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segunda-feira, março 28, 2022

Depois de um boicote que impediu o primeiro convite em 2019, Cafofo chega a secretário de estado



O ex-presidente do PS-M é o novo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas no governo de António Costa O nome de Paulo Alexandre Nascimento Cafôfo consta já da lista publicada pela Presidência da República. Paulo Cafôfo toma posse quarta-feira juntamente com todos os membros do novo governo de António Costa. Uma promoção sem surpresa para mim, E para quem achga que não recoimendo aos textos que escrevi, e foram vários, quando abordei que Cafofo tinha sido boicotado por sectores devidamente identificados, no Funchal e em Lisboa, - nem todos se envolveram agora em polémicas com Cafofo depois do congresso regional socialista  - num processo que irritou Costa e que acabou por ruir apesar de todas as cunhas pessoais e políticas que o ex-líder do PS-Madeira beneficiou. A pasta é que seria outra nessa altura, mais ligada ao poder local.

Percurso

Entretranto a Lusa traça o percurso do novo Secretário de Estado que substituiu uma antiga titular que foi uma absoluta nulidade e incompetência. Diz a Lusa que "o antigo presidente da Câmara Municipal do Funchal e ex-líder do PS/Madeira, Paulo Cafôfo, vai ser secretário de Estado das Comunidades Portuguesas do XXIII Governo Constitucional, sucedendo a Berta Nunes. Paulo Cafôfo, de 51 anos, é licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Professor de profissão, foi docente em várias escolas da Região Autónoma da Madeira.

sexta-feira, janeiro 19, 2018

PS-Madeira em directas: a tempestade facílima de entender...

O PS-Madeira está hoje em directas para o congresso regional que marcará o partido, dado que a liderança que vier a ser eleita abrangerá as regionais de 2019, no fundo o objectivo político de qualquer partido, quer se trate de conquista do poder, de sobrevivência "in extremis" pura e simples ou de uma mera continuidade na mesma pasmaceira em que alguns vivem e sobrevivem desde 1976.
Estas eleições internas no PS-Madeira mais do que um fenómeno a merecer a atenção dos politólogos e dos estudantes de qualquer cadeira de ciência política universitária - sobretudo por causa das estranhas especificidades subjacentes - mostram que no PS-regional, mais do que uma discussão entre projectos há sim uma luta pelo poder. De grupos, não de pessoas. E mais nada. É do poder que falamos.
Vou tentar desenvolver três aspetos que considero importantes, na minha óptica, numa análise ao que se passa, reafirmando que se trata da minha opinião pessoal - apenas eu respondo por ela - apesar dela poder conquistar outras concordâncias:

domingo, dezembro 11, 2011

Freitas não quer ser líder parlamentar, mas...

O recem eleito líder do PS da Madeira, Vítor Freitas, não pretende acumular as funções máximas no partido com as de presidente do grupo parlamentar, podendo por isso deixar aos deputados a escolha de uma outra alternativa. É possível que depois do Congresso dos socialistas locais, Carlos Pereira, solução transitória como foi na altura referido e eleito por um período de tempo em concreto - até à eleição do novo líder - venha a apresentar a demissão do cargo permitindo assim que os deputados (6) possam tomar uma opção, já sobre a liderança de Freitas. É de prever, confirmando-se a decisão de Freitas não pretender assumir funções de líder parlamentar (que já exerceu), que Carlos Pereira volte a ser a opção escolhida. Contudo, alguns dirigentes agora eleitos e próximos de Freitas, entendem que as funções de liderança do grupo parlamentar são as que garantem a Freitas uma visibilidade mediática e política que o simples cargo de Presidente do PS não assegura. Lembram também ser a Assembleia Legislativa o palco da confrontação política regional. Ninguém vê um PS local, reduzido a 6 deputados e derrotado nas eleições de 9 de Outubro, ter duas vozes - presidente e líder parlamentar - a falarem do mesmo tema ou na mesma ocasião e a comunicação social estar disponível a esse papel. Ou então, corre-se o risco do líder parlamentar ser desvalorizado - por exemplo, na recente discussão do programa de governo o mediatismo do PS, em termos de intervenções políticas, caso Freitas estivesse eleito, seria de quem? Dele ou de Carlos Pereira?

sexta-feira, setembro 23, 2011

Ganhar eleições em condições normais? E no PS como foi?

