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segunda-feira, julho 14, 2025

Empresas, produtos locais e mitos...

Um dos mitos mais difundidos é o de que consumir produtos locais é sempre a melhor opção para o meio ambiente. Essa crença é muitas vezes sustentada pela perceção de que o transporte dos bens alimentares aumenta em larga escala a pegada ecológica da cadeia de produção e distribuição desses mesmos bens alimentares, devido à emissão de gases com efeito de estufa (GEE). A maior meta-análise de sistemas alimentares globais realizada até à data, publicada na Science, em 2018, por Joseph Poore e Thomas Nemecek, analisou mais de 38.000 explorações agrícolas comerciais em 119 países e mostra-nos uma realidade diferente. Foi estudada a origem das emissões da cadeia de abastecimento de cada produto – desde as alterações no uso do solo até às prateleiras do supermercado.

As duas principais conclusões do estudo são:

1. Existem grandes diferenças nas emissões de GEE dos alimentos: a produção de um quilograma de carne de vaca tem um impacto climático, em termos de gases com efeito de estufa, cerca de 60 vezes superior ao da mesma quantidade de ervilhas (60 kg de CO₂-eq face a apenas 1 kg de CO₂-eq);

2. Para a maioria dos alimentos, a emissão de GEE resulta maioritariamente da alteração do uso do solo e de processos na fase de exploração agrícola (i.e., aplicação de fertilizantes orgânicos e sintéticos, e fermentação entérica – a produção de metano pelo gado). Em conjunto, o uso do solo e as emissões na fase de exploração representam, em média, mais de metade da pegada ecológica dos alimentos analisados. O transporte é um fator residual e representa, em média, cerca de 2% da pegada ecológica.

Falando de milagre económico e humanitário

Em dois séculos, o mundo assistiu a um milagre económico e humanitário. Desde 1820, o rendimento médio global (PIB per capita), a preços constantes (expurgando o efeito da inflação), aumentou 16 vezes, enquanto a percentagem da população mundial a viver em pobreza extrema caiu de forma vertiginosa — de 79,4% para apenas 8,5%, em 2024. Este progresso, ainda que desigual entre regiões, representa uma transformação estrutural sem paralelo na história da humanidade. Ao longo dos séculos XIX e XX, a industrialização, a melhoria das condições sanitárias, o avanço da medicina, a globalização e o acesso universal à educação foram determinantes para tirar milhares de milhões de pessoas da miséria absoluta (definida como viver com menos de cerca de 2$ por dia, em paridade de poderes de compra).

A queda da pobreza extrema foi mais acentuada a partir dos anos 1980, coincidindo com a abertura económica da China, a expansão da tecnologia e o crescimento das economias emergentes. Em 1950, mais de metade da população global ainda vivia em condições de extrema carência (53,3%). Hoje, são menos de 1 em cada 10 pessoas nesta situação. Estes dados mostram que o crescimento económico tem sido uma das ferramentas mais poderosas para combater a pobreza (Mais Liberdade, Mais Factos)

As empresas portuguesas e espanholas e os reguladores...


Portugal é um dos países da Europa Ocidental onde as empresas enfrentam maiores dificuldades para lidar com a regulação estatal e com os processos administrativos. Segundo dados de um inquérito do Fórum Económico Mundial (2023), ajustados para uma escala de 0 (muito fácil) a 10 (extremamente complexo), Portugal obteve uma pontuação de 6,2, apenas superado por Espanha (6,4). Este indicador mede a perceção das empresas sobre a dificuldade de cumprir regulamentações e requisitos administrativos impostos pelo Estado. Quanto mais elevada a pontuação, maior a carga regulatória sentida pelas empresas no seu dia-a-dia — desde licenças, fiscalizações, obrigações fiscais, até exigências burocráticas repetitivas.

Na comparação com outros países europeus, destacam-se os casos da Finlândia (3,3), Suécia (3,7) e Irlanda (4,1), onde as empresas consideram o ambiente regulatório significativamente mais simples. Simplificar a relação entre empresas e o Estado — através de desburocratização, digitalização e estabilidade normativa — é fundamental para atrair investimento, reduzir custos e libertar recursos para a inovação e o crescimento económico (Mais Liberdade, Mais Factos)

domingo, março 14, 2021

Descodificador Expresso: Quantos fundos têm as empresas?


