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sexta-feira, fevereiro 07, 2020

Orçamento-2020: conheça as alterações finais (e o que vai mexer no seu bolso)

O Parlamento recebeu um Orçamento, mas vai abrir a porta de saída a um outro, bem diferente. A proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2020 votou em votação final global, depois de uma maratona de três dias consecutivos de votações na especialidade das mais de 1300 propostas apresentadas pelos partidos. O que é que recebeu luz verde e o que é que ficou pelo caminho? A Executive Digest fez uma selecção de algumas das propostas aprovadas que mais impacto podem vir a ter na carteira dos contribuintes.
A decisão sobre se o IVA da electricidade e do gás vai mesmo baixar e quando só será tomada nesta quinta-feira de manhã. Por causa desta questão, o presidente do PS, Carlos César, abre a porta à demissão do Governo. «Se essa solução for aprovada, acho que o Orçamento do Estado ficará desvirtuado e muito dificilmente exequível para manter o equilíbrio inicialmente proposto, pelo que será necessário ponderar seriamente o que fazer», afirmou. Eis as principais propostas e medidas, por área, que vão chegar ainda este ano:

domingo, janeiro 12, 2020

A Madeira no relatório do OE-2020 (o que conta é isto)

As despesas excecionais inscritas no Programa 05 - Finanças, atingem em 2020, 7 058,4 milhões de euros sendo representadas em 70% por ativos financeiros que correspondem a participações do Estado em empresas públicas e empréstimos concedidos pelo Estado.

OE-2020: o que diz a proposta de lei sobre a Madeira

Eu entendo esta abstenção também como um sinal para as negociações na especialidade e clarificação do diploma do OE. Porque segue-se uma votação final global que pode implicar da parte dos partidos e dos deputados uma mudança de atitude, um sentido de voto diferente, caso as suas expectativas forem defraudadas.
Mas entendo também a abstenção como um sinal para a posterioridade, para a Legislatura, um sinal ao PS de Costa no sentido de que noutras ocasiões, que interessem à Madeira, os deputados social-democratas estarão disponíveis para em coerência assumirem a mesma posição de voto, porque se o fizeram num dos momentos mais importantes que é a discussão e votação do OE, obviamente que estarão disponíveis para o fazerem noutros momentos. O problema é saber como vai aguentar o PSD-Madeira um relacionamento, que precisa ter e de forma pacífica e leal, com a estrutura nacional do PSD, num ambiente destes de sistemática quebra da disciplina de voto que os partidos normalmente impõem aos seus deputados em questões de fundo.
Veja-se, a propósito, a polémica que existe em Canárias neste momento devido ao facto de uma deputada da Coligação Canária - Ana Oramas - ter votado no Congresso de forma diferente daquela que lhe haviam sugerido, votando contra o governo do PSOE-Podemos em vez de se abster como tinham recomendado.
Lembremos o que diz o decreto-lei do Governo de Costa, na sua versão original, no que à Madeira diz respeito:

Artigo 8º
Alterações orçamentais

14 - O Governo fica autorizado, através do membro do Governo responsável pela área das finanças, a proceder às alterações orçamentais, independentemente de envolverem diferentes programas, que se revelem necessárias para efeitos do pagamento, do recebimento ou da compensação, nos termos da lei, dos débitos e dos créditos que se encontrem reciprocamente reconhecidos entre o Estado e as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, podendo por esta via alterar o valor dos mapas da presente lei.

terça-feira, janeiro 07, 2020

Contas públicas: como Centeno coloca do défice no passado

Impacto das principais medidas orçamentais de carácter permanente têm impacto -0,45% do PIB. Do lado da despesa destacam-se a revisão da despesa e o aumento da despesa com pessoal associada ao descongelamento das carreiras e promoções, à atualização salarial de 0,3% e à revisão de carreiras especiais. No entanto, há medidas que compensam (infografia do Jornal Económico, Mário Malhão)