Achei piada ao facto do auto-proposto e imposto candidato socialista, Maximiano Martins, ter afirmado que em situações normais e de igualdade (?) ganhava estas eleições. Mas será que o auto-proposto e imposto candidato socialista duvida que se não tivesse sido imposto ao partido, alguma vez ele ganharia sequer qualquer votação para ser candidato do PS fosse ao que fosse? Duvida disso? E nem sequer falo no facto de ser um cristão-novo pois andou a reboque do PS e dos lugares que lhe eram dados, refugiando-se na idiota capa de "independente" que na realidade todos sabem o que hoje representa na política. Saberá o auto-proposto e imposto candidato socialista, Maximiano Martins, quantas estruturas locais do partido estão contra o processo de imposição autoritária - e se queixam - que esteve subjacente à sua candidatura? Como é que uma pessoa que foi candidata de um partido em situações anormais, rodeadas por uma vergonhosa manipulação, tem a suprema lata de arrogantemente, dizer que ganharia eleições? Duvida que ninguém, o conhece, salvo de conferências de imprensa?

quinta-feira, setembro 08, 2011

Quando um crápula imundo fala dá nisto...

"Enquanto AJJ trata da falência da Madeira, da sua responsabilidade, a meio do macarrão e encharcado pelos odores do álcool, esperamos que alguém neste PSD mantenha o bom senso e a responsabilidade, demonstrando que não estão disponíveis para enganar os madeirenses. É isso que esperamos do Governo PSD - CDS" (frase do esquizofrénico, oportunista e negociante do PS local, alegado braço-direito de Maximiano Martins e antigo sócio em muitas e rentáveis caminhadas fora da política...). Há indivíduos que não têm vergonha na cara, nem de comportamentos nojentos que revelam o carácter de certos energúmenos.
Nota - não me digam que o PSD da Madeira um dia destes ainda será culpabilizado por problemas relacionados com determinadas vendas de bens familiares...

quarta-feira, julho 20, 2011

A tal entrevista que não conheceu desenvolvimentos...

Continuo a interrogar-me como é que uma entrevista (7 de Janeiro de 2009, feita pelo jornalista Élvio Passos) com acusações políticas graves, e ninguém foi saber, mais em pormenor, do que falava João Carlos Gouveia. Dessa entrevista nem andaram a recolher reacções nem nada. Foram feitas declarações contundentes, acusações graves, insinuações concretas, mas o branqueamento foi imediato, talvez porque não interessava andar a escavar mais para que os pôdres não viessem à tona. E, como as memórias devem ser avivadas, recordo essa entrevista de João Carlos Gouveia:


"(...)


