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segunda-feira, maio 30, 2022

Começam hoje as obras que vão alterar a ciclovia no Funchal

Está previsto para hoje o começo das obras que vão alterar a ciclovia na zona da ponta do Ribeiro Seco. Na prática é o fim da ciclovia, já que o espaço será adaptado a uma faixa de rodagem para transportes públicos e veículos prioritários. O objetivo da Câmara do Funchal é reduzir o congestionamento do trânsito naquela zona. A opção de suprimir a ciclovia vai custar 150 mil euros e é o cumprir de uma promessa eleitoral do atual presidente da Câmara, Pedro Calado.

segunda-feira, abril 18, 2022

Este ano a Câmara do Funchal não vai reembolsar o IRS aos munícipes


A vice-presidente da autarquia diz que a anterior gestão camarária não comunicou à autoridade tributária a devolução desse valor. Uma recomendação à CMF. Perante esta notícia seria recomendavel que a edilidade funchalense elaborasse e distribuisse um comunicado de imprensa devidamente esclarecedor. Os funchalenses não podem andar a meio de uma "guerra" político-partidária entre os actuais responsáveis autárquicos da capital e os antigos, discussão que parece mais assentar em argumentos e não em contar a verdade, com números, com todos os dados disponíveis para que os funchalenses percebam o que se passa, sobretudo depois desta notícia que em nbada beneficia a CMF. Assim, com meias conversas ou meias verdades, tudo cheira a esturro. Não acham? Eu, e não tenho receio em afirmá-lo, ainda não percebi integralmente os contornos desta história.

sexta-feira, janeiro 31, 2020

Um tesouro no Funchal que não precisa de mapa secreto

No passado, para encontrar tesouros, era necessário desencantar de um baú um mapa secreto, amarelecido pelos anos, onde o local estaria marcado por um X. Na Madeira, é mais simples. Basta perguntar pela Sé. Cerca de quinhentos anos depois da sua concepção, as pinturas do retábulo da Sé do Funchal voltam a ganhar vivacidade e redescobrem-se pormenores perdidos, encobertos pelo fumo das velas, pela maresia e pela passagem do tempo. A equipa de conservação e restauro espera encontrar pistas sobre a autoria das principais pinturas desta obra de arte flamenga, instalada em pleno oceano Atlântico.
Uma das mais espectaculares pinturas do retábulo-mor da Sé do Funchal é a Descida da Cruz, mas, naquele dia, os historiadores e os especialistas em conservação e restauro não estavam ali para admirar a produção artística. Algo naquele quadro não batia certo. Na Bíblia, são famosas as Três Marias, que acompanharam Maria de Nazaré, mãe de Cristo, quando este foi retirado da cruz. No entanto, na pintura flamenga que durante quatrocentos anos esteve à frente dos olhos dos crentes funchalenses, Maria de Nazaré não estava representada. Havia outros indicadores de anormalidade. Após a abertura de uma janela de limpeza, uma das Marias estava estranhamente pintada. A escala, a tonalidade e o estilo de pintura eram diferentes das outras duas.

sexta-feira, julho 26, 2019

Funchal: "arrastão" camarário contra abusos das esplanadas

De repente a CMF de Miguel Gouveia - estaremos de facto perante uma CMF diferente da CMF de Cafofo? - resolveu ir para o terreno, não sei se para limpar a cara, se para tentar neutralizar críticas, se para acabar com a bandalheira que era demasiado abusadora em contraste com a tolerância camarária cúmplice. Ou se se limitou a agir em função de qualquer decisão judicial que porventura exista e que se desconheça (existirá?) ou se a CMF recebeu algum alerta da Protecção Civil ou dos bombeiros municipais a alertar para o estrangulamento abusivo em áreas da cidade mais sensíveis em caso de sinistros. A verdade é que o "arrastão" camarário contra os abusos das esplanadas da cidade - embora recorde que o mandato destes autarcas funchalenses começou em, 2013... - que eu subscrevo, está rodeado de algumas interrogações e de alguma estupefação. Até a "dançarina" JPP - porque baila em função do parceiro e do local da festa - que foi parceira de Cafofo na coligação funchalense de 2017, surgiu a manifestar a surpresa pelas motivações subjacentes a essa investida da fiscalização camarária acompanhada da BIR policial.

quarta-feira, janeiro 09, 2019

O descalabro funchalense do costume...

