sábado, janeiro 10, 2009

Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social perde 302 milhões de euros em 2008

Segundo o Correio da Manhã de hoje, num texto do jornalista António Sérgio Azenha, intitulado "Pensões ficam sem 302 milhões", ficamos a saber que "o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS), activo destinado a pagar as despesas com as pensões dos portugueses, sofreu uma desvalorização de 302 milhões de euros, em 2008. Por este terramoto financeiro, que dava para pagar uma reforma média de 415 euros a quase 52 mil pessoas durante um ano , foi responsável "a grande volatilidade nos mercados financeiros", disse ao CM Manuel Baganha, presidente do Instituto de Gestão de Fundos da Segurança Social (IGFSS). Mesmo assim, a rentabilidade negativa do FEFSS não foi além de 3,73 por cento, taxa muito inferior à queda de 15,5 por cento dos fundos de pensões profissionais do País. A desvalorização da carteira de investimentos do FEFSS é uma consequência imediata da queda das bolsas na Europa, nos Estados Unidos e no Japão, onde o crash atingiu uma média anual de 40 por cento. Entre 1989, ano da sua criação, e o final de 2007, segundo o relatório e contas do Fundo de 2007, o FEFSS atingiu uma rentabilidade anual acumulada de quase 2.346 milhões de euros, mas no ano passado, segundo o IGFSS, essa rentabilidade caiu para 2.044 milhões de euros. E, assim sendo, os activos do Fundo registaram uma desvalorização de 302 milhões de euros. Em 2008, o FEFSS tinha 8.350 milhões de euros. Manuel Baganha reconhece que "uma rentabilidade negativa é mau [para o FEFSS], mas, por comparação com outros fundos, não é tão mau." O fundo de pensões da Irlanda, por exemplo, registou uma desvalorização de 29,5 por cento. Para já, o FEFSS conta com uma rentabilidade positiva de 3,57 por cento nos últimos cinco anos".

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