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quarta-feira, setembro 03, 2025

Antártida Ocidental à beira de colapso catastrófico. Subida do nível do mar em três metros ameaça costas da Europa e EUA

A camada de gelo da Antártida Ocidental, uma das maiores massas de gelo do planeta, com cerca de 1,97 milhões de km², encontra-se à beira de um colapso catastrófico, advertem cientistas. Investigadores da Australian National University afirmam que, com a contínua subida dos níveis de dióxido de carbono (CO2), a camada de gelo está a enfraquecer e o risco de colapso total aumenta.

Se este cenário se concretizar, estima-se que o nível global do mar suba cerca de três metros, o equivalente a 9,8 pés, inundando cidades costeiras em todo o mundo. No Reino Unido, localidades como Hull, Skegness, Middlesbrough e Newport seriam completamente submersas, enquanto na Europa, grande parte dos Países Baixos, bem como cidades como Veneza, Montpellier e Gdansk, ficariam debaixo de água. A investigação liderada por Dr. Nerilie Abram alerta que as mudanças rápidas já detetadas no gelo, nos oceanos e nos ecossistemas da Antártida irão agravar-se com cada fração de grau adicional de aquecimento global. “A perda do gelo marinho antártico é uma mudança abrupta que desencadeia efeitos em cadeia, tornando as plataformas de gelo flutuantes mais vulneráveis a colapsos provocados por ondas”, explica a investigadora.

O estudo também sublinha a ameaça aos ecossistemas e à fauna, com particular atenção aos pinguins-imperador. Professor Matthew England, coautor do estudo, alerta: “A perda do gelo marinho aumenta o risco de extinção para os pinguins-imperador, cujos pintainhos dependem de um habitat de gelo estável antes de desenvolverem as penas impermeáveis”. O estudo detalha que, no pior cenário, centenas de cidades costeiras seriam submersas. Ferramentas de análise, como o Coastal Risk Screening Tool da Climate Central, indicam que a costa leste da Inglaterra seria a mais afetada, com cidades como Hull, Skegness e Grimsby completamente debaixo de água, estendendo-se a áreas interiores como Peterborough e Lincoln. Em Londres, zonas do Rio Tamisa, incluindo Bermondsey, Greenwich, Battersea e Chelsea, seriam afetadas.

Na costa oeste, bairros de Weston-super-Mare, Newport e Cardiff, bem como partes de Southport e Blackpool, também estariam em risco. Já na Escócia e Irlanda do Norte, o impacto seria mais limitado. Em Europa continental, prevê-se que toda a costa de Calais ao sul da Dinamarca, incluindo Veneza, ficaria submersa. Nos Estados Unidos, cidades do sul como New Orleans, Galveston e Everglades seriam fortemente afetadas. Os investigadores alertam que a única forma de evitar estas mudanças abruptas e os seus efeitos devastadores é reduzir rapidamente as emissões de gases com efeito de estufa, limitando o aquecimento global a cerca de 1,5ºC. “Governos, empresas e comunidades precisam considerar estas mudanças abruptas da Antártida nos planos futuros de adaptação às alterações climáticas”, conclui Dr. Abram (Executive Digest, texto do jornalista Pedro Zagacho Goncalves)

‘Bomba-relógio’ radioativa no Atlântico: 200 mil barris tóxicos ameaçam milhões de pessoas

‘Mais de 200 mil barris com resíduos radioativos encontram-se espalhados no fundo do oceano Atlântico, a poucas centenas de quilómetros da costa francesa, onde foram depositados durante quase meio século, entre 1946 e 1990. À época, vários países europeus, incluindo França e Reino Unido, consideravam seguro descartar este tipo de materiais em alto mar, selando-os em betume e betão antes de os lançar em águas profundas.

Hoje, estes contentores repousam a cerca de 4 mil metros de profundidade, em vales submarinos localizados ao largo da Baía da Biscaia, numa zona designada para esse efeito pela Agência para a Energia Nuclear (NEA), organismo intergovernamental que coordena políticas de segurança nuclear e gestão de resíduos. Ao longo de 15 anos, os países europeus terão despejado no Atlântico Nordeste cerca de 42 petabecqueréis de resíduos de baixa radioatividade — o equivalente a 42 biliões de desintegrações atómicas por segundo.