Repartição dos fundos europeus do Plano de Recuperação abre “guerra de números” entre o Governo, os empresários e a oposição

1 - Quantos apoios tem o Plano de Recuperação e Resiliência?

No Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) estão diretamente reservados às empresas €4,6 mil milhões até 2026, diz o primeiro-ministro. António Costa destaca €1250 milhões para capitalização das empresas, €1209 milhões para agendas de reindustrialização, €650 milhões para digitalização, €370 milhões para a criação de emprego ou €715 milhões para a descarbonização da indústria, a que se somam os apoios às energias renováveis e à eficiência energética das empresas. Já o ministro do Planeamento, Nelson de Souza, estima em “perto de €10 mil milhões” o estímulo que o PRR provocará na procura interna dirigida às empresas, seja em obras públicas e aquisição de serviços tecnológicos e equipamentos da mais diversa natureza.

2 - Qual a fatia do PRR que cabe afinal aos empresários?

As contas não são fáceis de fazer, pois, entre os €13,9 mil milhões de subsídios e os €2,7 mil milhões de empréstimos do PRR, há várias componentes que se destinam tanto ao sector público como ao sector privado. Mas que as empresas perdem definitivamente para o Estado, disso não há dúvidas. Segundo a Confederação Empresarial de Portugal (CIP), às empresas caberá entre 28% a 35% do PRR, mesmo fazendo as contas por cima. Em causa estarão 30% dos subsídios à transição climática ou 26% dos subsídios ao digital. E só 16% dos subsídios à resiliência vão para investimento e inovação. Quanto à economia e sua competitividade, a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal alerta que as empresas só receberão 24% das verbas a fundo perdido.

terça-feira, junho 02, 2020

Morosidade afecta três em cada quatro empresas portuguesas, revela estudo

A morosidade afecta 77% das empresas portuguesas, enquanto 31% sofrem incumprimentos significativos e 10% admitem correr o risco de fechar devido ao impacto dos incumprimentos. Estas são as principais conclusões de um estudo Crédito y Caución, Iberinform e Gestifatura, divulgado nesta segunda-feira. De acordo com o estudo, que contou com os contributos de gestores de mais de 300 empresas de todas as dimensões e sectores, dá conta de que «a falta de controlo sobre a morosidade empresarial é um risco para a actividade das empresas». «O incumprimento dos pagamentos acordados gera importantes tensões de liquidez numa situação como a actual e é especialmente desestabilizadora das operações das empresas de menor dimensão.»
O estudo de gestão de risco de crédito em Portugal revela também que, «se se chega ao não pagamento de uma venda a crédito comercial, a perda equivale aos custos de produção do produto», alertando que o impacto de um não pagamento comercial acentua-se quando menor for a margem de lucro, pois multiplica o número de vendas com clientes solventes necessárias para compensar a perda.
Se uma empresa com uma margem comercial de 10% sofre um incumprimento de 10 mil euros, deverá gerar um novo negócio de 100 mil euros para compensar o impacto dos nove mil euros em custos de produção, exemplifica. Mais de metade das empresas (57%) admite enfrentar um aumento dos seus custos financeiros. Já 34% vê travada a sua expansão comercial. Além disso, 32% vê-se obrigada a limitar os seus novos investimentos e 26% vê reduzido o seu rendimento (Executive Digest, texto da jornalista  Ana Rita Rebelo)

quinta-feira, maio 28, 2020

Onda de incumprimentos à vista: Apenas 41% das empresas espera cumprir pagamentos em 2020

Cerca de 41% das empresas espera manter taxas de incumprimento baixas em 2020 (inferior a 1% da faturação), face aos 68% que operavam com esses níveis em 2019, num cenário em que 74% das empresas tiveram que reduzir a sua atividade devido às medidas adotadas durante o estado de emergência, de acordo com o mais recente estudo da Crédito y Caución, Iberinform e Gestifatura. A análise mostra ainda que 65% das empresas espera uma quebra na faturação e 56% na rentabilidade. Nos restantes escalões, duplica o número de empresas com taxas mais elevadas: 33% do tecido empresarial irá sofrer incumprimentos moderados (1% – 3% da faturação), 20% encontra-se no escalão elevado (3% – 10% da faturação) e 6% na faixa extrema. O crescimento das taxas de incumprimento é um elemento desestabilizador das operações de negócio na medida em que anula a margem da operação e gera uma perda de todos os custos associados à produção do bem ou serviço.

