Garante o Observador que “as herança do Banco
Português de Negócios (BPN) custou mais cerca de 130 milhões de euros ao défice
do ano passado, devido a mais um aumento de capital do Banco Efisa, um dos
bancos comprados pelo BPN e que passaram para as mãos do Estado com a
nacionalização do banco. No Programa de Estabilidade entregue esta sexta-feira
ao Parlamento, o Governo inscreve mais 38 milhões de euros de aumento de
capital do Efisa no registo do défice do ano passado como operação
extraordinária. Por cima destes 38 milhões de euros, são incluídos ainda mais
94 milhões de euros, que já eram conhecidos, de perdas assumidas com
imparidades no âmbito do processo de venda do BPN Crédito no ano passado. No
total, só com estas duas unidades, o BPN custa mais 132 milhões de euros ao
défice de 2014. Restam ainda vários ativos que o Estado tem de gerir e que
ainda pode assumir perdas, nas sociedades veículo criadas na sequência da
nacionalização do BPN”
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terça-feira, abril 21, 2015
segunda-feira, julho 21, 2014
domingo, julho 06, 2014
Sem fundo: falta reaver quase 4 mil milhões de euros do BPN
Li no Dinheiro Vivo que "em novembro, vai fazer seis anos que o BPN foi nacionalizado. A operação - que já custou mais de 3,4 mil milhões de euros aos contribuintes - ainda tem de reaver 3,9 mil milhões de euros em ativos (muitos deles tóxicos) que continuam "garantidos" pelo Estado, indicou esta semana o Ministério das Finanças, na Conta Geral do Estado de 2013 (CGE/2013). O custo do caso BPN inclui a nacionalização propriamente dita (avaliada em quase 1,8 mil milhões de euros, com aumento de capital em 2011 de 600 milhões), juros, amortizações e a execução de dívidas pelas quais o Estado se responsabilizou. O processo está muito longe do fim, vem provar a CGE/2013.Só para se ter uma noção, as garantias concedidas às duas sociedades que contêm ativos bons, os de qualidade duvidosa e lixo financeiro - os tais 3,9 mil milhões de euros no final do ano passado, que refletem o risco que pende sobre os contribuintes na parte que diz respeito ao capital (não inclui juros e outros encargos) -, comparam com quatro mil milhões em meados de 2013 e 4,25 mil milhões no final de 2012. Com um ritmo de recuperação de ativos débil, a demora em vender os ativos joga contra os interesses do Estado, como avisou o Tribunal de Contas. "Se o Estado tiver capacidade para antecipar o pagamento desta dívida poupará muito dinheiro, não só pelo volume de dívida que está em causa mas também porque as taxas de juro praticadas não são baixas, apesar das garantias", referiu o Tribunal no parecer à CGE/2012.
"Estas sociedades são eventualmente capazes de gerar receitas suficientes para cobrir os seus custos e pagar uma parte dos juros desta dívida, mas não subsistem grandes dúvidas de que terá de ser o Estado a suportar a outra parte dos juros e das amortizações que se forem vencendo, quer da dívida garantida quer da outra", acrescentou. A "outra", a dívida não garantida, era de quase 400 milhões de euros. Os termos do plano de recuperação do dinheiro enterrado no caso BPN continuam vagos. Até as rubricas relativas às sociedades participadas desaparecerem da execução orçamental. Na CGE do ano passado, que ocupa quase dez mil páginas (quadros incluídos), o Ministério das Finanças dedica apenas um parágrafo ao tema: "Relativamente às empresas Parvalorem e Parups (ex-participadas do BPN), o enquadramento da recuperação do crédito do Estado deverá ser ponderado, tendo em consideração que as empresas em causa são totalmente detidas pelo Estado e que se encontram integradas no Sector Institucional das Administrações Públicas." O documento atualiza o valor da dívida garantida, mas não o da "outra" dívida. Nos quadros, confirma--se que este governo emprestou "a médio longo prazo" 1033 milhões de euros às "sociedades par" em 2012 e outros 510 milhões em 2013. A maior parte vence no final da década. Até lá, o Estado é responsável pelos juros: 207 milhões em 2013 e 133 milhões este ano (previsão do OE). Ontem, as Finanças confirmaram mais uma venda de um ativo com prejuízo, isto precedido de aumento de capital (em junho). O BPN Crédito, detido pelas "sociedades par", foi vendido por 36 milhões de euros. Ainda assim, o custo para o erário público rondará 51 a 76 milhões. E em junho o Estado gastou 37,5 milhões no reforço de capital. Além do BPN, o Tesouro salvou o BPP, de João Rendeiro. Pagou 450 milhões de euros por garantias executadas. Também aqui a CGE é lacónica: "Prosseguem as diligências."
