Segundo o Jornal de Negócios, "teve "condições absolutamente únicas" para fazer um "bom trabalho", mas, ao invés, "tudo foi muito mal gerido", acusa o primeiro ministro das Finanças de José Sócrates. Em entrevista ao jornal “i”, Luís Campos e Cunha diz que José Sócrates teve “condições absolutamente únicas e excepcionais para ser primeiro-ministro e fazer um bom trabalho”, mas que, ao invés, enveredou por um estilo de governação “politicamente arrogante e tecnicamente errada”. “As medidas fundamentais foram tomadas em 2005 e daí para a frente foi tudo muito mal gerido, tirando um ou outro caso de medidas mais profundas, como a reforma da Segurança Social”.Campos e Cunha, que teve o mais curto mandato como ministro das Finanças da era da democracia (pouco mais de quatro meses), diz ainda que as políticas seguidas de combate à crise “parecem-me desajustadas e as medidas para o período pós-crise ainda mais desajustadas”. Mas, acrescenta “estou muito mais preocupado com a situação política porque não vejo do ponto de vista político grandes alternativas e possibilidade de sairmos [das eleições legislativas] com uma alternativa credível e viável”. O professor universitário afirma que “existe uma falta de alternativas reais, seja mais à esquerda ou mais à direita”. Leia aqui a entrevista na íntegra de Campos e Cunha ao Jornal I efectuada pelos jornalistas Bruno Faria Lopes e Sílvia de Oliveira.
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quarta-feira, agosto 12, 2009
quarta-feira, março 11, 2009
Campos e Cunha critica política económica de Sócrates
Segundo o site da TVI 24, "Campos e Cunha critica política económica de Sócrates". E da seguinte forma: "Luís Campos e Cunha, antigo ministro das Finanças do Governo de José Sócrates, diz que o actual Executivo deixou de lado o objectivo da consolidação das contas públicas, não só por causa da crise mas também por motivos eleitoralistas. «O objectivo da consolidação das contas públicas, ter a casa arrumada, ter um país apresentável para os investidores estrangeiros¿ todo esse discurso desapareceu de um dia para o outro. O que é em parte consequência da crise, mas é também um certo aproveitamento da crise, por motivos eleitorais», disse Campos e Cunha, no programa «Cartas na Mesa», do TVI24. Na mesma entrevista a Constança Cunha e Sá, Campos e Cunha afirma ainda que o défice deste ano vai ser superior a cinco por cento do Produto Interno Bruto".
sábado, janeiro 10, 2009
Campos e Cunha foi aos Açores fala da crise e do futuro
Li hoje no Açoriano Oriental, num trabalho do jornalista Rui Leite Melo, que "a participação pública é indispensável para se ultrapassar a crise económica. Quem o diz é Campos e Cunha, ex-ministro das Finanças de Sócrates, que ontem esteve na Universidade dos Açores para falar sobre "políticas económicas em tempos difíceis". Campos e Cunha não duvida que a solução para uma cabal resposta do país à actual conjuntura internacional tem de passar por políticas económicas que não ponham em causa a sustentabilidade das finanças públicas no longo prazo. Ou seja, "devemos virar o investimento para pequenos projectos que podem ser rapidamente levados à prática, pois, os grandes projectos absorvem muito crédito e só podem ser levados à prática em dois ou três anos, o que é tempo demasiado", defendeu Campos e Cunha, que acrescentou: "este esforço deve ser feito numa coordenação entre o governos central, autarquias e governos regionais, que muitas vezes têm em carteira muitos pequenos projectos que podem arrancar de um momento para o outro". O antigo ministro remata a sua opinião, salientando que a solução para os Açores será a mesma: "o investimento público é uma opção que deve ser relevada mas devem ser pequenos investimentos públicos, localizados a merecerem atenção. Investimentos em áreas em que estamos carenciados, que não implicam custos para o futuro, que até permitam um país mais bonito e que possam assegurar melhor futuro". Esta é uma opinião que, em traços gerais, é partilhada por Mário Fortuna, presidente da Delegação dos Açores da Ordem dos Economistas, responsável pela organização da conferência de ontem. Para aquele conceituado gestor, "falar da participação pública na resolução desta crise é indispensável. São as políticas públicas que determinam de forma muito acentuada a economia e, portanto, o sector público é um interveniente indispensável neste processo. Falar agora de economia é fundamental considerar um gesto de boa cidadania". Outra opinião comum aos especialistas que ontem tomaram parte activa na discussão sobre "As políticas económicas em tempos difíceis", promovida pela delegação local da Ordem dos Economistas foi a de que, não estando imune à crise internacional, a economia dos Açores possui algumas características que poderão, eventualmente, fazer suportar melhor os tempos difíceis que se adivinham".
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