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terça-feira, julho 15, 2025

Rússia: Como morrem os opositores de Putin

Roman Starovoit, ministro russo dos Transportes, foi encontrado morto nos arredores de Moscovo poucas horas depois de ter sido demitido por Vladimir Putin. Starovoit, que estava no cargo desde maio de 2024, foi substituído por Andrei Nikitin, agora nomeado chefe interino do Ministério dos Transportes, segundo a agência Ria Novosti. A demissão surgiu na sequência da suspensão do espaço aéreo civil após um ataque de drones ucranianos que forçou o cancelamento de quase 300 voos no fim de semana anterior. Segundo a imprensa russa, tudo indica que se tratou de um suicídio, já que foi encontrada uma arma junto ao corpo, mas a causa oficial da morte ainda não foi confirmada.

Este episódio reacende a atenção internacional para o destino trágico de várias figuras que, ao longo dos últimos 25 anos, desafiaram ou caíram em desgraça junto de Vladimir Putin. Muitos opositores — incluindo jornalistas, políticos, oligarcas e antigos agentes secretos — acabaram mortos em circunstâncias suspeitas, frequentemente classificadas como suicídios, acidentes ou causas naturais não esclarecidas.

terça-feira, novembro 26, 2024

Rússia: apartamentos abandonados e deteriorados

 

Os Apartamentos Bublik, também conhecidos como "Round House" ou "Krugovaya Zastava", são uma notável expressão da arquitetura brutalista soviética em Moscovo, destacando-se por seu formato cilíndrico e estrutura inovadora. Projetados pelos arquitetos Eugene Stamo e Aleksandr Markelov, esses apartamentos foram construídos entre 1968 e 1972, durante um período em que a União Soviética buscava soluções habitacionais criativas para atender à crescente demanda por moradia. Com um total de 913 apartamentos, a construção foi pensada para maximizar o espaço habitacional, desafiando o design tradicional de blocos retangulares que predominava na época. A forma circular não apenas oferecia uma estética diferenciada, mas também permitia uma organização interna dos apartamentos que poderia ser mais eficiente.

No entanto, apesar de sua inovação arquitetônica, os apartamentos Bublik enfrentaram sérios desafios práticos. As unidades eram frequentemente criticadas por suas dimensões reduzidas, que não atendiam adequadamente às necessidades dos moradores. Além disso, a falta de serviços básicos e a insonorização ineficaz contribuíam para uma qualidade de vida insatisfatória. Os residentes frequentemente reclamavam do desconforto e da falta de privacidade, o que acabou levando muitos a deixarem o local.

Com o passar dos anos, a manutenção do edifício tornou-se uma tarefa dispendiosa, resultando em um crescente abandono e deterioração da estrutura. O que começou como um experimento ousado na habitação urbana acabou se tornando um símbolo das dificuldades enfrentadas pelas moradias soviéticas, refletindo tanto a ambição arquitetônica da época quanto os desafios sociais que vieram a seguir. O futuro dos Apartamentos Bublik permanece incerto, mas seu legado como um exemplo icônico da arquitetura brutalista soviética continua a ser estudado e debatido (Internet)

quinta-feira, outubro 26, 2023

“Está tudo bem com ele”: Kremlin é forçado a negar rumores crescentes de que Putin sofreu parada cardíaca há poucos dias

O Kremlin negou esta semana os rumores crescentes de que Vladimir Putin terá sofrido uma paragem cardíaca no passado domingo: Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, riu-se mesmo das alegações de que o presidente russo utiliza duplos em aparições públicas. “Está tudo bem com ele, esse é absolutamente mais um rumo falso”, insistiu, negando qualquer utilização de duplos. “Posso dizer que não há duplos quando se trata de trabalho e assim por diante”, frisou. “Este tipo de histórias pertence à categoria de notícias falsas, discutidas com tenacidade invejável por vários meios de comunicação social. Isso não traz além de um sorriso no Kremlin”, garantiu. Esta é a segunda vez este ano que Peskov é forçado a negar o uso de duplos, muitas vezes associados a problemas de saúde supostamente graves de Putin. O porta-voz sublinhou que o presidente russo está em boa forma e bem. “Os rumores representavam uma farsa absurda”, reforçou.

