Mostrar mensagens com a etiqueta Bancos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bancos. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, maio 23, 2025

Lucros dos bancos resistem à descida dos juros

 

Margem financeira dos maiores bancos caiu 8% no arranque do ano, mas lucros dos bancos ainda resistem à baixa das taxas de juro. A redução das taxas de juro já está a afetar a margem financeira dos bancos, mas os lucros das cinco principais instituições financeiras em Portugal resistiram nos três primeiros meses do ano, estabilizando nos 1,22 mil milhões de euros em termos agregados. Ainda assim, nem todos os bancos tiveram o mesmo nível de resistência. Por exemplo, Santander e Novobanco viram os seus lucros baixarem para 268,8 milhões e 177,2 milhões, respetivamente.

A Caixa e BCP mostraram estabilidade nos resultados graças à reversão de imparidades. E o BPI registou um lucro mais elevado agora do que há um ano porque contabilizou os dividendos de Angola neste primeiro trimestre (em vez de no segundo, como em 2024) e sem isso também teria observado uma descida do resultado.

Os banqueiros estão a contar com “normalização” dos seus resultados devido à descida das taxas de juro. Desde o verão passado que o Banco Central Europeu (BCE) inverteu o rumo da política monetária e começou a baixar as taxas oficiais, condicionando a capacidade de os bancos obterem rendimentos mais elevados com empréstimos que concedem às famílias e empresas.

quarta-feira, fevereiro 05, 2025

Portugal: Depósitos a prazo rendem cada vez menos

Bancos em Portugal passaram o ano de 2024 a descer as taxas. A remuneração dos depósitos bancários foi caindo ao longo do ano passado, o que não impediu os portugueses de investir 128,4 mil milhões de euros nestes produtos, mais 39,6 mil milhões de euros face a 2023. Foi o valor mais elevado desde o ano de 2003. Segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal, a taxa de juro média dos novos depósitos de particulares caiu 0,92 pontos percentuais em 2024, para 2,16% (Correio da Manhã)

domingo, novembro 24, 2024

Sete maiores bancos com lucros a subirem 25% nos nove meses

Os bancos contam com o aumento do volume de neogócios para compensar o estreitamento da margem financeira fruto da queda dos juros. A garantia pública de crédito à habitação vai ajudar. Os lucros dos sete maiores bancos – Caixa Geral de Depósitos, BCP, Novobanco, Santander Totta, BPI, Crédito Agrícola e Banco Montepio, nos primeiros nove meses de 2024 ascenderam a 4.359,2 milhões de euros. O que, comparando com os resultados dos mesmos bancos nos primeiros nove meses de 2023, de 3.491,47 milhões, traduz um aumento de 24,8%. Olhando para a rentabilidade, a trajetória ascendente continua a confirmar-se. O mais rentável segue sendo o Santander Totta com um ROE (return on equity) de 23,9% (em setembro de 2023 era de 21,70%). O Novobanco foi o que mais subiu em rentabilidade dos capitais próprios tangíveis (RoTE), passando para o segundo lugar do ranking com 18,9% (era 15,08% um ano antes). A CGD passa assim para terceiro lugar com 18,8% (14,4% em setembro de 2023) ao mesmo tempo que o BCP cai de segundo mais rentável em setembro do ano passado (16,7% de ROE) para sexto da tabela com um ROE de 14,9% (Jornal Económico, texto da jornalista Maria Teixeira Alves)

segunda-feira, novembro 04, 2024

Lucros dos quatro maiores bancos privados sobem 10,7% e superam 2.500 milhões de euros até setembro

Os quatro maiores bancos privados a operar em Portugal tiveram um lucro agregado de 2.546,7 milhões de euros até setembro, num aumento de 10,7% em termos homólogos, segundo contas da Lusa. Assim, a soma dos resultados líquidos destes bancos foi superior à registada no acumulado dos três primeiros trimestres de 2023 em 245,4 milhões de euros, continuando a ser impulsionada pela margem financeira – a diferença entre os juros cobrados nos créditos e os juros pagos nos depósitos. Entre janeiro e setembro deste ano, Millennium BCP, Santander Totta, Novo Banco e BPI acumularam uma margem financeira de 4.979,9 milhões de euros, mais 6,5% que há um ano.

