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quinta-feira, outubro 26, 2023

Primeira-ministra junta-se à greve: mulheres de toda a Islândia param país em protesto contra desigualdades

Escolas fechadas, transportes públicos atrasados, hospitais com falta de pessoal e quartos de hotel por limpar: é o cenário que encontraram os homens na Islândia, com as mulheres em greve e unidas na luta pela igualdade salarial. Katrin Jakobsdóttir, a primeira-ministra, também resolveu ficar em casa. A primeira-ministra da Islândia e as mulheres de todo o país entraram nesta terça-feira em greve para pressionar pelo fim da desigualdade salarial e da violência baseada no género. Os islandeses acordaram com notícias, apresentadas exclusivamente por homens, a anunciar encerramentos em todo o país insular: escolas fechadas, transportes públicos atrasados, hospitais com falta de pessoal e quartos de hotel por limpar. A primeira-ministra, Katrin Jakobsdóttir, avisou que ficará nesta terça-feira em casa no âmbito da greve das mulheres - "kvennaverkfal" em islandês - e disse esperar que outras mulheres no seu Governo façam o mesmo.

Os sindicatos da Islândia, os principais organizadores da greve, apelaram às mulheres e às pessoas não binárias para que recusem qualquer trabalho remunerado e não remunerado, incluindo tarefas domésticas, durante o dia. Cerca de 90% dos trabalhadores islandeses pertencem a um sindicato. As escolas e o sistema de saúde, que têm uma força de trabalho dominada por mulheres, disseram estar a ser fortemente afetados pela paralisação, enquanto a estação nacional RUV avisou que reduziu as transmissões de televisão e rádio.

segunda-feira, dezembro 23, 2019

Islândia muda prioridades no orçamento: famílias primeiro do que o PIB

O crescimento económico e o PIB do país não são a prioridade da Islândia na elaboração do orçamento. E a primeira-ministra islandesa não quer ser a única a adoptar esta estratégia: Katrin Jakobsdottir juntou-se aos homólogos da Escócia e Nova Zelândia no apelo a uma mudança de prioridades a nível mundial. Katrin Jakobsdottir pede aos governos para que apostem em medidas a favor das famílias e da saúde do planeta. Pede um «futuro alternativo baseado no bem-estar e no crescimento inclusivo», segundo declarações reportadas pela BBC. Joseph Stiglitz, economista vencedor de um Prémio Nobel, concorda com a primeira-ministra da Islândia. Acredita que o PIB não é a melhor forma de medir o desempenho de um país, uma vez que não considera mudanças climáticas, o impacto da desigualdade ou a evolução dos serviços digitais disponíveis, por exemplo. Num artigo publicado no The Guardian no mês passado, Joseph Stiglitz afirmava mesmo que a crise financeira global de 2008 foi um reflexo das deficiências das métricas tradicionais. Mais concretamente, o PIB não foi capaz de revelar os problemas do mercado imobiliário nos Estados Unidos da América, um dos pilares da crise (por Filipa Almeida do Executive Digest)

sábado, fevereiro 24, 2018

Islândia ou a viagem a uma ilha de igualdade

A Islândia adotou, no passado mês de janeiro, uma lei de igualdade salarial. Uma novidade no mundo. Homens e mulheres devem ganhar o mesmo pelo mesmo trabalho no país e há multas paras empresas incumpridoras. De acordo com o Forum Económico Mundial, a Islândia é o país mais paritário do mundo. Um resultado que se repete há nove anos, de acordo com os indicadores utilizados pelo organismo.

quinta-feira, abril 14, 2016

Islândia: O povo que admite dar o poder aos piratas

Os islandeses perderam tudo em 2008, os islandeses estão cansados em 2016. Os Panama Papers levaram-lhes o primeiro-ministro - não resistiu à maior fuga de informação da História - e as eleições estão em vias de lhes trazer piratas. Mas não é um saque - é livre arbítrio: as sondagens dão o Partido Pirata confortavelmente à frente. Este é um caso único no mundo (Expresso)