sábado, agosto 26, 2023

Rússia: A estrada de sangue dos que ousaram enfrentar Putin



Oligarcas mortos em circunstâncias estranhas, dissidentes políticos envenenados, jornalistas mortos a tiro. O percurso de Putin desde que chegou ao poder em 2000 é assinalado por um rasto de sangue. Yevgeny Prigozhin e Dmitri Utkin, patrões do grupo Wagner, podem ter sido os casos mais recentes. O uso imoderado da força marca a era Putin na Rússia. No plano interno, a reação policial a um sequestro de reféns num teatro de Moscovo por terroristas chechenos (2002) saldou-se por 171 mortos, na maioria civis. No plano externo, os bombardeamentos indiscriminados de cidades tornaram-se imagem de marca das intervenções militares russas, primeiro na Chechénia (2000), depois na Síria (2015-16), seguindo-se os ataques com mísseis e drones na Ucrânia desde fevereiro de 2022.

Estas práticas têm correspondência na forma como a polícia ou os serviços secretos russos lidam com a dissidência política, os jornalistas ou o poder económico desalinhado do regime: intimidação, processos judiciais fabricados e, se necessário, atentados à bala, com veneno ou por outros meios, maquilhados de acidente, doença súbita ou causas desconhecidas.

domingo, março 05, 2023

Não tem a noção do ridículo e do patético: Plateia da conferência na Índia ri-se quando Lavrov diz que guerra foi lançada contra a Rússia

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo ficou embaraçado com a forma como as pessoas presentes na conferência Raisina Dialogue reagiram à sua declaração. O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, foi alvo de risos depois de ter descrito a invasão russa da Ucrânia de uma forma inesperada: "A guerra que a Rússia está a tentar impedir e que foi lançada contra nós usando o povo ucraniano." Declarações feitas durante na sexta-feira durante a conferência Raisina Dialogue, na Índia, e foram recebidas com risos e sons de surpresa. Lavrov afirmou ainda que Moscovo está à procura de parceiros alternativos em termos de energia, deixando claro que "Índia e China certamente estão entre eles" (DN-Lisboa)

A "liberdade" na terra do bandalho do Putin e corja de lambe-botas do Kremlin

O pai de uma menina de 12 anos, que fez um desenho antiguerra durante uma aula numa escola russa, enfrenta acusações criminais e uma potencial pena de três anos de prisão. A criança foi temporariamente colocada num orfanato — é o caso mais recente de repressão do Kremlin junto de crianças e pais por críticas à guerra na Ucrânia. O pai, Alexei Moskaliov, de 53 anos, foi detido esta quarta-feira, 1 de Março, em Iefremov, cidade russa na região de Tula, cerca de 240 quilómetros a sul de Moscovo. Foi acusado de crimes de ofensa e “descrédito ao Exército russo”, após buscas em casa e análise de publicações nas redes sociais. Isto depois de a filha, Masha Moskaliova, ter feito o desenho numa aula do sexto ano em Abril de 2022. A professora de Masha pediu aos alunos que desenhassem algo patriótico para celebrar a luta dos soldados na linha da frente. Contudo, Masha desenhou a imagem de uma mulher em frente à bandeira da Ucrânia, protegendo uma criança dos mísseis russos, e acompanhada pelo texto: “Não à guerra.” A professora informou imediatamente o director escolar, que reportou o incidente às autoridades. Masha foi questionada pelo FSB, o principal serviço de segurança russo, e Moskaliov foi interrogado.

quinta-feira, janeiro 12, 2023

Propaganda e manipulação: Soldado, marinheira ou cristã devota? O mistério da mulher que interpreta diferentes personagens ao lado de Putin

O presidente russo Vladimir Putin está a ser acusado de usar sempre as mesmas pessoas, alegadamente atores contratados, para posarem com ele em várias situações públicas, em golpes publicitários orquestrados. Vários críticos do líder da Rússia recorreram às redes sociais para denotar que, em várias fotografias, nas mais diversas situações em que surge Putin, aparecem muitas vezes os mesmos três ou quatro rostos. A polémica veio a público revelada pelo jornalista bielorrusso Tadeusz Giczan, que publicou três fotografias que mostram Putin com três grupos de pessoas em três eventos separados. Depressa vários utilizadores notaram que a mesma mulher loira parecia aparecer em todas as fotografias de Putin: primeiro como soldado, depois como membro da tripulação de um navio e depois como fiel numa cerimónia religiosa.

