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sexta-feira, agosto 29, 2025

Sicília, Villa Romana del Casale

Escondida na zona rural da Sicília, perto da Piazza Armerina, a Villa Romana del Casale esconde um dos maiores tesouros do mundo romano. Esta grande propriedade do século 4, que já foi o lar de uma figura poderosa do império, possui mais de 3.500 metros quadrados de mosaicos tão vívidos que parecem dar vida à pedra. Em seus andares, cenas de mitologia, caçadas movimentadas e momentos romanos cotidianos - cada fragmento é um testemunho da arte, riqueza e imaginação do final do Império. O detalhe é tão fino que, mesmo séculos depois, as cores e expressões ainda cativam. Reconhecida como Património Mundial da UNESCO, a villa é mais do que uma joia arqueológica - é uma galeria viva da era de ouro de Roma, onde cada azulejo preserva uma história de um mundo há muito desaparecido, mas nunca esquecido (fonte: Facebook, Earth 3D)

quarta-feira, julho 17, 2024

Este local de férias em Itália está a recusar turistas porque está a ficar sem água


A Sicília começou a impor restrições de água em fevereiro, quando a região declarou o estado de emergência no meio de uma seca implacável. Situada no topo de uma colina na ilha italiana da Sicília, Agrigento é um paraíso para os turistas que gostam de património. Por baixo das estruturas arqueológicas e das relíquias do seu Vale dos Templos, encontra-se um antigo sistema de aquedutos em forma de labirinto que ainda hoje capta água. Mas o aqueduto, e outros construídos nos tempos modernos, estão a ficar tão secos que os pequenos hotéis e pensões da cidade e da costa próxima estão a ser obrigados a recusar turistas. Não têm água suficiente para garantir aos seus hóspedes uma casa de banho com autoclismo ou um duche depois de um dia de calor no verão.

A Sicília começou a impor restrições de água em fevereiro, quando a região declarou o estado de emergência no meio de uma seca implacável. As infraestruturas envelhecidas e com fugas de água só agravaram a escassez, que atingiu o turismo e a agricultura, dois setores cruciais para a economia da Sicília.

O racionamento está a ser aplicado a mais de um milhão de pessoas em 93 comunidades. Algumas estão a ter de reduzir o consumo de água até 45%. Isto significa que as torneiras secam de acordo com o horário e que o abastecimento é completamente cortado durante a noite na maioria dos sítios. Ter água suficiente para beber é uma questão de se organizar durante o dia. No TripAdvisor e noutros fóruns de viagens, os turistas perguntam se vale a pena visitar as zonas afetadas da Sicília. Os hotéis estão a avisar os clientes sobre a potencial escassez e estão a ajudar os visitantes a fazer novas reservas noutros locais da ilha onde as restrições são menos severas ou não estão em vigor.

domingo, junho 02, 2024

Veneza proíbe colunas de som a e limita os grupos turísticos a 25 pessoas


Segundo a notícia da BBC, estas novas medidas foram introduzidas para limitar o impacto do excesso de turismo na cidade italiana. Veneza introduziu também uma  taxa de entrada diária de 5 euros no início deste ano. O excesso do turismo é um dos atuais problemas da cidade italiana que tem uma população de cerca de 250 mil pessoas e recebeu mais de 13 milhões de visitantes em 2019.

Segundo a BBC, Veneza “tem visto um êxodo de residentes locais por temores de que os turistas possam sobrecarregar a histórica cidade-ilha”. Neste momento, a cidade tem cerca de 49 mil camas para turistas, sendo mais do que o número disponível para os residentes, diz a associação Ocio, um coletivo de habitantes e investigadores de Veneza que avalia a situação residencial da região. As novas medidas implementadas surgiram, devido ao alerta da Unesco que a cidade poderia ser adicionada a uma lista de locais do património mundial em perigo (DN-Lisboa)

quarta-feira, agosto 23, 2023

Primeira-ministra de Itália sobre polémico imposto à banca: "Temos de enviar uma mensagem sobre o que é um Estado justo”

Giorgia Meloni não se arrepende da medida que o seu governo anunciou na semana passada para taxar os lucros extraordinários dos bancos, apesar das fortes quedas em bolsa das financeiras transalpinas. Giorgia Meloni, a primeira-ministra de Itália, assumiu responsabilidade pela proposta de taxar os lucros extraordinários dos bancos a 40%. E "fá-lo-ia de novo, obviamente”, disse em entrevista a três jornais italianos - mesmo depois do anúncio desta medida, na semana passada, ter provocado fortes perdas nos mercados acionistas.

