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sexta-feira, julho 23, 2021

Reformas pela metade? O que pode fazer para acautelar o seu futuro

 

Já a partir da próxima década vai acelerar a discrepância entre os últimos rendimentos do trabalho e as pensões de reforma dos portugueses que se aposentem. Quem o fizer, por exemplo, em 2040, poderá ter de passar a viver com pouco mais de metade do salário que estava habituado a ter. E quem se reformar em 2045 já terá direito a menos de metade. O alerta foi feito recentemente no relatório “The 2021 Ageing Report” – disponível nesta ligação –, um estudo que, a cada três anos, analisa a evolução demográfica e confronta-a com a sustentabilidade dos sistemas nacionais de pensões.

Os cálculos da Comissão Europeia apontavam para uma taxa de substituição (entre o último ordenado e a reforma) de 74% em Portugal em 2019, um valor que poderá subir para quase 85% até 2025, ou seja, mais de quatro quintos do ordenado. O problema vem depois: até 2040, ou seja, dentro de menos de 20 anos, a capacidade que as pensões têm de substituir os rendimentos do trabalho em Portugal cai para 54,5% – e em 2045 será inferior a metade (48,2%). A culpa é, sobretudo, das perspetivas demográficas.

O relatório pode ser, para muitos, uma leitura aterrorizadora – mas não tem de ser paralisante. Por isso, o Observador criou cinco perfis de pessoas, em diferentes fases da sua vida ativa, e contactou várias instituições financeiras para saber quais são os melhores conselhos gerais que se pode dar a quem quer tentar acautelar o futuro também pelos próprios meios – e quais as vantagens e desvantagens de cada tipo de solução de poupança e investimento.

terça-feira, outubro 20, 2020

quarta-feira, outubro 14, 2020

domingo, outubro 25, 2015

Cortes diminuem reformas dos funcionários públicos

Até setembro reformaram-se menos 4.319 funcionários públicos, do que no mesmo período do ano passado. Em declarações ao Correio da Manhã, os sindicatos da função pública dizem que há menos pessoas a pedir a reforma devido aos cortes nas pensões.

terça-feira, julho 14, 2015

Partidos admitem aprovar regime especial de aposentação para os professores

Os partidos que integram a comissão de Educação no parlamento apoiaram a criação de um regime especial de aposentação para os professores, segundo o Sindicado Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades (SPLIU). O vice-presidente do SPLIU, Manuel Monteiro, disse à agência LUSA que "houve o apoio total de praticamente todos os partidos" à petição, "considerando que é uma proposta justa, e alguns partidos mostraram-se disponíveis" para a trabalhar. O sindicato reuniu-se com a comissão parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, com representantes de todos os partidos com assento parlamentar. A petição defende a pré-aposentação dos professores aos 55 anos de idade ou 32 anos de serviço, e a aposentação a partir dos 36 anos de serviço, independentemente da idade. O sindicato propõe ainda a aposentação aos 35 anos de serviço, para os professores do 1.º ciclo do ensino básico. "Quotidianamente chegam-nos casos de professores que, a partir dos 30 anos de serviço, entram em esgotamento físico e mental devido à redução das condições de trabalho e à nova realidade de trabalho realizada em contexto escolar, o aumento da idade da reforma para os 66 anos", justificou o dirigente. A petição foi entregue em Junho, na Assembleia da República, com 5793 assinaturas, pelo que deverá ser discutida em sessão plenária (fonte: Lusa)

quinta-feira, julho 10, 2014

Opinião: "Os cortes nas pensões nominais ilíquidas"


É reconhecido que os pensionistas foram um dos grupos da população mais massacrados por este governo. O governo PSD/CDS transformou os pensionistas em alvo preferencial da sua fúria neoliberal. Para se poder ter uma ideia completa da dimensão da redução dos rendimentos dos pensionistas determinado pelo efeito conjugado das medidas deste governo é necessário quantificar cada uma dessa medidas e depois somar os resultados obtidos, o que normalmente não é feito, mas que vamos procurar fazer neste estudo. No entanto, é importante recordar que desde 2010, apenas o escalão mais baixo das pensões mínimas (até 246€ em 2010) é que têm tido aumentos, todas as outras pensões (que são a esmagadora maioria) têm-se mantido inalteráveis, ou seja, congeladas. E mesmo as poucas que foram aumentadas, as subidas têm sido irrisórias. Em 2011, nenhum reformado ou aposentado teve qualquer aumento. Em 2012, apenas as pensões de valor inferior a 247€ tiveram um aumento de 7,46€ por mês (25 cêntimos por dia); em 2013 apenas as pensões de valor inferior a 254€ foram aumentadas em 2,79€ por mês (9 cêntimos por dia); e em 2014, apenas as pensões de valor inferior a 257€ tiveram uma subida de 2,57€ por mês (8,5 cêntimos por dia). Isto significou que na Segurança Social dos1.922.600 reformados de velhice apenas 253.000 (13,2%) tiveram aumentos irrisórios. E na CGA dos 471.779 aposentados apenas 51.871 (11%) viram as suas pensões serem aumentadas nos mesmos valores irrisórios. Os restantes reformados e aposentados (quase 2.100.000) têm as suas pensões congeladas desde 2010. E o congelamento das pensões representa, segundo cálculos do próprio governo, uma perda de rendimentos para os pensionistas avaliada em 628 milhões € por ano. E já são quatro anos em que a esmagadora maioria dos pensionistas em Portugal não tem qualquer aumento. E é sobre estas pensões que não têm tido qualquer aumento que o governo tem feito múltiplos cortes, como se vai mostrar e quantificar.
 