- Um presidente sozinho no meio dos deputados?
- É a luta política. Não estamos a falar de feijões. Não vos passa pela cabeça o poder que tem o presidente do PS. É o que eu digo: este telemóvel só tratou de questões políticas, não tratou de outras questões, mas podia ter tratado. A mim foi-me solicitado e eu reneguei.
- O que é que lhe foi solicitado?
- Benesses e favores do Governo da República, que eu recusei.
- Por parte de militantes do PS?
- Por aqui me fico.
- Uma cunha?!
- Sim. Estamos a falar não de um varandim de uma casa. Estamos a falar de negócios chorudos. Estamos a falar de poder. A certa altura pensou-se que o JCG, pressionado, ia ficar com as pernas tão a tremer que ia abandonar isto tudo e ia para casa e os tais cavalos de Tróia já estavam a dirigir o partido. E chegavam ao congresso a dirigir o partido. Falhou tudo. Passou-se a ideia de que o JCG ficou tão deslumbrado com o poder, que se agarrou a ele.
(...)
- Na questão dos candidatos autárquicos, muitos não foram os que pretendia. Qual? Quais?
- Santa Cruz, Funchal... Pedi encarecidamente ao Filipe Sousa, era genuíno o que pretendia, mas ele queria uma candidatura independente, sempre a quis Carlos Pereira, no Funchal.
- Tem de perguntar ao dr. Carlos Pereira por que é que ele não quis.
- Não há erro seu, em dizer que eles eram os candidatos...
- Erro seu?
- Quer que eu lhe mostre duas folhas para dizer qual foi o erro?
- Sim.
- Não mostro. Eu aceito isto como questões de poder (...)"

PS-Madeira: Fonseca ao ataque!

Já leram o blogue de Miguel Fonseca, ex-dirigente do PS-Madeira e ex-membro do Gabinete (adjunto) de Jacinto Serrão na Assembleia Legislativa? Então recomendo que leiam o que ele diz sobre esta espalhafatosa e oportunista adesão hoje noticiada com destaque de primeira página, ao ponto de legitimar todas as interrogações e especulações sobre esta atenção tão desmedida a qualquer "vapor" que sobre do PS local. Vão "Basta que sim".

segunda-feira, julho 18, 2011

PS/Madeira: Fonseca divuga "o documento que a troika adulterou"...

O antigo dirigente do PS local e membro do gabinete de Jacinto Serrão, vice-presidente da Assembleia Legislativa, Miguel Fonseca, divulgou este fim-de-semana no seu blogue mais um documento, mas este assunto curiosamente continua a ser ignorado por certa comunicação social..."muito, muito, mesmo muito isenta":