Em entrevista aos jornais Corriere della Sera, La Repubblica e La Stampa publicada esta segunda-feira, 14 de agosto, e citada pela Bloomberg, Meloni - que lidera um executivo de direita encabeçado pelo seu partido, o Irmãos de Itália - defendeu a medida, dizendo que “o sistema bancário tem sido rápido a aumentar as taxas de juro nos créditos à habitação, mas manteve-os inalterados nas poupanças, tendo sido criada uma distorção”.

Mesmo depois das fortes quedas nas bolsas - que prejudicaram particularmente a banca italiana - com vários críticos a temerem nova degradação da credibilidade dos mercados italianos, Meloni disse aos jornais, na sua casa de férias, no sul de Itália, que “fá-lo-ia de novo, obviamente (…) é uma medida que queria porque creio que temos de enviar uma mensagem sobre o que é um Estado justo”.

2 euros para cortar uma sandes ao meio: os preços escandalosos cobrados a turistas em Itália

Preços excessivos nas zonas turísticas têm feito manchetes em Itália este verão. São vários os exemplos de "receitas loucas". Umas férias em Itália podem ser uma experiência sem preço para quem já desfrutou de tudo o que este país tem para oferecer. Mas o verão de 2023 vai acabar por ser um dos mais caros da história, depois de uma série de escândalos de preços excessivos em cafés e restaurantes que afetaram tanto os turistas estrangeiros como os italianos. Veja-se o caso do casal a quem foram cobrados 2 euros para cortar uma sanduíche de fiambre ao meio nas margens do Lago de Como; ou o da jovem mãe na cidade romana à beira-mar de Ostia a quem foram cobrados 2 euros para aquecer o biberão do seu bebé no micro-ondas. A um casal de turistas foram cobrados 60 euros por dois cafés e duas pequenas garrafas de água no Hotel Cervo, na Sardenha - embora o proprietário tenha dito à CNN que os preços estavam bem visíveis e que a taxa se destinava sobretudo à vista sobre os iates de luxo do porto vizinho.

Foram também cobrados 2 euros a turistas por um prato extra - vazio! - perto de Portofino, no norte de Itália, e 10 cêntimos por uma pitada de cacau num cappuccino num café do Lago Como. Os cafés italianos raramente usam cacau nos cappuccini, daí a justificação da cobrança. Estes casos, apelidados pelos meios de comunicação locais de “receitas loucas”, foram documentados pelo grupo de defesa do consumidor Consumerism No Profit, que relata um aumento impressionante de 130% nos preços nas zonas turísticas de Itália este verão.

sábado, novembro 05, 2022

Marcha pela paz percorre várias cidades de Itália

 

Em várias cidades transalpinas, é feito este sábado um apelo ao fim da violência e da guerra na Ucrânia. Associações, sindicatos, partidos e sociedade civil organizaram as marchas para trazer o assunto a debate. Querem que o país, a União Europeia e as Nações Unidas assumam a responsabilidade de negociar para "alcançar um cessar-fogo imediato". Nos cartazes, lê-se "não ao envio de armas".

terça-feira, janeiro 18, 2022

Vai a leilão a propriedade onde está um mural de Caravaggio


Esperava-se que fosse o leilão do século, mas acabou sem oferta de compra. A propriedade em Roma onde Cravaggio pintou um mural foi hoje colocada à venda. A base de licitação ultrapassava os 353 milhões de euros.