OS MÚLTIPLOS CORTES NAS PENSÕES ILÍQUIDAS DOS APOSENTADO DETERMINAM UMA REDUÇÃO DE 1.160 MILHÕES € NOS SEUS RENDIMENTOS ANUAIS

Comecemos por analisar o que tem acontecido com os rendimentos ilíquidos dos aposentados da Função Pública. O quadro 1 construído com base nos dados divulgados no Relatório e Contas da CGA de 2013 permite fazê-lo. Os valores das pensões utilizados são o ponto médio dos escalões da CGA.
Como revela o quadro 1, o aumento da taxa de retenção do IRS entre 2010 e 2014 (para o escalão de 690€ o aumento atinge 350%, enquanto para o escalão mais elevado a subida é de 15,4%),da CES (redução entre 3,5% e 10% para as pensões superiores a 1000€ por mês), o aumento do desconto para a ADSE (entre 2010 e 2014, sobe de 1,5% para 3,5%,ou seja, aumenta em 133%), e a sobretaxa extraordinária de IRS (3,5%) determina um corte nas pensões dos aposentados, congeladas desde 2010, que se estima em 1.160 milhões € por ano. Só a Contribuição Extraordinária de Solidariedade (um imposto que incide apenas sobre os pensionistas) determina um corte nas pensões dos aposentados que estimamos, para 2014, em 407 milhões € (385 milhões € em 2013, segundo a CGA). Como consequência de tudo isto, os aposentados com pensões iguais ou superiores a 600€/mês sofreram, no período 2010/2014, uma redução no seu poder de compra que variou entre 13,4% e 33,2%.
 
OS CORTES NAS PENSÕES NOMINAIS ILÍQUIDAS DOS REFORMADOS DA SEGURANÇA SOCIAL JÁ ATINGEM 774 MILHÕES € EM 2014, E A REDUÇÃO DO PODER DE COMPRA DAS SUAS PENSÕES CHEGA A ATINGIR 30,4%
 
Os reformados da Segurança Social também foram alvo dos ataques do governo PSD/CDS aos que menos têm, tendo sofrido uma redução muito importante nos seus rendimentos como mostra o quadro 2 (os valores das pensões correspondem aos pontos médios dos escalões da Segurança Social do RC2012). Como consequência do aumento da taxa de retenção do IRS entre 2010 e 2014 , da CES (corte entre 3,5% e 10%), e da sobretaxa extraordinária de IRS (corte de 3,5%) as pensões dos reformados das Segurança Social, que estão congeladas desde 2010, sofreram uma redução que se estima em 774 milhões € por ano. Só a Contribuição Extraordinária de Solidariedade (um imposto que incide apenas sobre os pensionistas) determina um corte nas pensões dos reformados que estimamos em 287 milhões €. O congelamento das pensões associado a estas medidas de cortes importantes das pensões, determinaram uma redução do poder de compra dos reformados da Segurança Social, com pensões iguais ou superiores a 338€ que varia entre 7,4% e 30,4%. Em conjunto, aposentados da CGA e reformados da Segurança Social, como consequência das medidas deste governo contra eles (não inclui o congelamento de pensões que custa aos pensionistas 628 milhões €/ano desde 2010) perderam mais de 1.900 milhões € dos seus rendimentos por ano. Eis a política social de Passos Coelho e Portas. É necessários que os pensionistas não a esqueçam nas próximas eleições” (texto do economista Eugénio Rosa, Resistir.com, 5 de Junho de 2014, com a devida vénia)