terça-feira, janeiro 14, 2020

Aumenta constituição de empresas

Os dados do INE, disponíveis no sistema de geomarketing Sales Index da Marktest e na sua aplicação web Municípios Online, mostram que a taxa de constituição de empresas aumentou em 2018. Segundo os dados do INE, disponíveis no sistema de geomarketing Sales Index e na sua aplicação web Municípios Online, em 2018 foram constituídas 43 613 empresas. Este valor representa uma taxa de constituição de empresas de 3.5%, o mais elevado dos últimos 5 anos.

sábado, novembro 30, 2019

Paradoxos: Grupo centenário Orey Antunes apela ao perdão de credores

Quatro meses depois dos obrigacionistas terem aprovado o adiamento do pagamento dos juros do empréstimo de 30 milhões de euros, a Sociedade Comercial Orey Antunes vai tentar evitar o colapso apelando ao perdão dos credores. A centenária sociedade de navegação e transportes prepara a adesão ao mecanismo PER - Plano Especial de Revitalização e já avisou disso alguns fornecedores que reclamam créditos vencidos. A empresa, cotada em bolsa, não comenta, mas fontes ligadas ao processo confirmam que o cenário “está em cima da mesa” e a decisão “iminente”. O passivo é de 72 milhões (30 milhões de dívida financeira) e a Caixa Geral de Depósitos (7,3 milhões) figura com o principal credor bancário.

domingo, abril 07, 2019

Rendas excessivas: Relatório aponta favores feitos à EDP

A Comissão Parlamentar de Inquérito às Rendas da Energia reforçou as suspeitas do Ministério Público de que o antigo ministro da Economia tomou decisões favoráveis à EDP quando estava no Governo. A versão preliminar do relatório final, a que a RTP teve acesso, sugere que esses favores à EDP foram feitos em troca de Pinho ir para os Estados Unidos dar aulas numa universidade patrocinada pela própria EDP. Os deputados concluíram também que as rendas excessivas na energia foram uma opção política dos governos dos últimos 20 anos para privatizar a EDP. Foram dez meses e mais de 50 audições parlamentares. A comissão de inquérito às rendas da energia já tem as primeiras conclusões. A RTP teve acesso à versão preliminar do relatório final da Comissão. Responsabiliza vários governos, de Durão Barroso a José Sócrates, e garante que havia alternativas às compensações dadas pelo Estado à EDP quando foram alterados os contratos de energia, em 2004: "A opção política pela atribuição à EDP desta renda por 20 anos tee em vista o robustecimento financeiro da empresa e a oferta de garantias de rentabilidade futura que dinamizassem o processo da sua privatização." O responsável pela redação do documento sublinha que o equilíbrio contratual não foi respeitado em vários momentos e relembra que o regulador da energia contabilizou 510 milhões de euros de rendas pagas a mais pelo Estado à EDP. E avança que ficou demonstrado na Comissão ter havido uma relação de Rui Cartaxo e João Conceição, assessores do Ministro da Economia, Manuel Pinho, com a EDP na altura de redigir o decreto-lei que deu origem a estas rendas: "Tanto no caso de Rui Cartaxo como de João Conceição, estão identificadas (%u2026) comunicações com responsáveis da EDP que demonstram que, na relação entre quadros do Ministério e responsáveis da empresa, além do fluxo permanente de informação, ocorreu uma deslocação da condução do processo legislativo, do seu ritmo e do seu conteúdo, para o incumbente privado." Esta comissão parlamentar reforçou ainda as suspeitas do Ministério Público de que Manuel Pinho foi dar aulas para uma universidade norte-americana, patrocinada pela EDP, em troca de ter prolongado os prazos das concessões de 27 barragens da empresa quando era ministro. Afirma-se no documento: "Esses novos factos apurados (%u2026) foram comunicados à Procuradoria-Geral da República e constam deste relatório, reforçando e em nenhum caso contrariando indícios que levaram à abertura do referido processo de investigação". Esta é a versão preliminar de um relatório com 199 páginas. Os deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito às rendas excessivas vão agora discuti-lo e apreciá-lo na próxima semana.

