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sexta-feira, maio 16, 2025

Curiosidades: o combate à corrupção

Na última década, desde 2015, o Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC) e, mais recentemente, o Mecanismo Nacional Anticorrupção (MENAC) – devido ao cessar de funções da primeira entidade –, receberam a comunicação do arquivamento de 2.832 processos, relativos a eventuais crimes de corrupção e crimes conexos, nomeadamente peculato, prevaricação, abuso de poder, participação económica em negócio e outros crimes relacionados com o exercício de funções públicas. Concretizaram-se apenas 103 condenações, pouco mais de 3% do número de comunicações relativas a condenações, absolvições e arquivamentos, e apenas 19 absolvições, menos de 1% das comunicações analisadas. Ou seja, por cada 4 condenações, há mais de 100 processos que são arquivados.

O MENAC refere que este número de arquivamentos “está em linha com as tendências que se têm registado nas análises sobre este tipo de criminalidade, que se mostra de investigação particularmente complexa e difícil, decorrente sobretudo das competências de grande racionalidade e frieza associadas a quem geralmente pratica este tipo de crimes, que se traduzem por exemplo em grandes cuidados na dissimulação dos seus atos e na ocultação ou destruição das provas, precisamente para que uma eventual denúncia e investigação tenha como desfecho o insucesso e a correspondente decisão de arquivamento”. Para além disso, o MENAC aponta para algumas denúncias anónimas que não se associam a qualquer tipo de crime e que apenas pretendem criar suspeita.

Em relatórios anteriores, o CPC referia um problema adicional, "as dificuldades da ação do Ministério Público e dos Órgãos de Polícia Criminal no acesso e recolha de indícios e elementos probatórios relativamente a este tipo de crimes”.

sábado, março 15, 2025

Tendência preocupante de estagnação e retrocesso global no combate à corrupção

Portugal perdeu 9 posições no ranking que avalia o combate à corrupção no setor público. Ocupa o 43.º lugar, o mais baixo de sempre, com 57 pontos, numa escala de 100, também a pior pontuação de que há registos. Somos o 4.º pior classificado entre os países da Europa Ocidental. Em 2000, Portugal ocupava a 23.º posição e comparava com países como a França, Israel, Japão ou Bélgica. Atualmente, compara com países como a Costa Rica, Botswana, Ruanda ou Chipre. O índice de 2024 revela uma tendência preocupante de estagnação e retrocesso global no combate à corrupção. A média global dos 180 países avaliados manteve-se baixa (43), com mais de dois terços dos países a registarem pontuações abaixo de 50. O ranking é liderado pela Dinamarca que atingiu uma pontuação de 90 pontos, seguindo-se a Finlândia (88) e Singapura (84). A região da Europa Ocidental e União Europeia continua a ser a mais bem pontuada no ranking, no entanto, em 2024, cerca de 1/3 dos seus 31 países registaram reduções de pontuação iguais ou superiores a 3, refletindo uma degradação generalizada do combate à corrupção nos países europeus (fonte: Instituto +Liberdade, + Factos)

quinta-feira, março 13, 2025

Tendência preocupante de estagnação e retrocesso global no combate à corrupção

Portugal perdeu 9 posições no ranking que avalia o combate à corrupção no setor público. Ocupa o 43.º lugar, o mais baixo de sempre, com 57 pontos, numa escala de 100, também a pior pontuação de que há registos. Somos o 4.º pior classificado entre os países da Europa Ocidental. Em 2000, Portugal ocupava a 23.º posição e comparava com países como a França, Israel, Japão ou Bélgica. Atualmente, compara com países como a Costa Rica, Botswana, Ruanda ou Chipre. O índice de 2024 revela uma tendência preocupante de estagnação e retrocesso global no combate à corrupção. A média global dos 180 países avaliados manteve-se baixa (43), com mais de dois terços dos países a registarem pontuações abaixo de 50. O ranking é liderado pela Dinamarca que atingiu uma pontuação de 90 pontos, seguindo-se a Finlândia (88) e Singapura (84). A região da Europa Ocidental e União Europeia continua a ser a mais bem pontuada no ranking, no entanto, em 2024, cerca de 1/3 dos seus 31 países registaram reduções de pontuação iguais ou superiores a 3, refletindo uma degradação generalizada do combate à corrupção nos países europeus (fonte: + Factos)


terça-feira, setembro 17, 2024

Barómetro da Corrupção: 9 em cada 10 pessoas consideram que é problema grave em Portugal

