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sexta-feira, março 22, 2024

PCP: A estranha pressa de um partido do lado errado da história e em queda nas urnas

O PCP resolveu avançar com uma moção de censura - sem governo empossado, sem parlamento constituído e sem reuniões agendadas - contra a direita, depois de ter levado com mais uma derrota nas urnas, tudo isto apenas por oportunismo saloio e tentar ganhar espaço mediático, já que apoios e votos não consegue de forma nenhuma, nem nas urnas nem fora delas, sobretudo mantendo o mesmo discurso de sempre, desajustado, distante de uma realidade social que nada tem a ver com os tempos da clandestinidade ou os primeiros anos do pós-25 de Abril. Se há eleitores desiludidos com o sistema político o PCP tem a sua quota parte de responsabilidades nisso. Paulo Raimundo, faça os malabarismos e contorcionismos que fizer, nunca poderá esconder a realidade de ter sido um derrotado destas eleições de 10 de Março. Os problemas são outros, novos, mais difíceis, exigem a mesma luta, mas o PCP tem dificuldade em sair do seu universo dos sindicatos associados ao funcionalismo público para ganhar novos espaços de influências. Acresce ainda que o PCP foi empurrado, por força da sua perda eleitoral, para uma disputa à esquerda com partidos que "comeram" o eleitorado do PCP, casos do Bloco e do Livre mais recentemente.

Vamos a factos: o PCP passou de 441.852 votos, 7,9% e 16 deputados em 2011, para 445.980 votos, 8,3% e 17 deputados em 2015, depois para 332.473 votos, 6,6% e 12 deputados em 2019, descendo ainda mais, devido ao péssimo negócio da geringonça, para 238.962 votos e 6 deputados em 2022 e finalmente para 4 deputados, 202.325 votos e 3,3% em 2024, sem contar com os votos da emigração que são sempre pouco significativos para os comunistas.

Ou seja, temos uma direita radical que o PCP combate tenazmente com mais 5 vezes mais a votação dos comunistas que elege 12 vezes mais lugares que os deputados conseguidos pelo PCP. E mais nos dois grandes distritos do país - Porto e Lisboa - o PCP foi 6º no Porto, ultrapassado pelo Livre, e elegendo apenas um deputado, cenário que foi ainda pior no distrito de Lisboa onde o PCP foi apenas o 7º partido, também atrás do Bloco e do Livre, e elegendo apenas 2 deputados.

No antigo "Portugal vermelho", Beja, Évora e Setúbal, o PCP foi o 4º partido sem deputados eleitos e foi também o 4º partido em Setúbal elegendo aqui 1 deputado (tivera 2 mandatos em 2022).

Para além das perdas eleitorais, o PCP tem dois problemas: um, mais urgente, encontrar o seu espaço político próprio no actual contesto social e político português. Em segundo lugar, mais difícil, reencontrar uma nova liderança que seja tão carismática e convincente - para o universo eleitoral que o PCP foi perdendo ao longo dos anos - como foi Álvaro Cunhal, sem dúvida uma figura ímpar para os comunistas portugueses, desde os tempos da clandestinidade.

Acresce que a ambiguidade, por exemplo em relação à guerra na Ucrânia, tem custado votos e apoios ao PCP que eu continuo a achar que é um partido necessário sobretudo enquanto partido fomentador do protesto social mas que não pode cair nestes erros primários próprios de um partido derrotado, que quer esconder a derrota a todo o custo, o que explica que tenha avançando com uma moção de censura, apenas por motivações ideológicas, contra um governo que não existe e um programa de governo que ninguém conhece, num parlamento que nem reuniu e ainda por cima num tempo em que nem os resultados eleitorais finais foram divulgados O desespero é evidente a par da ânsia de ser colocar em bicos-de-pés quando saiu ainda mais "anão" do que já era, depois destas legislativas de Março, por culpa própria. Ou o PCP virou um daqueles adivinhos que oferecem serviços por anúncios de jornais, mas que na realidade não adivinham nem resolvem coisa nenhuma?! Haja bom senso e alguma tranquilidade de espírito (LFM)

quinta-feira, junho 02, 2022

Sedes do PCP vandalizadas: autoridades dizem estar atentas e partido considera “ataque à liberdade”

 