sexta-feira, janeiro 07, 2022

Veneza vai cobrar aos visitantes uma taxa diária de 5 euros para reduzir turismo



Veneza vai impor limitações ao turismo, numa tentativa de diminuir o grande número de visitantes diários na cidade italiana todos os anos, e pretende impor um bilhete online, no valor de 5 euros, para quem desejar visitar a cidade. O bilhete terá a duração de apenas um dia. A vice-prefeita da assistência social, turismo e desenvolvimento económico da cidade de Veneza, Simone Venturini, explicou que, ao impor limitações, pretendem desestimular o turismo de um dia e ao mesmo tempo incentivar o turismo mais lento, explicou. Segundo dados da Euronews, cerca de 100 mil turistas puderam explorar a cidade e caminhar pelas suas praças diariamente. No entanto, de acordo com as novas regras, os turistas não poderão visitar mais a cidade gratuitamente. “O objetivo é desestimular o turismo de um dia, o turismo ‘toca e foge’, chegar num dia e sair no mesmo dia, que cansa e stressa a cidade”, apontou Simone Venturini. De acordo com a autarquia local, vai ser encerrado o principal acesso aos centros históricos, bem como equipa a cidade com 500 câmaras, que servirão para monitorizar a circulação dos visitantes (Multinews, texto do jornalista Francisco Laranjeira)

segunda-feira, maio 03, 2021

Crise iminente em Itália pode ditar a saída do Euro, alertam economistas

 

Numa altura em que Itália ultima o seu plano de recuperação económica pós-Covid-19, com base nos 248 mil milhões de euros que a União Europeia vai disponibilizar como apoio, e que totalizam cerca de 12% do PIB, o país está a braços com aquela que pode ser a mais profunda reforma da economia italiana dos últimos anos: a saída da Zona Euro.

De acordo com o ‘The Daily Express’, a diferença entre a dívida pública e o PIB é demasiado alta (atualmente quase 160%), as taxas de desemprego continuam altas também, principalmente entre os jovens, há grandes disparidades regionais e uma baixa taxa de natalidade no país, o que Itália numa situação particularmente difícil, principalmente com uma nova crise financeira ainda a despoletar.

Os economistas Lucio Baccaro, Björn Bremer e Erik Neimanns estudaram a perceção dos italianos em relação a um resgate europeu e à saída da zona Euro e, no relatório, citado pelo jornal britânico, evidenciaram que a maioria das pessoas preferia sair caso o resgate dependesse de mais políticas de austeridade. O estudo adianta que, perante um cenário de crise, semelhante à que o país atravessa hoje, caso o governo levasse a referendo a permanência no euro dependendo das medidas de resgate, a resposta dos inquiridos não deixou margem para dúvidas. Os resultados sugerem, avança a pesquisa, que a opinião pública italiana é fortemente sensível aos custos de permanecer no euro.

O primeiro-ministro italiano já tinha dito, na segunda-feira, num discurso proferido na câmara baixa do parlamento italiano, que o “destino” e a “credibilidade” de Itália estão em jogo. Mario Draghi defendeu que será o sucesso, ou o fracasso, do amplo programa de reformas a ditar o papel do país na “comunidade internacional, a sua credibilidade e reputação enquanto membro fundador da União Europeia e protagonista do mundo ocidental” (Executive Digest, texto da jornalista Ana Sofia Ribeiro)

domingo, setembro 20, 2020

Itália: Democracia representativa vai a votos

“Queremos reformas e não cortes”, pedem os partidários do ‘não’ no referendo, esta semana em Roma. Referendo para encolher Parlamento é um teste ao sistema. Proposta deve passar com ampla maioria. Meio ano após o primeiro contágio por coronavírus em Itália, uma estreia na União Europeia, os eleitores têm este fim de semana uma dupla convocatória: eleições para uns, referendo para todos. Afetarão o mapa político do país e o Governo de Giuseppe Conte. Há eleições em sete regiões e, a nível nacional, vota-se para confirmar uma reforma constitucional aprovada pelo Parlamento que reduz o número de deputados e senadores de 945 para 600. Itália tem 630 deputados, face aos 230 portugueses, 350 espanhóis ou 577 franceses.

quarta-feira, abril 22, 2020

Covid-19 acentua fragmentação política em Itália, onde cresce o sentimento «anti-UE»