quinta-feira, julho 03, 2014

Estudo: Sistema público de pensões tem os dias contados



Escreve o Jornal I que “apenas metade dos trabalhadores acima dos 55 anos se mantêm no mercado de trabalho. Os activos já não chegam para pagar as reformas. O futuro dos sistemas de pensões na Europa, tal como existem hoje, está comprometido, a não ser que haja alterações de fundo aliando os sistemas privados de capitalização privados aos públicos. Actualmente, apenas 26% da população europeia tem 65 anos de idade ou mais, mas a percentagem deverá subir para os 52,5% em 2060. As análises mais recentes mostram também que menos de metade dos trabalhadores mais velhos, entre os 55 e os 64, se mantêm no mercado de trabalho, continuando a descontar para as suas pensões. Estas duas realidades, complementares e antagónicas, enquadram o risco que correm os sistemas previdenciais tal como existem hoje nas próximas décadas. O tema esteve ontem em debate em Lisboa num encontro organizado pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios, onde foi apresentado o manifesto PensionsEurope.
Os países mais afectados por esta realidade são precisamente aqueles como Portugal, onde o Sistema Nacional de Segurança Social se baseia num esquema de repartição, também conhecido por "pay as you go". O sistema português baseia-se no princípio de que, em cada momento, as pensões dos reformados são pagas pelos trabalhadores no activo, não existindo qualquer financiamento antecipado das reformas. O que se tem feito sucessivamente é aumentar a idade da reforma, introduzindo-se critérios para resolver o problema de envelhecimento da população. Mas o modelo continua a assentar na solidariedade intergeracional e por isso necessita de uma forte intervenção do Estado, tendo em vista assegurar a redistribuição do rendimento pretendida. Já nos sistemas de capitalização, em vigor sobretudo nos países anglo-saxónicos, o financiamento das reformas é feito pelos próprios empregados ao longo da vida activa, através de poupanças e investimentos. O risco é menor mas mesmo assim há que ter em conta factores como a volatilidade dos mercados ou a voragem com que alguns governos têm absorvido os fundos de pensões nos últimos anos a fim de reduzirem as dívidas públicas e os défices.
13 MIL MILHÕES PARA O ESTADO
Só em Portugal, o valor dos fundos de pensões que foram transferidos para o Estado ascendeu a 13 mil milhões de euros desde 2003. Neste montante está incluída a transferência do fundo de pensões dos CTT, de 3052 milhões de euros, em 2004, correspondente a 2% do PIB, dos fundos da CGD, NAV, ANA e Casa da Moeda, de 2634 milhões de euros em 2010 (1,6% do PIB), do Fundo da PT, de 5950 milhões de euros em 2011 (3,5% do PIB) e dos fundos de pensões de vários bancos em 2011.
José Veiga Simão, presidente da APFIPP, falou especificamente sobre a situação nacional, realçando que é urgente clarificar a questão da contribuição extraordinária de solidariedade, mas sobretudo quantificar os custos que o actual sistema vai representar até 2060 e apresentar uma reforma de fundo que promova e tenha em conta os fundos de pensões.
"Um dos maiores problemas do país", disse Veiga Simão, "é o demográfico. Em 2011, apenas 7% da população portuguesa tinha mais de 80 anos mas essa percentagem vai subir para os 24% em 2060. E os 1,17 contribuintes por pensionista que existiam em 2011 já não são suficientes para manter o actual sistema de repartição". Para o presidente da APFIPP, é urgente que Portugal comece a olhar para outros exemplos de sistemas de pensões, como o da Suécia, e promover a complementaridade das reformas pagas pelo Estado com as pagas pelos fundos de pensões. Outra linha defendida foi a reposição dos incentivos à poupança para complementos de reforma, que foram drasticamente reduzidos nos últimos anos. Um exemplo: em Portugal actualmente os fundos de pensões representam 8,8% do PIB enquanto na Grã-Bretanha representam 95,7% do PIB. Nos país nórdicos o peso ainda é maior: 160,2%. Ou seja, por mais remendos que se façam na actual Lei de Bases da Segurança Social, o problema de fundo mantém-se. Nos próximos anos não vai haver trabalhadores no país para pagar as pensões aos reformados”

segunda-feira, junho 23, 2014

Maioria prefere sofrer corte na reforma do que trabalhar até mais tarde



Mais de metade das reformas atribuídas no ano passado foram antecipadas e, por isso, sofreram penalização. A maioria prefere levar um corte na pensão a continuar a trabalhar até mais tarde

terça-feira, junho 17, 2014

Fartos de aturar estes bandalhos: Reformas antecipadas batem recorde em 2013



Nunca tal tinha acontecido. Mais de metade das reformas atribuídas no ano passado pela Caixa Geral de Aposentações foram reformas antecipadas. Feitas as contas em 2013 a idade média de aposentação dos funcionários públicos não chegou aos 61 anos.