Várias sedes e murais do PCP foram vandalizadas desde o início da guerra na Ucrânia, noticia o jornal Expresso. Não se sabe foram abertas ou estão a decorrer investigações, mas várias fontes judiciais dizem estar “atentas”. As frases “Têm sangue ucraniano na foice”, “Russos = Comunistas” e “Vergonha” são algumas das expressões utilizadas nos edifícios vandalizados. O PCP lamenta o que diz ser uma ofensiva antidemocrática e anticomunista e defende que o verdadeiro alvo é a democracia e liberdade (Sic Noticias)

domingo, maio 03, 2020

Surpresa à direita? PCP lembra PSD e CDS que aprovaram acções do 1.º de Maio

O líder parlamentar do PCP, João Oliveira, responde às críticas da direita e lembra que PSD e CDS aprovaram o decreto do estado de emergência que previa as deslocações entre concelhos para celebrar o Dia do Trabalhador. Em resposta às crescentes críticas das bancadas da direita à celebração do Dia do Trabalhador pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) na Alameda, em Lisboa, o líder parlamentar do PCP, João Oliveira, lembrou o PSD e CDS que a aprovação do segundo decreto do estado de emergência já previa a realização das celebrações do 1.º de Maio e as deslocações entre concelhos, em virtude da comemoração da data. E destaca que os dois partidos votaram a favor dessa medida.
Numa publicação feita no seu Facebook, João Oliveira partilha o decreto de renovação do estado de emergência a 18 de Abril (e que agora termina) e os respectivos resultados da votação dos partidos. João Oliveira acusa os sociais-democratas e os centristas de “permanente incoerência”.  “Tudo o que o PSD e o CDS digam agora contra o 1.º de Maio depois de terem votado a favor é só mais um contributo para descabelarem a sua verdadeira despreocupação com os problemas dos trabalhadores”, acusa o deputado do PCP.  A resposta de João Oliveira surge depois de o líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, ter atacado as concentrações promovidas pela CGTP, afirmando que “quem manda” perdeu o respeito daqueles que obedecem e considerou que “calamidade é mesmo o estado” do país. “Quando os que mandam perdem o respeito, os que obedecem perdem a disciplina. Se o entrudo para o estado de calamidade é isto, então a calamidade é mesmo o estado a que isto chegou”, escreveu, também no seu Facebook. Já na sexta-feira, Rui Rio tinha feito duras críticas à celebração escolhida. Para presidente do PSD, a concentração de dirigentes sindicais e activistas nas ruas “em pleno estado de emergência" foi “inaceitável” e a deslocação de participantes entre concelhos, através de “camionetas” foi “uma pouca vergonha”  (Público, texto da jornalista Liliana Borges)

sábado, abril 13, 2019

"Ana Leal": genro de Jerónimo de Sousa deixou de trabalhar para a Câmara de Loures

O genro de Jerónimo de Sousa deixou de trabalhar para a Câmara de Loures. Depois da investigação da TVI, a autarquia comunista contratou a um preço muito inferior uma empresa especializada, terminando assim um período de três anos e seis contratos sucessivos com Jorge Bernardino. O genro do secretário geral do PCP ganhou 150 mil euros em apenas três anos, quase sempre por ajuste direto. O novo contrato fica por menos cinco mil euros por mês. Recorde-se que Jorge Bernardino chegou a ganhar valores acima do vencimento do próprio presidente do município. Um exemplo: só no último contrato, 11 mil euros por mês, para fazer a limpeza e manutenção de paragens de autocarros e ‘mupis’ de publicidade na zona de Loures. Num dos meses, recebeu esse valor, limitando-se a mudar oito lâmpadas e dois casquilhos.

sexta-feira, julho 29, 2016

PCP continua a "morder" PS: João Ferreira critica comentário de Augusto Santos Silva à decisão de Bruxelas

Na reacção do Governo sobre o cancelamento da multa a aplicar a Portugal, o ministro dos Negócios Estrangeiros disse que valia a pena "jogar o jogo das regras europeias". João Ferreira, do PCP, considera infeliz a expressão utilizada por Augusto Santos Silva e acrescenta que quem defende este tipo de regras está a aceitar que a condução da política nacional esteja condicionada.

sexta-feira, outubro 16, 2015

Edgar Silva candidato presidencial do PCP: “É possível um outro Portugal e está nas nossas mãos alcançá-lo”