“Soldado, marinheira, cristã devota. Deus move-se de formas misteriosas”, ironizou o jornalista, que vive no Reino Unido. A publicação depressa se tornou viral no Twitter. Clarissa Ward, jornalista da CNN, notou que há outros rostos de homens, nas fotografias, que parecem ser a mesma pessoa, e para além de sustentar que possam ser atores, como muitos defendem, adianta que também poderá tratar-se de “uma guarda-costas”. Já Jason Jay, jornalista dos Kiyv Post, garante que a mulher loira que aparece nas fotografias, bem como os outros ‘sósias’ que surgem nas fotografias são “atores, ou seja, pessoas contratadas pelo gabinete presidencial”. Andriy P. Zagorodnyuk, ex-ministro da Defesa da Ucrânia respondeu à publicação: “Mas está claro! Alguém ainda duvida?”. Vários opositores de Putin têm apontado que o presidente russo tem optado por usar atores nas suas aparições públicas, para evitar ser confrontado com críticas de soldados ou da população em geral sobre as ações tomadas no âmbito da invasão à Ucrânia (Multinews, texto do jornalista Pedro Zagacho Gonçalves)


domingo, setembro 18, 2022

Exportações do gás russo podem estar a chegar à Europa através da China, alerta relatório

As exportações de gás russo estão a chegar à Europa através da china, denunciou a publicação alemã ‘Deutsche Welle’. “O mercado global de gás natural liquefeito (GNL) está cada vez mais bem integrado e as mudanças na procura regional podem ajudar a equilibrar os mercados que, de outra forma, seriam apertados. Esse redirecionamento de fluxos atende aos interesses de todas as partes envolvidas”, reconheceu Nicholas Kumleben, diretor de pesquisa de energia da consultoria macroeconémica da ‘Greenmantle’. Antes do inverno, o armazenamento de gás da Europa está quase a 80%, em parte graças às exportações de GNL da China, relata o Nikkei, depois de a Rússia ter reduzido drasticamente o fornecimento de gás para a Europa desde a invasão da Ucrânia. Por outro lado, as empresas chinesas de GNL aumentaram a oferta para os mercados estrangeiros em resposta à crescente procura.

quinta-feira, setembro 15, 2022

Paradoxos: Maior produtora de petróleo da Rússia vê lucros dispararem apesar das sanções

A maior produtora de petróleo russa, a Rosneft, divulgou os resultados referentes ao primeiro semestre de 2022, onde reportou um aumento de 13% no lucro líquido semestral, para 432 bilhões de rublos (mais de 7 mil milhões de euros). As empresas petrolíferas russas foram um dos principais alvos das sanções por parte do Ocidente na sequência do ataque sobre a Ucrânia, tendo sido impedidas de comercializar globalmente os seus produtos. “No primeiro semestre de 2022, a Rosneft estava sob uma pressão sem precedentes de fatores externos adversos e sanções ilegais. No entanto, graças à alta eficiência operacional e às decisões de gestão adequadas, conseguimos garantir a continuidade dos negócios e apresentar resultados estáveis”, disse o CEO da petrolífera, Igor Sechin, em comunicado. A Rosneft disse que as vendas de petróleo no período de janeiro a junho aumentaram 5,7% ano a ano, enquanto a sua dívida caiu 12% em relação ao início do ano. “Os resultados financeiros do primeiro semestre de 2022 formam uma base sólida para o pagamento de dividendos intermediários e um crescimento adicional dos pagamentos totais para 2022”, acrescenta o comunicado. De acordo com a empresa, as vendas de petróleo no primeiro semestre aumentaram 5,7% em comparação com o período homólogo d 2021. Ao mesmo tempo, as vendas de petróleo no mercado doméstico aumentaram mais de duas vezes em relação ao nível do mesmo período do ano anterior. Já as vendas de derivados de petróleo no mercado interno cresceram 6,5% ano a ano (Executive Digest, texto do jornalista André Manuel Mendes)

