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domingo, agosto 21, 2022

Inflação em Portugal supera média da Zona Euro em julho

Variação de preços harmonizada na Zona Euro atingiu 8,9% em julho. Com 9,4%, Portugal teve a nona menor subida de preços, mas está acima da média da Zona Euro. Depois de ter atingido 8,6% em junho, a taxa de inflação na Zona Euro atingiu os 8,9% em julho, confirmou esta quinta-feira o Eurostat. Portugal está ligeiramente abaixo da média da União Europeia (UE), com uma taxa de inflação de 9,4% em julho e é o nono país com a menor taxa, ainda que acima da média da Zona Euro. Já a taxa de inflação na UE atingiu os 9,8% em julho, valor que contrasta com os 9,6% em junho e com os 2,5% na comparação homóloga. O encarecimento dos preços dos produtos energéticos (um aumento de 4,02 pontos percentuais) foi o fator que mais contribuiu para a aceleração da taxa de inflação na região. Segue-se a alimentação, álcool e tabaco (mais 2,08 pontos percentuais), os serviços (mais 1,6 pontos percentuais) e os bens industriais não energéticos (mais 1,16 pontos percentuais). A inflação continua a acelerar nas principais economias globais, e os governos têm avançado com novos pacotes de ajuda de milhares de milhões de euros destinados a mitigar os efeitos da subida de preços para as famílias e empresas. Na Europa os anúncios têm-se sucedido, sendo que em Portugal há um pacote prometido para setembro cujos detalhes são ainda desconhecidos. Além disso, tendo em conta a persistência da inflação, o Banco Central Europeu (BCE) tem vindo a ser pressionado para voltar a aumentar as taxas de juro em setembro (ECO digital, texto da jornalista Joana Morais Fonseca)

sábado, agosto 20, 2022

Sanções afetam portugueses

Os portugueses vão sofrer este ano ‘uma quebra dramática no seu poder de compra e nas suas condições de vida já muito baixas’, alerta o economista Eugénio Rosa. A guerra na Ucrânia, mas fundamentalmente as sanções contra a Rússia são a principal causa da escalada de preços. A garantia é dada pelo economista Eugénio Rosa no seu mais recente estudo: «Não se caia na cegueira de pensar que a culpa é apenas da guerra». E acrescenta: «A multiplicação das sanções à Rússia, pelo peso que ela tem nos mercados mundiais, está a determinar uma escalada de preços e a causar na Europa, e também nos EUA, uma situação insuportável para a vida dos cidadãos e, em particular, dos portugueses e para o funcionamento da economia». No entanto, lembra o economista, o acordo para exportação dos cereais da Ucrânia «é a prova que há uma saída para o beco em que a União Europeia caiu». No seu estudo, Eugénio Rosa diz que os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmam «a dimensão do problema face à passividade do Governo que nada faz para minorar os seus efeitos».  Em números, entre dezembro do ano passado e dezembro de 2022, estima-se que a inflação em Portugal aumente 12,2% – a anual 8,4% – e a subida de preços da energia que afeta os consumidores domésticos e as empresas (pois cerca de 40% da eletricidade produzida é consumida pela indústria) atinjam este ano 38,6%. «Esta situação a manter-se, e os governantes europeus já afirmaram que a guerra e as sanções se manterão por muito tempo, é insustentável tanto para a população como as empresas», alerta Eugénio Rosa.

quinta-feira, dezembro 06, 2018

Família investiu mais de €130 mil numa casa mas perdeu o imóvel


Nos negócios imobiliários, muitos empresários enriquecem à custa da falência de outras empresas. Nesta reportagem, conta-se a história de uma família que investiu mais de 130 mil euros numa casa onde viveu durante 15 anos. Ao fim desse tempo, e com 96% do apartamento pago, perderam o imóvel para um investidor que conseguiu comprar a mesma casa por apenas 20 mil euros. O casal garante que nunca foi contactado pelo liquidatário judicial, a quem acusa de manobras pouco claras (aqui)

segunda-feira, setembro 13, 2010

Apertar o cinto: TVI já avisou...