Espanta-me que este conhecido técnico só de quando em vez se lembre deste assunto. Faz bem em fazê-lo. Devia fazer mais vezes. Por acaso não passeia pela cidade do Funchal, mesmo sendo de Santa Cruz? Não vê o que se passa na Avenida do  Mar, na Zona Velha, na placa central da Avenida Arriaga, nos espaços roubados às pessoas pelos restaurantes ou tascas mais finas que ali existem a troco de milhões em taxas e taxinhas para a CMF ou de outros fretes sabe-se lá por conta de quem e do quê? O que espero é que este técnico,antigo funcionário da CMF e apoiante de Cafofo, diga o que deve ser feito para acabar com estes abusos sancionados pela edilidade funchalense, exija que se faça qualquer coisa em vez do silêncio habitual de uma Câmara, que ele apoia, e que troca o dinheiro pelo incómodo causado às pessoas e que está mais preocupada com outras ambições pessoais e corporativistas, que vão anteceder enormes desilusões como a seu tempo constataremos.

sábado, dezembro 01, 2018

Funchal: recuar não tem mal. Mau é não reconhecer os erros


Li no DN do Funchal que a CMF recuou no caso do trânsito e dos estacionamentos idiotas na Rua do Bom Jesus. Só me espanta o tempo que a CMF demorou para perceber que aquilo que estava a fazer não ia dar certo e que a barracada era uma questão de dias. Aliás circular hoje no Funchal tornou-se num pesadelo que não é apenas o recuo na Rua do Bom Jesus que resolverá. Há especificidades próprias na cidade do Funchal que enquanto não existirem alternativas sólidas, funcionais e com a comodidade que se exige, dispensam medidas radicais em termos de mobilidade citadina, dado que isso só complica a vida das pessoas, independentemente dos ganhos ambientais que reconhecidamente daí resultam. Mais vale estudar os assuntos com calma e sem fundamentalismos patéticos, que evitem recuos sistemáticos, do que andar a querer ser "mais papista do que o Papa" para depois ter saídas pouco airosas como é o caso.

quinta-feira, novembro 22, 2018

Funchal identifica 140 imóveis como devolutos e agrava IMI para dinamizar mercado

A Câmara do Funchal, na Ilha da Madeira, decidiu declarar 140 imóveis como devolutos, em cinco das dez freguesias do Funchal, cujos proprietários vão ter de pagar o triplo do Imposto Municipais Sobre Imóveis (IMI) em 2019. O objetivo do município é a “dinamização do mercado imobiliário e o combate à diversificação do centro urbano” e não a maior arrecadação de imposto, garante vice-presidente. Para o efeito, foi realizado um trabalho de identificação durante um ano, em cinco freguesias do centro do Funchal e os prédios listados repartem-se pelas freguesias de S.Pedro (64), Santa Luzia (21), Santa Maria Maior (29) e Sé (24) e as restantes em São Gonçalo. Estes imóveis da capital madeirense foram identificados como estando “no estado devoluto”, constituindo alguns “risco para a segurança de pessoas e bens” ou como “potenciais focos de insalubridade”, tal como explica o vice-presidente do município Miguel Silva Gouveia, citado pela Lusa. O autarca diz ainda que “foi dada aos proprietários a possibilidade de se oporem a esta classificação ou intenção da Câmara do Funchal”, tendo sido elaborada inicialmente uma lista com 240 imóveis. Os processos podem ser suspensos desde que o proprietário dê entrada de um projeto de reabilitação urbana, venda ou coloque o imóvel no mercado do arrendamento (Lusa)

segunda-feira, novembro 19, 2018

Funchal: trânsito a roçar o caótico e com medidas absurdas

O transito na cidade do Funchal está  caótico, bem pior do que devia estar numa cidade com a configuração da nossa (e que provavelmente deveria dispensar medidas restritivas avulso que acabam por ter implicações a montante ou a jusante, gerando uma confusão e provocando a irritação nas pessoas). E podem os "expert" das projecções em computador, das medidas baseadas no Excel sustentar que o trânsito está melhor, porque a realidade, sobretudo nas chamadas "horas de ponta", desmente essas teorias. Prevejo que na altura do Natal e Fim-de-Ano o caos se vai instalar na cidade.Nem vale a pena antecipar isso...

quinta-feira, outubro 04, 2018

Quanto a isto nada a dizer? Algum esclarecimento da CMF?

