segunda-feira, março 21, 2011

A palermice do ministro das Finanças que não se demite para tentar facilitar o diálogo

Diz a TVI que "vejo cada vez mais longe o consenso porque acho que o discurso está bastante crispado por parte da oposição», disse o ministro Teixeira dos Santos esta segunda-feira em Bruxelas.O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, disse esta segunda-feira em Bruxelas, mais uma vez, que «neste momento estou empenhado em ajudar o país a resolver os seus problemas». «Eu sou membro de um Governo e se o Governo, por qualquer razão, não continuar a exercer funções, eu acompanharei o Governo nessas consequências». Ao mesmo tempo, Teixeira dos Santos manifestou o seu pessimismo sobre a possibilidade de uma saída para a crise actual o que significa «um grande empurrão para que o país caia nos braços da ajuda externa». «Vejo cada vez mais longe o consenso porque acho que o discurso está bastante crispado por parte da oposição», disse Fernando Teixeira dos Santos à entrada de uma reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro. O ministro lamentou ao mesmo tempo a existência de «posições irredutíveis de recusa ao diálogo» por parte dos partidos da oposição: «Acho que isso não prenuncia nada de bom para o país», declarou. «Uma crise política é um grande empurrão para que o País caia nos braços da ajuda externa e põe em causa a capacidade de obter financiamento», disse Teixeira dos Santos à entrada do Ecofin. Já esta segunda-feira e durante meia-hora, José Sócrates não conseguiu convencer Pedro Passos Coelho a mudar de opinião em relação ao PEC 4, cuja inviabilização prevista para esta quarta-feira, no Parlamento, deverá levar à demissão do Governo". Uma palermice. Porque o ministro das finanças sabe, as não quer tomar a iniciativa, que a sua demissão poderia facilitar alguma possibilidade de diálogo que ainda possa existir, porque o PSD responsabiliza-o a ela, sobretudo a ele, pelos procedimentos adoptados na apresentação deste PEC.

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