Com esta reportagem - "2011 vai ser um ano de de aumento de impostos" a TVI já deixou o aviso: preparemos-nos todos porque o governo socialista vai apresentar um orçamento para 2011 que aperta ainda mais o cinto aos cidadãos. Penso que começa a aproximar-se a hora da revolta na qual nem mesmo os políticos e os partidos conseguirão mais controlar os acontecimentos...

sexta-feira, agosto 27, 2010

Somos quem menos concorda com austeridade...

Li no Jornal I um texto do jornalista Nuno Aguiar, segundo o qual "apesar dos avisos de Bruxelas e dos sustos provocados pelas agências de rating, um em cada cinco portugueses continua a não achar que as medidas de combate ao défice são urgentes. Segundo os dados do Eurobarómetro, 22% da população portuguesa está "completamente em desacordo" com a ideia de que "as medidas para reduzir o défice e a dívida pública não podem ser adiadas". A percentagem é a mais elevada da União Europeia, empatada com a Macedónia, e bem mais elevada que a dos gregos (15%), que enfrentam neste momento um exigente plano de combate ao défice. Além disso, Portugal está também empatado em terceiro lugar com a Bulgária, com a menor percentagem de população a concordar com a urgência de controlar a escalada da dívida e do défice orçamental, com apenas 59%. "É estranho, mas significa que a estratégia de enfiar a cabeça na areia continua a funcionar", afirma ao i João Cantiga Esteves, professor de Finanças do ISEG. "Há um divórcio entre a realidade e o discurso do governo. Falta rigor a transmitir a realidade do país." O inquérito tem ainda a curiosidade de ter sido efectuado em Maio, ou seja, durante o pico da crise da dívida soberana na zona euro, uma altura em que se especulava se o desequilíbrio das finanças públicas dos países do Sul da Europa não iria provocar o fim do euro. Aparentemente, a maioria dos europeus percebeu a mensagem, com 75% a concordarem totalmente com a impossibilidade destas medidas de austeridade serem adiadas, com apenas 15% a discordarem. Números muito diferentes dos portugueses: "O discurso em Portugal não tem sido favorável a dizer a verdade. Temos problemas gravíssimos, com a dívida pública a continuar a disparar. Não é possível achar que podemos continuar a viver assim", explica João Cantiga Esteves. O inquérito mostra também que a União Europeia (UE) é a organização que os portugueses reconhecem como mais capaz para combater a crise (28%). O governo de José Sócrates surge apenas em terceiro lugar (11%), a seguir aos Estados Unidos (12%). No entanto, mesmo em relação à UE, os portugueses apresentam fortes desconfianças. A percentagem de portugueses que acreditam que Portugal beneficia por pertencer à UE diminuiu em relação ao Outono de 2009, de 64% para 54%". "Veja aqui o video da TVI sobre estra notícia.

quarta-feira, agosto 25, 2010

Aumentos salariais? Queriam...

...Delphi fecha as portas...

Moodys prevê que Portugal falhe metas de défice e dívida em 2010 e 2011...

