O governo minoritário da Escócia, dirigido pelo Partido Nacionalista Escocês de Alex Salmond, lançou uma proposta de reforma que inclui um referendo sobre a independência, mas que tem poucas hipóteses de se realizar - devendo ter sim como resultado uma discussão sobre os poderes do Parlamento de Edimburgo. Mesmo antes do anúncio, feito pelo chefe do governo Alex Salmond, os três principais partidos da oposição (os trabalhistas, conservadores e liberais-democratas) uniram-se, numa acção sem precedentes, declarando-se contra um referendo à independência da Escócia. Segundo as sondagens, um referendo propondo a independência teria uma aprovação de 30 por cento dos escoceses. Mas enquanto estão contra a independência, os partidos da oposição também concordaram que esta seria uma oportunidade para discutir o aumento de poderes do parlamento escocês, que pode regular questões de saúde e educação mas não economia, defesa ou negócios estrangeiros.O Partido Nacionalista Escocês tinha feito da convocação do referendo uma bandeira eleitoral, vencendo as eleições há cerca de 100 dias, derrotando o Labour - ontem, o antigo primeiro-ministro e líder dos trabalhistas escoceses, Jack McConnell, demitiu-se, como era aliás já esperado.O pedido de mais poderes para o parlamento de Edimburgo é visto como um desafio ao novo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, que é ele próprio escocês. Brown tem de equilibrar este aparente desejo de autonomia com a recusa da independência da Escócia. Para além disso, o voto escocês é importante para o Labour, que tem de conseguir todos os apoios para tentar o quarto mandato no Governo numa eleição que deverá acontecer antes da data inicialmente marcada, 2010. E se o Partido Nacionalista Escocês for visto como eficaz no poder, o Labour sofrerá em termos eleitorais. Por outro lado, nota ainda a Reuters, a concessão de mais poderes ao Parlamento escocês pode também levar a um aumento da pressão para uma mudança na Constituição, que permite que os deputados escoceses em Londres possam votar na política de educação e saúde em Inglaterra, mas dita que os deputados ingleses não tenham voto nestas mesmas matérias na Escócia (fonte: Público)sexta-feira, agosto 17, 2007
Escoceses já falam em referendo à independência...
O governo minoritário da Escócia, dirigido pelo Partido Nacionalista Escocês de Alex Salmond, lançou uma proposta de reforma que inclui um referendo sobre a independência, mas que tem poucas hipóteses de se realizar - devendo ter sim como resultado uma discussão sobre os poderes do Parlamento de Edimburgo. Mesmo antes do anúncio, feito pelo chefe do governo Alex Salmond, os três principais partidos da oposição (os trabalhistas, conservadores e liberais-democratas) uniram-se, numa acção sem precedentes, declarando-se contra um referendo à independência da Escócia. Segundo as sondagens, um referendo propondo a independência teria uma aprovação de 30 por cento dos escoceses. Mas enquanto estão contra a independência, os partidos da oposição também concordaram que esta seria uma oportunidade para discutir o aumento de poderes do parlamento escocês, que pode regular questões de saúde e educação mas não economia, defesa ou negócios estrangeiros.O Partido Nacionalista Escocês tinha feito da convocação do referendo uma bandeira eleitoral, vencendo as eleições há cerca de 100 dias, derrotando o Labour - ontem, o antigo primeiro-ministro e líder dos trabalhistas escoceses, Jack McConnell, demitiu-se, como era aliás já esperado.O pedido de mais poderes para o parlamento de Edimburgo é visto como um desafio ao novo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, que é ele próprio escocês. Brown tem de equilibrar este aparente desejo de autonomia com a recusa da independência da Escócia. Para além disso, o voto escocês é importante para o Labour, que tem de conseguir todos os apoios para tentar o quarto mandato no Governo numa eleição que deverá acontecer antes da data inicialmente marcada, 2010. E se o Partido Nacionalista Escocês for visto como eficaz no poder, o Labour sofrerá em termos eleitorais. Por outro lado, nota ainda a Reuters, a concessão de mais poderes ao Parlamento escocês pode também levar a um aumento da pressão para uma mudança na Constituição, que permite que os deputados escoceses em Londres possam votar na política de educação e saúde em Inglaterra, mas dita que os deputados ingleses não tenham voto nestas mesmas matérias na Escócia (fonte: Público)
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