São dados do Barómetro da Corrupção da Fundação Manuel dos Santos e revelam que grande parte dos inquiridos consideram que este é um problema grave no país e um em cada dez sente que afeta diariamente a sua vida. O futebol e a política são as áreas mais expostas à corrupção em Portugal. Tem sido um tema muito debatido nos últimos anos e que encontra nos partidos políticos eco sob a forma de medidas ou propostas. Não faltam exemplos de alterações à lei ou mesmo nova legislação para um problema que na opinião dos inquiridos neste estudo começa sobretudo nos cargos de poder incluído o político. 

“Os partidos têm sistematicamente níveis muito baixos de confiança e muito tem a ver com essa falta de atenção em relação às questões de ética. A verdade é que nos últimos tempos os partidos têm vindo a alterar, também tem vindo a incorporar estes problemas nos seus programas e há aqui o risco de cair em algum folclore anticorrupção, não é ”, diz Luís Silva, investigador ICS- Universidade Lisboa. Aprovadas no parlamento, as leis mais tarde aplicadas nos tribunais têm produzido muitas notícias mas poucas consequências. Aliás, o poder judicial é outro dos que recebe nota negativa neste barómetro.

“Há uma perceção generalizada de que o combate tem sido ineficaz, sobretudo há duas questões que preocupam os cidadãos que são os megaprocessos que se arrastam durante vários anos e há, enfim, um excesso de garantias que faz com que estes processos se arrastam nos tribunais durante muito tempo”, explica Luís Silva.

Grande parte dos inquiridos aponta também as dificuldades em provar este tipo de crime como um problema, a falta de meios, ou mesmo, a acusação tendenciosa em alguns processos. Este barómetro revela que os portugueses consideram que uma boa parte da responsabilidade está também na sociedade em geral.

“As coisas estão a alterar, isto não foi sempre assim. Os resultados que nós tínhamos de inquéritos anteriores é que de facto havia uma normalização da corrupção, desde que tivesse efeitos positivos para a comunidade ou que eventualmente respondesse a uma causa justa”, conta Luís Silva.

Numa análise mais detalhada destes dados, concluímos que há um olhar bastante crítico quanto ao comportamento da sociedade, ainda que o Governo, os tribunais ou os políticos e o Ministério Público em particular sejam  apontados como responsáveis principais. 

“Têm de atuar, têm de saber responder, se não o fizerem obviamente que vai haver um dano reputacional para a instituição e os danos reputacionais são difíceis de superar”, explica Luís Silva. Ainda que haja uma tendência generalizada de mudança de pensamento quando em causa estão as cores de um clube ou as escolhas de um líder partidário com o qual simpatizam, certos tipos de corrupção são vistos com olhar menos crítico.

As principais fontes de informação sobre casos de corrupção continuam a ser os media tradicionais, mesmo que haja uma tendência de crescimento dos meios digitais. Importantes aliados, dizem os inquiridos na pressão que acreditam ter de existir sobre o poder político e as instituições que devem aplicar as leis anti corrupção. 

“Podemos trabalhar com a legislação existente, há afinações a fazer seguramente, mas neste momento o elo mais fraco são mesmo as instituições que têm responsabilidade na fiscalização do comportamento da observância dessas leis”, diz Luís Silva.   A Comissão Europeia está a preparar uma directiva anticorrupção que poderá vir a ser adotada pelos Estados Membros numa altura em que têm sido criados cada vez mais organismos e mecanismos de combate a estes crimes. No âmbito Europeu, Portugal continua a ser um dos países com os índices mais altos de percepção quanto à corrupção, ainda que seja também dos que mais condena qualquer tipo de prática (SIC-Notícias)

segunda-feira, setembro 16, 2024

Clubes de futebol, partidos e autarquias são os mais expostos à corrupção

Segundo um relatório da Fundação Francisco Manuel dos Santos, os inquiridos avaliam o combate à corrupção como ineficaz, sendo as responsabilidades repartidas entre os vários agentes. Os portugueses consideram que os clubes de futebol são a entidade mais exposta à corrupção e que este fenómeno é bastante difuso entre as elites políticas e económicas. Segundo um relatório da Fundação Francisco Manuel dos Santos, os inquiridos avaliam o combate à corrupção como ineficaz, sendo as responsabilidades repartidas entre os vários agentes.