domingo, fevereiro 15, 2015

Islândia impõe condenação histórica a ex-banqueiros

Segundo o Económico, num texto da jornalista Catarina Melo, "o Supremo Tribunal da Islândia condenou quatro ex-banqueiros do falido Kaupthing Bank a penas entre quatro e cinco anos e meio por manipulação de mercado durante a crise financeira de 2008. O Supremo Tribunal da Islândia acaba de impor uma condenação histórica a três antigos altos cargos e um accionista do Kaupthing Bank, que foi a maior instituição financeira do país antes do espoletar da crise financeira em 2008 e falir por acumulação de grandes dívidas. A sentença considerou como provado que o Kaupthing Bank financiou a maior parte da compra de 5% das suas próprias acções, no valor de mais de 170 milhões de euros, através de uma sociedade ligada a um xeque do Qatar pouco antes do colapso da instituição financeira. As penas impostas oscilam entre os quatro e os cinco anos e meio. Trata-se do veredicto mais pesado por fraude financeira na história da Islândia, classificaram os media locais. O Supremo Tribunal mantém assim a sentença de um tribunal de primeira instância proferida em Dezembro de 2013 e em alguns casos subiu mesmo as penas. O ex-presidente executivo do banco, Hreidar Már Sigurdsson, sofreu a pena mais pesada - cinco anos e meio -, enquanto o ex-presidente do conselho de administração, Sigurdur Einarsson, foi condenado a quatro anos de prisão. Por sua vez, Ólafur Ólafsson, um dos principais accionistas do banco, e o director da subsidiária em Luxemburgo, Magnús Guðmundsson, tiveram penas de quatro anos e meio. O encarregado do governo islandês que investigou os bancos locais no seguimento do abalo que atingiu o sistema financeiro mundial após a crise de 2008 afirmou ontem que a decisão do Supremo Tribunal é um sinal para que outros países avancem para casos semelhantes e de que nenhum indivíduo é demasiado importante para ser processado. "Este caso envia uma forte mensagem que irá levantar a discussão", declarou Olaf Hauksson à Reuters. Nem todos os processos deste âmbito levados a cabo na Islândia tiveram o mesmo resultado. Contudo, o esforço que a Islândia tem levado a cabo no sentido de atribuir responsabilidades aos banqueiros locais parece diferir da realidade dos EUA e do resto da Europa em particular, onde poucos banqueiros têm sido chamados a assumir responsabilidades pelo colapso financeiro das instituições onde trabalhavam e das implicações sobre os próprios países"

quarta-feira, fevereiro 26, 2014

30 mil islandeses assinam petição para referendo sobre UE

Li no DN de Lisboa que "pelo menos 30 mil islandeses assinaram até hoje uma petição que exige um referendo sobre a continuação das negociações de adesão do país à União Europeia, mas o governo quer decidir através de voto parlamentar. A petição pode ser assinada na internet em thjod.is, mediante a declaração do número da Segurança Social. No fim de semana, milhares de manifestantes encheram as ruas da capital islandesa, Reiquejavique, em protesto contra a decisão de o Governo retirar o pedido de adesão à União Europeia e exigindo um referendo. O Governo eurocético islandês suspendeu em setembro por tempo indefinido, as negociações para a adesão à União Europeia, cumprindo as promessas feitas durante a campanha eleitoral de 2013. Na sexta-feira, o centrista Partido do Progresso e o Partido da Independência, de direita, ambos no poder, anunciaram um projeto de lei que solicita ao Governo "que retire a candidatura à União Europeia", apresentada em 2010. No entanto, os partidos da oposição queixaram-se de não ter tido tempo para debater o assunto e a moção foi adiada, esperando-se que seja reintroduzida nos próximos dias. A decisão do governo foi veementemente contestada pelos islandeses, tanto pró como antieuropeístas, que alegaram que o ministro dos Negócios Estrangeiros Gunnar Bragi Sveinsson, tinha recuado nas suas promessas. A Islândia mantém há anos um conflito com a União Europeia devido às quotas de pesca. Quando o atual Governo ganhou as eleições em maio - muito apoiado pela promessa de reduzir as dívidas das famílias -- comprometeu-se a realizar um referendo para suspender a adesão à União Europeia. O conflito agravou-se em setembro quando a União Europeia ameaçou impor sanções comerciais se a Islândia não reduzisse a sua quota de cavala e a Reiquejavique anunciou a suspensão das negociações por tempo indefinido".



