terça-feira, julho 24, 2007

Regiões autónomas, Lisboa e Centro com crescimento real do PIB superior à média nacional

As regiões dos Açores, com 2,2 por cento, Madeira (4,1), Lisboa (2,2) e Centro (1,9), apresentaram em 2004 um crescimento real do Produto Interno Bruto superior à média nacional (1,5 pc), segundo as contas regionais definitivas. O Destaque do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgado, revela que, pelo contrário, as regiões do Norte (0,9 pc), Alentejo (0,4) e do Algarve (zero) apresentaram valores inferiores ao país.
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) nacional (investimento) cresceu em termos nominais 2,7 pc, face a 2003, para o que contribuíram a Região Autónoma da Madeira (RAM), o Alentejo, o Centro e o Norte.
A região de Lisboa apresentou o nível de vida mais elevado do país em termos de Rendimento Disponível das Famílias por habitante: 28 pc acima da média nacional, ao contrário do Norte, com o nível mais baixo (apenas 84 pc da média nacional). Os resultados agora publicados substituem as contas regionais, de carácter preliminar, divulgadas em Janeiro. Assim, em 2004 o Produto Interno Bruto (PIB) português foi de 144.128 milhões de euros, o que significa um crescimento nominal de quatro por cento e real de 1,5 por cento, relativamente a 2003. O PIB conjunto das regiões de Lisboa e do Norte corresponde a dois terços do PIB nacional.
Em termos nominais, em 2004, a Região da Madeira, Lisboa e o Centro superaram a média nacional (4 por cento), com taxas de crescimento do PIB de sete por cento, 4,5 pc, e 4,1 pc, respectivamente. Já a Região dos Açores (3,7 pc), o Alentejo (3,6), o Norte (3,5) e o Algarve (3,2) surgem com evoluções inferiores à média nacional. No que diz respeito à evolução real, em 2004 as regiões com crescimentos superiores à média nacional foram a Madeira (4,1 pc), os Açores (2,2), Lisboa (2,2) e o Centro (1,9). O Norte (0,9 pc), o Alentejo (0,4 pc) e o Algarve (zero) cresceram menos do que o país. No período 2000 - 2004, em termos nominais, todas as regiões, à excepção do Norte, superaram ou igualaram a taxa de crescimento média nacional (4,2 pc), sendo as regiões autónomas as que evidenciaram maior taxa de crescimento. Naqueles cinco anos, apenas a Madeira registou todos os anos um crescimento real do PIB, que assumiu menor expressão em 2003, ano em que o PIB real nacional diminuiu (variação de -0,8 pc). O Algarve registou igualmente um aumento real do PIB naquele período, à excepção de 2004, em que praticamente estagnou, devido sobretudo às actividades de alojamento e restauração e imobiliárias. O INE salienta que o Norte (2002 e 2003) e a Madeira (2001 e 2003) apresentaram uma diminuição real do PIB em dois anos. Segundo o INE, "realça-se ainda o forte crescimento do PIB real na RAM em 2002 (15,7 pc), relacionado com a actividade desenvolvida na Zona Franca da Madeira, e a diminuição, desde 2002, da região fictícia Extra-Regio" (extra-regiões, ou seja, valores que não é possível a atribuir a qualquer região em particular). No capítulo da concentração e perfil económico regional, Lisboa e o Norte concentram 64,9 pc do Valor Acrescentado Bruto (VAB) e 61,2 pc do emprego nacional. Enquanto o Norte foi a região que mais contribuiu para o emprego (34,4 pc), Lisboa apresentou maior contributo para o VAB (36,9 pc), seguindo-se o Centro (19,2 pc e 24,1 pc), Alentejo (6,7 pc e 6,2 pc), Algarve (4,1 pc e 4,0 pc), Região Autónoma da Madeira (2,9 pc e 2,4 pc) e Região Autónoma dos Açores (2,0 pc para ambos os indicadores). Em 2004, os serviços dominaram a actividade produtiva nas sete regiões portuguesas, especialmente na Madeira, Lisboa e Algarve: cerca de 80 pc do VAB regional nos três casos. O sector da agricultura, caça e silvicultura, pesca e aquacultura foi o que teve menos importância na geração de riqueza em 2004, excepto nas regiões do Alentejo (13 pc), Algarve (seis por cento) e Açores (13 pc). A indústria, incluindo energia, destacou-se na região Norte como a actividade que mais contribuiu para a formação de VAB regional (26 pc), o que lhe confere a especificidade de ser a única do país em que um ramo do sector secundário exerceu tal preponderância numa análise de seis ramos de actividade. A média nacional do PIB por habitante foi de 13.700 euros, registando-se o valor mais elevado em Lisboa (19.400 euros) e o mais baixo no Norte (10.900). A seguir a Lisboa, surge a Madeira, com 17.100 euros, o Algarve (14.300), o Alentejo (12.700), os Açores (12.000) e o Centro (11.700) (fonte: Açoriano Oriental)

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