Apesar de se tratar maioritariamente de materiais considerados de risco reduzido, especialistas alertam para o perigo de contaminação a longo prazo da vida marinha e consequente impacto na saúde humana através da cadeia alimentar. Entre os radionuclídeos encontrados estão substâncias como estrôncio-90, que imita o cálcio e pode acumular-se em ossos de peixes e outros organismos, passando depois para o consumo humano.

sábado, fevereiro 08, 2025

RTP: Ikea, O Caçador de Árvores

A cada 5 segundos, uma estante BILLY é vendida. Mas os números surpreendentes da marca sueca têm um custo: dependem da exploração descontrolada da madeira e do trabalho humano. Este documentário acompanhou e investigou durante mais de um ano a cadeia de produção da gigante do mobiliário que gerou uma receita de 44,6 mil milhões de euros em 2022 e atrai mais de 5 mil milhões de visitantes às suas lojas e website todos os anos.

Das florestas boreais da Suécia, às plantações brasileiras e às costas da Nova Zelândia, descobriram como a IKEA explora intensamente a madeira em todo o mundo, alimenta o tráfico ilegal deste recurso e ameaça as últimas preciosas florestas europeias. Há muito esquecido, o abate intensivo está agora a provocar indignação e raiva entre os cidadãos da Polónia e dos países bálticos, que estão cada vez mais preocupados com o destino dos domínios florestais públicos dos seus países e com a perda de biodiversidade (Veja aqui)

terça-feira, agosto 27, 2024

Sabia que os humanos já contribuíram para extinção de mil espécies? E se nada mudar, a lista vai aumentar


Sabe o que é um tigre da Tasmânia ou um baiji? E uma viola cryana ou a urania sloanus? Todos têm algo em comum: desaparecem há vários anos da Terra. Tal como estes, tantos outros. Os moluscos, aves e plantas são as espécies mais afetadas. E os principais culpados? As pessoas. Jornalismo de dados em dois minutos e 59 segundos para explicar o mundo (Expresso)

quarta-feira, julho 24, 2024

Novo estudo revela que cruzeiros poluem mais do que aviões e carros

Segundo investigação da emissora pública dinamarquesa, DR, um navio de cruzeiro emite, em média, o dobro de CO2 por passageiro de um avião na mesma distância. Especialistas defendem que até viajar de carro é uma opção mais amiga do ambiente. Muitas pessoas pensam que, ao optarem por navios de cruzeiro, estão a utilizar uma forma de viajar mais amiga do ambiente. No entanto, de acordo com uma nova investigação da emissora pública dinamarquesa DR, na Europa, um navio de cruzeiro emite, em média, aproximadamente, o dobro de CO2 por passageiro do que um avião na mesma distância. “O tráfego de navios de cruzeiro tem uma emissão de CO2 por passageiro significativamente mais elevada do que se viajarmos de carro ou de avião”, afirma Niels Buus Kristensen, investigador sénior do Instituto de Economia dos Transportes de Oslo. “É de esperar isso quando se viaja com lojas, restaurantes e hotéis a bordo. Isto, por si só, torna as coisas completamente diferentes do que se nos limitarmos a conduzir o nosso carro ou a apanhar um avião”, acrescenta.

segunda-feira, outubro 09, 2023

Choveu quase menos 30% do valor médio de precipitação na Madeira

No último ano hidrológico, que terminou a 30 de setembro, choveu quase menos 30 por cento do valor médio de precipitação na Madeira. O governo garante ter tomado precauções para reduzir o impacto desta descida. A secretária do ambiente, Susana Prada, anunciou à RTP um estudo sobre o impacto das alterações climáticas, que vai definir os cenários para os próximos 50 anos na Região.

segunda-feira, julho 17, 2023

Plástico: Açores e Madeira no mapa mundial de risco para as aves marinhas

As aves marinhas são um dos grupos de animais directamente impactados pelo plástico nos mares e nos oceanos. Mas a verdadeira dimensão do risco a que estes animais estão sujeitos ainda é pouco conhecida. Agora, um estudo analisou as migrações de 77 espécies de pardelas e painhos, aves marinhas particularmente susceptíveis ao plástico, e identificou as geografias de maior risco. O mar Mediterrâneo aparece em primeiro lugar, mas os Açores e a Madeira também surgem como regiões de perigo. O trabalho, que conta com mais de 200 autores de todo o mundo – 18 deles portugueses – foi publicado na revista Nature Communications.