"Candidatura Presidencial ao Executivo Regional

1. Como se viu nas últimas eleições legislativas nacionais, o PSD perdeu, embora tangencialmente, a maioria dos votos dos madeirenses. É preciso dar tradução parlamentar aquilo que já é uma realidade na sociedade: o PSD já não é maioritário na nossa sociedade e tende cada vez mais a sê-lo cada vez menos. À candidatura presidencial ao cargo de chefe do executivo apoiada pelo PS coloca-se como objetivo liderar uma maioria de mudança política na região.
2. Assim, o PS entende que deve conceder autonomia política à candidatura presidencial ao executivo regional, por um lado, dando-lhe uma dinâmica própria; e, por outro, em articulação e unidade intrínseca com aquela, construir uma candidatura parlamentar que, tal como a candidatura a Presidente do Governo, se faça em unidade e observância das competências dos órgãos do partido, nomeadamente do órgão Presidente do Partido, os quais mantêm em plenitude e intactas até ao próximo Congresso Regional as suas prerrogativas e competências estatutárias e políticas.
3. A candidatura de deputados ao parlamento far-se-á, como é obvio, tendo em conta os princípios do Socialismo Democrático, da Autonomia Constitucional, e colocando como primeiro objectivo servir o Povo da Madeira e não os interesses instalados, como tem sido apanágio do partido ora no poder.
4. A candidatura de deputados ao parlamento deverá traduzir a coesão do partido e ser plenamente representativa da região e dos concelhos, tratando-os em igualdade e de acordo com as suas circunstâncias, nomeadamente políticas e demográficas, para que o futuro grupo parlamentar a eleger seja o mais representativo possível do eleitorado madeirense e possa atingir a maior representação parlamentar possível na Assembleia Legislativa Regional.
5. O Candidato Presidencial ao Executivo Regional, atentos estes pressupostos, deverá, sempre em articulação com os órgãos do partido, nomeadamente o Presidente, a quem dará informação privilegiada, desencadear uma série de contactos de modo a vir a conseguir uma maioria parlamentar que sustente uma mudança política na Região Autónoma da Madeira.
6. O PS entende ainda que, nas actuais circunstâncias política do País, os interesses da Madeira na AR não podem ser defendidas pelos deputados eleitos na Região pelo PSD e pelo PP, visto que aqueles partidos serão a base parlamentar de um governo que tomará medidas gravosas para todos os Portugueses, incluindo, portanto, os Madeirenses, sendo certo que a Direita no poder na República sempre foi negativa para a Madeira e para os madeirenses e a nossa Autonomia.
7. Nessas circunstâncias, o deputado eleito pelo PS na Madeira será na Assembleia da República quem estará em melhor posição para defender a Região e a Autonomia, colocando em primeiro lugar os interesses dos madeirenses, conforme se comprometeu durante a campanha eleitoral.
8. Nessa ordem de ideias, o PS entende que ao deputado Jacinto Serrão, Presidente do PS-Madeira, se colocam ingentes tarefas na defesa da Madeira no parlamento nacional nestes tempos difíceis. A sua presença na Assembleia da República e a constituição de uma maioria de mudança política no parlamento regional liderada pelo PS são os dois vectores essenciais de um mesmo objectivo: colocar acima de tudo os superiores interesses da Madeira e dos Madeirenses e defender a nossa Região das políticas do novo Governo da República.
9. Para isso, o PS fará o que sempre fez, com destaque para o presente mandato da actual direcção do PS: servir-se do instrumento constitucional da Autonomia para desenvolver políticas próprias tendo em conta a nossa realidade social própria.
10. O PS exorta todos os Madeirenses que querem a constituição de uma Nova Maioria política na Região a dar todo o seu apoio a este movimento de defesa dos reais interesses da Madeira e dos Madeirenses. A Democracia será reforçada, a Autonomia será defendida, os superiores interesses da Madeira serão acautelados com coragem e determinação.
Funchal, 9 de Junho de 2011
A Comissão Política do PS-Madeira"

Por acaso haverá alguém, mesmo que seja "muito, muito, mesmo muito independente" que o que se passa no PS local é uma aberração em democracia e um insulto aos partidos, tudo devido ao oportunismo de negociadores e de negociatas e a imposições externas?

quinta-feira, junho 16, 2011

PS: "guerras" têm a ver com lugares na lista e nada mais

Para os dirigentes regionais fiéis a Jacinto Serrão, a contestação agora surgida tem a ver não com os resultados eleitorais - desaire que entendem deveria ser assumido por todos, incluindo alguns dos elementos do grupo parlamentar acusados de habitualmente se colocarem à margem dos resultados negativos... - nem com as regionais de Outubro e o PS/Madeira em si mesmo, mas com a luta, já iniciada por lugares na lista de candidatos e em posições elegíveis. Segundo esses dirigentes afectos a Serrão, o PS-Madeira não pode cometer os mesmos erros de 2007 que afastaram dirigentes concelhios em detrimento de "independentes", afastamento que teve como consequência divergências internas e a fragilização de estruturas concelhias que eram fortes, casos de Santa Cruz, Ponta do Sol, Câmara de Lobos e Santana. Esta ala fiel a Serrão fala em "traições" e recorda que o grupo parlamentar do PS, salvo algumas excepções, nunca esteve declaradamente com Serrão, apesar de ter sido ele a elaborar a lista de candidatos em 2007.

PS-Madeira: dirigentes é que não aceitaram a demissão de Serrão...