Segundo o Publico, "a agência de notação financeira Moody’s prevê que a economia portuguesa cresça 0,5 por cento este ano e 0,7 em 2011, projectando no entanto que as metas do Governo para o défice orçamental não sejam atingidas nem este ano, nem no próximo. De acordo com o European Sovereign Outlook hoje divulgado, a agência de notação financeira aponta para um crescimento em 2010 inferior ao projectado pelo Governo, de 0,5 por cento contra 0,7 do Executivo. No próximo ano, a estimativa já é mais optimista que a do Governo, com a agência de rating a apontar para um crescimento de 0,7 por cento, prevendo o Executivo, na sua mais recente estimativa, um crescimento de apenas 0,3 por cento. O cenário, no entanto, é mais pessimista no que diz respeito aos números do défice orçamental. A Moody’s espera que, tanto em 2010 como em 2011, os objectivos não sejam alcançados. A agência aponta para um défice de 7,5 por cento já este ano (Governo aponta para 7,3), sendo que para 2011 a expectativa é ainda mais negativa. O Executivo aponta para um défice de 4,6 por cento em 2011, mas a Moddy’s projecta que este atinja os 6,8 por cento. A projecção para o peso da dívida pública em percentagem do Produto Interno Bruto é igualmente desfavorável para o Governo, com a Moody’s a indicar que esta deva atingir os 84,8 por cento em 2010 (83,4 por cento é a estimativa governamental) e 89,2 por cento em 2011 (o Governo estima que atinja os 85,9 por cento e se mantenha em 2012). A agência lembra ainda que o aspecto essencial para o corte em dois níveis do rating de Portugal, anunciado a 13 de Julho, foi o enfraquecimento no médio prazo da capacidade financeira do Estado e a crença de que o crescimento económico será relativamente fraco no médio prazo, a menos que as recentes reformas estruturais dêem frutos no médio prazo. A Moody’s perspectiva ainda que estes dois factores juntos deverão levar a uma subida do nível de dívida pública nos próximos anos, e que estes deverão aproximar-se dos 90 por cento (em percentagem do PIB) e dos 210 por cento (em percentagem do nível de receitas)".

segunda-feira, agosto 16, 2010

Sapatarias Charles: falência deixa 190 desempregados

Segundo o Jornal de Negócios, "as 35 lojas da sapataria Charles encerraram na segunda quinzena de Julho deixando sem emprego as últimas 190 trabalhadoras da empresa, que têm pouca esperança de receber as respectivas indemnizações, apesar do optimismo do administrador de insolvência. "Com o encerramento das lojas Charles, as trabalhadoras que resistiram à declaração de insolvência perderam a última esperança de manter o posto de trabalho e pediram as respectivas indemnizações em tribunal sem grande esperança de as receber dado que a empresa está descapitalizada", disse à agência Lusa Teresa Vaz, delegada sindical e presidente da comissão de credores da empresa. A Christian Sapatarias S.A., empresa proprietária das lojas Charles e respectivas fábricas, foi declarada em situação de insolvência pelo Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia há pouco mais de um ano e desde então muitas trabalhadoras pediram a suspensão do contrato de trabalho para receberem subsídio de desemprego. As que ficaram até ao fim têm os subsídios de férias e de Natal em divida, assim como as respectivas indemnizações pela cessação dos contratos de trabalho. Segundo Teresa Vaz, o Sindicato dos Trabalhadores do comércio, Escritórios e serviços de Portugal, está a dar apoio jurídico às trabalhadoras para que possam reivindicar os seus créditos através do Tribunal. O administrador nomeado há cerca de um mês pelo tribunal, José Costa Araújo, disse à Lusa que está optimista em relação ao pagamento dos créditos porque acredita que os activos da empresa vão chegar para cobrir os passivos. Costa Araújo ainda não sabe qual o montante dos créditos das trabalhadoras porque muitos dos processos só entraram em tribunal depois do encerramento das lojas. O administrador judicial explicou que está agora a "fazer o apuramento dos activos da empresas para depois se proceder à sua liquidação", ou seja, estão a ser avaliadas as lojas que vão ser vendidas e as que vão ser trespassadas. "Só depois se poderá pagar o passivo mas acredito que chegue para assegurar os créditos dos trabalhadores e dos restantes credores", acrescentou. Costa Araújo foi nomeado pelo tribunal para substituir o administrador de insolvência escolhido há cerca de um ano, que apresentou um Plano de Recuperação da empresa que foi chumbado em assembleia de Credores"