Dados do Barómetro da Corrupção revelaram que os participantes acreditam que todas as esferas da vida social avaliadas são, pelo menos, medianamente corruptas. Para os portugueses, os clubes de futebol são os mais expostos à corrupção, com uma média de 8,1, sendo 0 “nada corrupto” e 10 “extremamente corrupto”. De seguida, com uma média de 7,5, ficaram as esferas dos partidos políticos e das autarquias. As sociedades de advogados ficaram a meio da tabela, com 6,9.

A corrupção é percecionada com mais prevalente entre políticos, com uma média de 62,5, e empresários (48,2). “Os indivíduos que se posicionam mais à esquerda do espetro político tendem a expressar uma menor perceção de corrupção, comparativamente aos que se posicionam à direita ou ao centro”, lê-se no relatório. Os inquiridos concordam ainda que, em Portugal, se quisermos subir na vida, é importante conhecer as pessoas certas e, em menor medida, que só se fazem bons negócios se tivermos ligações políticas.

quinta-feira, fevereiro 08, 2024

Economia pode estar a perder 20 mil milhões de euros por ano com a corrupção

O valor surge num estudo de 2018 mas pode estar desatualizado. A presidente da Transparência Internacional Portugal pede que se avalie o que falhou na estratégia de combate à corrupção em Portugal.

segunda-feira, abril 18, 2022

Vila Real: Bomba de combustível viciada cobrava até 1,65 euros por nada

Uma bomba de gasóleo em Vila Pouca de Aguiar (Vila Real) tinha o contador viciado, imputando ao consumidor um valor até 1,65 euros antes de se iniciar o abastecimento, revelou esta segunda-feira a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). Em comunicado, a ASAE refere que se trata da quarta ocorrência semelhante que detetou “nos últimos meses”. Numa fiscalização ao posto de abastecimento de carburantes em causa, refere a ASAE, “verificou-se que, no início de cada abastecimento, após o ‘reset’ do contador e mesmo antes de ser pressionado o manípulo da agulheta da bomba, o contador alterava-se automaticamente, cobrando valores até 1,65 euros, sem que o consumidor tenha feito qualquer abastecimento efetivo”. A ASAE refere ter “procedido à sua selagem e apreensão, de forma cautelar, para a respetiva perícia técnica”. A bomba de gasóleo já tinha sido sujeita a controlo metrológico este ano, “exibindo o selo de validade e de conformidade”. Os factos foram comunicados ao Ministério Público por estarem em causa “fortes indícios do crime de especulação (delito antieconómico) e eventual crime de falsificação de notação técnica” (CNN-Portugal)

segunda-feira, dezembro 27, 2021

Leaks, Papers, Files: que consequências tiveram os escândalos que revelaram como esconder dinheiro lá fora?


A violenta crise financeira de 2007/2008 inaugurou uma nova era de denúncias de escândalos fiscais. Com o desemprego a disparar e os contribuintes convocados a pagarem faturas fiscais muito elevadas, houve informáticos e funcionários que começaram a roubar informações internas, nas grandes instituições onde trabalhavam, e a contactar jornalistas para expor as desigualdades de tratamento entre a classe média e quem tem dinheiro para contratar consultores fiscais a peso de ouro. Nem todos os “leaks” foram geridos pelas autoridades fiscais de forma transparente, nem renderam muito dinheiro, mas, com a desigualdade exposta, os governos sentiram-se impelidos a tomar medidas. Saiba mais no vídeo do 2:59 - jornalismo de dados para explicar o mundo (Expresso)

sábado, dezembro 05, 2020

O ‘eixo da evasão fiscal’: 4 países são responsáveis ​​por 55% de todas as perdas fiscais no mundo

 


Governos de todo o mundo perdem cerca de 360 mil milhões de euros por ano em impostos que deveriam ter recolhido ao tributar os lucros empresariais e a riqueza gerada nas suas jurisdições. O valor supera o total do PIB português ou finlandês e os culpados por estas perdas contam-se pelos dedos de uma mão, mostra o último relatório da Tax Justice Network (TJN).