Saldo orçamental: o primeiro excedente em democracia

O caminho tem sido de benesse para as cofres públicos. Os tempos do Procedimento por Défice Excessivo ficaram no passado e apesar de o Governo manter a projeção de défice de 0,1% do PIB para este ano, tem como meta um excedente orçamental de 0,2% já no próximo ano. É uma melhoria de 0,3 pontos percentuais no saldo orçamental face a 2019 (infografia do Jornal Económico, Mário Malhão)

segunda-feira, dezembro 23, 2019

As 10 medidas do Orçamento do Estado que penalizam as famílias

A proposta do Orçamento do Estado que o Governo apresentou para 2020 poderia ter ido mais longe no apoio às famílias, segundo afirma a DECO. Só as famílias com bebés poupam uns magros 174 euros no IRS. Eis as principais medidas com impacto fiscal que mereceram a análise da DECO:

1. Escalões de IRS: afinal, poder de compra vai diminuir

A actualização de 0,3% prevista nas tabelas de cálculo do IRS para 2020 aparenta uma possível poupança para as famílias, já que os patamares a partir dos quais sobem de escalão são revistos em alta. O primeiro escalão, por exemplo, é sujeito actualmente a uma taxa de 14,5% nos rendimentos colectáveis superiores a 7091 euros anuais, mas a partir de 2020 só deverá sujeitar à mesma taxa os rendimentos anuais superiores a 7112 euros. E a mesma lógica é replicada nos restantes escalões de IRS, o que, em teoria, representaria um desagravamento fiscal. No entanto, as projecções conhecidas para a inflacção em 2020 rondam 1%, o que significa que o custo de vida deverá subir na mesma proporção. A confirmarem-se tais projecções, a folga fiscal anunciada na proposta do Orçamento do Estado irá esbater-se na vida real e traduzir-se até numa redução do poder de compra das famílias.  Depois de terem sido criadas expectativas de desagravamento fiscal para a chamada classe média, já em 2020, a proposta de Orçamento do Estado agora conhecida contraria as mensagens anunciadas pelo executivo de António Costa;

2. Crianças até três anos: benefício para poucos

Chegou a pensar-se que era preciso ter dois filhos com idades inferiores a 3 anos para beneficiar da medida anunciada, mas o Governo já esclareceu que o objectivo é beneficiar as famílias com dois ou mais filhos, em que um deles tenha menos de 3 anos a 31 de Dezembro do ano a que dizem respeito os rendimentos declarados no IRS.
E de que benefício se trata? Actualmente, cada agregado tem direito a uma dedução automática de 600 euros por cada dependente, que o Fisco majorava em 126 euros nas crianças até 3 anos. O que o Orçamento do Estado agora propõe é que essa majoração suba para 300 euros. A confirmar-se a medida, as famílias com crianças de idade inferior a 3 anos poupam, anualmente, 174 euros no IRS. Num país onde a média de filhos por família é inferior a dois, seria de esperar uma medida mais robusta para estimular a natalidade em Portugal. Naturalmente que essa medida deverá ir muito além do plano fiscal, cruzando medidas de âmbito laboral e educacional que se traduzam em verdadeiras políticas de equilíbrio de vida profissional e familiar.

terça-feira, dezembro 17, 2019

Nota: comecemos por explicar as transferências do OE-2020 para as Regiões Autónomas. Depois logo se vê...

Neste quadro que elaborei rapidamente tendo como referencia os valores constantes das propostas de OE aprovadas - salvo a de 2020 que é ainda uma proposta não aprovada - verifico que a Madeira, considerando 2011 (primeiro ano com a troika em Portugal), 2015 (fim do mandato da coligação PSD-CDS por derrota eleitoral devido a mandatos insuficientes), 2016 (primeiro orçamento da geringonça) e anos seguintes e 2020 (primeiro orçamento do PS sozinho),recebeu do Estado menos 316 milhões de euros que os Açores, que as Câmaras Municipais dos Açores obtiveram mais 236,2 milhões de euros e que as Juntas de Freguesia tiveram mais 15,6 milhões de euros nos Açores que na Madeira, isto em matéria de transferências directas do OE para cada entidade em questão.
Considerando apenas o OE-.2019 e a proposta de OE-2020 verifica-se que a RAM perde 15,5 milhões de euros em transferências da LFR, mas recebe mais 7 milhões para os municípios e cerca de 370 mil euros para as Juntas de Freguesia. Quanto aos Açores recebem mais 27 milhões enquanto que as Câmaras auferem mais 10,2 milhões de euros e as Juntas de Freguesia cerca de mais 940 mil euros (LFM)

segunda-feira, dezembro 09, 2019

Este está incomodado: OE2020 aprovado pelo PSD Madeira? "Seria muito Daniel Campelo"...