Economia: mais de 1/3 das empresas declaram prejuízos

Escreve o jornalista do Publico João Ramos de Almeida que "o fenómeno, registado entre 1997 e 2007, concentra-se em oito sectores. Fisco não tem sido eficaz no controlo dos dados, que indiciam evasão fiscal. Entre um terço a 40 por cento das empresas portuguesas apresentaram prejuízos ao longo de todos os exercícios entre 1997 e 2007, último ano para o qual há estatísticas oficiais. Não só é crescente o número de empresas com resultados negativos como tem vindo a subir o valor dos prejuízos acumulados. De 1989 a 1996, somaram 35 mil milhões de euros. De 1997 a 2007, quase atingiram os 100 mil milhões de euros. Os dados retiram-se das estatísticas oficiais de IRC e, apesar do atraso nas estatísticas fiscais, a trajectória naquela década tem-se mantido até agora, segundo contactos do PÚBLICO junto de dirigentes da administração fiscal. Os prejuízos ocorrem independentemente do ciclo económico e são indiciadores de uma crescente evasão fiscal por parte do mundo empresarial. Primeiro, indicam que uma grande parte das empresas podem estar a subavaliar a sua facturação e sobrevalorizar os seus custos, de forma a reduzir ou mesmo anular os seus resultados, para não pagar impostos sobre os resultados. Em muitos casos, sobretudo nas pequenas empresas, muitas das despesas pessoais dos donos ou sócios das empresas passam como custos da empresa, com a vantagem adicional de ainda se reaver parte do IVA pago nesses gastos de consumo final. Esse é, aliás, o conselho dado por muitos contabilistas sobretudo das micro, pequenas e médias empresas para reduzir lucros Face a esta realidade, a administração não dispõe, desde a reforma fiscal de 1989, de muitos meios para contrariar o que é declarado pelos contribuintes e pouco tem sido feito nesse sentido (ver caixa). A prova está no crescimento exponencial dos prejuízos acumulados, durante anos consecutivos e nos mesmos sectores de actividade". Leia aqui este texto na íntegra.

