Li no Público que “começou da pior maneira a nova temporada da Liga
sueca: um adepto do Djurgarden morreu ao ser agredido antes do jogo em casa do
Helsingborg, que foi interrompido quando os apoiantes da equipa visitante
começaram a invadir o relvado. O futebol sueco está de luto e o
ex-internacional Henrik Larsson já apelou à responsabilidade no combate ao
hooliganismo. O jogo entre Helsingborg e Djurgarden aproximava-se do intervalo
quando os adeptos da equipa visitante começaram a invadir o relvado, forçando a
interrupção. Tudo porque começava a circular na bancada a notícia da morte de
um adepto do Djurgarden. Algo que a polícia viria a confirmar mais tarde,
levando à interrupção do encontro, que estava empatado 1-1. Um adepto do
Djurgarden, de 40 anos de idade e pai de quatro filhos, morreu, após ser
atingido na cabeça, cerca de meia hora antes do jogo. “Posso confirmar que uma
pessoa morreu no hospital de Helsingborg. Foi transportado para lá, após um
incidente no centro de Helsingborg”, confirmou a porta-voz da polícia, Ewa-Gun
Westford. O caso deixou a Suécia em choque. “Ele não era um hooligan, era um
adepto normal, pai de quatro filhos, e que gostava de ir ao futebol”, disse o
director desportivo do Djurgarden, Bo Andersson, ao jornal Aftonbladet. O
ex-internacional sueco Henrik Larsson emocionou-se ao falar sobre o incidente
de Helsingborg: “O que raio andamos a fazer? É suposto irmos ao futebol, mas
agora há uma mãe e um pai em casa, a chorar. É terrível. Temos de livrar o
futebol sueco disto”, disse o veterano avançado, em declarações a um canal
televisivo. Larsson pediu responsabilidade aos adeptos para controlarem os
elementos mais violentos. “É altura de os adeptos também tomarem a
responsabilidade. Não se importam de pôr as culpas aos outros, mas devem
assumir a própria responsabilidade”, vincou. O avançado questionou também a
venda de álcool aos adeptos em ocasiões deste género. “Atravessei a cidade [de
Helsingborg] para ir buscar o meu filho e, às 9h45 da manhã, havia imensos
adeptos do Djurgarden à espera que os bares abrissem. Devíamos abrir os bares
em dias de jogos destes?”, acrescentou. “De quem é a responsabilidade? Dos
clubes? Dos próprios adeptos? Ou devia ser a sociedade a assumi-la?”,
questionou ainda Henrik Larsson: “É altura de começarmos a acordar, porque eu
não quero incidentes destes no futebol sueco ou em qualquer outro país”. As
autoridades suecas estimam que haja 600 hooligans activos no país. A violência
no futebol nunca foi completamente erradicada na Suécia, com vários casos em
anos recentes”