segunda-feira, fevereiro 17, 2014

Ingleses e holandeses pedem uma indemnização à Islândia que vale metade do PIB



Segundo o Dinheiro Vivo, “o banco central holandês e o fundo de garantia de depósitos britânico decidiram processar o fundo de garantia de depósitos islandês para tentar reaver o dinheiro com que compensaram os seus cidadãos após a falência do banco Landsbanki, em 2008. As duas instituições querem ser compensadas com 5 mil milhões de euros, valor equivalente a metade do PIB islandês. O primeiro-ministro islandês afastou, entretanto, a hipótese deste valor vir a ser pago, uma vez que o banco em causa era privado, mas mostrou-se disposto a encontrar outra solução. "Não estamos muito preocupados com isto. É improvável que eles consigam muito com isto porque não existe nenhuma garantia do Estado ou do Governo", disse Sigmundur Gunnlaugsson, citado pela Reuters. "Eu estou muito optimista porque na minha opinião é do interesse de todos encontrar uma solução", acrescentou.
“Pode levar um ou dois anos para resolver este assunto”, disse Gudrun Thorleifsdottir, presidente do fundo de garantia de depósitos islandês, à agência Bloomberg. “É absolutamente claro que este caso vai ao Supremo Tribunal, o que significa que, na melhor das hipóteses, terá um desfecho no próximo ano”. Quando os três principais bancos islandeses faliram em 2008 – Glitnir, Kaupthing e Landsbanki –, o fundo de garantia de depósitos islandês ficou sem dinheiro para cobrir as perdas totais dos depositantes estrangeiros das contas Icesave, ficando por pagar a 350 mil depositantes. Os islandeses decidiram em referendo, duas vezes, não reembolsar os depositantes estrangeiros daquela instituição, que depositavam dinheiro através do banco online Icesave, que oferecia aos seus clientes taxas de juro superiores a 6%. Lançado no mercado britânico em 2006, o banco dava garantias plenas de segurança aos seus clientes: "Quando deposita no Icesave pode ficar descansado que as suas poupanças estão num lugar seguro", rezava a campanha. Ou "Pode ficar descansado, que, com o Icesave, você goza do mesmo nível de proteção financeira que todos os bancos no Reino Unido", assegurava a instituição. No total, estes bancos deixaram para trás uma montanha de dívidas no valor de 62 mil milhões de euros, depois de o governo ter rejeitado resgatar as instituições. Sem acesso aos mercados financeiros, a Islândia ficou sem dinheiro para pagar, e por duas vezes - em referendos em 2010 e 2011 -  os islandeses rejeitaram pagar estes depósitos, ou contrair empréstimos para os pagar, como proposto pelo Reino Unido e Holanda, que foram assim obrigados a reembolsar os seus cidadãos pelas perdas de um banco estrangeiro. A tensão diplomática aumentou e Londres e Amesterdão decidiram recorrer ao tribunal da Associação Europeia de Livre-Comércio (EFTA) que acabou, no entanto, por dar razão à Islândia. O ministro das finanças holandês considera que é “justificada” a decisão do país procurar ser compensado. “Existe um conflito sobre o valor das taxas de juro e dos custos. Este procedimento legal é sobre isso”, afirmou Jeroen Dijsselbloem. O Landsbanki já pagou cerca de 4,5 mil milhões de euros a credores prioritários, o equivalente a 54% do total dos depósitos estrangeiros. A falência do Landsbanki deu, entretanto, origem a um novo banco, o Nýi Landsbanki, criado em 2008 e detido maioritariamente pelo Estado islandês”

segunda-feira, dezembro 16, 2013

Antigos responsáveis de banco islandês condenados até cinco anos e meio de prisão