Num discurso ligado aos valores de Abril, o candidato comunista à Presidência da República declarou esta tarde durante o lançamento da sua candidatura que é “inaceitável” a “perversa desigualdade económica” e a “degradação social”. E garantiu que irá defender outro rumo para o país assente na valorização do trabalho e dos trabalhadores. “Nos últimos anos intensificou-se o ataque à democracia e à soberania nacional. É tempo de virar a página”, afirmou na tarde desta quinta-feira Edgar Silva, no Hotel Altis, em Lisboa, durante o lançamento da sua candidatura a Belém.
O candidato comunista à Presidência da República lamentou o aprofundamento das injustiças sociais e a corrupção, defendendo um novo caminho para o país. “Conhecemos esta trajetória de descaracterização do regime democrático, de ataque à soberania e independência nacionais. Este é um rumo inaceitável”, declarou.
Segundo o antigo padre madeirense, os cidadãos não se podem “resignar à atual subordinação de Portugal aos centros do capitalismo, expressa pela União Europeia através de pactos e programas que só agridem as condições de vida dos Portugueses e comprometem o futuro do País”, disse em referência aos programas de ajustamento da troika.
Acusando o país de estar a ser “saqueado por especuladores” e de ser subordinado aos mercados e à troika, Edgar Silva assegurou que irá assumir como prioridades o combate contra a precariedade e o desemprego.
“Como candidato a Presidente da República e como Presidente da República, defenderei um outro rumo para Portugal que comporte a valorização do trabalho e dos trabalhadores, de afirmação dos seus direitos, que combata a precariedade e o desemprego, um rumo que tenha no aumento dos salários, na elevação do poder de compra, um factor decisivo de justiça social e de contribuição incontornável para reduzir as desigualdades na distribuição do rendimento”.
Sublinhou ainda que a sua candidatura a Belém é apoiada pelo partido comunista português e pelo seu líder Jerónimo de Sousa, mas garante que “não é do PCP". (Expresso)

sábado, outubro 19, 2013

Bernardino Soares, deixou a Assembleia da República

O líder parlamentar do Partido Comunista, Bernardino Soares, deixou  a Assembleia da República. No último plenário ouviu elogios de todos os partidos. Bernardino Soares deixa o Parlamento ao fim de 18 anos para assumir a presidência da Câmara de Loures


quinta-feira, setembro 12, 2013

Jerónimo acusa o Governo de esconder medidas que só vai anunciar depois das autárquicas

O secretário-geral do PCP voltou a acusar o Governo de estar a esconder medidas que só vai anunciar depois das eleições autárquicas de 29 de setembro. Num discurso, numa ação partidária em Loures, Jerónimo de Sousa disse também que Pedro Passos Coelho e Paulo Portas não se entendem sobre as metas do défice para 2014.

sábado, julho 20, 2013

Honório Novo abandona Assembleia da República



Li aqui que o Partido Comunista Português (PCP) anunciou hoje que Honório Novo vai ser substituído na Assembleia da República por Paula Batista, a partir de 31 de julho, depois de 14 anos como deputado. Em comunicado, a Direção da Organização Regional do Porto (DORP) do PCP referiu que, no "contexto dum natural esforço de rejuvenescimento e renovação do grupo parlamentar", Honório Novo vai dar o lugar ao nome seguinte na lista das últimas eleições legislativas, Paula Batista, professora do 3.º ciclo e secundário, de 42 anos, há dois mandatos na Assembleia Municipal de Vila Nova de Gaia. "O camarada Honório Novo - que retomará a sua atividade profissional no Porto - manterá as tarefas de partido que tem atualmente na região (membro da DORP, membro da Comissão de Desenvolvimento Regional junto da DORP e primeiro candidato da CDU à Assembleia Municipal do Porto), sem que isto signifique uma redução da sua disponibilidade para as tarefas partidárias", acrescentou o PCP. Honório Novo, de 62 anos, licenciado em Engenharia Eletrotécnica e professor do ensino secundário, foi deputado no Parlamento Europeu antes de entrar na Assembleia da República, em 1999, onde é, atualmente, coordenador do grupo parlamentar do PCP na Comissão de Assuntos Europeus e na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, cargo no qual protagonizou vários momentos de discussão com o anterior ministro das Finanças, Vítor Gaspar.



sábado, fevereiro 02, 2013

PCP responde ao “convite” para a constituição de uma “coligação autárquica” e manda PS à fava!