No período em análise, o Novo Banco foi o único destes quatro bancos com uma quebra homóloga nos seus lucros, baixando 4,4%, para 610,4 milhões de euros. Apesar de a sua margem financeira ter subido 6,6%, para 886,3 milhões de euros, a instituição liderada por Mark Bourke, viu os seus resultados líquidos recuarem devido ao aumento de provisões.

No que a ganhos diz respeito, o Santander foi o que mais ganhou nos primeiros nove meses – tanto em termos absolutos, como em termos percentuais. Num período em que a margem financeira do banco subiu 20,5%, para 1.244,4 milhões de euros, também os lucros subiram 25,2%, para 778,1 milhões de euros. Já os resultados líquidos do Millennium BCP, liderado por Miguel Maya, avançaram 9,7% nos primeiros nove meses do ano, para 714,1 milhões de euros, não obstante a descida de 0,3% da margem financeira (2.110,8 milhões de euros).

segunda-feira, fevereiro 19, 2024

Bancos com lucros gigantes não baixam comissões

O valor das receitas das comissões nos maiores seis bancos em 2023 (exceto o 4.º trimestre da CGD e do BCP, ainda não divulgado) foi de 2,17 mil milhões de euros. Instituições não se comprometem com descidas nos preçários, levando a Deco Proteste a denunciar falta de consciência social, num contexto de juros altos e perda de rendimentos. A tabela de preços relativa às comissões de manutenção de conta, anuidade do cartão de débito e transferências bancárias mantém-se até agora inalterada nos principais bancos, havendo apenas uma exceção, segundo um levantamento da Deco Proteste para o JN/Dinheiro Vivo. Enquanto os preçários do BPI, Caixa Geral de Depósitos, BCP, Montepio e Santander não sofreram variações até janeiro de 2024, o do Novobanco subiu.

Embora não se tenham verificado aumentos na maioria das instituições, a organização considera incompreensíveis os valores que se continuam a cobrar em pleno tempo de altas taxas de juro, acusando mesmo a banca nacional de ter “falta de consciência social”. Justificando-se com a necessidade de aproximar os valores aos do mercado, o Novobanco agravou a comissão mensal da sua principal conta à ordem em 27%, para os clientes sem acesso às bonificações, e 29%, para os que delas beneficiam.

Encaixou 2,17 mil milhões

Contudo, nota Nuno Rico, especialista em assuntos financeiros da Deco Proteste, apesar de não existir, de momento, conhecimento de futuras alterações de preçário nas restantes instituições, “não será de excluir que as mesmas possam vir a ser anunciadas nos próximos meses”. No início deste mês, a CGD anunciou que não irá aumentar o custo dos seus serviços, à luz do que já tinha feito no ano passado, “com o intuito de ajudar as famílias portuguesas a manter o orçamento num contexto de elevada inflação”.

quarta-feira, dezembro 06, 2023

Bancos podem ver lucros disparar mais de 300 mil milhões de euros graças à Inteligência Artificial

Os bancos podem registar aumentos nos lucros superiores a 300 mil milhões de euros (340 mil milhões de dólares) caso implementem soluções de Inteligência Artificial (IA) nas suas operações. De acordo com um estudo da McKinsey, citado pela Bloomberg, com a implementação desta tecnologia, os bancos podem ter um aumento de 9% a 15% dos lucros operacionais, com os bancos empresariais e a retalho a saírem como os maiores beneficiados. Estas ferramentas têm a capacidade para assumir tarefas repetitivas da maioria dos trabalhadores humanos. Gokhan Sari, sócio na McKinsey, afirma que o setor financeiro pode esperar uma mudança “mais da perspetiva do consumidor”. As funções de vendas e marketing, engenharia de software e call center estão entre as que mais provavelmente serão afetadas, disse Jared Moon, sócio da McKinsey. Cerca de 70% das atividades empresariais terão peças automatizadas, o que deixará intocada apenas “uma proporção muito pequena” de empregos. “Eles estão a aproveitar os ganhos de produtividade para implementar códigos com mais rapidez, escrever melhor conteúdo para os clientes e libertar tempo para conversar com os clientes”, disse Jared Moon, sublinhando, no entanto, que ainda não viu empresas a usar IA para “reduzir materialmente a força de trabalho” (Executive Digest, texto do jornalista André Manuel Mendes)

