sábado, abril 05, 2014

Futebol: Suécia em choque com morte de adepto do Djurgarden



Li no Público que “começou da pior maneira a nova temporada da Liga sueca: um adepto do Djurgarden morreu ao ser agredido antes do jogo em casa do Helsingborg, que foi interrompido quando os apoiantes da equipa visitante começaram a invadir o relvado. O futebol sueco está de luto e o ex-internacional Henrik Larsson já apelou à responsabilidade no combate ao hooliganismo. O jogo entre Helsingborg e Djurgarden aproximava-se do intervalo quando os adeptos da equipa visitante começaram a invadir o relvado, forçando a interrupção. Tudo porque começava a circular na bancada a notícia da morte de um adepto do Djurgarden. Algo que a polícia viria a confirmar mais tarde, levando à interrupção do encontro, que estava empatado 1-1. Um adepto do Djurgarden, de 40 anos de idade e pai de quatro filhos, morreu, após ser atingido na cabeça, cerca de meia hora antes do jogo. “Posso confirmar que uma pessoa morreu no hospital de Helsingborg. Foi transportado para lá, após um incidente no centro de Helsingborg”, confirmou a porta-voz da polícia, Ewa-Gun Westford. O caso deixou a Suécia em choque. “Ele não era um hooligan, era um adepto normal, pai de quatro filhos, e que gostava de ir ao futebol”, disse o director desportivo do Djurgarden, Bo Andersson, ao jornal Aftonbladet. O ex-internacional sueco Henrik Larsson emocionou-se ao falar sobre o incidente de Helsingborg: “O que raio andamos a fazer? É suposto irmos ao futebol, mas agora há uma mãe e um pai em casa, a chorar. É terrível. Temos de livrar o futebol sueco disto”, disse o veterano avançado, em declarações a um canal televisivo. Larsson pediu responsabilidade aos adeptos para controlarem os elementos mais violentos. “É altura de os adeptos também tomarem a responsabilidade. Não se importam de pôr as culpas aos outros, mas devem assumir a própria responsabilidade”, vincou. O avançado questionou também a venda de álcool aos adeptos em ocasiões deste género. “Atravessei a cidade [de Helsingborg] para ir buscar o meu filho e, às 9h45 da manhã, havia imensos adeptos do Djurgarden à espera que os bares abrissem. Devíamos abrir os bares em dias de jogos destes?”, acrescentou. “De quem é a responsabilidade? Dos clubes? Dos próprios adeptos? Ou devia ser a sociedade a assumi-la?”, questionou ainda Henrik Larsson: “É altura de começarmos a acordar, porque eu não quero incidentes destes no futebol sueco ou em qualquer outro país”. As autoridades suecas estimam que haja 600 hooligans activos no país. A violência no futebol nunca foi completamente erradicada na Suécia, com vários casos em anos recentes”