Segundo o documento, citado pelo ‘elEconomista’, do total de perdas, cerca de 205 mil milhões de euros ficam pelo caminho porque as multinacionais transferem os seus lucros para paraísos fiscais com o objetivo de esconder os ganhos que efetivamente auferiram nos países em que operam e, portanto, pagam menos impostos do que deveriam.

A esse montante, devem ser adicionados mais 152 mil milhões que se perdem porque os milionários com grandes fortunas escondem bens e rendimentos não declarados no estrangeiro, fora do âmbito da lei, revela o TJN.

No que diz respeito aos lucros das empresas, segundo o TJN, há quatro países que, são responsáveis por mais de metade (55%) dos abusos fiscais a nível mundial: Reino Unido, Holanda, Luxemburgo e Suíça, o que fez com que este grupo fosse classificado como o «eixo da evasão fiscal».

O TJN revela que mais de 548 mil milhões de euros em lucros empresariais são transferidos para o «eixo da evasão fiscal» todos os anos, custando ao mundo cerca de 100 mil milhões em impostos perdidos por abuso fiscal. O «eixo da evasão fiscal» é responsável por 47% dos 205 mil milhões de dólares perdidos na arrecadação de impostos.

No entanto, se os prejuízos fiscais com a evasão fiscal privada forem incluídos, o «eixo da evasão fiscal» passa a ser responsável por 55% de todos os prejuízos fiscais sofridos pelos países ao redor do mundo, custando ao todo quase 198 mil milhões de euros em impostos perdido todos os anos (Executive Digest, texto da jornalista  Simone Silva)

quinta-feira, fevereiro 28, 2019

Constituídos cinco arguidos após buscas na sede da SATA


Ajudas do Estado terão sido duplicadas na contabilidade dos Estaleiros de Viana

O presidente da comissão liquidatária da Empordef, grupo de empresas do Estado na área da Defesa, revelou no Parlamento que existiu alta corrupção nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. Um dos casos mais graves foi a duplicação do valor das ajudas do Estado, de 290 milhões de euros, na contabilidade da empresa pública

sábado, fevereiro 23, 2019

Sexta às 9: Concurso na Câmara de Elvas excluiu deficiente

A Câmara de Elvas excluiu uma deficiente motora de um concurso público para assistente administrativa e colocou no lugar uma familiar da ex-secretária do presidente da Câmara. Apesar das ilegalidades, o concurso não foi impugnado. O concurso público em causa criou 82 novos postos de trabalho: 27 são ocupados por familiares do presidente de autarquia, dos vereadores e de altos funcionários.

sábado, dezembro 01, 2018

Máfia do Pinhal: ICNF acusado de burla num leilão de madeira queimada

Madeireiro acusa o Instituto de ter adulterado um dos lotes de madeira queimada que comprou num leilão. O ICNF confirma a remarcação, mas cita normas que não constam no caderno de encargos.

sábado, setembro 08, 2018

Fraude com ouro lesou o Estado em 70 milhões de euros

Empresas-fantasma passaram 260 milhões em faturas falsas para lucrarem em impostos que não entregaram ao Estado. O Jornal de Notícias revela que durante três anos, a rede de empresários, contabilistas e testas de ferro usaram firmas-fantasma. Há 20 pessoas e 30 empresas envolvidas neste esquema desmantelado pela Polícia Judiciária do Porto e por inspetores da Autoridade Tributária.

terça-feira, setembro 04, 2018

Plataforma de cargas e descargas que custou 12 M€ ao Estado ao abandono

Uma plataforma ferroviária de cargas e descargas, que custou ao Estado 12 milhões de euros, está desativada há vários meses em Aveiro por problemas de degradação do equipamento. A decisão de suspender a movimentação de comboios, decidida pela Infraestruturas de Portugal, levou o Porto de Aveiro a renunciar à exploração da plataforma