O líder do PS-Madeira Jacinto Serrão terá manifestado a sua disponibilidade para apresentar a sua demissão, escassos dias depois das eleições, durante a reunião da Comissão Regional dos socialistas regionais, cenário que foi afastado por todos os presentes que recomendaram a sua continuidade no lugar. Esta decisão, como se constata em função dos acontecimentos e das posições assumidas por Serrão, que indiciam um recuo na humilhante situação para onde tinha sido remetido, tem a ver com o facto do PS-Madeira estatutariamente não ter tempo para realizar um congresso regional até às eleições regionais de Outubro, o que colocaria o partido confrontado com um vazio de poder. Por outro lado Serrão terá referido que mesmo demissionário poderia manter-se estatutariamente em funções, deslocando-se para Lisboa (Assembleia da República) permitindo deste modo que os contestatários devidamente organizados pudessem encontrar soluções internas que, no entanto, estavam longe de gerar consenso. As pressões dos seus colaboradores mais directos particularmente da tendência mais radical e que nunca escondeu a sua hostilidade às manobras de alguns elementos do grupo parlamentar, terá sido determinante, segundo as minhas fontes, para a atitude assumida agora por Serrão que não exclui a sua própria candidatura.

Serrão confirma "carta delicada" e manifesta estranheza...

Segundo a Lusa, "o líder do PS-Madeira confirmou hoje à Agência Lusa ter recebido uma carta do vice-presidente regional do partido, André Escórcio, pedindo a sua demissão do cargo, garantindo que "mantém total confiança" neste responsável no desempenho das outras responsabilidades. Jacinto Serrão considerou "estranho" a notícia ter vindo a público no sítio do matutino madeirense Diário de Notícias (DN), sublinhando que se tratou de uma "carta pessoal, delicada, confidencial com garantia de sigilo". Salientou que se trata de "uma questão interna que nada tem a ver com situações de estratégias do partido na região", recusando existirem divergências pessoais com a liderança ou que a situação esteja relacionada com os mais resultados do PS nas últimas eleições legislativas. Admitiu que está a preparar uma "renovação e remodelação do secretariado" que será discutida na reunião da comissão política regional no início de julho, "mas não tinha equacionado a substituição de André Escórcio". "Está é uma situação normal, uma decisão pessoal de André Escórcio que respeito e mantenho total confiança no desempenho de outras responsabilidades que tem, designadamente, líder parlamentar", frisou. Segundo Jacinto Serrão, está a ser feita "uma tempestade" em relação a este assunto". Refira-se como aspectos mais importantes desta notícia o sarcasmo de Serrão ao manifestar estranheza (!) pela notícia da demissão ter sido divulgada pelo DN da Madeira e a confirmação de que recebeu uma "carta pessoal , delicada e com garantia de sigilo"...

Escórcio: demissão rem a ver com recuo de Serrão

A demissão do líder parlamentar do PS e vice-presidente dos socialistas madeirenses, André Escórcio, está relacionada com o recuo de Jacinto Serrão relativamente a um cenário absolutamente humilhante que lhe tinha sido imposto pela estrutura parlamentar do partido, particularmente por Escórcio e Carlos Pereira, com vista a procura de soluções para as regionais de Outubro nas quais Serrão estava proibido de interferir! O facto de Jacinto Serrão – que inicialmente terá aceite o humilhante papel de líder a prazo, e de não ser candidato, completamente manietado por jogadas internas entre os socialistas - ter recuado e decidido, influenciado por alguns dos seus colaboradores mais "directos e mais radicais", poderá ter influenciado a decisão de André Escórcio apontado como um dos artífices da intrigante humilhação imposta ao líder regional em circunstâncias pouco claras. Sabe-se que Escórcio terá enviado uma "violenta" carta a Serrão, na qual também colocou o lugar de líder parlamentar à disposição, com várias acusações.

PS: Freitas na bancada...