sábado, abril 08, 2023

Bancos cobraram €3 milhões indevidamente aos clientes em juros e comissões

Bancos tiveram de devolver comissões mal cobradas. Uma das fatias mais significativas foi a de amortização antecipada do crédito à habitação, implementada pelo Governo no fim do ano passado. Situações foram entretanto corrigidas. Os bancos tiveram de devolver 3 milhões de euros aos seus clientes, a esmagadora maioria dos quais por terem cobrado indevidamente comissões. Uma parte significativa desses encargos são as comissões anuladas pelo Parlamento em 2021, como a de processamento das prestações de crédito – e outra fatia relevante também se deve à comissão que foi anulada temporariamente no fim do ano passado para a amortização antecipada do crédito à habitação. “Em 2022 e no início de 2023, 110 instituições devolveram 3 milhões de euros aos clientes, em cumprimento de determinações específicas emitidas na sequência de ações de inspeção, algumas das quais realizadas em anos anteriores”, diz o relatório de supervisão comportamental que o Banco de Portugal publicou esta terça-feira, 28 de março. Cerca de 2,8 milhões são em comissões, os restantes 200 mil euros em juros cobrados indevidamente.

sexta-feira, dezembro 23, 2022

DECO acusa bancos de não quererem negociar empréstimos para compra de casa

 

A DECO acusa os bancos de não quererem renegociar os empréstimos para compra de casa de famílias em dificuldade. No programa Tudo é Economia da RTP3, a coordenadora do gabinete de proteção financeira da DECO revelou que as novas regras de apoio aprovadas pelo governo não estão a ser respeitadas.

domingo, maio 01, 2022

Cinco maiores bancos pagaram mais de 25 milhões de euros aos administradores


O custo dos principais bancos em Portugal com os seus conselhos de administração praticamente não sofreu alterações em 2021. Entre os presidentes executivos, o mais bem pago é o líder do Santander, Pedro Castro e Almeida. Os salários dos líderes dos cinco maiores bancos em Portugal caíram em 2021. Entre remuneração fixa e variável, os presidentes executivos do BCP, BPI, CGD, Novo Banco e Santander ganharam 3,5 milhões de euros, menos 1,5% face aos cerca de 3,6 milhões auferidos em 2020. Já o total das remunerações dos conselhos de administração ficou praticamente inalterado face a 2020. Foram atribuídos cerca de 25,5 milhões de euros, um valor ainda abaixo dos 26,5 milhões que se verificavam antes da pandemia. Em 2020, foram vários os alertas emitidos pela Comissão Europeia, a Autoridade Bancária Europeia e o Banco Central Europeu para os bancos limitarem as remunerações devido à incerteza económica. Mas, com a economia a sair da crise em 2021, alguns bancos decidiram melhorar a remuneração dos seus administradores. Foi o que ocorreu no Santander e no BCP.

terça-feira, novembro 16, 2021

As comissões cobradas aos clientes dispararam e os lucros também: mas então porque é que os bancos estão a despedir?



BCP, BPI, CGD, Novo Banco e Santander já revelaram os seus resultados até setembro. Fizemos uma análise à saúde dos principais bancos a operar em Portugal. Os dados apresentados são relativos apenas à atividade de cada um dos bancos em Portugal (Expresso)

quarta-feira, junho 02, 2021

Bancos lucram 2,5 milhões por dia


Apesar das provisões para fazer face à pandemia, juntos os quatro maiores bancos apresentam lucros de 233 milhões de euros nos três primeiros meses do ano.  Num ano de pandemia, os quatro maiores bancos a operarem no mercado nacional conseguiram lucrar mais de 2,5 milhões por dia nos primeiros três meses do ano. Juntos, BCP, BPI, Caixa Geral de Depósitos e Santander Totta lucraram 233 milhões de euros no primeiro trimestre do ano. Dividindo por 90 dias dá mais de 2,5 milhões por dia. Mesmo com as provisões registadas pelos bancos para fazerem face a eventuais perdas futuras, nomeadamente as relacionadas com créditos de clientes, levaram as quatro maiores instituições financeiras a apresentarem resultados positivos.