Vergonhoso: Vários governos favoreceram a EDP


quarta-feira, março 20, 2019

Reportagem SIC-Notícias: Yupido, a empresa dos 29 mil milhões de euros

É a empresa com o maior capital social do país. A Yupido é a protagonista da Investigação SIC desta quarta-feira. Não tem nenhum produto ou serviço à venda, mas é a empresa portuguesa com o maior capital social do país, quase 29 mil milhões de euros, cerca de um sexto do PIB nacional. Este valor gerou desconfiança e até levou a um inquérito do Ministério Público. A SIC ouviu em exclusivo o fundador e presidente da Yupido.

sexta-feira, março 08, 2019

As empresas portuguesas são más pagadoras. Muito más

À medida que o tempo passa e a integração europeia aumenta, as boas práticas das empresas portuguesas no que diz respeito a pagamentos vão-se aproximando das da União Europeia, certo? Não, errado. O número de dias de atraso nos pagamentos não pára de aumentar e as piores empresas neste capítulo talvez não sejam aquelas em que está a pensar. Jornalismo de dados em dois minutos e 59 segundos (Expresso)

quinta-feira, dezembro 13, 2018

sábado, dezembro 01, 2018

Fusões e aquisições no mundo do luxo


A LVMH é líder mundial no setor de luxo e engloba marcas como a Louis Vuitton ou a Dior. No ‘ranking’ dos negócios destaca-se bastante da concorrência. O milionário Bernard Arnault (presidente e diretor executivo) pagou quase 12 mil milhões de euros para conseguir o controlo da Dior, um valor muito superior ao das transações da Hillhouse, Unilever, Coach ou Natura International. O grupo francês lidera ainda a presença nas redes sociais, sobretudo no Instagram, com uma ligeira vantagem sobre a Gucci (infografia de Mário Malhão do Jornal Económico, com a devida vénia)

quarta-feira, setembro 12, 2018

EDP recebeu 4,7 mil milhões de euros com os CAE e os CMEC até 2017


Entre 1997 e 2012 o estado encaixou 12 mil milhões com a privatização e dividendos da EDP. Empresa investiu em Portugal 9 mil milhões de euros em sete anos (por Mário Malhão, Jornal Económico, com a devida venia)

sábado, setembro 08, 2018

Comboios alugados a Espanha ainda têm de ser reparados


Os quatro comboios a diesel que a CP vai alugar à espanhola Renfe – através do protocolo assinado ontem entre as transportadoras ferroviárias dos dois países – “precisam de fazer grandes reparações”, disse o presidente da CP, Carlos Gomes Nogueira aos deputados. “Também são antigos, mas é o que há”, reconheceu o presidente daquela que é a maior empresa de transportes terrestres a operar no país e que esteve hoje na comissão parlamentar de economia, inovação e obras públicas para a audição requerida pelo Partido Social Democrata (PSD) sobre a degradação de material e o serviço prestado nesta empresa pública que prevê transportar 125 milhões de passageiros em 2018. O aluguer dos comboios à Renfe é uma das formas de fazer face à extrema “vetustez” do parque de material circulante desta empresa pública portuguesa que não adquire comboios desde 2002. A outra é o reforço em 142 trabalhadores da Empresa de Manutenção e Equipamento Ferroviário (EMEF), dotando-a de meios humanos qualificados para fazerem a manutenção e a reparação tempestiva do parque circulante da CP para que haja menos comboios suprimidos e mais pontualidade. “Não existe CP sem EMEF”, disse Carlos Gomes Nogueira aos deputados. O presidente da CP esclareceu que gasta cerca de 9 milhões de euros por ano nas 20 unidades alugadas à Renfe, que custam cerca de €350 mil euros cada, além do famoso comboio “Sud Express” que faz o serviço internacional e custa à CP cerca de dois milhões de euros por ano.