Emanuel Jardim Fernandes, que seria um regresso ao passado, e mantendo-se as chamadas "elites" distantes de qualquer envolvimento por razões pessoais e empresariais, Emanuel Câmara ou um dirigente do Funchal que não consegui identificar, aparecem como nomes potencialmente candidatos a uma candidatura apoiada pelo grupo de Gouveia.