quarta-feira, novembro 19, 2025
sexta-feira, fevereiro 17, 2023
Primeira-ministra da Escócia demite-se. “Só muito recentemente comecei a compreender o impacto físico e mental que isto tem em mim”
Nicola Sturgeon anuncia a partida de
forma inesperada. Chefia o governo regional e o partido independentista SNP
desde 2014 e pretendia fazer das próximas eleições regionais um plebiscito de
autodeterminação, depois de o Supremo Tribunal britânico a ter proibido de
convocar novo referendo. Nicola Sturgeon vai abandonar a chefia do Governo
regional da Escócia e do Partido Nacional Escocês (SNP). A decisão inesperada
foi anunciada numa conferência de imprensa, esta quarta-feira, em Edimburgo.
Declarando-se orgulhosa do trabalho feito, a dirigente considera que parte da
boa governação é “saber quase instintivamente quando sair”. E afirma que sabe
agora, “na cabeça e no coração”, que é o melhor para o SNP e a Escócia. Ficará
em funções até à eleição de um sucessor, afirmou.
Aos que fiquem “chocados, desapontados
ou até zangados” consigo pela demissão, pede compreensão. “Esta decisão não é
uma reação a pressões de curto prazo”, afirma, referindo-se a polémicas
recentes. Essas, garante, todos os governos enfrentam. E diz que há semanas que
se debatia com esta questão.
“Tenho tido de me esforçar mais nos últimos tempos”, reconhece, para se convencer de que é capaz de continuar no cargo por mais anos. “Cheguei à conclusão de que não.” Alegando que os mais de oito anos no poder propiciaram que se criassem ideias “fixas e difíceis de mudar” sobre si, admite: “Acho que só muito recentemente comecei a compreender, já nem digo a processar, o impacto físico e mental que isto tem em mim.”
quinta-feira, dezembro 15, 2022
Independência da Escócia: Supremo Tribunal britânico nega direito do parlamento escocês para legislar referendo
O Supremo Tribunal do Reino Unido decretou que o parlamento regional escocês não pode legislar a realização de um segundo referendo sobre a independência da província britânica a pedido do governo autónomo. Numa sentença lida pelo presidente do tribunal de tribunal de última instância [equivalente ao Tribunal Constitucional em Portugal], Robert Reed, disse que “o parlamento escocês não tem o poder de legislar para um referendo sobre a independência da Escócia”. O coletivo de juízes confirmou por unanimidade que as questões de soberania estão reservadas ao parlamento de Westminster em Londres, de acordo com a Lei da autonomia da Escócia de 1998.
“A Lei da Escócia confere ao Parlamento escocês poderes limitados. Em particular, o Parlamento escocês não tem poderes para legislar em relação a assuntos que estão reservados ao Parlamento do Reino Unido em Westminster”, explicou. A Escócia e a Inglaterra estão politicamente unidas desde 1707, mas em 1999 a Escócia passou a ter em Edimburgo o seu próprio parlamento e governo, que são responsáveis por políticas de saúde pública, educação, agricultura, segurança e outros assuntos. O Governo do Reino Unido sediado em Londres controla matérias como a defesa, política externa, imigração e política fiscal.
Sem referendo, primeira-ministra da Escócia quer transformar as próximas eleições num plebiscito à independência
Nicola Sturgeon quer usar as próximas legislativas britânicas para contar espingardas independentistas. Se mais de 50% dos escoceses votarem em forças nacionalistas, afirma, Londres não poderá ignorá-los. Um seu companheiro de partido prefere fazê-lo em eleições regionais Horas depois de o Supremo Tribunal do Reino Unido ter decretado que a Escócia não pode convocar um referendo à independência sem autorização do Parlamento britânico, Nicola Sturgeon assegura ter um mandato democrático para organizar essa consulta popular. A independentista e chefe de governo escocês considera-o mesmo “inegável”. Frisando, em conferência de imprensa, que o tribunal não se pronunciou sobre esse mandato nem sobre a bondade ou não de a Escócia deixar de fazer parte do Reino Unido, Sturgeon reconhece que o acórdão anunciado esta quarta-feira a impede de organizar a votação. Em 2014 houve referendo porque o Governo britânico, então liderado por David Cameron, decidiu autorizá-lo. O independentismo perdeu por 55%-45%.
domingo, julho 24, 2022
Referendo sobre Independência da Escócia: Supremo do Reino Unido vai ouvir caso em outubro
O Supremo Tribunal de Justiça do Reino Unido anunciou esta quinta-feira que irá ouvir a defesa do referendo à independência da Escócia, uma audiência que deverá acontecer a 11 ou 12 de outubro. A decisão do Supremo surge depois de o Primeiro-ministro demissionário Boris Johnson ter, por várias vezes, recusado a realização de um referendo, que é um dos principais pilares da plataforma política da líder escocesa, Nicola Sturgeon, que se tem insurgido contra o que diz ser a intransigência centralista do governo em Londres. Em junho, Sturgeon tinha anunciado que o referendo seria realizado a 19 de outubro do próximo ano, mas para isso precisa que o governo central conceda uma transferência temporária de poderes do parlamento britânico para o parlamento escocês. A esse pedido, Johnson respondeu um rotundo “não” numa carta enviada à Primeira-ministra escocesa no dia 28 de junho. À missiva do governo britânico, Sturgeon respondeu que “a democracia escocesa não será feita refém deste ou de nenhum outro Primeiro-ministro”.