segunda-feira, agosto 02, 2010

Conheça as novas regras das prestações sociais

Ainda segundo o Diário Económico, são as seguintes as alterações resultantes do facto da ei que aperta a atribuição de apoios ter entrado ontem em vigor:
"Agregado: Passam a contar todos os elementos
O conceito de agregado familiar é alargado. Inclui cônjuge ou pessoa em união de facto há mais de dois anos; parentes ou afins, maiores de idade, em linha recta e colateral até ao terceiro grau (pais, filhos, irmãos, tios, sobrinhos, avós, netos, bisavós e bisnetos) e parentes ou afins menores em linha recta e colateral.
Capitação: Nova ponderação
A ponderação de cada elemento na capitação dos rendimentos da família muda. O requerente do apoio passa a ser o único a ter um peso de 1, os restantes indivíduos maiores valem 0,7 e os menores 0,5. Por exemplo, para uma família com dois filhos e um rendimento de 1.000 euros, é contabilizado um rendimento per capita de 370,4 euros e não de 250.
Autorização: Informação bancária
Para comprovar os rendimentos, a Segurança Social pode pedir aos beneficiários autorização para aceder a informação, nomeadamente, fiscal e bancária. Caso esta não seja entregue o apoio será suspenso. E as falsas declarações impedem o beneficiário de aceder à prestação por dois anos.
Pensões: Contam outros apoios
Além dos rendimentos de trabalho dependente e independente, são ainda contabilizados os rendimentos de pensões, prestações sociais (excepto apoios por encargos familiares, deficiência e dependência familiar) e bolsas de estudo e formação. Também contam os apoios regulares à habitação. No caso de habitação social, é considerado uma ajuda de 46,36 euros de forma escalonada (um terço no primeiro ano, dois no segundo e o total a partir do terceiro).
Acções: Inferior a 100.613 euros
Fora dos apoios fica quem tem património mobiliário (nomeadamente acções ou fundos) superior a 240 Indexantes dos Apoios Sociais (100.613 euros). São considerados igualmente os rendimentos de capitais (como juros de depósitos, dividendos de acções ou rendimentos de outros activos financeiros). Sempre que estes sejam inferiores a 5% do valor dos créditos depositados e de outros valores mobiliários, considera-se o que resulta da aplicação daquela percentagem.
Casa própria: Até 251 mil euros não conta
Passam a ser contabilizados todos os rendimentos do beneficiário e da família que com ele vive. Inclui-se aqui rendimentos prediais, excluindo casas de habitação permanente até 251,5 mil euros. Se superar este valor, conta 5% do excedente. São ainda contabilizados rendas de prédios rústicos, urbanos e mistos e valores da cedência do uso do prédio ou parte dele. Se daqui não resultar renda ou esta for inferior à determinada, conta 5% do valor mais elevado que conste da caderneta predial ou certidão matricial.
Prestações abrangidas: Apoios na saúde e educação também contam
A nova lei afecta todos os apoios que dependem dos rendimentos dos beneficiários e não do nível dos descontos dos trabalhadores (apoios não contributivos). Em causa estão as prestações por encargos familiares, como o abono de família, os subsídios sociais (para os mais pobres) de e desemprego e o rendimento social de inserção. No entanto, em causa também estão apoios no âmbito da acção social escolar (e no domínio do ensino superior), comparticipação de medicamentos e taxas moderadoras, apoios sociais à habitação e ajudas sociais aos trabalhadores do Estado.
Desce o RSI: Novo regime de protecção especial
O Rendimento Social de Inserção (RSI) sofrerá cortes entre 10 a 15% no caso de casais com dois filhos, avança o especialista Carlos Farinha Rodrigues. O valor do RSI corresponde à diferença entre 80% dos rendimentos de trabalho líquidos (e 100% dos rendimentos sem contribuições) e um valor máximo, definido em função do tamanho da família. Em famílias com dois filhos, o tecto a aplicar é de 511 euros (dando direito à diferença) e não 568 euros, como até aqui. No caso de três filhos, o limite baixa 12%, de 682,27 para 606,5 euros.
O que fica: Parentalidade
Os apoios sociais à parentalidade (para familias com insuficiente carreira contributiva e baixos rendimentos) que já estejam em curso não sofrem alterações. Ou seja, as novas regras só se aplicam para os novos beneficiários. Neste caso, os cálculos são os mesmos que se aplicam ao subsídio social de desemprego.
Cortes: Apoio no desemprego
Uma vez que, para ter acesso ao subsídio social de desemprego, o agregado do beneficiário não pode ter rendimentos superiores a 335,4 euros, o tecto de rendimentos aplicável a um casal com dois filhos passa a ser 905,5 euros e não 1341,5 euros. Isto representa um corte de 48%. Aumentando para três filhos, o elemento empregado da família não pode ganhar mais de 1.073 euros, menos 56% do aplicável antes das novas regras (1676,9 euros)".

