quarta-feira, maio 09, 2007

Guilherme Silva II

António Filipe (PCP) - saudação ao povo da RAM e deputados eleitos - resultado expressivo do PSD e Guilherme com razões para estar satisfeito. Filipe valorizou o resultado da CDU na Madeira referindo o facto de ter passado a terceira força política regional (tudo devido "posição coerente do PCP na lei das finanças regionais, em consonância com posições a nível regional, e ao bom trabalho dos deputados eleitos"). Filipe falou na derrota "profunda" do PS que tem a ver com a lei de finanças regionais e com o juízo de censura do povo da RAM relativamente à política do Governo da República facto que é "inseparável" destas eleições. A intervenção terminou com a interpelação a Guilherme Silva: o que é que resulta deste acto eleitoral?
Luis Fazenda (Bloco) - registou a normalidade cívica do acto eleitoral e resultados inequívocos - mas convidou a reflexões sobre as eleições, não tanto sobre a derrota do PS - eu diria a "hecatombe eleitoral, do PS". Era difícil defender uma lei de finanças regionais errada e iníqua como a que defenderam aqui. mas perguntou: qual o resultado político prático e concreto e directo destas eleições? Abertura para quê? para negociar uma lei de finanças regionais que não se vai fazer? O que houve foi um plebiscito ao Governo Regional que dificilmente teria outro resultado, com inaugurações ou sem polémica sobre inaugurações. E introduziu as incompatibilidades dos titulares de cargos políticos, convidando o PSD a votar na próxima semana a iniciativa legislativa do Bloco.
Nuno Magalhães (CDS) - felicitou o PSD, na pessoa do seu Presidente e de V.Excia (Guilherme Silva). Saudamos apesar de alguns incidentes infelizes de campanha, aos desgastes nos partidos maiores, mas as eleições decorreram, com tranquilidade. E para isso muito contribuiu a nova lei eleitoral da Madeira, mais justa, mais equitativa e mais representativa. Batemo-nos por ela, saudamos o facto de ter sido aplicada. Os resultados basearam-se num erro inicial do PS com a aprovação de uma lei de finanças regionais que consideramos injusta e desequilibrada, apesar da nossa abstenção que não foi envergonhada. É uma lei tão justa para os Açores como injusta para a Madeira. Quanto aos resultados do CDS/Madeira queríamos mais e melhor. Saudou José Manuel Rodrigues pela excelente e exemplar campanha, pela positiva, com propostas, na qual participei, e concerteza que terá resultados a longo prazo, até porque é o último mandato do actual Presidente do Governo. Seremos uma oposiçãoo firme e leal denunciando o modelo de desenvolvimento excessivamente assistencialista, questão colocada a Guilherme Silva.
O deputado do PSD agradeceu as questões. Eleições no quadro de uma nova lei eleitoral, que o PSD deu a anuência e que corrigiu a distorção da anterior lei eleitoral anterior. Em resposta a António Filipe e Luís Fazenda disse terem os referidos deputados colocando uma questão sem sentido: é possível que o resultado de uma eleição não tenha consequência? As vitórias dão-nos lições mas as derrotas dão-nos lições maiores. E espero que os derrotados tirem as conclusões e arrepiem caminho na actuação tida para com a Madeira. E Deus nos livre que a nossa democracia se alheie desta eleição, seja ela numa simples freguesia ou numa região. Quanto ao deputado do CDS, Guilherme Silva disse: "uma abstenção é uma abstenção e "quando não se é nem carne nem peixe, corre-se o risco e o CDS pagou por esse risco". Estamos num novo ciclo, já passou a época das grandes obras públicas, há condições para novo ciclo com predominância do investimento privado. Por isso precisamos de melhoria do nosso ordenamento jurídico.

Sem comentários: