Tudo indica que sim. Segundo o Jornal I, num texto da jornalista Ana Sá Lopes, "o inistro de Estado e dos Negócios Estrangeiros pode estar em vias de abandonar o governo. A hipótese volta a estar em cima da mesa e às razões pessoais de Luís Amado - que o ano passado chegou a pedir para sair alegando cansaço - somam-se agora razões políticas. O ministro de Estado foi ontem desautorizado na Assembleia da República, sem contemplações, pelo primeiro-ministro. E à bruta: quando Paulo Portas perguntou a Sócrates se concordava com a inscrição na Constituição de um limite para o endividamento, defendida por Amado em entrevista ao "Diário Económico", o primeiro-ministro foi directo: "A resposta é não. Não sou favorável." Dois, e sem nenhuma palavra de benevolência com o seu ministro de Estado, que não estava no Parlamento por ter ido ao aeroporto receber o MNE do Congo, Sócrates justificou que "uma limitação constitucional altera e põe em causa aquilo que é um dever do Estado: responder, baseado na boa doutrina do Estado, a situações excepcionais". "Oponho-me a esse princípio constitucional", insistiu Sócrates, invocando a "obrigação moral" do Estado de intervir em alturas de crise. ministro deu a ideia a 17 de Maio, mas esta foi logo muito mal recebida por Sócrates, que, no entanto, se escusou durante mais de duas semanas a fazer qualquer comentário duro. Francisco Assis, o líder parlamentar do PS, descartou-a na altura afirmando que a inscrição do limite na Constituição obrigava a uma revisão e que o PS não deveria "desperdiçar energias com uma revisão constitucional". Sérgio Sousa Pinto, o vice-presidente da bancada elogiado por Sócrates no jantar de Natal, foi muitíssimo mais violento contra o ministro de Estado. Em declarações à TSF afirmou que a ideia de Luís Amado era "infeliz, ainda por cima vinda do PS", e que inscrever na Constituição "aquilo que são as fixações do Banco Central Europeu é um exercício degradante de sujeição". O ministro tinha defendido ao "DE" que seria "importante um consenso alargado face a dispositivos constitucionais que criem estabilidade e ajudem a resolver problemas estruturais". "Haverá uma reacção positiva dos mercados se, por exemplo, formalizarmos uma norma--travão que crie um limite para o défice e o endividamento. Um valor aceitável que não impeça uma resposta adequada em momentos de crise." a quarta-feira, Luís Amado tinha sido asperamente criticado pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda, devido à sua posição considerada "soft" relativamente ao ataque de Israel ao barco humanitário, sem que o grupo parlamentar erguesse a voz para o defender. Maria de Belém, vice- -presidente do grupo parlamentar, apenas garantiu que o ministro estaria disponível para discutir o assunto no Parlamento com a oposição. E a Assembleia da República acabou a aprovar um voto de condenação conjunto do PS, PCP e Bloco de Esquerda - duríssimo para o Estado de Israel -, onde se lia que "a brutalidade do ataque desferido por forças israelitas contra uma pequena frota de ajuda humanitária a Gaza, em águas internacionais, chocou e indignou o mundo" e que "a não-conformidade do Estado de Israel às normas do direito internacional e ao princípio da proporcionalidade provocaram uma onda de revolta [...] para além da chamada dos respectivos ministérios dos Negócios Estrangeiros dos embaixadores de Israel em variadíssimas capitais". Em Lisboa isso não aconteceu. pesar de Sócrates não estar virado para uma remodelação - até porque Pedro Passos Coelho a pediu - e de a candidatura de Portugal ao Conselho de Segurança aconselhar que não haja mexida na pasta dos Negócios Estrangeiros até Outubro, o cansaço de Luís Amado e as divergências em relação a Sócrates poderão obrigar a uma mudança na pasta. No governo passado, Amado já tinha pedido para sair invocando razões de saúde, mas Sócrates insistiu que permanecesse no "momento difícil". Quando se pensava que estaria indisponível para integrar o novo governo, Amado acabou por aceitar o convite de Sócrates. Agora, mais do que nunca, a relação parece tremer"
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sábado, junho 05, 2010
Luis Amado quer deixar o governo em choque com Sócrates?