Governo reforça cortes nos apoios sociais

Li no Diário Económico, num texto da jornalista Cristina Oliveira da Silva, que "a nova lei que aperta a atribuição de apoios sociais entrou ontem em vigor. Mais de duas mil prestações vão ser revistas. Os beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) arriscam-se a ter dois cortes na prestação até ao final do ano. Isto acontece porque, em Agosto, a Segurança Social está em condições de avançar imediatamente com o processo automático de recalcular as prestações sociais com base no peso que cada elemento tem no agregado familiar. Mas os restantes ajustes poderão ser feitos mais tarde. A nova lei que aperta os critérios de atribuição destas ajudas sociais entrou ontem em vigor e harmoniza normas para todos os apoios não contributivos que dependem dos rendimentos dos beneficiários. Uma vez que a base de dados da Segurança Social já dispõe de informação sobre a composição do agregado familiar, será possível ajustar desde logo as escalas de equivalência às prestações em curso, apurou o Diário Económico. E tendo em conta que a prestação de RSI difere consoante o tamanho do agregado, esta avaliação vai ditar imediatamente cortes no valor da prestação de famílias com dois adultos ou três ou mais crianças. Se nesta fase, os beneficiários conseguirem manter o apoio, ainda correm o risco de ver o montante da ajuda ser alterado mais tarde, por altura da reavaliação extraordinária das prestações em curso, tendo já em conta o novo conceito de agregado familiar (mais abrangente e podendo incluir elementos que até aqui não eram contabilizados) e o conjunto mais alargado dos rendimentos a considerar (tanto do beneficiário como da família que com ele vive). Caso haja novos rendimentos, é de esperar outro corte na prestação ou até a sua eliminação. Em algumas situações, o alargamento do conceito de agregado (que chega ao 3º grau) também pode ditar subidas na prestação. As alterações aos apoios entram em vigor no mês seguinte ao da reavaliação. Já quem recebe subsídio social de desemprego será afectado de forma diferente, uma vez que o valor da prestação é fixo. Por isso, o máximo que pode acontecer é que, na avaliação automática do peso de cada elemento da família, os beneficiários mantenham a prestação e percam esse direito no processo de reavaliação extraordinária. Já no que toca ao subsídio social de parentalidade em curso, as novas regras só se aplicam a futuras prestações. A nova lei prevê que, na capitação dos rendimentos, apenas o beneficiário tenha uma ponderação de 1, enquanto os restantes adultos pesam 0,7 e os menores 0,5. No caso do rendimento mínimo, os cortes deverão afectar a maior parte das famílias. A prestação corresponde à diferença entre o rendimento do agregado e um valor que depende do tamanho da família. Antes, para calcular a prestação, o primeiro e segundo adultos valiam 100% da pensão social (189,52 euros, tendo direito à diferença entre este valor e os seus rendimentos). Agora, o segundo já só equivale a 70% (132,66 euros). Da mesma forma, os dois primeiros filhos continuam a valer 50% da pensão social, mas a percentagem baixa de 60 para 50% a partir do terceiro. A Segurança Social vai agora começar a enviar cartas aos mais de dois milhões de beneficiários de todos os apoios sociais, a pedir a actualização dos dados necessários - tanto quanto possível através da Segurança Social Directa, para não sobrecarregar os serviços. Com a nova lei, o Governo estima poupar 99 milhões de euros este ano e 199 milhões em 2011. Até ao final do ano, o processo da reavaliação extraordinária dos apoios deverá estar concluído. O diploma prevê que os beneficiários de subsídio social de desemprego ou apoios como abono de família devam prestar provas de rendimentos de capitais e de apoios à habitação até final do ano. No caso do RSI, a prova deve ser feita até 30 dias antes da renovação anual".

Portugal: dois em dez jovens no desemprego...

Li no Correio da Manhã que "o desemprego no País recua uma décima, mas continua em máximos históricos. Portugueses com menos de 25 anos são os mais afectados. Portugal continua com uma taxa de desemprego acima da média da União Europeia e, entre os jovens, o cenário continua negro. Dois em cada dez portugueses com menos de 25 anos não tem trabalho. Os números do Eurostat ontem revelados apontam para uma taxa de desemprego em Portugal, em Junho, de 10,8 por cento, uma diminuição aplaudida pelo Governo de 0,1 por cento face ao mês anterior. Mas em termos homólogos, ou seja, no mesmo mês de 2009, os dados revelam uma subida da taxa de desemprego de 9,7 para 10,8 por cento. A média da UE a 27 fixa-se nos 9,6 por cento. Os jovens continuam a ser os mais castigados com a falta de emprego. A taxa fixou-se nos 21,5 por cento no mês de Junho. Apesar de ser um recuo de quatro décimas face a Maio, o Eurostat revela que, em Junho de 2009, a taxa de desemprego entre os jovens era mais baixa: 19,6 por cento. A tendência revelada pelos números do Instituto Nacional de Estatística mostra que há cada vez mais jovens licenciados no desemprego. Para o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, 'a questão do desemprego não traz muita novidade. Como sabe, o desemprego tem efeitos sazonais que são perfeitamente antecipáveis. Nós sabemos que, durante o Verão, o desemprego tende sempre a ser mais baixo e o emprego sazonal a ser um pouco mais elevado'. Para o PCP, o emprego temporário de Verão é a causa para esta 'descida insignificante' na taxa de desemprego do País”.

Máfias dão uma mãozinha no combate à crise...

Com este título escreve o Diário Económico um texto do jornalista Rui Barroso que "um estudo do Citigroup refere que economia informal está a ajudar a robustez financeira. O segredo são as notas de 500 euros. São dores de cabeça para as polícias, mas as grandes redes de criminalidade podem estar a ajudar ao fortalecimento do sistema financeiro da zona euro. E o segredo parece estar nas notas de 500 euros, cuja emissão é lucrativa para o Banco Central Europeu. De acordo com o economista-chefe do Citigroup, Willem Buiter, citado pelo "The Wall Street Journal", o alto valor das notas torna o euro "a moeda de eleição para as economias paralelas e para todos aqueles que procuram o anonimato nos seus investimentos e transacções financeiras". Nos EUA, por exemplo, a nota mais valiosa é de apenas 100 dólares. Willem Buiter considera que o negócio é "verdadeiramente rentável" para o BCE. E isto deve-se ao privilégio de ‘seigniorage' que os bancos centrais têm. Este direito não é mais que "a receita do monopólio da criação de dinheiro", que permite lucrar com a diferença entre o preço de produção de uma nota e o seu valor facial. Segundo dados do BCE, o número de notas de 500 euros em circulação cresceu mais de 26% desde o final de 2007, acima da subida de 11% do número total de notas no mesmo período. O valor em circulação do papel-moeda de 500 euros representa 35% do total de notas de euro em circulação. Um porta-voz da Europol referiu, citado pelo WSJ, que as autoridades policias têm encontrado notas de euro de elevado valor em diversas operações. "É escusado dizer que este dinheiro está muitas vezes ligado ao tráfico de droga". O jornal norte-americano recorda que antes da entrada em circulação da moeda única, um responsável da Fed havia expressado a sua preocupação sobre o euro ter notas de valor bastante mais elevado que o dólar e do potencial aproveitamento dos criminosos. Isto porque um milhão de dólares em notas de 100 dólares pesa 10 quilos, mas se existissem notas de 500 dólares o mesmo valor pesaria só dois quilos. Ou seja, o BCE ganha muito com as notas de 500 euros, e a procura destas por parte de criminosos alimenta parcialmente o BCE, que por sua vez consegue apoiar o sistema financeiro.
Privilégio de emissão de notas suporta gastos de ataque à crise
Caso o BCE não dispusesse do privilégio de ‘seigniorage', os indicadores do banco poderiam parecer assustadores. A instituição teve de aumentar o seu balanço para combater a crise financeira para os dois biliões de euros, onde estão incluídos 600 mil milhões de euros de obrigações dadas como garantia ao BCE. Já o capital do banco é de apenas 78 mil milhões. O motivo para este desequilíbrio é que "o balanço convencional do banco central omite o seu activo mais importante: o valor do monopólio da emissão de dinheiro", explica Buitter. A estimativa mais conservadora do economista é que o ‘seigniorage' tenha um valor de dois biliões de euros para o BCE. E recorda que as receitas deste privilégio atingiram os 70 mil milhões de euros em 2009. E para onde é destinado este dinheiro? "Os recursos do BCE e do Eurosistema, assim como os dos outros bancos centrais, é em última análise dinheiro dos contribuintes". É transferido do BCE para os bancos centrais de cada país e depois para os tesouros dos respectivos governos, podendo ajudar a diminuir os impostos ou aumentar o investimento público".

Confiança dos portugueses ao pior nível face à zona euro desde que há registo...