"O Partido Socialista, em Novembro de 2012, apresentou publicamente um convite para “coligação autárquica” no concelho do Funchal, assente na “reunião de todos os partidos da oposição na Região Autónoma da Madeira”. Tal convite, depois da devida ponderação e após um vasto processo de auscultação e reflexão, leva-nos às seguintes considerações e à nossa resposta:
- Qualquer proposta, para ser seriamente considerada, tem de partir de propósitos claros e de pressupostos sérios. Nada disso está presente naquilo que embora apresentada por alguns como uma proposta não ultrapassará as fronteiras de uma operação destinada não a chegar ao que se propõe mas sim a ser utilizada para atingir fins e objectivos próprios.
- Qualquer observação séria e desapaixonada facilmente conduzirá à constatação de que não estão reunidas quaisquer condições para a proposta de coligação, especialmente se tivermos em linha de conta as seguintes razões:
- Pela sua génese, determinada não pela procura de qualquer construção séria que um problema desta dimensão exigiria mas por critérios que pela sua expressão irresponsável mais parecem destinados a obter pela óbvia recusa de terceiros capital de queixa do que a conduzir ao que falsamente se diz pretender;
- Pela completa ausência de princípios patente em soluções ditadas pelo objectivo de somar tudo o que se preste a ser somado numa lógica onde o projecto nada vale e o poder é tudo quanto se diz ambicionar, patente na junção de forças com projectos antagónicos, com práticas contrárias a que uma gestão séria e competente exigiria; e
- Pelo indisfarçável objectivo de hegemonização patente na proposta, em que quem a propõe busca conseguir a credibilização que o seu percurso quer na política local, regional ou nacional se tem encarregado de destruir.
Quem, como o PS, em mandatos recentes formalizou coligações com o CDS-PP, e que ainda há meses admitia novamente o CDS-PP como parte do que agora propõe e se dispõe a trazer para ela tudo o que mexa da extrema ao populismo mais ridicularizável não receberá, de todos quantos aspiram de facto a uma convergência à esquerda ditada por princípios, o mínimo, de crédito.
Num quadro em que a inexistência da possibilidade de uma convergência construída na base de princípios e de um programa sólido, coerente e de esquerda, mesmo que desejável, não está à vista concretizar no futuro imediato, torna ainda mais necessária a afirmação da CDU – Coligação Democrática Unitária como um amplo espaço de participação democrática e unitária, que muito para lá das fronteiras das forças políticas que lhe dão suporte político, une em torno de um projecto e propósitos claros todos quantos independentemente das suas opções e posicionamentos mais gerais trabalham para a elevação das condições de vida e o desenvolvimento local.
O reconhecido valor do projecto da CDU, a comprovada garantia que dá enquanto condição de uma gestão democrática e participada ao serviço das populações designadamente dos mais carenciados e o papel indelegável que desempenha nas autarquias, tornam hoje ainda mais decisivo o reforço da sua influência e das suas posições enquanto condição de defesa dos direitos dos trabalhadores e do povo, de promoção das suas condições de vida e de combate às injustiças e desigualdades.
Um valor e um espaço próprio – o que a CDU reconhecidamente preenche – de que não prescindirá de afirmar tanto mais quanto na ausência de uma qualquer solução séria, coerente e sólida que corresponda às aspirações dos que sinceramente aspiram a abrir espaço a uma verdadeira política de esquerda.
Sublinhando a importância das eleições autárquicas de Outubro próximo na afirmação e reforço da presença dos eleitos da CDU e do seu trabalho, honestidade e competência, o PCP/Madeira sublinha que a questão mais decisiva que se coloca a todos os madeirenses que desejam uma outra política que assegure um futuro digno é o da luta pela rejeição do Pacto de Agressão que PSD, CDS-PP e PS subscreveram com a Troika estrangeira, pela demissão do actual governo e pela derrota da política de direita que no plano nacional e regional está a condenar milhões de portugueses para a miséria e o país para o abismo económico.
A Comissão Executiva do PCP/Madeira"