sexta-feira, julho 15, 2022
Nem com Boris nem com os Trabalhistas: Referendo à independência da Escócia continuará bloqueado mesmo com mudança do governo britânico
O líder do Partido Trabalhista no Reino Unido, Keir Starmer, já garantiu que mais um referendo à independência da Escócia será bloqueado se o partido vier a subir à liderança do governo. A Primeira-ministra escocesa acusa o líder trabalhista de estar a seguir as pisadas de Boris Johnson para conquistar eleitores conservadores descontentes. “Na sua perseguição dos votos dos tories [conservadores] em Inglaterra, eles [trabalhistas] estão realmente a mostrar à Escócia os dois dedos proverbiais”, aponta Nicola Sturgeon, citada pelo ‘The Guardian’. Será importante explicar que, no Reino Unido, mostrar os dedos indicador e médio em forma de “V” com a palma virada para dentro é o equivalente a exibir o dedo médio, com intenção de ofender o recetor do gesto.
“A mensagem dos trabalhistas para a Escócia parece ser ‘realmente não queremos saber de vocês’”, aponta a líder escocesa, acusando Starmer de “cálculos políticos cínicos”. De recordar que Boris Johnson, ainda Primeiro-ministro, era um forte opositor à realização de um segundo referendo sobre a independência da Escócia, tendo chegado a enviar uma carta à Primeira-ministra escocesa que se resumia num rotundo “não”. Em declarações à imprensa, Sturgeon recusou-se a especular sobre quem poderia ir a suceder a Boris Johnson, nem sobre quem são os preferidos na corrida à liderança do Partido Conservador. Contudo, ela salientou que, quem quer que venha a ocupar o Número 10 de Downing Street será “mais um Primeiro-ministro no qual a Escócia não terá votado”. Sturgeon acredita que a mudança na liderança dos conservadores concretizará uma deriva ainda mais à direita. “E isso significa, claro, uma mudança para ainda mais longe da opinião e valores da generalidade dos escoceses”, prevê, acrescentando que o novo governo britânico em Londres procurará cortes nos impostos, cortes nos serviços públicos, “o abandono da luta contra as alterações climáticas”, e uma defesa mais aguerrida do Brexit. A Primeira-ministra escocesa acusa o governo central e os partidos unionistas (a favor da união e contra a independência dos territórios que constituem o Reino Unido) “estão aterrorizados com a ideia de um debate substantivo sobre a independência”, que, para Sturgeon, é “a única via realista para renovar as instituições democráticas da Escócia” (Multinews, texto do jornalista Filipe Pimentel Rações)
domingo, julho 03, 2022
Nicola Sturgeon prepara-se para anunciar segundo referendo de independência da Escócia
Sondagem mostra luta renhida entre o “sim” e o “não” à independência da Escócia
domingo, junho 19, 2022
Primeira-ministra da Escócia lança campanha para convocar um segundo referendo de independência
quarta-feira, fevereiro 17, 2021
A Escócia vai tornar-se independente este ano?
A saída do Reino Unido da União Europeia contribuiu para o apoio mais
alto de sempre à independência da Escócia pelos seus cidadãos. Apesar de Boris
Johnson adiar a hipótese de um novo referendo à independência para 2055, as
eleições de maio para o Parlamento escocês serão essenciais para ditar o futuro
desta aliança
Em março de 2017, a poucos dias de o Reino Unido oficializar a sua saída da União Europeia, Nicola Sturgeon deu um discurso no Parlamento escocês. A Primeira-ministra da Escócia afirmava que o seu país se encontrava numa “encruzilhada” – a saída do Reino Unido da União Europeia, dizia Sturgeon, iria ter implicações negativas na sua sociedade, democracia e economia. Por isso, prometeu a todos os seus conterrâneos que, de forma a salvaguardar os interesses da Escócia, pretendia realizar um novo referendo à independência do país. Até aos dias de hoje, o Partido Nacional Escocês de Sturgeon ainda não conseguiu convencer o Parlamento Britânico a avançar com este referendo. Contudo, ainda não não desistiram da ideia: daqui a três meses, a 6 de maio, as novas eleições para o Parlamento da Escócia serão fulcrais para decidir o futuro desta aliança, que já dura desde o século XVIII.
domingo, setembro 20, 2020
Covid reacende chama da independência escocesa
quarta-feira, fevereiro 12, 2020
Primeira-ministra escocesa admite referendo sobre independência sem autorização
sexta-feira, dezembro 20, 2019
Pode a Escócia deixar o Reino Unido e permanecer na União Europeia?