“Surpreendeu-me que a Madeira e os Açores sejam áreas de risco moderado para o plástico marinho”, disse ao PÚBLICO Maria Dias, bióloga e professora da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, especialista em ecologia das aves migratórias, e que coordenou o projecto. O oceano à volta daqueles arquipélagos “tem algum plástico, não tanto como o mar Mediterrâneo, mas tem muitas aves”, acrescentou a investigadora, justificando a razão de Portugal ter surgido referido no artigo. “Portugal é um dos países mais importantes do oceano Atlântico para as aves. E agora surge [no artigo] como um dos sítios que deverá ser estudado”, adiantou.

domingo, março 05, 2023

ONU produz acordo histórico para a proteção oceânica

Ao fim de 15 anos de negociações, as Nações Unidas conseguiram finalmente chegar a acordo quanto à necessidade de proteger a vida marinha em alto mar. A decisão, assinada por mais de 100 países, vai permitir criar áreas marítimas protegidas

quinta-feira, fevereiro 04, 2021

Subida do nível do mar pode ser ainda pior do que o esperado, advertem investigadores


É provável que a subida do nível médio das águas do mar seja mais rápida e maior do que se pensava anteriormente, de acordo com investigadores do Instituto Niels Bohr da Universidade de Copenhaga, que acreditam que o mar poderá subir até 1,35 metros até 2100. Um estudo anterior do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas apontava que o nível médio só deveria subir 1,1 metros no mesmo período de tempo, mas agora, ao utilizarem dados históricos sobre a subida do nível do mar para validar vários modelos, este grupo de investigadores encontrou uma discrepância de cerca de 25 centímetros. Num artigo publicado na revista Ocean Science, os investigadores afirmaram que os modelos utilizados pelo Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas não eram suficientemente sensíveis, com base no que descreveram como um teste de “verificação da realidade”.

“Não é grande notícia que acreditemos que as previsões anteriores sejam demasiado baixas”, disse o investigador de alterações climáticas Aslak Grinsted, também co-autor e professor associado do Instituto Niels Bohr.

“Os modelos utilizados para basear as previsões da subida do nível do mar não eram suficientemente sensíveis”, disse. Contudo, espera que o seu método pudesse ser utilizado para torná-lo mais credível e reduzir a incerteza. Antes não existiam grandes dados sobre a taxa de degelo da Antártida, por exemplo, o que dificultava a precisão das previsões. O investigador Grinsted descobriu ainda que embora os dados individuais, quando testados retrospetivamente no tempo, de 1850 a 2017, refletissem a subida real do nível do mar, quando os dados eram combinados as previsões eram “demasiado conservadoras” (Executive Digest, texto da jornalista Mara Tribuna)

sábado, dezembro 19, 2020

Maior icebergue do mundo ameaça colidir com ilha a sul do Atlântico

 


Com cerca de 4200 quilómetros quadrados, o icebergue A68-A movimenta-se em águas da Geórgia do Sul e aproxima-se desta ilha. Os cientistas alertam que o possível embate irá alterar o ecossistema da vida selvagem e provocar um desastre ambiental. Em 2017, esta massa de gelo separou-se da Antártida e as correntes marítimas colocaram-na em rota de colisão com a ilha britânica. O impacto está previsto para este mês ou janeiro de 2021, segundo a Royal Navy. O icebergue A68-A, com uma área um pouco menor que a superfície do Algarve, ao colidir com o território, ficará encalhado, podendo alterar ou até bloquear o acesso da fauna local aos alimentos. As colónias de focas e de pinguins terão dificuldade em seguir as rotas habituais para alimentar as crias."Quando falamos sobre pinguins e focas durante o período que é realmente crucial para esses animais, a criação de filhotes, a distância real que eles têm de percorrer para encontrar comida (peixe e krill) é fundamental para serem bem sucedidos. Se eles têm de fazer um grande desvio, significa que não vão voltar aos seus filhos a tempo de evitar que morram de fome". Os ecossistemas da vida selvagem que dependem da costa da Ilha da Geórgia do Sul ficaram ameaçados, explica o professor Geraint Tarling, ecologista do British Antarctic Survey à BBC.

O refúgio das baleias, nos recantos costeiros, pode desaparecer devido ao gigante obstáculo de gelo. Segundo as autoridades de vigilância do Antártico, as imagens de satélite documentam a distância de cerca de 100 quilómetros entre o maior icebergue do mundo e terra.

segunda-feira, junho 29, 2020

Boas ideias da Austrália



A Austrália testou uma rede de drenagem com malha para que os plásticos e outros poluentes não cheguem a rios ou mar. Boas ideias devem ser seguidas