(notícia do DN-Madeira.Cada vez estou convencido que só por via do Tribunal de Contas, um dia, quando esse trabalho for possível, é que ficaremos a conhecer em profundidade, e em todas as suas vertentes, a realidade desta empresa pública municipal acusada de ser tanta cosia e de fazer tanta coisa...)

sexta-feira, setembro 22, 2017

Sábado: MP investiga negócio da Câmara do Funchal com agência de comunicação

Executivo de Paulo Cafôfo contratou empresa do grupo Paixão Martins para criar site, alegadamente por valor superior ao praticado no mercado. Procuradoria-geral confirma abertura de inquérito. O Ministério Público está a investigar um contrato feito por ajuste directo pela Câmara Municipal do Funchal, presidida por Paulo Cafôfo, com a empresa SEOSPOT Digital Sales, Unip. Lda para a criação de um novo site para a autarquia. A sociedade em causa pertence a Sara Paixão, casada com João Paixão Martins, actual administrador executivo da agência de comunicação LPM, fundada por Luís Paixão Martins. Segundo a denúncia pode estar em causa um crime de prevaricação.

sábado, setembro 16, 2017

Promessas: Demolição de casas com amianto no Funchal?

Paulo Cafôfo anunciou em 2015 que ia demolir habitações sociais com amianto, realojar as famílias e construir novos bairros sociais. Duas das três obras avançaram, mas ainda há dúvidas por esclarecer. Em ano de eleições autárquicas, o Observador convidou os leitores a enviarem, através deste formulário, denúncias relativas a promessas dos seus presidentes de câmara que ficaram por cumprir. Das centenas de informações que nos continuam a chegar, escolhemos as mais relevantes e publicamos, até às eleições, os resultados.
Onde?
Município do Funchal, na ilha da Madeira. Com mais de 110 mil habitantes, o concelho — que corresponde à cidade do Funchal — é composto por dez freguesias.
Quem?
Paulo Cafôfo, presidente da Câmara Municipal do Funchal eleito em 2013 pela Coligação Mudança (PS, Bloco, Nova Democracia, MPT, PTP e PAN). A coligação de esquerda conseguiu conquistar a autarquia pela primeira vez ao PSD, que durante 36 anos liderou a câmara do Funchal com maioria absoluta. Este ano, Cafôfo é novamente candidato, mas desta vez pela Coligação Confiança (PS, Bloco, Juntos Pelo Povo, PDR e Nós, Cidadãos!).

terça-feira, setembro 12, 2017

Cidades: "corações do amor" são moda. E o Funchal?

Que tal a futura CMF encontrar um lugar na cidade para que seja um espaço sui generis! Em Paris o hábito de colocar um cadeado nas pontes sobre o Sena ia dando cabo de uma das mais emblemáticas pontes. As autoridades retiraram os cadeados - devido ao peso destes - e encontraram um novo espaço para que os turistas e locais testemunhem o que bem entenderem no domínio do...coração! Há dias em Vila Verde, Braga, constatei que na principal praça-jardim da cidade, não falta um coração convidando as pessoas a depositarem ali os seus cadeados. No Largo do Tujal, em Guimarães, a edilidade encontrou uma forma diferente de propiciar aos turistas e residentes a oportunidade, caso queiram, de manter a tradição que nascida na capital parisiense. Piroso ou não o que impede que o Funchal tivesse o seu espaço emblemático?
Guimarães

sábado, junho 17, 2017

Incêndio no Funchal: dúvidas a clarificar


Eleições no Funchal: mais uma sondagem, bluff ou contra-informação?