Tudo indica que sim. Segundo o Jornal I, num texto da jornalista Ana Sá Lopes, "o inistro de Estado e dos Negócios Estrangeiros pode estar em vias de abandonar o governo. A hipótese volta a estar em cima da mesa e às razões pessoais de Luís Amado - que o ano passado chegou a pedir para sair alegando cansaço - somam-se agora razões políticas. O ministro de Estado foi ontem desautorizado na Assembleia da República, sem contemplações, pelo primeiro-ministro. E à bruta: quando Paulo Portas perguntou a Sócrates se concordava com a inscrição na Constituição de um limite para o endividamento, defendida por Amado em entrevista ao "Diário Económico", o primeiro-ministro foi directo: "A resposta é não. Não sou favorável." Dois, e sem nenhuma palavra de benevolência com o seu ministro de Estado, que não estava no Parlamento por ter ido ao aeroporto receber o MNE do Congo, Sócrates justificou que "uma limitação constitucional altera e põe em causa aquilo que é um dever do Estado: responder, baseado na boa doutrina do Estado, a situações excepcionais". "Oponho-me a esse princípio constitucional", insistiu Sócrates, invocando a "obrigação moral" do Estado de intervir em alturas de crise. ministro deu a ideia a 17 de Maio, mas esta foi logo muito mal recebida por Sócrates, que, no entanto, se escusou durante mais de duas semanas a fazer qualquer comentário duro. Francisco Assis, o líder parlamentar do PS, descartou-a na altura afirmando que a inscrição do limite na Constituição obrigava a uma revisão e que o PS não deveria "desperdiçar energias com uma revisão constitucional". Sérgio Sousa Pinto, o vice-presidente da bancada elogiado por Sócrates no jantar de Natal, foi muitíssimo mais violento contra o ministro de Estado. Em declarações à TSF afirmou que a ideia de Luís Amado era "infeliz, ainda por cima vinda do PS", e que inscrever na Constituição "aquilo que são as fixações do Banco Central Europeu é um exercício degradante de sujeição". O ministro tinha defendido ao "DE" que seria "importante um consenso alargado face a dispositivos constitucionais que criem estabilidade e ajudem a resolver problemas estruturais". "Haverá uma reacção positiva dos mercados se, por exemplo, formalizarmos uma norma--travão que crie um limite para o défice e o endividamento. Um valor aceitável que não impeça uma resposta adequada em momentos de crise." a quarta-feira, Luís Amado tinha sido asperamente criticado pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda, devido à sua posição considerada "soft" relativamente ao ataque de Israel ao barco humanitário, sem que o grupo parlamentar erguesse a voz para o defender. Maria de Belém, vice- -presidente do grupo parlamentar, apenas garantiu que o ministro estaria disponível para discutir o assunto no Parlamento com a oposição. E a Assembleia da República acabou a aprovar um voto de condenação conjunto do PS, PCP e Bloco de Esquerda - duríssimo para o Estado de Israel -, onde se lia que "a brutalidade do ataque desferido por forças israelitas contra uma pequena frota de ajuda humanitária a Gaza, em águas internacionais, chocou e indignou o mundo" e que "a não-conformidade do Estado de Israel às normas do direito internacional e ao princípio da proporcionalidade provocaram uma onda de revolta [...] para além da chamada dos respectivos ministérios dos Negócios Estrangeiros dos embaixadores de Israel em variadíssimas capitais". Em Lisboa isso não aconteceu. pesar de Sócrates não estar virado para uma remodelação - até porque Pedro Passos Coelho a pediu - e de a candidatura de Portugal ao Conselho de Segurança aconselhar que não haja mexida na pasta dos Negócios Estrangeiros até Outubro, o cansaço de Luís Amado e as divergências em relação a Sócrates poderão obrigar a uma mudança na pasta. No governo passado, Amado já tinha pedido para sair invocando razões de saúde, mas Sócrates insistiu que permanecesse no "momento difícil". Quando se pensava que estaria indisponível para integrar o novo governo, Amado acabou por aceitar o convite de Sócrates. Agora, mais do que nunca, a relação parece tremer"sexta-feira, fevereiro 26, 2010
Luís Amado: “Alberto João Jardim está a imprimir uma dinâmica positiva e de confiança”
Como ministro dos Negócios Estrangeiros como acompanha a situação?
Revê-se na urgência destes apoios serem accionados o mais depressa possível?
