Segundo o Diário Económico num texto da jornalista Paula Cravina de Sousa, "os incentivos fiscais dados às empresas, no ano passado, custaram ao Estado 167,8 milhões de euros, de acordo com os dados facultados pelo Ministério das Finanças ao Diário Económico. No total, um máximo de 37.967 empresas beneficiaram dos incentivos.O apoio que mais despesa representou para o Executivo foi o benefício à criação de emprego, que custou aos cofres do Estado 61,3 milhões de euros, o que representa um aumento de 32,4% face a 2006, ano em que a despesa fiscal atingiu os 46,3 milhões de euros, de acordo com dados do Orçamento do Estado para 2008 (OE/08). Este aumento justifica-se com o alargamento do benefício em 2007 de modo a incentivar a criação de emprego para desempregados de longa duração. Mas são os incentivos à interioridade que abrangem o maior número de empresas – um universo de quase 30 mil. Embora não seja o benefício mais despesista, pois custou apenas 39,4 milhões ao Estado.Estes incentivos têm sido introduzidos pelo Governo ao longo dos anos como forma de dinamizar as empresas nacionais. Mas, de acordo com os especialistas consultados pelo Diário Económico, a eficácia destes incentivos é muito limitada. O presidente da Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas (CTOC), Domingues de Azevedo, afirma que as principais dificuldades das PME estão relacionadas com a burocracia e com a dificuldade no recurso ao crédito. Em termos fiscais, o responsável aponta como principal entrave os prazos de pagamento do IVA para as PME, “que representam encargos muito pesados para as empresas”. Para o responsável as empresas só deveriam pagar o IVA ao Estado quando os fornecedores pagassem".
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