Constou-me hoje que há uma nova sondagem sobre as eleições no Funchal - não consegui perceber por encomenda de quem - que parece apontar para resultados verdadeiramente preocupantes em termos da realidade política futura na cidade do Funchal.

sexta-feira, março 18, 2016

Estavam à espera do quê? Arquitectos falham petição tendenciosa

A Delegação da Madeira da Ordem dos Arquitectos divulgou um nota do seguinte teor: “Decorridos 60 dias da data de lançamento da «Petição para a revisão da volumetria do novo Hotel Savoy do Funchal», vem por este meio a Delegação da Madeira informar que, apesar das 1028 assinaturas recolhidas, a petição não atingiu um número que justificasse requerer à Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira o agendamento do tema, razão pela qual dá por encerrada esta iniciativa, agradecendo a todos aqueles que a ela aderiram, demonstrando interessar-se pelo equilíbrio da paisagem urbana do Funchal e pelo bem estar daqueles que o habitam ou visitam, bem como da Região enquanto destino turístico”.
***
Uma sugestão: preocupem-se antes em debater a realidade do sector profissional que representam e apresentem medidas concretas - algumas exigem coragem quer não têm tido - medidas que que garantam que os profissionais, muitos deles jovens, tenham emprego e ocupação consentânea em vez de estarem desempregados ou a trabalhar em caixas de supermercado ou outras actividades similares, sem ofensa para estas como é evidente.