Antes de ser ministro dos Negócios Estrangeiros tenho uma ligação muito estreita à Madeira. A freguesia onde habito foi das mais atingidas e morreram pessoas que conhecia bem. Não pode deixar de estar comovido com a tragédia e o impacto que teve na vida dos madeirenses. Como ministro dos Negócios Estrangeiros tenho sido sensível a uma onda de solidariedade que tenho tido oportunidade de receber de toda a parte do mundo, de representantes de governos que tem apresentado as condolências. O que se passou na Madeira teve impacto em todo o mundo. Já se fala muito da reconstrução da Madeira e dos apoios que podem existir para a reconstrução.
O presidente do Governo regional está a imprimir, aliás como é habitual nele, uma dinâmica positiva e de confiança para fazer face à catástrofe que caiu sobre a Madeira. A vontade de rapidamente restabelecer as infra-estruturas e a vida dos madeirenses. A região vive muito do turismo e da relação que tem com o exterior e, por isso, é muito importante restabelecer a vida económica da Madeira. Nessa perspectiva acredito que a colaboração de todas as instituições e órgãos do Estado, do Governo da República ao Governo regional, será seguramente o mais desejado. A Madeira é uma das nossas referências na relação com o mundo visto que hoje a região é um dos mais importantes mercados turísticos do mundo.
O Governo está a sensibilizar os mercados turísticos que mais trabalham com a Madeira de que a região superará rapidamente esta catástrofe?
O Governo está empenhado em criar condições para o rápido restabelecimento da normalidade, principalmente do sector turístico. Vamos fazer tudo o que for possível para trabalhar para esse objectivo. Todos os estados-membros da União Europeia mostraram muita disponibilidade para que seja dado o aval a um programa de reabilitação no âmbito do fundo de solidariedade europeia. Esperemos que o programa seja aprovado rapidamente. Acredito que com a acção da União Europeia e dos governos regionais e da República vamos conseguir rapidamente normalizar a vida económica e social da região Autónoma da Madeira.
sábado, janeiro 10, 2009
Amado pode encabeçar lçista dop PS nasd europeuas
Escreve a jornalista Luisa Meireles do Expresso que "se o ministro dos Negócios Estrangeiros quiser, o seu nome é consensual para encabeçar as europeias. Tudo depende de Sócrates e do calendário eleitoral. O actual ministro dos Negócios Estrangeiros pode vir a ser confrontado com a possibilidade de ser o candidato escolhido para encabeçar a lista do PS para as eleições europeias, previsivelmente a 7 de Junho. E, embora Luís Amado não comente o assunto e fontes próximas garantam que é uma “absoluta fantasia”, o seu nome é considerado unanimemente como uma “óptima escolha”, incluindo pelos seus adversários políticos. “É inegável que o seu perfil, de político qualificado e sabedor em política externa, fariam dele um excelente candidato”, disse ao Expresso José Lello, membro do Secretariado Nacional do PS, adiantando que “como hipótese, teria credibilidade”. O actual responsável pelas Relações Internacionais do partido considera, porém, que a questão se coloca por enquanto no domínio da “especulação” e que os candidatos às europeias só serão conhecidos depois do próximo congresso do PS, no final de Fevereiro. A eventualidade da candidatura de Amado foi levantada há duas semanas pelo jornal “Sol”. Edite Estrela, que está a considerar a sua própria candidatura a cabeça-de-lista nas europeias, também pensa que a “hipótese Amado é excelente”. Membro da direcção do partido e líder da bancada dos eurodeputados socialistas, adianta que todo o processo de escolha “está atrasado”, embora considere que o “primeiro nome” já deverá ser conhecido ou anunciado durante o Congresso. Sobre a sua candidatura, diz que “há nomes melhores e outros piores”. Mesmo Ana Gomes, com a qual o actual ministro dos Negócios Estrangeiros se desentendeu por causa dos voos da CIA, considera que ele “seria um bom nome”. A eurodeputada socialista disse ao Expresso que “não ficou surpreendida” e que seria “uma solução natural”, se Luís Amado quisesse abrandar o ritmo da sua prestação política. Demasiadas incógnitas Mas a eventual indigitação do ministro, embora “fazendo sentido, por si só”, na expressão da conselheira europeia Maria João Rodrigues, inserir-se-ia num âmbito muito mais vasto. Em primeiro lugar, ressalvam os socialistas, a responsabilidade da escolha recai em primeira mão sobre José Sócrates que, em repetidas situações, tem afirmado que, enquanto for primeiro-ministro, Luís Amado estará sempre na sua equipa. E, tal como afirmou um observador, para já “as cartas estão ainda muito junto ao peito”.
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