quinta-feira, novembro 08, 2012

Cedência de meios de Lisboa à Festa do Avante questionada

Segundo o Sol, num texto da jornalista Sónia Graça, “o executivo de António Costa emprestou quiosque ao PCP e disponibilizou carros da Polícia Municipal para transportar material. Sem autorização, nem licença. A última edição da Festa do Avante! ficou marcada por um incidente. Quatro dias depois do evento, a 13 de Setembro, uma coluna da Polícia Municipal de Lisboa foi apanhada nas portagens da Ponte 25 de Abril a transportar um quiosque de grandes dimensões, que o PCP pedira emprestado à autarquia da capital para utilizar na festa. «Este apoio é completamente ilegal» – diz o vereador do CDS António Carlos Monteiro, surpreendido com uma decisão que considera violar a lei de financiamento dos partidos e das autarquias: «Em primeiro lugar, é proibido às autarquias, enquanto órgãos da administração pública, dar este tipo de apoio a uma força política; em segundo lugar, a lei de financiamento dos partidos é clara: os partidos têm direito a uma subvenção anual do Estado e nem sequer podem receber donativos de pessoas colectivas». A situação apanhou de surpresa a própria PSP. Pouco passava da meia-noite, no passado dia 13 de Setembro, quando um portageiro da ponte sobre o Tejo se deparou com uma coluna composta por dois carros e um pesado de mercadorias da Polícia Municipal, que transportava um quiosque que excedia as dimensões da caixa. Na retaguarda, vinham dois carros civis. Um dos polícias apressou-se a esclarecer que se tratava de «uma coluna militar», um argumento para evitar o pagamento das portagens.
PSP teve de fechar duas vias da ponte
Desconfiado, o funcionário da Gestiponte decidiu chamar a PSP, que tem jurisdição sobre aquela via. Os elementos da Polícia Municipal de Lisboa alegaram então que os veículos civis que seguiam na cauda da coluna pertenciam à vereação da Câmara e que eram conduzidas por funcionários da autarquia. Após confirmarem as identidades, os agentes da PSP perceberam que estavam perante uma encenação: um dos automóveis era afinal propriedade do PCP e o outro pertencia ao condutor. Ambos eram membros do partido comunista e acompanhavam a Polícia Municipal, vindos do Seixal, onde todos os anos se realiza a festa comunista. As surpresas não ficaram por aqui. Os agentes da PSP perceberam que os elementos da Polícia Municipal – que não têm competência para fazer este tipo de transporte especial, ainda para mais fora da área de jurisdição do município – não tinham autorização especial para efectuar o transporte do quiosque. Este excedia, para cada lado da caixa do pesado, 1,20 metros (perfazendo 4,70 metros de largura e o mesmo de altura, a contar do solo). Para que um veículo possa circular com carga que ultrapasse os limites da caixa, o Código da Estrada estipula que tem de ser solicitada autorização especial ao Instituto da Mobilidade e Transportes Terrestres. Quem não a apresentar arrisca uma multa que vai dos 600 aos três mil euros. Naquela noite, para evitar perigo para outros condutores, os agentes da PSP fecharam duas vias da ponte e escoltaram a coluna até à sede da Polícia Municipal, na Praça de Espanha, onde foi depositado o quiosque. Momentos antes, os agentes municipais tinham acabado por pagar as portagens. A PSP – que não levantou qualquer auto de contra-ordenação até ao momento – elaborou entretanto uma participação dos factos e remeteu-a ao presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) e ao comandante da Polícia Municipal, «para conhecimento e devidos efeitos». A ANSR alega, porém, que só pode actuar «após o levantamento do auto» pela autoridade policial.
Vereador vai pedir explicações a António Costa
Lembrando que todos os apoios concedidos pela autarquia têm de ser discutidos e aprovados em reunião de Câmara, o vereador do CDS garantiu ao SOL que vai questionar o presidente da autarquia sobre os meios cedidos ao PCP e os custos envolvidos. «O CDS já tinha contestado esta prática no passado, quando João Soares era presidente. Pensámos que tinha acabado, mas por sinal mantém-se». Contactado pelo SOL, o gabinete de António Costa não prestou nenhum esclarecimento e o PCP confirmou apenas que o partido «solicitou à Câmara de Lisboa a cedência de um quiosque, que foi devolvido ao município» após o evento”.

sexta-feira, novembro 25, 2011

Mas o que Edgar Silva (PCP) de esqueceu: poeta Joaquim Pessoa suspeito de burla na venda de arte ao BPN