Dúvidas? Escreve a jornalista do Publico, Ana Rita Faria que “enquanto na Europa, a maior parte dos países voltou a confiar na economia, Portugal seguiu no sentido oposto, penalizado pela crise da dívida e pela política de austeridade. Nunca a confiança dos consumidores portugueses esteve tão longe da média da zona euro, pelo menos desde que há registo deste indicador, ou seja, desde 1986. Segundo dados ontem divulgados pela Comissão Europeia (CE), o índice de confiança dos consumidores está nos 40 pontos negativos, que é mais do que o dobro da média registada nos países do euro. Em Portugal, este indicador tem permanecido teimosamente em baixa, enquanto na Europa disparou este mês para o nível mais elevado dos últimos dois anos. Os inquéritos conduzidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) - e trabalhados para todos os países pela CE - mostram que Portugal não conseguiu prolongar a tendência positiva que iniciou em Janeiro deste ano. A confiança dos consumidores mantém-se inalterada nos 40 pontos negativos desde Maio, quando teve início a crise da dívida soberana e quando o Governo anunciou as medidas de consolidação orçamental. Na Grécia, a situação vivida foi semelhante e também gerou um recorde. Em Julho, a confiança dos gregos caiu para os 67 pontos negativos, a maior diferença de sempre face aos países da moeda única. Em Portugal, as perspectivas dos consumidores sobre a forma como evoluiu a situação económica do país nos últimos 12 meses, bem como a situação financeira do agregado familiar, voltaram a piorar em Julho. E as expectativas futuras são de um novo agravamento. Quanto aos receios face ao desemprego para os próximos 12 meses, houve uma estabilização, mas, ainda assim, estão quase duas vezes acima da média da zona euro. A compensar a falta de confiança dos consumidores, está um maior optimismo na indústria, serviços e comércio, que ajudou a dar um empurrão ao sentimento económico geral. Este indicador aumentou em Julho para os 93,3 pontos, face aos 90,2 do mês anterior. A diferença face à zona euro é de apenas oito pontos.Na Europa, o cenário já é outro. Além de o clima económico estar a melhorar no mundo dos negócios, a confiança dos consumidores prossegue a retoma. Embora esteja ainda em valores negativos (menos 14 pontos), atingiu em Julho o melhor nível desde Maio de 2008. A recuperação face a Junho, de três pontos, foi impulsionada sobretudo por um maior optimismo em relação à situação económica e ao emprego.
Comprar carro, mas não casa
A Alemanha foi o grande motor desta recuperação, ao registar o maior aumento no indicador de sentimento económico (mais quatro pontos) e o maior nível de confiança dos consumidores face à zona euro desde que há registo. Os últimos dados mostram que a maior economia europeia está a ganhar fôlego, estimulando a recuperação global. O desemprego voltou a cair em Julho pelo 13.º mês consecutivo, enquanto a evolução da produção industrial e dos serviços mostram que as exportações alemãs estão a aumentar, a reboque da recuperação da procura mundial. Segundo a previsão do instituto alemão de pesquisa económica DIW, a economia alemã deverá ter crescido 1,1 por cento no segundo trimestre face ao anterior, o maior crescimento da zona euro. Além de uma perspectiva sombria sobre a evolução da economia, do desemprego e do seu próprio orçamento, os portugueses estão a revelar uma atitude dúbia quanto às expectativas de compra dos dois principais bens de consumo duradouro: casas e automóveis. Enquanto a intenção de comprar um automóvel nos próximos 12 meses está a aumentar, embora permaneça em valores negativos, as previsões de comprar ou construir casa estagnaram e estão a um nível mais baixo do que no final de 2009. No terceiro trimestre, a intenção de comprar carro voltou a descer três por cento, para -85, o melhor valor em dois anos. Do lado oposto está a intenção de comprar ou construir uma casa, que está nos 92 pontos negativos desde o início do ano. Depois do recorde registado no terceiro trimestre de 2009 (-93 pontos), este é o segundo pior valor de sempre nas expectativas de procura imobiliária e demonstra os receios que subsistem quanto à evolução da economia".