O ex-líder parlamentar do PS-Madeira e candidato à liderança dos socialistas, derrotado por Jacinto Serrão, assume-se como estando fora de qualquer corrida, optando desta forma por manter-se na bancada. Tido como um dos membros da ala mais radical dos socialistas, Vítor Freitas poderá ter decidido efectuar uma "travessia do deserto" até Outubro, ficando atento às movimentações que eventualmente tenham lugar depois dessa data.

domingo, abril 03, 2011

A curiosa história (incompleta) sobre o "saneamento político" de Bernardo Trindade


Da edição do DN do Funchal de hoje, e pelo interesse - a curiosa história (incompleta) sobre o "saneamento político" de Bernardo Trindade, à qual faltaram acrescentar vários itens relacionados com a reacção que a decisão de afastsameto (anunciada através de um jornal, metódo muito usado por Serrão, dadas as facilidades que encontra neste domínio, o espaço e o destaque que lhe conferem...) teve no Largo do Rato e dos "recados" qe o próprio Sócrates, por terceiros, fez chegar aos socialistas locais... - transcrevo com a devida vénia:
"O PS-M está em polvorosa. A notícia publicada na nossa edição de ontem, dando conta do afãstamento do actual secretário de Estado da liderança da lista de candidatos à Assembleia da República, agitou as águas no interior no Partido Socialista na Madeira. De tal modo que, para deitar água na fervura, Jacinto Serrão terá sido 'obrigado' a precipitar a estratégia que a direcção vinha desenhando para as eleições antecipadas de 5 de Junho. E a estratégia, confidenciou ontem Serrão a vários dirigentes e figuras influentes no PS-Madeira, passa efectivamente por não contar com Trindade para número um da lista de candidatos, mas não o exclui totalmente da candidatura. Ou seja, a ideia de que Trindade está fora das listas do PS-Madeira acabou por ser atenuada ao longo do dia de ontem, depois da notícia que dava o secretário de Estado fora da lista, pelo menos ao nível da liderança. Esse pressuposto e os argumentos ontem aduzidos continuam válidos. A direcção do PS-Madeira continua a não contar com Trindade para a liderança da lista mas já não o exclui totalmente da candidatura. Antes pelo contrário. Segundo soube o DIÁRIO, Bernardo Trindade vai ser convidado por Jacinto Serrão para número dois da candidatura do PS a São Bento. Ora, esta alteração de planos, operada ontem, muda substancialmente as coisas e permite várias outras leituras. Se Trindade não vai ser o primeiro da lista tem na mesma a oportunidade de ser deputado em São Bento se o PS eleger dois lugares, o que parece difícil na actual conjuntura, ou se o PS eleger um e esse eleito optar por não ocupar o lugar. O problema que agora é colocado aos socialistas madeirenses é ao nível de hierarquias. Se Trindade, que é secretário de Estado, próximo de Sócrates e presidente da Comissão Regional do PS-Madeira não é o primeiro da lista só restam um de dois caminhos: ou o PS-M encontra uma figura independente capaz de aglutinar as diferentes sensibilidades, ou tem de recorrer às figuras institucionais. E, institucionalmente, lembrou ontem fonte socialista ao DIÁRIO, só há um nome acima de Trindade: o de Jacinto Serrão. Sendo assim, parece ponto assente entre os principais apoiantes do líder regional que deve ser Jacinto Serrão a liderar a candidatura a São Bento. Recordam que o PSD, o CDS e o MPT também já avançam com as candidaturas dos respectivos líderes, o que permite dar a Lisboa um sinal de afirmação das estruturas regionais. Mais: seguindo esse plano, a direcção regional não desilude quem votou na moção de Serrão contra Sócrates, nem enjeita a afirmação do projecto autonómico que os socialistas defendem na Madeira em relação ao Largo do Rato. Nesse pressuposto, parece mais do que óbvio que Serrão vai mesmo ocupar o primeiro lugar da lista a São Bento e que Trindade pode ser o número dois se aceitar o convite que estará prestes a receber. Nos contactos que ontem manteve com alguns dirigentes regionais, o presidente do PS-Madeira tem admitido que institucionalmente deve ser ele o primeiro da lista, mas também tem deixado claro que a sua prioridade são as eleições regionais e que a sua eleição para o Parlamento Nacional não significa o regresso a São Bento. Serrão disse mesmo a alguns dos seus mais directos colaboradores que o objectivo primeiro são as regionais e que por isso o lugar que o PS conquistar em São Bento deverá ser imediatamente ocupado pelo número dois da lista, ou seja, por Bernardo Trindade. Isto se o PS não voltar ao governo depois de Junho, porque em caso de vitória socialista há fortes probabilidades de Trindade manter-se no Governo, acredita o PS-Madeira. Apesar de todos os contactos que foram feitos ontem com vários elementos do PS-Madeira, Serrão continua a evitar qualquer declaração sobre o tema. A única coisa que adianta é que o seu calendário para as legislativas nacionais começa depois do congresso do próximo fim-de-semana. Até lá, porém, devem estar praticamente definida a lista da Madeira para a Assembleia da República. Também Bernardo Trindade, contactado ontem pelo DIÁRIO, disse que não iria fazer quaisquer comentários sobre os temas”. Aliás a diferença de destaques na 1ª página do DN do Funchal não deixa de ser curiosa.