domingo, agosto 16, 2015

Numa praia do Funchal pode-se nadar num mar que não se vê

O Funchal tem, a partir da próxima semana, a única praia do país adaptada para invisuais. O projecto, orçamentado em cerca de 100 mil euros, começou a ser testado nesta quinta-feira e vai permitir que pessoas invisuais possam de forma completamente autónoma ir ao mar, usufruindo também de todos os equipamentos de apoio balnear. A ideia foi posta em prática na Praia Formosa, a maior da cidade, e consiste na colocação na água de uma linha de bóias equipadas com sensores, que informam, através de sinais sonoros, os utentes sobre a profundidade do mar, indicando também a distância da praia e a direcção da mesma. Toda essa informação é transmitida para uma bracelete usada pelos banhistas invisuais, que têm, a qualquer momento, a possibilidade de pedir ajuda aos nadadores-salvadores através de um botão SOS. A ideia de criar uma praia adaptada chegou à Câmara do Funchal através do orçamento participativo. O projecto vencedor foi uma praia adaptada para pessoas com dificuldades de locomoção, mas a autarquia quis ir mais além e alargou a ideia aos invisuais e às pessoas que, não sendo cegas, tenham dificuldades de visão.
“Quisemos ir mais longe, porque consideramos que fazia todo o sentido o Funchal, que é uma cidade de praia e turística, ter esta oferta”, explicou ao PÚBLICO o vereador Domingos Rodrigues, responsável pela execução dos projectos saídos do orçamento participativo. “Somos uma cidade muito procurada por turismo sénior, e por isso esta praia não é apenas para os funchalenses mas também para os turistas que nos visitam”, acrescentou o responsável municipal, dizendo que o sistema respeita todas as normas e exigências nacionais e internacionais. Com pouca ou nenhuma legislação nacional sobre esta matéria – a que existe é pouco exigente –, a Câmara  do Funchal adaptou o modelo francês para este tipo de  praias, um dos mais avançados do mundo, para concretizar o projecto.
“Cumprimos todos os critérios do nível 4 [o mais elevado] do modelo francês”, adianta Domingos Rodrigues, dizendo que “não é vergonha nenhuma” copiar os melhores. “Se o modelo existe e é bom, é melhor não inventar e aproveitar o que já foi testado com sucesso.”
Na Praia Formosa, foi construída uma zona de sombreamento, colocado um passadiço em madeira para as cadeiras de rodas circularem até à zona adaptada, e os vestiários foram remodelados, bem como os duches e sanitários. A colocação de sinalética específica e a criação de zonas de estacionamento para pessoas portadoras de deficiência completam as infra-estruturas de apoio.
“Adquirimos três cadeiras de rodas especiais, duas que flutuam (para os que não sabem nadar) e outra que permite ao utilizador deixar a cadeira na água, nadar, e depois voltar à cadeira para regressar à praia.” Todas têm rodas que permitem circular com facilidade em qualquer tipo de terreno, incluindo areia, facilitando assim o acesso ao mar. “Fizemos tudo de forma a que as pessoas sejam o mais autónomas possível na praia.” A ideia da autonomia, de permitir que as pessoas se desloquem na praia sem ajuda de outras, foi a trave mestra de todo o projecto. E a parte dedicada aos invisuais, que precisam de ajuda para entrar, nadar e sair da água, foi o ponto de honra dos promotores.
Utilização gratuita
O equipamento Audioplage adquirido, com tecnologia francesa, engloba as bóias sinalizadoras e as braceletes, e permite a utilização simultânea de cinco pessoas. “Este foi o primeiro passo, e sei que agora não podemos voltar atrás. É um direito das pessoas, e elas vão querer mais. Fico satisfeito com isso”, afirma Domingos Rodrigues, dizendo que o projecto é pioneiro em Portugal, e até na Europa, onde são poucos os países com estas infra-estruturas para invisuais.
“Fora de França, este sistema para invisuais só existe numa praia grega e num espaço balnear espanhol”, afirma o vereador, vincando que estes equipamentos são “obviamente” de utilização gratuita. “O objectivo foi, e é, proporcionar a todos um simples e prático acesso à praia.”
Tudo isto foi feito com pouco menos de 100 mil euros. O maior investimento foi feito nas cadeiras de rodas anfíbias e todo-o-terreno — cada uma custa três mil euros —, nas muletas que flutuam e no sistema Audioplage. “A maioria das infra-estruturas de apoio necessárias já existiam, só tivemos que efectuar algumas adaptações”, explica o vereador, frisando que o objectivo é que a praia funcione durante todo o ano.
“Os únicos condicionalismos são as condições do mar e a meteorologia, tal como de resto acontece para todas as pessoas”, ressalva o responsável pela operacionalização dos projectos do orçamento participativo. “Ninguém vai nadar com a bandeira vermelha, não é?”
Com um tecto de 500 mil euros, previa-se que o orçamento participativo apoiasse os cinco melhores projectos, mas acabaram por ser aceites seis. “Recebemos 44, alguns deles muito interessantes, e conseguimos aprovar seis”, sintetiza Domingos Rodrigues, explicando que todos eles encaixam no orçamento previsto.  Neste âmbito, e para além da praia adaptada, a Câmara do Funchal vai avançar, por exemplo, com um memorial para animais de companhia integrado num parque para cães, com um skate park, que ficou em segundo lugar nos projectos aprovados, e com equipamentos para carregamento de telemóveis na rua.