sexta-feira, setembro 02, 2022

As mortes estranhas dos oligarcas russos

Mais um oligarca morreu esta quinta-feira, estendendo a lista de baixas entre os multimilionários próximos do Presidente russo, Vladimir Putin. Uns terão alegadamente cometido suicídio depois de matarem a família, outros saltaram de janelas. Em 2022, pelo menos nove oligarcas russos foram encontrados mortos em circunstâncias peculiares. Putin, ainda antes de ser eleito, prometeu tomar medidas contra a oligarquia russa, muito criticada na década de 1990. Com o seu Governo, “deixariam de existir como classe”, afirmava. Contudo, o problema de Putin não era a elite que tinha enriquecido à custa da privatização de antigas empresas estatais russas. Era, antes, uma oposição poderosa. Em duas décadas na presidência, terá levado a cabo perseguições que obrigaram magnatas ao exílio, além dos que foram mortos ou presos. Sobrou a oligarquia que, em silêncio, financiou Putin mas que, nos últimos tempos, não tem tido grande apoio.

Ravil Maganov

O presidente do conselho de administração da segunda maior empresa privada de petróleo da Rússia, a Lukoil, uma das poucas empresas a criticar a guerra na Ucrânia, morreu esta quinta-feira depois de ter caído da janela de um hospital em Moscovo. Com 67 anos, era um dos executivos mais antigos da empresa. Caiu da janela do sexto andar do Hospital Clínico Central, segundo fontes policiais citadas pelo site de notícias RBC. Os media estatais russos, citando fontes policiais anónimas, afirmam que a morte de Maganov está a ser tratada como um caso de suicídio. Maganov é o segundo alto executivo da Lukoil a morrer em circunstâncias misteriosas nos últimos meses, uma vez que a polícia russa já abriu um processo criminal depois da morte do antigo executivo da empresa, Alexander Subbotin, no início de Maio.

sexta-feira, julho 15, 2022

Estudo: custo de vida preocupa mais os russos do que a guerra

 

O aumento dos preços de bens preocupou mais os russos no primeiro trimestre deste ano do que um possível agravamento da guerra na Ucrânia ou um ataque nuclear, segundo um estudo divulgado hoje pelo diário russo Kommersant. “Após o início da operação militar na Ucrânia, os cidadãos russos estavam mais preocupados com o aumento dos preços”, noticiou o jornal sobre o resultado do Índice Nacional de Ansiedade elaborado trimestralmente pela agência de comunicação russa Cros.

As sanções ocidentais e a reação à guerra na Ucrânia, que a Rússia iniciou em 24 de fevereiro, surgem em segundo lugar das preocupações dos russos, com o conflito em si no terceiro lugar, referiu o jornal, citado pela agência russa TASS. O item “escalada do conflito com o Ocidente (guerra com os EUA e a NATO, a possibilidade de um ataque nuclear)” ocupava a sexta posição, segundo o jornal. Em estudos anteriores, a obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19 liderava a lista das preocupações dos russos. Desde a invasão russa da Ucrânia, a União Europeia e vários países ocidentais decretaram sucessivos pacotes de sanções contra a Rússia, incluindo um embargo à compra de petróleo russo até ao final do ano.

Segundo dados da agência de estatísticas russa Rosstat, a inflação na Rússia atingiu 17,8% em abril em termos homólogos, um recorde desde 2002, tendo descido para 17,1% em maio. Em relação a maio de 2021, os preços dos alimentos continuaram a acelerar para 21,5%, principalmente dos produtos básicos, como açúcar (+61,4%), cereais (+36,3%), massas (+29,2%), e frutas e hortaliças (+26,3%).

Os preços, já em alta devido à pandemia de covid-19 e ao aumento dos preços das mercadorias, aumentaram ainda mais depois das sanções impostas à Rússia. Para a totalidade do ano, o Banco Central da Rússia previu que a inflação anual poderia chegar a 23%, antes de desacelerar no próximo ano e retornar à meta de 4% em 2024. No final de maio, o Presidente russo, Vladimir Putin, garantiu que a inflação não ultrapassaria 15% até ao final de 2022 (Executive Digest)


quarta-feira, junho 22, 2022

Embaixador russo na ONU aponta Portugal entre países “responsáveis por arrastar” guerra na Ucrânia


O embaixador da Rússia junto da ONU incluiu ontem  Portugal numa lista de países fornecedores de equipamento militar a Kiev, acusando-os de serem “diretamente responsáveis pelo arrastar” da guerra. Numa reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação na Ucrânia, Vasily Nebenzya criticou o Ocidente por fornecer armamento e artilharia de longo alcance a Kiev, visando atingir “a população civil de língua russa” na região do Donbass (leste ucraniano).

