Segundo o Económico, "os socialistas decidem à última hora não avançar com resolução. A bancada do PS decidiu hoje, minutos antes do fim do prazo limite, não avançar com uma resolução de apoio à proposta do Governo de Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).Com esta opção, os socialistas optaram por não levar a discussão e a votação no plenário desta tarde na Assembleia da República uma iniciativa legislativa que teria quase chumbo garantido por parte das bancadas da oposição e que poderia ser entendida como uma moção de confiança ao Governo, precipitando a crise política. Na reunião que o presidente do Grupo Parlamentar do PS, Francisco Assis, teve com os dirigentes da bancada, em permanente "consulta" com o chamado "núcleo duro" do Governo, prevaleceu a tese de que os socialistas nada precipitariam sobre votações do PEC em detrimento da ideia de deixar registado para memória futura um documento de apoio às medidas do Governo. Apesar desta indecisão política, o Grupo Parlamentar chegou a ter pronto um projecto de resolução, à qual a agência teve acesso, mas que agora ficará em definitivo na gaveta. Esse projecto de resolução do PS manifestava a concordância dos socialistas, "na generalidade, com a proposta de actualização do PEC 2011-2014" e propunha o seu "aprofundamento em função, nomeadamente, dos acordos possíveis entre o Governo e os partidos políticos com assento parlamentar".No primeiro dos seus três pontos, a resolução manifestava concordância com as metas de redução do défice para 4,6% em 2011, três por cento em 2012 e dois por cento em 2013 e declarava "a sua concordância, na generalidade, com as orientações e medidas constantes na proposta de PEC".A seguir, a bancada socialista propunha que a proposta de PEC fosse "ainda objecto de aprofundamento" e, "se possível em negociação e acordo com os grupos parlamentares que, para o efeito, se manifestem disponíveis".O Grupo Parlamentar do PS, no último ponto da sua resolução, apelava "a um esforço de consenso político e institucional que afaste o risco de uma crise de governabilidade e permita ao país assegurar plenamente os seus compromissos, tanto no plano interno, como no plano internacional, em particular no quadro da União Europeia e da zona euro".
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