“Numa altura em que somos cada vez mais dependentes dos smartphones e dos tablets, e sendo nós uma cidade turística, é uma facilidade que temos o dever de oferecer a todos os que cá vivem e os que nos visitam”. O orçamento participativo foi uma das bandeiras eleitorais da coligação Mudança, constituída pelo PS, Bloco de Esquerda, PND, MPT, PTP e PAN, que conquistou em 2013 a autarquia funchalense ao PSD.
“Somos novatos nisto, pois foi a primeira vez que fizemos um orçamento participativo, mas temos recebido elogios de vários quadrantes, e muitas autarquias do país têm-nos contactado para saber o que estamos a fazer e de que forma vamos implementar os projectos”, garante Domingos Rodrigues, que trocou as salas de aula da Universidade da Madeira, onde é docente, por um gabinete na Câmara do Funchal. 
Um projecto em nome da dignidade
No areal da praia Formosa esta quinta-feira ainda era dia de ensaio. Os equipamentos não estavam ainda totalmente operacionais, e os técnicos da câmara municipal andavam às voltas com os manuais, baterias solares, cadeiras e bóias. Numa cadeira de rodas, a poucos metros dali, Hernâni Silva observa curioso a azáfama. Para ele, tudo aquilo que está a nascer na Praia Formosa, é uma “grande vitória”. O projecto de praia adaptada, que foi o mais votado do Orçamento Participativo do Funchal, é da autoria deste funcionário municipal de 45 anos. “Sempre fui um amante da praia, e nenhuma das que frequento são verdadeiramente adaptadas às pessoas com dificuldades de locomoção”, lamenta Hernâni Silva, sublinhando que para uma praia ser acessível “não basta” hastear uma bandeira e apresentar-se como tal. Hernâni Silva queria uma coisa prática e discreta. “Não gosto de estar dependente dos outros, e sempre que queria ir nadar estava à mercê da boa vontade de alguém”, explica, lamentando a falta de “dignidade” dos sistemas que existem em algumas praias. Em algumas existem gruas hidráulicas, que carregam as pessoas até à água. “É preciso colocar fitas e mais fitas, é tudo um espectáculo, um palco que se cria na praia para as pessoas com deficiência, que não é digno”, exemplifica, olhando para este novo “pedaço” da Praia Formosa como um modelo de simplicidade e autonomia. José Figueira não vê, mas sente essa facilidade. Invisual desde jovem, devido a uma doença progressiva, também foi à Praia Formosa tentar perceber essa mudança. Adora o mar. O cheiro. A liberdade que a água proporciona. Até agora, era sempre uma sensação partilhada. “Tenho que ir sempre acompanhado por alguém, para me referenciar”, explica. Agora, José Figueira já pode ir nadar sozinho. “É um projecto louvável, como são todas as iniciativas que visam a inclusão”, diz, admitindo que tem algumas reticências sobre a forma como tudo irá funcionar no dia-a-dia. “Com miúdos a jogar à bola, música nos bares, pessoas a conversar, será difícil no início lidar com o sistema de avisos sonoros.” Mas para ele não existem barreiras nem impossibilidades. Fisioterapeuta de profissão e dançarino por paixão, José Figueira já fez muitas coisas que a maioria julga vedadas a invisuais. “Comigo, essa conversa do coitadinho do ceguinho não existe”, afirma, dizendo que já fez ski aquático, ski na neve, e viveu muitas outras experiências. “Quero viver muitas mais”, diz José Figueira, que desde 2011 integra o grupo de dança inclusiva ‘Dançando com a Diferença’. Por isso, ir ao mar sozinho será apenas mais uma conquista pessoal. “Esta iniciativa vem ajudar e muito, porque ninguém gosta de depender dos outros, muito menos em situações tão simples como sentir o mar à nossa volta.” Para Hernâni Silva é uma dupla conquista. Poder ter uma praia com acesso facilitado, e sentir que a ideia foi sua. “Tenho que agradecer às autoridades por terem apoiado a ideia, e à população por ter voltado nela”, salienta, pensando que talvez mais autarquias adquiram agora uma nova consciência sobre a importância de incluir todos os cidadãos na vida das cidades. Noutras praias, noutras cidades, Hernâni Silva já alertou para esta problemática, mas a resposta é sempre matemática. “Dizem sempre que não têm dinheiro, e que estão a tentar melhorar dentro das possibilidades do orçamento.” A verdade é que as cidades são lugares difíceis, e as praias podem ser caóticas para quem está sentado numa cadeira de rodas. “Temos que serpentear pelas toalhas, rezar para as rodas não ficarem presas, e depois esperar que um nadador-salvador nos auxilie, o que nem sempre acontece.” Uma odisseia marítima, que Hernâni Silva espera que na próxima semana, quando a praia estiver operacional, termine. “Pelo menos que seja mais fácil, para pessoas com dificuldades de locomoção, sejam elas permanentes ou não, aproveitarem um dia de praia da forma mais natural e independente possível.” (fonte: Publico, texto do jornalista Márcio Berenguer)

quinta-feira, junho 05, 2014

The 20 Most Beautiful Cities In The World: Funchal entre Singapura e Nova York

Most cities aren’t exactly what would be called beautiful and the term ‘concrete jungle’ doesn’t conjure up visions of paradise. There are cities that prove it’s possible to be big, bold AND beautiful though, as this list of the 20 most beautiful metropolises on the planet shows (aqui)
1º - Cidade do Cabo
2º - Rio de Janeiro
3º - Istambul
4º - Paris
5º - Roma
6º - Sidney
7º - Hong Kong
8º - Barcelona
9º - São Francisco
10º - St. Petersburgo
11º - Vancouver
12º - Estocolmo
13º - Praga
14º - Viena
15º - Edimburg
16º - Buenos Aires
17º - Washington
18º - Singapura
19º - Funchal
20º - Nova York