segunda-feira, dezembro 16, 2019
Boris Johnson contra referendo sobre a independência da Escócia
domingo, novembro 03, 2019
Escócia a caminho de novo referendo para a independência
quarta-feira, abril 24, 2019
sexta-feira, julho 01, 2016
sábado, setembro 20, 2014
La Reina Isabel apela a la unidad tras el referéndum de independencia en Escocia
Escócia: "El epicentro de la derrota del sí"
Hasta 53.620 votantes de la ciudad apoyaron la independencia, frente a 39.880 que prefirieron permanecer en Reino Unido. Lo que la convierte en la circunscripción electoral en la que más apoyos (un 57,3%) cosechó el sí. Dundee es —como la bautizó el martes el líder independentista Alex Salmond, que anunció el viernes por la tarde su intención de dimitir— “la ciudad del sí”. Un voto que solo ganó en cuatro circunscripciones (Dundee, Glasgow, North Lanarkshire y West Dunbartonshire) de las 32 en que se divide Escocia. Dundee es la cuarta ciudad más grande del país y está representada en Westminster por un diputado laborista y uno del partido nacionalista (SNP), y en Holyrood, por tres diputados regionales del SNP.
El portal número 35 de la calle de Saint Edward tenía el viernes las persianas bajadas. Pero ahí sigue el enorme yes blanco, recortado en tablones de madera y pegado sobre un fondo azul. No hay prisa, ya habrá tiempo para descolgarlo. Este ha sido el cuartel general de Yes Dundee, el colectivo formado hace más de tres años que ha coordinado en la ciudad la larga campaña por la independencia. Han hecho un buen trabajo. Han ganado. Pero no han logrado nada, porque la mayoría de los que los rodean ha votado diferente. “¿Querrán separarse ahora de Escocia?”, bromea un vecino votante conservador que exhibe hoy con más orgullo que nunca su chapa roja a favor del no. “Pedían la independencia porque el resto de su país no votaba como ellos. Por la misma lógica querrán independizarse ahora de nosotros. ¡Ah, no!, que el petróleo está más arriba”.
En la plaza principal se encuentra uno de los vecinos más ilustres de Dundee. Es Brian Cox, nacido en la ciudad en 1946, actor de la Royal Shakespeare Company y de numerosas películas de Hollywood, entre ellas (el momento obliga a mencionarlo), Braveheart, donde interpretaba al tío de William Wallace. Hoy Cox no oculta su decepción, “sería estúpido hacerlo”, reconoce. Habitual votante laborista, hace ya cuatro años que se involucró con la campaña del sí. “Me contaron que querían acercarse a mí, pero pensaban que no les apoyaría porque era laborista”, recuerda. “Entonces vinieron a verme y me preguntaron qué pensaba sobre una Escocia independiente. Y yo dije: ‘Creo que ya es hora’. La guerra de Irak había terminado por separarme de los laboristas. Y también su desconexión con la gente. Han traicionado la confianza de sus votantes y se han unido al establishment. A ver qué sucede ahora. Quizá después del referéndum los laboristas crezcan aquí. Yo creo que debería venir Gordon Brown a coger las riendas. Lo único que me gusta de esto es que, si hubiera ganado el sí, los laboristas se habrían hundido”.
Cox se define como “independentista”. Algo que, aclara, “no es lo mismo que nacionalista”. “Esa la diferencia entre el UKIP y el SNP”, explica. “Nosotros somos inclusivos, no tenemos problemas con los extranjeros. Simplemente queremos nuestro propio Estado”.
La presencia de Brian Cox en la plaza empieza a atraer a otros vecinos que quieren saludarle y contarle sus impresiones después de la derrota. Una mujer se acerca y le cuenta que hoy ha ido a trabajar con su chapa del sí en la solapa. “Algunos”, cuenta, “me apartaban la mirada”.
Pero el actor, metido en el papel de político, trata de elevar los ánimos. “La votación terminó y ahora hay que avanzar todos juntos y unidos”, propone a sus vecinos. “Lo hemos hecho increíblemente bien a pesar de todo. Debemos permanecer firmes, debemos estar orgullosos de lo que hemos hecho. Ese es el espíritu de Dundee, el espíritu de supervivencia”.
Llega el momento de los selfies con los vecinos. Pero antes, Cox quiere acabar de explicar qué convierte en especiales a los habitantes de esta ciudad de la costa este de Escocia. “Somos únicos en Dundee”, insiste. “Somos un cruce entre las Highlands y las islas. ¿Sabe cuál es la diferencia con el resto de Escocia? La luz. En esta ciudad hay luz”. Y se despide mirando a un cielo que el viernes, el día después del referéndum, amaneció nublado" (texto do jornalista do El Pais, PABLO GUIMÓN, com a devida vénia)

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