quinta-feira, março 24, 2011

Se fosse eo PS-Madeira votava Serrão sem hesitar

Independentemente do que penso quanto ao que de facto está, politicamente falando, subjacente a esta decisão de Jacinto Serrão, se não dissocio a candidatura de Serrão das regionais de Outubro, para poder ter assim argumentos para se distanciar dos erros e das asneiradas de Sócrates, a verdade é que se fosse militante do PS da Madeira não hesitava e votava em Jacinto Serrão nas "directas". Porque entre escolher um candidato regional e tomar uma atitude de submissão a um forasteiro, não hesito. O que eu gostaria de saber neste momento, e deixo esse desafio - embora não acredite que os meios de comunicação social com mais potencialidades para me darem essa resposta o queiram fazer por razões que me escuso comentar neste momento - é qual a opinião de todos, repito, de todos os restantes 6 deputados regionais do PS na Assembleia Legislativa da Madeira bem como do ainda deputado à Assembleia da República relativamente à candidatura de Jacinto Serrão. Com declarações dos próprios, sabendo-se agora que Serrão será quem elaborará as listas de candidatos às legislativas e às regionais, sobretudo estas, de Outubro deste ano...

terça-feira, março 22, 2011

A que ponto chegou o ainda maior partido da oposição local...

Escreve o DN do Funchal de hoje que "os apoiantes de José Sócrates na Região terão conseguido reunir mais militantes do que inicialmente seria de prever, uma vez que Jacinto Serrão, líder regional dos socialistas, também é candidato a secretário-geral do PS. Terminou no domingo o prazo para entrega de listas e, segundo foi possível apurar junto do PS-M, a lista A, afecta a José Sócrates, só não concorre à eleição de 14 dos 66 delegados que a Madeira levará ao congresso nacional. Na entrega de candidaturas também se verificaram desvinculações de militantes de uma e de outra lista. Ao todo, terão sido nove militantes que abandonaram as listas de Jacinto Serrão e passaram a apoiar José Sócrates. Em sentido contrário, seis apoiantes do actual secretário-geral do PS e primeiro-ministro passaram a estar ao lado do presidente do PS-M. Os responsáveis pela recepção das candidaturas de delegados detectaram 19 irregularidades nas listas de apoiantes de Sócrates, nomeadamente quotas por pagar, listas incompletas e desrespeito pela regra de paridade que obriga a ter um número mínimo de candidatos de cada género. Estas falhas poderiam ser corrigidas até ontem.
Apoios definidos
Recentemente, causou surpresa o facto de o PS ter exigido à candidatura de Jacinto Serrão o pagamento de uma quantia elevada para distribuir um 'mailing' aos militantes. No entanto, segundo as actas da comissão organizadora do Congresso, esse pagamento já era do conhecimento das candidaturas há mais de um mês, bem como todos os outros meios que seriam disponibilizados”

sábado, março 05, 2011

Provavelmente a primeira derrota de Trindade...