A redução de balcões e do número de trabalhadores continua a marcar a estratégia do sistema financeiro, a par da pressão para o aumento de comissões. E, tal como aconteceu em 2020, os primeiros primeiros meses do ano contam ainda com a concessão de moratórias – correspondente a suspensão de pagamento de capital e/ou juros).

Mas vamos a números. O banco público CGD tinha 5.705 milhões de euros em créditos com moratórias no final de abril, abaixo do valor de janeiro, segundo a informação liderada por Paulo Macedo. Este valor é equivalente a 13% da carteira de crédito total:  2.391 milhões de euros são referentes a crédito a particulares e 3.314 milhões de euros a crédito a empresas. Ainda assim, representa uma queda de 4,8% face ao montante de crédito em moratórias em final de janeiro (5.992 milhões de euros), mas em relação a a setembro de 2020, quando foi atingido o ‘pico’ de crédito em moratórias (6.906 milhões de euros), a redução é de 17,4%.

segunda-feira, março 11, 2013

Crédito habitação: bancos cobram pelo simples facto de cobrarem a prestação mensal. Incrível!

Li no Jornal I que "a banca cobra uma prestação mensal, entre 1,50 a 1,75 euros, pelo pagamento da prestação mensal, avança o “Correio da Manhã”. O valor varia consoante a instituição financeira e é actualizado anualmente. Posto isto, a Associação para a Defesa dos Consumidores (DECO) já alertou o Banco de Portugal (BdP), que não compreende esta prática. Além da cobrança referida, ainda é acrescentado 4% desse valor em imposto de selo, o que significa que até o Estado está a beneficiar com os empréstimos dos contribuintes. Fazendo as contas em termos anuais, o Banco Comercial Português (BCP) cobra 18 euros pelo processamento da prestação, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) pede 19,80 euros, o Santander Totta 20,40 euros e o Banco Espírito Santo (BES) 21 euros. O BPI não faz uma menção directa a esta comissão, mas cobra 1,25 euros por cada entrega de documentação, sem falar do respectivo imposto de selo. Estas práticas comuns a todos os bancos, mas disfarçadas por terminologias diferentes, levaram a que a Autoridade da Concorrência (AdC) realizasse buscas em vários bancos por suspeitarem das suas práticas de concertação de preços".

quinta-feira, janeiro 24, 2013

Há cada vez mais casos de roubo de dinheiro através dos sites dos bancos

Imagine que vai a usar o cartão multibanco e percebe, de um momento para o outro, que todo o dinheiro que tinha no banco desapareceu. Aconteceu a uma família de Lisboa, que foi vítima de "phishing": o crime consiste no roubo de dados na internet para acesso às contas bancárias online.

segunda-feira, novembro 02, 2009

Cuidado porque faz...ricochete!

Segundo o DN de Lisboa, "o Royal Bank of Scotland vai despedir 3.700 pessoas da sucursal britânica, anunciou hoje o banco. A medida faz parte da reestruturação que tem como objectivo modernizar esta filial. Os cortes neste banco, que é detido em 70 por cento pelo Governo britânico, serão feitos nos próximos dois anos, sendo que a primeira onda de saídas deverá acontecer depois de Maio de 2010. O banco deverá anunciar mais medidas na terça-feira, na sequência de uma recomendação dos reguladores comunitários que é mais abrangente que o inicialmente previsto. As acções do banco caíram hoje 7,1 por cento, chegando a níveis inferiores aos de Julho deste ano. "O objectivo continua a ser que as vendas não ameacem o plano de recuperação que já está em curso", disse a empresa". Porque será que eu desconfio que em 2010 vamos ter em Portugal vários ricochetes desta natureza?