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quinta-feira, agosto 19, 2010

As "guerras" de Fátima Lopes (II)

Segundo o Correio da Manhã, "a Associação de Discotecas do Sul e Algarve lamentou, ontem, que o Faces, de Fátima Lopes, e o Villa, ambos em Vilamoura, mantenham as portas abertas depois de o Tribunal Administrativo de Loulé ter aceitado a providência cautelar apresentada contra os dois espaços. "Não estão a cumprir a lei", afirma o advogado da Associação. O Comando da GNR, no entanto, confirmou ao CM que a providência cautelar está a ser cumprida, uma vez que "o Faces tem uma licença própria e a providência foi aplicada ao Marina Hotel". Em relação ao Villa "existe uma licença mais recente, sobre a qual não há qualquer providência cautelar". Fátima Lopes diz que está a ser "alvo de perseguição" por alguém que "não sabe viver em concorrência" e promete manter o Faces aberto até dia 21 de Agosto".

As "guerras" de Fátima Lopes (I)

"A Single Wish, sócia de Fátima Lopes na Faces Luminosas Lda. - empresa que geriu no ano passado as discotecas Faces, em Vilamoura, e a 9Elle Kapital, em Lisboa -, pediu o arresto das contas e bens da estilista, incluindo a agência de modelos. Em causa estão "260 mil euros referentes à partilha de dividendos da Faces Luminosas, movimentação ilegal de 400 mil euros com facturas falsas e a violação de um pacto de não concorrência com a exploração da discoteca Faces". Segundo o pedido de arresto a Fátima Lopes e aos sócios, João Magalhães e Hugo Baltazar, a Single Wish foi convidada - em 26 de Novembro - para ser accionista na Faces Luminosas, que geriu a Faces em 2009. Os donos da Single Wish aceitaram fazer parte da sociedade, com a garantia de que não havia dívidas e de que em 2010 também explorariam a discoteca em Vilamoura. Assim, a Single Wish emprestou à estilista, a João Magalhães e a Hugo Baltazar 49 mil euros para pagar a renda da 9Elle Kapital em 2009. E foi também "assinado um pacto de não concorrência". Em Janeiro deste ano, os novos sócios pediram a Fátima Lopes os resultados de uma auditoria devido a um alegado desvio de 120 mil euros. Não obtiveram resposta, lê--se no documento. A situação arrastou-se até Junho, data em que os sócios descobriram que a estilista tinha cedido a sua quota de 2500 euros na Faces Luminosas a Hugo Baltazar e João Magalhães. Os empresários escrevem no documento que a "cessação de quotas e alteração do pacto social carecem de deliberação em acta da Assembleia Geral, assinada por todos os sócios". Contactada pelo CM, Fátima Lopes lamentou a atitude dos seus ex-sócios e negou as acusações, sublinhando que as considerava muito graves. "Têm de provar o que dizem em tribunal."
"A MINHA SAÍDA FOI LEGAL"
Fátima Lopes garante que saiu da Faces Luminosas de forma legal, ao contrário do que referem os accionistas da Single Wish no pedido de arresto. "A minha saída foi legal, porque os estatutos permitem a cedência de quotas entre sócios", diz, sublinhando que saiu porque não se identificava com aqueles empresários. "Não gosto, nem me identifico. Incompatibilizei-me com eles desde o início e não violei nenhum pacto de não concorrência, porque já não era sócia da Faces quando fiz outra empresa para a discoteca de Vilamoura", afirma. E, acrescenta: "Esses senhores estão é desesperados por não fazerem parte do negócio do Faces Beach Club, em Vilamoura, que é um fenómeno." No pedido de arresto consta que, em 2009, a discoteca do Algarve "facturou perto de um milhão de euros, mas só declarou 630 mil euros".
PERFIL
Fátima Lopes nasceu a 8 de Março de 1965 no Funchal, Madeira. Desde criança que criava roupa própria. Trabalhou no Funchal como guia turística, até que em 1990 se mudou para Lisboa com o objectivo de prosseguir uma carreira como estilista. Começou com a loja Versus, na capital, e teve outra em Paris. As discotecas são investimento recente”
(texto da jornalista do Correio da Manhã, Sónia Trigueirão)