OE-2020: Madeira e Governo negoceiam para aprovar contas

PSD/Madeira vale três votos no Parlamento e pode ajudar num plano B, caso os parceiros de esquerda do PS não dêem a mão ao Executivo. Já há negociações mais técnicas a decorrer, mas caminho ainda é longo. Não é a primeira vez que o PSD/Madeira negoceia diretamente com um Governo da República socialista as condições para votar a favor de um Orçamento do Estado. Já o fez no consulado de António Guterres, quando o seu Executivo geria o país, mas estava em minoria. Agora, a história repete-se e prosseguem, por estes dias, negociações técnicas entre o vice-presidente do governo regional, Pedro Calado, e os secretários de Estado do Ministério das Finanças, apurou o i. Há 22 anos, Alberto João Jardim também admitiu votar a favor, tal como o atual presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque. No final bastou a abstenção do CDS e de cinco deputados, eleitos pela Madeira e pelos Açores. Mas vamos ao Orçamento de 2020. O primeiro-ministro já reuniu com o presidente do Governo Regional da Madeira e o ministro das Finanças, Mário Centeno, no passado dia 20 de novembro. Entretanto houve mais um contacto ao mais alto nível e o processo já levou Miguel Albuquerque a assumir, em público, a disponibilidade para viabilizar o Orçamento do próximo ano.

sábado, dezembro 01, 2018

Será que o OE2019 é bom para o seu bolso?

O Economista João César das Neves diz que Portugal está entre crises e não conseguiu aproveitar esta oportunidade para se preparar para a próxima. Tudo no livro "As 10 questões do interlúdio"

terça-feira, novembro 27, 2018

OE 2019: que votações decisivas ainda vão acontecer nos próximos dias?

O Orçamento do Estado para 2019 começou esta segunda-feira a ser votado na especialidade. O jornalista José Manuel Mestre explica quais são e o que está em causa nestas votações.

terça-feira, outubro 23, 2018

Orçamento dos ministérios: maior verba para Vieira da Silva, maior subida para Ana Paula Vitorino


O Ministério do Mar continua a ser um pequeno gabinete face aos seus congéneres de áreas mais tradicionais, mas o facto de estar alocado a um setor inovador e com futuro (Marcelo Rebelo de Sousa disse-o em plena Assembleia Geral da ONU) terá feito disparar as verbas que Mário Centeno aceitou conferir-lhe. Os ministérios mais ‘gordos’ continuam a ser o do Trabalho e Segurança Social e o da Saúde, em relação aos quais o ministro das Finanças não demonstrou preferências: o crescimento das verbas é praticamente igual. Pior sorte teve a Educação, com o crescimento anémico (infografia de Mário Malhão, Jornal Económico)

quarta-feira, outubro 17, 2018

OE-2019: o embuste da geringonça com as reformas antecipadas


Não se deixem enganar pela geringonça. A proposta de OE-2016 procede à eliminação do corte motivado pela aplicação do factor de sustentabilidade (que está nos 14,5%) nas reformas antecipadas para quem tem longas carreiras contributivas. Ou seja, para quem aos 60 anos tenha, pelo menos, 40 anos de carreira contributiva.Além disso, apenas o corte associado ao factor de sustentabilidade é eliminado. O problema é que se mantém a outra penalização, que é a mais grave e muito superior ao valor agora eliminado. O corte resultante da antecipação em relação à idade normal da reforma (que em 2019 será de 66 anos e cinco meses e tem vindo a subir um mês todos os anos) mantêm-se. Isto significa uma redução de 0,5% por cada mês de antecipação em relação a essa idade normal. Não se deixem enganar pelo discurso da geringonça que não facilita coisa nenhuma (0,5% por cada mês significa 6% por cada ano de antecipação, ou seja, 24% de corte caso essa antecipação seja de 4 anos, 30% se for de 5 anos ou 36% se for uma antecipação de seis anos)

terça-feira, outubro 16, 2018

OE-2019: curiosidades

- Em 2018 o orçamento de estado atribuiu às freguesias da Madeira um total de 3,8 milhões de euros, contra 6 milhões para as freguesias dos Açores. A proposta de OE para 2019 atribui 4 milhões de euros às freguesias madeirenses e 6,3 milhões às freguesias dos Açores.

