domingo, fevereiro 17, 2008

Blog lembra demissão de Jardim um ano depois (III)

Campanha política gerou 795 peças noticiosas
A análise da cobertura noticiosa relacionada com a demissão de Alberto João Jardim e consequente período eleitoral foi tema recorrente no *astrisco* no último ano. Como os nossos leitores sabem, foi elaborada uma primeira análise ao período que rodeou a decisão de Jardim e ao mês que se seguiu, Março. O passo seguinte foi a apresentação dos resultados do mês de Abril e, posteriormente, estudamos a última fase da “crise” política que atingiu a Madeira, a campanha propriamente dita. Aos leitores do *astrisco* proporcionamos uma análise específica sobre o período de campanha e os dias que se seguiram após a noite eleitoral. Esta análise foi compartimentada entre os dias 23 de Abril e 13 de Maio de 2007, precisamente uma semana depois do domingo das eleições. Neste período de 21 dias (mais 10 dias do que a análise pós-demissão e menos 10 do que o mês de Março) foi publicado um total de 795 peças noticiosas. O Diário de Notícias da Madeira (DNM) publicou um total de 474 notícias e o Jornal da Madeira (JM) 321. Comparativamente a outros períodos que analisamos - cujos dados podem ser consultados em anteriores artigos – este é sem dúvida um dos momentos editoriais mais profícuos. A este propósito deve-se referir que registamos como notícia para efeitos de análise todos os artigos que se referiam directamente ao momento eleitoral e que não foram confinados ao espaço específico que os meios de comunicação definiram para a acção de campanha dos partidos. Exemplos disto são as notícias relacionadas com as inaugurações e as polémicas que surgiram. Como já foi referido, esta é uma das fases da análise que vai merecer a maior ponderação e estudo. No entanto, em jeito de proposta de discussão e de hipótese de trabalho, há um par de notas que podemos desde já partilhar:1 – Na imensidão de artigos publicados nestes dias só detectamos 3 títulos com referência à Lei da Finanças das Regiões Autónomas. É certo que o tema deverá ter sido referido na campanha mais algumas vezes, mesmo que não tenha merecido honras de título. Contudo, não deixa de ser um indicador interessante que nos leva a considerar que será do nosso interesse analisar até que ponto a LFRA foi tema de discussão numa campanha que foi precisamente provocada pela sua promulgação. Com um pequeno esforço de memória, depressa nos apercebemos que o tema foi desvalorizado durante a campanha, tanto pelos políticos como pela comunicação social. Muito provavelmente foi considerada matéria mediática esgotada...! Esta é uma hipótese de trabalho que queremos estudar em pormenor. 2 – Uma outra nota de realce é o recurso às aspas nos títulos. Uma medida editorial que é prática comum noutras alturas ou em particular numa fase tão sensível como um período eleitoral, em que os discursos dos partidos devem ser protegidos e difundidos sem erros? Vale a pena comparar o período imediatamente anterior à campanha com o da campanha. 3 – Para os dias de campanha, tanto o JM como o DNM, reservaram um espaço específico para as notícias sobre as acções políticas, com rubricas específicas, como por exemplo a agenda diária dos partidos.

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