sexta-feira, setembro 12, 2008

Regimento: o meu lapso

Relativamente a um comentário que fiz – e do qual não retiro uma virgula – sobre uma anunciada proposta de regimento que o PS iria apresentar, em resposta a uma decisão tomada pelo PSD, feito na perspectiva de associar esta temática a um pretendido debate com o Vice-Presidente do Governo, não se trata de alterar seja o que for, porque, mas confesso que errei. Errei porque fiz esse comentário com base numa notícia que ouvi na comunicação social onde se associava a proposta de revisão do regimento com o referido debate, omitindo-se uma segunda questão que nada tem a ver com a primeira. No fundo o anunciado debate político que o PS pretende não tem nada a ver com a discussão de alterações ao regimento, que tem um determinado contexto e enquadramento, outra coisa é discutir politicamente o estatuto da oposição. São obviamente matérias diferentes. Por isso – e só hoje o constatei - fiz um comentário limitado à questão regimental – e que nem sequer visava o PS mas sim alguns partidos de menor expressão e outros sectores, fora do parlamento, que por vezes confundem assuntos diferentes uns dos outros, até porque tenho a certeza que Vítor Freitas, ao contrário de outros, saiba menos de questões parlamentar e regimentais que eu – circunscrevendo-me a uma determinada perspectiva mais restritiva desconhecia, quando afinal o cerne da questão, porventura o aspecto mais importante se relacionasse com o ”estatuto da oposição”. Portanto, neste quadro referido por Vítor Freitas, a discussão do “estatuto da oposição” é obviamente matéria política que transcende o âmbito parlamentar, fazendo todo o sentido o pedido do debate com o Vice-Presidente do Governo, até pelo facto de ser ele o responsável pelas relações com o parlamento. Mas qual é o problema em dizer isto? Qual é o problema, da minha parte, em, reconhecer que errei por omisso de um facto que não tinha percebido tivesse sido suscitado? Era o que faltava que um deputado incomodado com outras situações por mim comentadas, me viesse tentar provocar. Nem durmo por causa disso. Quanto ao facto de ter referido, e reconfirmo a informação - porque a considero útil - que nenhuma nova iniciativa legislativa, dos partidos ou do Governo, ter sido apresentada desde 1 de Agosto até esta data na Mesa do Parlamento, fi-lo na perspectiva de que ninguém deve comentar iniciativas que se desconhecem. Mesmo sabendo que haverá sempre quem, à falta de coisas mais úteis com que se ocupar, veja logo maquiavelismos tenebrosos subjacentes, provavelmente por ser essa sua imagem. Não a minha, garantidamente.

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