"Estas sociedades são eventualmente capazes de gerar receitas suficientes para cobrir os seus custos e pagar uma parte dos juros desta dívida, mas não subsistem grandes dúvidas de que terá de ser o Estado a suportar a outra parte dos juros e das amortizações que se forem vencendo, quer da dívida garantida quer da outra", acrescentou. A "outra", a dívida não garantida, era de quase 400 milhões de euros. Os termos do plano de recuperação do dinheiro enterrado no caso BPN continuam vagos. Até as rubricas relativas às sociedades participadas desaparecerem da execução orçamental. Na CGE do ano passado, que ocupa quase dez mil páginas (quadros incluídos), o Ministério das Finanças dedica apenas um parágrafo ao tema: "Relativamente às empresas Parvalorem e Parups (ex-participadas do BPN), o enquadramento da recuperação do crédito do Estado deverá ser ponderado, tendo em consideração que as empresas em causa são totalmente detidas pelo Estado e que se encontram integradas no Sector Institucional das Administrações Públicas." O documento atualiza o valor da dívida garantida, mas não o da "outra" dívida. Nos quadros, confirma--se que este governo emprestou "a médio longo prazo" 1033 milhões de euros às "sociedades par" em 2012 e outros 510 milhões em 2013. A maior parte vence no final da década. Até lá, o Estado é responsável pelos juros: 207 milhões em 2013 e 133 milhões este ano (previsão do OE). Ontem, as Finanças confirmaram mais uma venda de um ativo com prejuízo, isto precedido de aumento de capital (em junho). O BPN Crédito, detido pelas "sociedades par", foi vendido por 36 milhões de euros. Ainda assim, o custo para o erário público rondará 51 a 76 milhões. E em junho o Estado gastou 37,5 milhões no reforço de capital. Além do BPN, o Tesouro salvou o BPP, de João Rendeiro. Pagou 450 milhões de euros por garantias executadas. Também aqui a CGE é lacónica: "Prosseguem as diligências."
quinta-feira, abril 03, 2014
Bagão Félix estranha as últimas declarações de Durão Barroso sobre o caso BPN
Bagão Félix estranha as últimas declarações de Durão Barroso sobre o
caso BPN. Esta noite, na SIC Notícias, o antigo ministro das Finanças do Governo
de Durão Barroso, questionou o facto do antigo primeiro-ministro ter vindo
agora pôr em causa Vítor Constâncio quando, no passado, decidiu não intervir na
comissão parlamentar de inquérito ao BPN.
quarta-feira, abril 02, 2014
BPN e o oportunismo habitual: e quando conhecemos a lista e a verdade?
Irrita-me este aproveitamento político, diria mesmo este oportunismo saloio, de algumas personagens do e do CDS que não perderam tempo a tentar explorar as divergências entre o que disse o "fugitivo" Barroso que depois de 10 anos a encher a pança e a deixar uma Europa que nunca esteve tão no esgoto, prepara o regresso a Portugal e a um tacho qualquer, e o ex-governador do Banco de Portugal e ex-Secretário-Geral do PS, Vitor Constâncio, sobre o BPN.
O que me incomoda é que os que agora tentam apertar o cerco a Constâncio - que obviamente teve culpas neste processo, mas que estão por apurar - não tenham sido tão diligentes e céleres a denunciar a promiscuidade entre banca e política e a divulgar aqueles que foram os mentores das patifarias, da roubalheira e do gamanço que caracteriza este caso do BPN, e a que partidos estão ligados. Estamos a falar de um processo processo que nos custou já mais de 6 mil milhões de euros.