Edgar Silva citou-o na sessão parlamentar de hoje, 25 de Novembro, na Assembleia Legislativa da Madeira. Mas Edgar Silva esqueceu-se de um "pormenor": o poeta em questão é suspeito de burla na venda de arte ao BPN... De facto, segundo o DN de Lisboa, num texto de Maio deste ano, assinado pelo jornalista, LICÍNIO LIMA, “o banco BPN pagou cinco milhões de euros por uma colecção de arte pré-histórica considerada sem nenhum valor arqueológico. O poeta Joaquim Pessoa foi constituído arguido pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeita de burlar o BPN em cerca de cinco milhões de euros. Em causa a venda à entidade bancária de uma colecção de arte pré-histórica e proto-histórica cujas peças, na sua maioria, ou são falsas ou são réplicas de peças originais com valor arqueológico nulo, segundo o director do Museu Nacional de Arqueologia (MNA). Joaquim Pessoa, em declarações ao DN, assegura que a colecção é autêntica e foi vendida acompanhada de peritagens a atestar o valor do material arqueológico, e garante que está disposto a readquiri-la. Ao que o DN apurou, esta investigação criminal, que se encontra agora no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), iniciou-se por iniciativa da directoria de Lisboa e Vale do Tejo da PJ, sem apresentação de queixa por parte do BPN nem por parte de eventuais lesados. O interesse dos investigadores seria sobretudo saber se Oliveira Costa, então presidente da entidade bancária, que está a ser julgado por suspeita de ter burlado o BPN, estaria envolvido no negócio. A colecção é constituída, em grande parte, por peças da Idade do Bronze, do Neolítico e Calcolítico português e oriundas do tráfico Mediterrâneo - fenícios, gregos, cartagineses, romanos, hunos, num total de 176. Tudo proveniente, segundo Joaquim Pessoa, de diversos achados arqueológicos em território português adquiridos a particulares e que coleccionou ao longo de mais de 30 anos. Os primeiros passos para a concretização do negócio com o BPN deram-se em 2003, intermediado por algumas pessoas que levaram a proposta até Oliveira Costa. O então presidente do BPN deslocou-se, inclusive, a casa do poeta para ver o material. Numa primeira abordagem, o montante apalavrado entre ambos foi de cerca de oito milhões de euros. Mas depois acabaria concretizado por cerca de 5 milhões. O contrato foi selado a 27 de Abril de 2005. Porém, numa estratégia de engenharia financeira, foram assinados dois contratos: um para a aquisição da colecção e outro relativo a um empréstimo ao poeta, de dois milhões de euros. Esta abertura de crédito no BPN serviria como uma espécie de adiantamento, sendo a colecção entregue ao banco a título de garantia real (penhora). O contrato promessa de compra e venda tinha a duração de dois anos. Previa o clausulado que, durante esse período, o BPN pudesse realizar peritagens para se certificar da autenticidade das peças, embora, como adiantou Joaquim Pessoa ao DN, já existissem pareceres de especialistas que autenticavam a colecção. Oliveira Costa, no decorrer daquele prazo, questionou, contudo, a autenticidade da colecção, mas no final pagou-a, desconhecendo-se se mandou efectuar alguma perícia. Ao que o DN apurou, a colecção arqueológica de Joaquim Pessoa foi sendo sujeita à análise de técnicos ligados ao Museu Nacional de Arqueologia, a quem, inclusive, a PJ tem vindo a recorrer para aprofundar esta investigação. Peritagens que também terão servido de fundamento para que o poeta fosse constituído arguido, suspeito de ter burlado o BPN. Em declarações ao DN, Luís Raposo, director daquele museu, garante: "Umas peças são falsas e outras são de duvidosa autenticidade." Em seu entender, "o interesse arqueológico da colecção é nulo". Luís Raposo adianta que as suas conclusões se baseiam num relatório de uma conservadora do MNA, Ana Isabel Palma Santos. "Tenho a convicção absoluta, e noutros casos a certeza, de que são peças, na sua maior parte, falsas ou réplicas de peças autênticas." E reiterou: "Há peças declaradamente falsas." Relativamente a várias máscaras de ouro, tidas como sendo de origem egípcia, o director do MNA admite que possam ser de ouro de 24 quilates, mas diz ter dúvidas de que sejam genuínas, quer pela tecnologia do fabrico quer pelo facto de se dizer que foram encontradas em Portugal: "É absurdo dizer-se que foram encontradas em Portugal", advertiu. "Essas máscaras ditas egípcias, mesmo sendo verdadeiras, não seriam egípcias. Seriam micénicas", explicou. Joaquim Pessoa, por seu lado, afirma que tem na sua posse duas peritagens que garantem a autenticidade da colecção: uma de António Cavaleiro Paixão, arqueólogo ligado ao Igespar, e outra de Manuel Castro Nunes, historiador, além de, frisou, análises metalométricas do laboratório da Imprensa Nacional - Casa da Moeda. Quanto às considerações de Luís Raposo, o poeta diz que o director do MNA não tem autoridade científica para se pronunciar sobre as peças. "É um funcionário público, não é um arqueólogo", afirmou. O caso está sob investigação. Joaquim Pessoa é, por agora, o único arguido do processo”. Tem razão Edgar Silva e o PCP-Madeira: a corja está em tanto sítio, incluindo no...nosso quintal! A não ser que seja um sósia caído de um planeta de outra galáxia....