- Em 2018 o orçamento de estado atribuiu à Madeira, transferências directas, um total de 249,2 milhões de euros, contra 259,8 milhões de euros para os  Açores. A proposta de OE para 2019 atribui 263,4 milhões de euros à Madeira e 287,8 milhões de euros aos Açores.

- Em 2018 o orçamento de estado atribuiu aos municípios da Madeira um total de 65,1 milhões de euros. A proposta de OE para 2019 atribui 105 milhões de euros aos municípios dos Açores e 69,3 milhões aos da Madeira, dos quais 14,9 milhões de euros para o Funchal.

sexta-feira, outubro 24, 2014

OE/2015:Gastos em estudos sobem 32% para 766 milhões



Segundo o Jornal I, “a proposta de Orçamento do Estado para 2015 (OE15) prevê que uma despesa de 765,9 milhões de euros em "estudos, pareceres e outros trabalhos especializados" no próximo ano, valor que representa uma subida de 32% face à projecção de gastos nesta rubrica para este ano (580,7 milhões) e mais 82% que em 2013 (421,5 milhões). Esta é a rubrica que mais inflacciona os consumos intermédios da Administração Central que em 2015 vão exigir 1,3 mil milhões, contra os mil milhões deste ano e os 799 milhões de 2013. "A despesa orçamentada para 2015 em estudos, pareceres, e outros trabalhos, bem como tecnologias de informação é superior ao orçamentado inicialmente para 2014", salienta a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), no parecer provisório à proposta de OE, revelando que o valor orçamentado para estas rubricas, incluindo as novas Entidades Públicas Reclassificadas, atinge 1 310 milhões". No seu parecer, a UTAO mostra a evolução dos consumos intermédios do Estado entre 2011 e 2015, notando-se duas tendências opostas: se de 2011 para 2013 houve quedas pronunciadas, daquele ano e até 2015 a trajectória inverte de tal forma que acaba por superar as poupanças conseguidas. Segundo os valores avançados, o custo dos consumos intermédios da Administração Central caiu de 1 097 milhões em 2011 para 799 milhões em 2013 (-27%). Já de 2013 até 2015, vão subir 64%: o governo conta fechar as contas de 2014 com uma factura de 1 053 milhões em consumos intermédios, factura que em 2015 já será de 1 309 milhões. Segundo a UTAO, as verbas previstas para consumos intermédios vão ter sobre si taxas de cativação. Os técnicos adiantam ainda que "uma das medidas de redução de despesa para 2015 com maior relevância para efeitos de consolidação encontra-se ao nível destas rubricas", com o governo a querer poupar 317 milhões em estudos e pareceres, valor cuja razoabilidade a UTAO diz "não ser possível" de "aferir a partir das dotações de despesa orçamentadas".
DEPÓSITOS PAGAM DÍVIDA
Ainda segundo a UTAO, no próximo ano a dívida pública não vai crescer tanto quanto as necessidades de financiamento do Estado já que o executivo vai recorrer a 3,3 mil milhões de euros da "almofada de liquidez" para diminuir o stock de dívida. "Saliente-se que a liquidez não utilizada no ano corrente transita para exercícios seguintes podendo ser utilizada como forma de financiamento, constituindo uma segurança", explica. Porém, e ao fazer isto, 2015 torna-se "o segundo ano consecutivo de redução dos depósitos do subsector Estado". Ao recorrer a mais estes depósitos para abater dívida, o governo vai deixar apenas 1,4 mil milhões de euros de saldo "para os exercícios seguintes", valor que compara com os actuais 4,7 mil milhões. O executivo recorre assim a 70% dos depósitos públicos em ano de legislativas. Porém, lembra a UTAO, este total ainda está a "níveis bastante superiores aos verificados nos anos anteriores à crise da dívida".