“Os Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Alemanha, França, Polónia, Áustria, Austrália, Bélgica, Bulgária, Grécia, Dinamarca, Espanha, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega, Portugal, Roménia, Macedónia do Norte, Eslováquia, Eslovénia, Turquia, Finlândia, República Checa, Suécia (…) uma lista dos maiores fornecedores de equipamento militar ao regime ucraniano, gastando milhares de milhões de dólares”, afirmou Nebenzya. “Apenas na semana passada, o Donbass foi atingido por armamento americano e europeu, que matou seis civis e feriu mais de 30. Cada um destes países é diretamente responsável por arrastar a crise ucraniana e causar mortes”, avaliou.

terça-feira, junho 21, 2022

Putin cita Mark Twain para abordar problemas de saúde: “rumores sobre a minha morte foram muito exagerados”


No Fórum Económico Mundial, que aconteceu no final da semana passada em São Petersburgo, o Presidente russo recorreu a uma citação do escritor norte-americano para dizer que estava bem de saúde, embora tenha falhado na tradução. “Como Mark Twain disse: ‘Os rumores sobre a minha morte foram muito exagerados’”, disse Vladimir Putin. Contudo, de acordo com o biógrafo do escritor norte-americano, a citação correta seria “A notícia da minha morte tem sido bastante exagerada”, conta a ‘Fortune’. Têm sido várias as notícias que ao longo dos anos dão conta da deterioração da saúde do Presidente russo, tendo em maio um oficial militar da Rússia dito mesmo que Putin estaria “muito doente” devido a doença oncológica. O Kremlin nunca confirmou qualquer doença.

Por outro lado, também o general ucraniano Kyrylo Budanov, citado pela ‘Sky News’, tinha apontado que Putin estaria tão doente que teria de ser encontrado um sucessor para ocupar o lugar que seria eventualmente deixado vago pela saída do atual líder, um processo que estaria já em curso.

quarta-feira, junho 08, 2022

“Portugal vai sair da UE” e quer vingar-se da Alemanha. O País na rota da desinformação da Rússia

Uma plataforma digital para recrutar russos que aqui vivem e divulgação de textos com mensagens erradas como a de que o nosso País quer seguir o Reino Unido no Brexit são algumas das ações de Moscovo que constam de documentos da União Europeia e que estão a ser analisados por especialistas em espionagem e subversão. Portugal tem estado na mira das estratégias do governo de Putin para criar divisões internas, recrutar apoiantes e captar informações sócio-económicos nos vários europeus. Embaixada Russa, por seu lado, garante à CNN Portugal que Moscovo é que é alvo de fake news

Portugal tem sido alvo de algumas das novas técnicas da Rússia na sua estratégia de desinformação, propaganda e espionagem pelo mundo, em especial na Europa. É um dos países destinatários de um projeto montado por Moscovo para, através de uma plataforma digital, recrutar os russos que aí residem e adquirir também dados internos, segundo investigam especialistas ucranianos do Centro Internacional de Combate à Propaganda Russa. Por outro lado, de acordo com documentos da União Europeia, uma das táticas dos russos passou por colocar a circular nos meios académicos, políticos e até em sites de comunicação social, a ideia de que Portugal iria seguir o caminho do Reino Unido no Brexit e que fazia parte de um grupo de Estados que estava a preparar-se para “ameaçar a hegemonia da Alemanha”.  

Portugal quer sair da União Europeia e vingar-se da Alemanha: rota de desinformação da Rússia chega ao nosso país


Portugal está na mira das estratégias do Kremlin para criar divisões internas, recrutar apoiantes e captar informações sócio-económicas através de uma plataforma digital para recrutar russos que residem em Portugal e divulgar textos com mensagens falsas, tais como que Portugal quer seguir o exemplo do Reino Unido no Brexit. A embaixada russa, contactada pela ‘CNN Portugal’, garantiu que Moscovo é alvo de “fake news”.