A pandemia do novo coronavírus tem acentuado a fragmentação política em Itália, impulsionando a intervenção dos vários partidos e desafiando a posição do país na Europa, de acordo com a ‘CNBC’. A Itália regista o maior número de mortes na Europa, causadas pelo surto da Covid-19, e tem apelado aos parceiros que a apoiem financeiramente, para que seja possível combater o impacto da crise de saúde pública. No entanto, as nações do norte da Europa mostram-se relutantes em apoiar o governo italiano, um facto que alimentou um debate tenso em Roma. «É um debate em grande parte separado da realidade», disse esta terça-feira Wolfango Piccoli, co-presidente da consultoria de risco Teneo, citado pela ‘CNBC’. No entanto, «o debate foi útil tanto para o primeiro-ministro como para a oposição», disse Piccoli, sugerindo que serviu para desviar a atenção da «má gestão da crise de saúde» e da estratégia de uma recuperação económica no país, uma vez que se centrou nas soluções da União Europeia para resgatar países como Itália, onde a crise da saúde causou um profundo impacto económico. Itália anunciou cerca de 16 biliões de euros em medidas fiscais imediatas para tentar apoiar a sua economia. No entanto, com uma dívida pública de cerca de 130% do PIB, o governo tem ficado aquém ao fornecer um pacote de estímulos que se prevê que afunde ainda mais a sua economia.

sexta-feira, dezembro 05, 2014

Presidente da Liga Norte posa nu para provar que é a nova sensação da política italiana



Escreve o Publico num texto da jornalista RITA SIZA que “o presidente da Liga Norte, Matteo Salvini, encontrou uma forma original para se afirmar como “a nova sensação” da política italiana e melhor se distinguir do primeiro-ministro e seu adversário político, Matteo Renzi: apareceer praticamente nu, na capa da revista Oggi. “Salvini desnudo”, confirma o título, com uma remissão para a “entrevista exclusiva” e as “fotos incríveis” no interior. Na capa da revista, Matteo Salvini aparece deitado numa cama, envergando apenas uma gravata verde; nas páginas de dentro posa já completamente nu, embora debaixo de um edredão branco, com olhar de galã. O político de 41 anos confessa já ter recebido elogios e piropos no Facebook, mas não é como um modelo de perfeição estética que se entende. “Como vê, sou um urso. Mesmo a barba, que começou por preguiça”, confessa o político peludo. Logo no início do artigo, Salvini afirma-se como “a alternativa a Renzi”. Os dois Matteos, que saltaram para a ribalta política quase em simultâneo – um como primeiro-ministro e presidente do Partido Democrático, e o outro como o novo líder da Liga Norte, o partido por vezes descrito como de extrema-direita que participou nos governos de Berlusconi – são apresentados como o rosto da renovação e mudança geracional da política italiana: é, aparentemente, a única coisa que têm em comum. Se Renzi pegou num Partido Democrático desmoralizado pela instabilidade governativa após as eleições legislativas de Fevereiro de 2013, Salvini subiu à liderança da Liga do Norte quando o patriarca do partido e líder histórico do movimento conservador italiano, Umberto Bossi, enfrentava acusações judiciais no âmbito de um caso de corrupção e financiamento ilegal que envolvia verbas públicas e dinheiros da Liga. A sua eleição, com 82% dos votos, foi duplamente inédita: foi a primeira vez que o líder foi escolhido numas primárias e não foi um dos fundadores do movimento. Com 41 anos, Matteo Salvini é tão polémico quanto Bossi, mas tem um discurso muito diferente do seu antecessor. Os tópicos centrais da sua intervenção política assentam na oposição feroz ao euro e à União Europeia, e também contra a imigração – dois temas que numa Itália que vive uma conjuntura de crise económica e de pressão migratória se têm revelado enormemente populares. É também um dos aliados da francesa Marine Le Pen, na tentativa de unir as forças de extrema-direita e eurocépticas europeias. Ainda neste fim-de-semana este no congresso da Frente Nacional, em Lyon. Nas sondagens, Salvini disparou para os píncaros, e é agora o segundo político mais popular do país, atrás de Matteo Renzi. E no seu primeiro grande teste eleitoral como líder partidário, numas eleições regionais na Emilia-Romagna, um território tradicionalmente dominado pela esquerda, alcançou o melhor resultado de sempre do seu partido: 20%. Na interpretação dos analistas, o jovem líder conseguiu canalizar para a Liga do Norte o voto de protesto contra a austeridade”