A notícia veiculada hoje pelo DN do Funchal pode constituir a primeira derrota de Trindade e dos apoiantes de Sócrates na Madeira: "os coordenadores de Secções e presidentes de Concelhia do PS/Madeira declararam, esta sexta-feira, o seu apoio à moção que Jacinto Serrão vai apresentar no Congresso Nacional do partido, em Abril. “Nós declarámos esse apoio porque entendemos que o camarada José Sócrates tem que pensar que a Madeira também tem uma voz a nível nacional”, disse o porta-voz da reunião, Avelino Conceição. Segundo o presidente da concelhia do PS/Machico, a reunião concluiu que, durante os anos de poder do “camarada José Sócrates”, foram cometidos “diversos erros”, entre os quais, destacou, o de ter “desmantelado o tecido social” e os “direitos dos trabalhadores que tanto custaram a conquistar com o 25 de Abril”.

Trindade (o fim no PS?) ao lado de Sócrates contra Serrão

Diz o DN do Funchal de hoje que "um PS coeso, uma autonomia responsável". Assim se chama a moção sectorial que os apoiantes socialistas de José Sócrates na Região levam ao Congresso nacional do partido, em Abril. No documento, que tem como primeiro subscritor Bernardo Trindade, os insulares fazem uma resenha de como é que a especificidade autonómica regional tem sido tratada nas sucessivas reuniões magnas socialistas. "Uma parte substancial das propostas feitas ao longo dos anos pelos socialistas madeirenses mantém-se actual e a merecer reflexão atenta", reconhecem, deixando um apelo a que se procure "o eficaz e adequado relacionamento entre os órgãos dirigentes do partido e os órgãos dirigentes regionais e a sua estrutura, tendo em vista a coordenação de acções em que tal seja considerado útil". O documento sugere "a audição do PS-M sobre todas as questões que digam respeito à Região" bem como o apoio das orientações definidas pelos órgãos regionais". Os signatários apelam ainda à solidariedade do partido em ano eleitoral. "A alguns meses, apenas, das eleições regionais na Madeira, quando importa pôr termo a um regime que já conta com mais de trinta anos, com manifesto desrespeito pelas regras de participação democrática e quando os cidadãos querem políticas mais próximas, é fundamental passar da mera afirmação de princípios a uma prática coerente, corrente e duradoura", alertam num documento que procura que as estruturas se comprometam. E prosseguem: "É responsabilidade das direcções do PS (a nacional e a regional) criar mecanismos e identificar os responsáveis que, em permanência, façam tornar realidade esta exigência de solidariedade, cooperação, cumplicidade e compromisso, de forma visível para os cidadãos que anseiam por uma acção política mais próxima". Os delegados ao Congresso na lista de José Sócrates dizem ainda que o "XVII Congresso Nacional do PS deve constituir o momento privilegiado para, encarando com entusiasmo o futuro do partido, também na Madeira e no Porto Santo, criar condições de sucesso, de garantia de alternância democrática". Bernardo Trindade, que faz assim um esforço para unir lideranças desavindas, garantiu ao DIÁRIO que a moção "já tem o apoio" do actual secretário-geral e deixa um recado ao líder do PS-M: "Espero que possa ter também o apoio de Jacinto Serrão". O líder do PS-M é candidato à liderança nacional".

terça-feira, março 01, 2011

Afinal JCG serve...

Não acham curioso que os que andaram dois anos a "fazer a cama" ao ex-líder do PS, João Carlos Gouveia, andem agora a idolatrá-lo e, quando precisam de uma encenação à maneira - mesmo ocultado os autocarros e sem dizerem que foi um repasto oferecido, correm para S.Vicente pois sabem que ali as coisas funcionam? Veja aqui o que quero dizer. Um abraço Fonseca...