Portugal é um dos países destinatários de um projeto montado por Moscovo para, através de uma plataforma digital, espalhar desinformação, propaganda e espionagem pelo mundo, em especial a Europa. Segundo os especialistas ucranianos do Centro Internacional de Combate à Propaganda Russa, a intenção passa igualmente por recrutar russos residentes e adquirir dados internos. Mais ainda, segundo documentos da União Europeia, uma das táticas dos russos passou por colocar nos meios académicos, políticos e em órgãos de comunicação social a ideia de que Portugal ia seguir o caminho do Reino Unido, via Brexit, e que fazia parte de um grupo de países que estava a preparar-se para “ameaçar a hegemonia da Alemanha”.

Como um dos conselheiros mais próximos de Putin espalha desinformação e teorias de conspiração bizarras

Nicolai Patrushev é um dos conselheiros mais próximos do presidente russo Vladimir Putin e exerce considerável influência na política do Governo como chefe do poderoso Conselho de Segurança da Rússia, o órgão que formula a política de segurança da Rússia e o centro de recolha das informações de fontes russas e redes do exterior. Patrushev é o responsável por interpretar a Inteligência.

Susanne Sternthal, professora de Governo e Política Pós-Soviética na Texas State University, nos Estados Unidos, num artigo na publicação ‘The Conversation’, abriu um pouco o livro sobre o homem que é considerado o mais provável sucessor de Vladimir Putin no Kremlin. Patrushev costuma dar entrevistas aos media estatais no qual não esconde as suas visões conspiratórias do Ocidente. As semelhanças entre os dois homens são muitas: ambas deploram o fim da União Soviética e compartilham uma profunda desconfiança em relação ao Ocidente, alimentada por teorias da conspiração sem sentido. Patrushev emergiu como uma das principais vozes no círculo íntimo de Putin que quer travar uma guerra impiedosa na Ucrânia, com o objetivo final de capturar Kiev.

terça-feira, junho 07, 2022

Perto da Madeira: Navios trocaram petróleo russo perto da Zona Económica Exclusiva de Portugal

É a primeira vez que uma troca do género é efetuada, sendo que o navio continua em alto-mar, provavelmente à espera de novo carregamento. Com o encerramento de vários portos e o embargo da União Europeia ao petróleo vindo da Rússia, Vladimir Putin está a procurar estratégias para tentar encontrar forma de fazer chegar o combustível ao destino. Segundo a Bloomberg, vários navios que transportam crude vindo da Rússia estão a utilizar métodos pouco comuns para movimentar a carga para novos clientes. O mais recente exemplo, diz a agência de notícias, foi uma transferência de um navio para outro no meio do Oceano Atlântico, e que ocorreu perto da Zona Económica Exclusiva (ZEE) portuguesa. O petroleiro Zhen I transferiu a sua carga para o supernavio Lauren II a 300 milhas náuticas da ilha da Madeira - a cerca de 100 milhas da ZEE portuguesa. A transferência ocorreu entre 26 e 27 de maio.

sábado, junho 04, 2022

Rússia: Espiões norte-americanos dizem que Putin foi operado a um cancro em estado avançado

As possibilidades de Vladimir Putin não estar bem de saúde têm estado a ser postas em cima da mesa recentemente. Desta vez, foram espiões norte-americanos a afirmar que o Presidente russo não se encontra na sua versão mais saudável, tendo sido operado a um cancro em estado avançado no mês de abril.  As mesmas fontes referiram à revista Newsweek que há altos funcionários russos que acreditam que "o fim [de Putin] está próximo". Os dados foram divulgados num relatório elaborado em maio pelos Serviços Secretos norte-americanos, no qual adiantaram que, de acordo com três espiões que representam três agências diferentes, Putin está cada vez mais paranóico em relação ao seu poder. Para estes, contudo, o risco de uma guerra nuclear é cada vez mais longínquo. Afirma-se ainda que, dentro do Kremlin, cresce um movimento de revolta, com muitos a acreditarem que o fim de Putin está próximo.  As imagens de Putin com vivacidade já lá vão, tendo o Presidente russo sido visto, no Desfile do Dia da Vitória, com aquilo que parecia ser uma manta nas pernas, facto apontado como uma evidência da sua decadência (Sol)