Porque razão o estado,seja o governo,seja a justiça, não divulga a lista dos que ganharam à custa destes negócios negros do BPN e que chularam o banco em questão? Quem foram aqueles que se salvaram a tempo e venderam aplicações ou retiraram depósitos antes do estoiro final? Quem eram os clientes, empresários, políticos e outras personagens, que eram clientes certos do BPN, incluindo da comunicação social? A quem serviu a nacionalização hiper-rápida decidida de um dia para outro por Sócrates e Teixeira dos Santos? Para salvar o dinheiro de quem? De que instituições, públicas e/ou privadas que ali tinham depositado milhões? Quando nos dão essa lista toda? Quando nos contam a verdade deliberadamente escondida e com a cumplicidade do PSD, PS, CDS e sabe-se lá de quem mais?
O que me incomoda é que os que agora tentam apertar o cerco a Constâncio - que obviamente teve culpas neste processo, mas que estão por apurar - não tenham sido tão diligentes e céleres a denunciar a promiscuidade entre banca e política e a divulgar aqueles que foram os mentores das patifarias, da roubalheira e do gamanço que caracteriza este caso do BPN, e a que partidos estão ligados. Estamos a falar de um processo processo que nos custou já mais de 6 mil milhões de euros.
Porque razão o estado,seja o governo,seja a justiça, não divulga a lista dos que ganharam à custa destes negócios negros do BPN e que chularam o banco em questão? Quem foram aqueles que se salvaram a tempo e venderam aplicações ou retiraram depósitos antes do estoiro final? Quem eram os clientes, empresários, políticos e outras personagens, que eram clientes certos do BPN, incluindo da comunicação social? A quem serviu a nacionalização hiper-rápida decidida de um dia para outro por Sócrates e Teixeira dos Santos? Para salvar o dinheiro de quem? De que instituições, públicas e/ou privadas que ali tinham depositado milhões? Quando nos dão essa lista toda? Quando nos contam a verdade deliberadamente escondida e com a cumplicidade do PSD, PS, CDS e sabe-se lá de quem mais?
segunda-feira, março 31, 2014
ANTIGO CLIENTE DO BPN RECLAMA 24 MILHÕES AO ESTADO
Um antigo cliente do BPN reclama 24 milhões de euros ao Estado. O processo está a ser julgado no tribunal cível de Braga. Se o cliente em causa, um empresário de construção civil, vencer, a verba sairá inteiramente dos cofres do país. Já houve um primeiro julgamento que o Estado perdeu. O tribunal da relação levantou dúvidas sobre alguns aspetos e ordenou a repetição parcial. Este segundo julgamento já está na fase final. Os advogados que representam os interesses do Estado juntaram novas provas, mas o desfecho é imprevisivel.
segunda-feira, março 10, 2014
Estado salva milionário do BPN da falência
Com uma dívida de 193 milhões de euros, Emídio Catum
recebeu luz verde da Parvalorem para aderir a um plano de recuperação. O
"Correio da Manhã" escreve na sua edição de hoje que "o Estado,
através da sociedade Parvalorem - que gere os ativos tóxicos do antigo BPN -
salvou da falência a Pluripar, de Emídio Catum, empresário de Setúbal que foi o
mentor do polémico projeto Vale da Rosa, que previa a troca de terrenos do
Vitória de Setúbal e a construção de uma urbanização que incluía um novo
estádio para o clube". Segundo o jornal, "a Pluripar está entre os
principais devedores do antigo BPN e, como tal, da Parvalorem. No final de
2012, a empresa de Catum pediu ao Tribunal do Comércio de Lisboa um Processo
Especial de revitalização (PER), de forma a tentar contornar a falência. A
Parvalorem, a maior credora da empresa, num valor que ascendia a 193 milhões de
euros, deu assim aval ao PER, para viabilizar a empresa. Segundo o presidente
da Parvalorem, Francisco Nogueira Leite, foi "reconhecido e proposto
pagamento no valor de cerca de 105 milhões de euros de créditos comuns, num
total de 180,3 milhões de euros".
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