Li aqui que "em causa a compra, por um investidor do Qatar, de 5,1% do banco, em 2008, que foi efectuada com um empréstimo do próprio banco. Três antigos dirigentes do banco islandês Kaupthing, que faliu, foram condenados nesta quinta-feira em Reiquejavique por fraudes, com penas entre os três e os cinco anos e meio de prisão. Os três homens foram julgados por terem omitido que a compra em 2008 por um investidor do Qatar de 5,1% do banco, em plena crise financeira, foi efectuada com um empréstimo do próprio banco. O antigo director geral Hreidar Mar Sigurdsson foi condenado a cinco anos e meio de prisão e o antigo presidente Sigurdur Einarsson a cinco anos. O antigo director da filial luxemburguesa Magnus Gumundsson, que desempenhou um papel decisivo no empréstimo, vai cumprir três anos e meio de cadeia. Já um importante accionista que deu o seu consentimento, Olafur Olafsson, foi sentenciado a três anos de prisão. Todos foram reconhecidos culpados por terem desrespeitado as obrigações de transparência e de terem manipulado o mercado bolsista. No final de Setembro de 2008, num período em que o sistema bancário islandês estava em plena degradação, o surgimento de Mohammed bin Khalifa al-Thani, um investidor do Qatar, foi saudada pelo banco Kaupthing como um sinal de evidente solidariedade. No entanto, o banco declarou falência no mês seguinte, na sequência do pânico generalizado desencadeado pela falência do banco norte-americano de investimentos Lehman Brothers".

sábado, abril 27, 2013

Quatro anos depois, os islandeses querem o centro-direita de volta ao poder



Li no Público que as "sondagens das eleições deste sábado dão maioria aos dois partidos responsabilizados pela crise de 2008 e uma queda acentuada do actual Governo de centro-esquerda. Depois de terem sido apontados como os principais responsáveis pela crise em que a Islândia se afundou em 2008, os partidos do centro-direita preparam-se para regressar ao poder nas eleições legislativas deste sábado no país. As secções de voto estão abertas entre as 9h e as 22h, mas as estimativas são tão esclarecedoras que já há poucas dúvidas de que a Islândia vai protagonizar uma das maiores reviravoltas da história da política europeia moderna. Os conservadores do Partido da Independência e os seus tradicionais aliados do Partido Progressista vão retirar do poder o Governo dos sociais-democratas e da Esquerda-Verde, eleito em 2009 para tentar tirar a Islândia de uma situação de quase bancarrota. Nos últimos quatros anos, o Governo liderado por Johanna Sigurdardottir (que não se recandidatou e que vai retirar-se da política) conseguiu reverter a situação em alguns aspectos, mas as enormes dívidas acumuladas pelas famílias islandesas através de empréstimos bancários contraídos antes da crise de 2008 – e também a aversão à integração na União Europeia, defendida pelo actual executivo –, levaram a uma mudança das intenções de voto do eleitorado. 
Apesar de uma taxa de crescimento prevista de 1,9% e de uma taxa de desemprego abaixo dos 5%, as medidas de austeridade aplicadas pelo Governo de centro-esquerda para equilibrar as contas e pagar a dívida ao Fundo Monetário Internacional tem deixado espaço de manobra aos dois partidos que foram responsabilizados pelo desastre económico e social do país há apenas quatro anos. O actual líder do Partido Progressista, Sigmundur David Gunnlaugsson, promete aliviar as dívidas das famílias com uma parte do dinheiro de credores estrangeiros que foi congelado, o que agrada às famílias endividadas. "As pessoas tendem a esquecer-se de que foi o Partido Progressista quem defendeu, na campanha eleitoral de 2003, o aumento do nível das hipotecas até 90% do valor de mercado, e as famílias estão agora a sentir dificuldades por causa dessa política. E agora, eles dizem que vão aliviar esse fardo", disse ao Global Post a analista política Silla Sigurgeirsdottir. Hordur Torfason, o popular cantor islandês que foi um dos mais destacados activistas durante os protestos que levaram à queda do Governo de centro-direita, usa uma linguagem menos técnica: "Não acredito que as pessoas sejam tão estúpidas ao ponto de votarem nestes partidos." 
Mas a verdade é que as sondagens apontam para um resultado próximo dos 30% para cada um dos dois partidos do centro-direita, o que deverá levar a uma nova coligação entre progressistas e independentes. Os sociais-democratas, que lideram o Governo, deverão registar uma queda abrupta, dos 30% de 2009 para os 12%; e os seus parceiros de coligação, a Esquerda-Verde, poderá cair dos 22% para 8%.De acordo com as sondagens, os dois partidos vistos de fora da Islândia como os salvadores do país vão medir forças no próximo Parlamento com o Partido Pirata e com o Futuro Brilhante (uma cisão pró-europeísta do Partido Progressista), ambos com previsões na ordem dos 6% a 10%".