PCP: o poema que Edgar Silva citou...

Foi este o poema de Joaquim Pessoa que Edgar Silva, líder regional e deputado do PCP-Madeira, citou na sessão plenária de hoje, 25 de Novembro, na Assembleia Legislativa da Madeira:

"Poema de agradecimento à corja
Obrigado, excelências.
Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade
de vivermos felizes e em paz.
Obrigado
pelo exemplo que se esforçam em nos dar
de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem
dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.
Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar
as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias
um dia menos interessante que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade
e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,
o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente
quem temos de rejeitar"

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Exemplar (I)

Podemos discordar - e as pessoas sabem que politicamente estamos distantes, eu e o PCP - de muito, podemos achar que ideologicamente os comunistas portugueses continuam agarrados a dogmas e a utopias - apesar de terem um discurso coerentemente de defesa dos trabalhadores e dos mais carenciados - o que explica que andem eleitoralmente a disputar posições com o Bloco de Esquerda (!). Mas ninguém nem nada me impede de reconhecer que, no que à autonomia diz respeito e à defesa da sua principal instituição, a Assembleia Legislativa, o comportamento do PCP tem sido ao longo dos anos irrepreensível. Contrastando com outros partidos que se dizem "autonomistas" por fora mas que ou são os seus coveiros ou, fazendo lembrar aqueles filmes antigos dos "cowboys" e dos bandidos ou os mais recentes dos ajustes de contas entre gangsteres e dos mafiosos, são comparáveis aqueles mercenários contratados a prémio chorudo para ver qual deles abatia primeiro, por encomenda, um alvo em concreto.

domingo, dezembro 12, 2010

Deputados do PCP (Assembleia da República) não fizeram greve...

"O Sr. Bernardino Soares (PCP): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Quero começar a minha intervenção de hoje no Plenário saudando a greve geral que está a decorrer em todo o País e que é já, sem margem para dúvida, a maior greve geral das últimas décadas no nosso País.
(…)
Sr. Presidente, ao contrário de todas as outras bancadas, como se pode ver, a bancada do PCP está hoje preenchida só com dois Deputados — eu próprio e o meu camarada Honório Novo. Os Deputados não fazem greve, naturalmente, portanto os outros Deputados do PCP não estão em greve…
- Protestos do PS.
... Não, não, os Deputados do PCP não estão em greve! Mas estão junto dos trabalhadores que hoje estão em greve, em contacto com a sua luta e as suas reivindicações.
Cremos, Sr. Presidente, que essa é uma maneira muito importante de cumprir o mandato parlamentar, que hoje estamos a exercer também desta maneira. Finalmente, Sr. Presidente, são três as propostas cuja discussão avocamos a Plenário..."
(fonte: Diário da Assembleia da República, sessão de 24 de Novembro de 2010)

quinta-feira, outubro 14, 2010

PCP avança com o regime do Referendo Regional

O grupo parlamentar do PCP apresentou hoje na Assembleia da República, o projecto de Lei nº 439/XI, "Lei Orgânica do Regime do Referendo Regional", assinado pelo deputado comunista António Filipe.