Depois dos diamantes, do projeto do Porto da Barra do Dande e da Barragem de Caculo Cabaça, agora parece ter chegado a vez de João Lourenço ‘atacar’ a participação de Isabel dos Santos na Efacec. As autoridades atribuem o investimento feito pela filha do antigo Presidente à injeção de capital público, ordenada pelo pai, num veículo fantasma criado na zona franca da Madeira — a Winterfeel — que lhe assegura os interesses na empresa portuguesa. “Mais uma vez foi o Estado por intermédio da Ende — Empresa Nacional de Distribuição de Eletricidade — quem avançou com o dinheiro para acomodar a filha”, denunciou fonte do Conselho de Ministros do Governo angolano. Sobre condições a impor a Isabel dos Santos, a Ende, segundo apurou o Expresso, deverá rever os termos desta operação que, a sentir-se lesada nos seus interesses, poderá passar pela recuperação do dinheiro ou pela tomada de uma posição na Efacec ou ainda pela retirada do negócio.