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domingo, outubro 24, 2021

Os 10 “cofres secretos” mais apetecíveis para os milionários esconderem o dinheiro

 

Segundo a organização Tax Justice Network, as Ilhas Caimão são o paraíso fiscal mais tentador para os mais ricos guardarem as suas fortunas em offshores – e fugirem aos impostos. Portugal aparece no 76º lugar, um pouco abaixo do meio da tabela. O top-10 está longe de ser preenchido por lugares remotos do planeta; estão lá alguns dos países mais desenvolvidos. Sem surpresa, as Ilhas Caimão são o “cofre secreto” mais apetecível para os mais endinheirados esconderem o seu dinheiro em offshores. O território ultramarino britânico, em pleno Mar das Caraíbas, domina a tabela das jurisdições mais “qualificadas” para o efeito elaborada pela Tax Justice Network, uma organização fundada em Londres com o propósito de combater a evasão fiscal no mundo. Como se sabe, esta é uma das estratégias mais populares quando o objetivo é escapar aos impostos, embora uma coisa não implique obrigatoriamente a outra.

O Financial Secrecy Index, ou Índice do Segredo Financeiro, é definido através da ponderação entre o grau de secretismo em cada território (ou jurisdição), ao qual é atribuída uma pontuação até 100 com base em 20 critérios de avaliação, e o volume de serviços financeiros offshore fornecidos, à escala planetária. Portugal surge na 76º posição (num total de 133), com um score de 54,03 pontos no grau de secretismo (quanto mais próximo de 100, menor a transparência do sistema financeiro) e 0,1% no peso que representa a atividade financeira offshore dentro do país, no contexto mundial.

Numa altura em que os Pandora Papers revelaram o envolvimento de várias personalidades mundiais nestes esquemas, do rei Abdullah II da Jordânia ao ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, passando pela cantora Shakira e o treinador de futebol Pep Guardiola, sem esquecer os políticos portugueses Manuel Pinho, Vitalino Canas e Nuno Morais Sarmento, aqui fica o top-10 dos paraísos fiscais mais opacos.

Ihas Caimão (76,08 em grau de secretismo + 4,6% da atividade offshore no mundo)

É um dos locais mais populares da atividade offshore. Alguns dos maiores bancos, fundos e empresas do mundo têm negócios neste pequeno arquipélago das Caraíbas formado por três ilhas. Tem um dos maiores níveis de secretismo no ranking da Tax Justice Network.

sexta-feira, janeiro 18, 2013

Ilhas Caimão querem divulgar nomes e administradores das empresas aí sedeadas

Escreve o Jornal de Negócios que “a autoridade monetária das Ilhas Caimão tem planos para a criação de uma base de dados pública que traga transparência para o território caribenho, normalmente associado a paraísos fiscais. E se fosse criada uma base de dados com os nomes de todas as empresas e fundos domiciliados nas Ilhas Caimão, juntamente com o nome dos seus administradores? Ainda não é uma realidade, mas a autoridade monetária das Ilhas Caimão, nas Caraíbas, quer que o seja, segundo conta o “Financial Times”. A autoridade monetária das Ilhas Caimão (CIMA, na sigla inglesa) desenhou planos para a criação dessa base de dados pública, segundo escreve a publicação britânica, depois de ter tido acesso a propostas enviadas a fundos de cobertura de risco (“hedge funds”) sedeados na ilha da Caraíbas, a sul de Cuba. Ao jornal, a CIMA não quis fazer quaisquer comentários. De acordo com o “Financial Times”, os administradores dessas empresas e fundos deverão, de acordo com este plano que estará em consulta até meados de Março, ser submetidos a um processo de avaliação de habilitações, de modo a assegurar que estão qualificados para actuar como fiduciários para os investidores. O objectivo destas alterações será deixar cair a reputação de actividade financeira clandestina que o território britânico tem neste momento. A fazerem pressão para que ocorra esta divulgação estão os políticos – o tema dos paraísos fiscais esteve em destaque nas últimas eleições presidenciais nos Estados Unidos – e os investidores dos fundos de cobertura de risco, que pretendem saber quem está por detrás desses instrumentos em que colocam o seu dinheiro. Segundo um relatório da Organização Não Governamental de defesa da transparência fiscal Tax Justice Network, os cidadãos mais ricos do mundo têm fortunas depositadas em paraísos fiscais, entre os quais as Ilhas Caimão, num valor que poderá chegar aos produtos internos brutos (PIB) dos Estados Unidos e do Japão, somados. Em 2011, foi noticiado pela publicação britânica que alguns executivos (pelo menos, quatro) eram administradores não executivos em mais de 100 fundos e/ou empresas sedeados nas ilhas, próximas da Jamaica. Cada um rende 30 mil dólares por ano (22,5 mil milhões de euros)”.