quinta-feira, janeiro 15, 2015

Futuro da RTP na Madeira e nos Açores: banalidades do documento do CGI

Li no site da RTP que "o CGI da RTP anunciou as linhas mestras que devem orientar o Projecto Estratégico a apresentar pelo novo CA, como condição prévia para ver confirmada a sua nomeação. As Linhas de Orientação Estratégica agora anunciadas pelo Conselho Geral Independente (CGI) assumem-se "como referencial para o Conselho de Administração da RTP na elaboração do Projeto Estratégico da empresa, ao qual caberá a definição de objetivos, na sua delimitação temporal, linhas de ação e indicadores de gestão e desempenho". O documento enuncia diversos princípios genéricos, em consonância com obrigações constitucionais, legais e contratuais,  afirmando nomeadamente que o Projeto Estratégico a apresentar pelo Conselho de Administração (CA) "deverá ser elaborado, também, no respeito pelo Contrato de Concessão do Serviço Público de Televisão e pela legislação em vigor". Com estas obrigações em vista, o documento das Linhas de Orientação Estratégica refere a necessidade de aumentar as componentes dos géneros Cultura e Conhecimento, Juventude e Desportos nas grelhas de programas, "em particular, outras modalidades para além do futebol".  No que diz respeito à RTP Madeira e RTP Açores, reclama a definição de "soluções estruturais que permitam aos centros de produção das regiões autónomas condições para um TRABALHO com qualidade" e a "oferta de conteúdos informativos de proximidade". As antenas internacionais da rádio e da televisão deverão também oferecer às "comunidades lusófonas um melhor acesso à atual realidade portuguesa com uma programação mais rica em informação, desporto, música e os domínios da cultura e sociedade". Sem chegar ao ponto de anteriores afirmações do ministro da tutela, Miguel Poiares Maduro, que via na RTP do futuro uma empresa com escassa ou nula produção própria, e simples "agregadora de conteúdos", o documento do CGI espera que o próximo CA garanta "o acesso, por parte dos autores e produtores independentes, aos colaboradores da RTP com responsabilidade na definição das linhas de programação e na definição de uma estratégia multiplataforma". O futuro CA, que o CGI quer ver presidido por Gonçalo Reis e integrado, na área dos conteúdos, por Nuno Artur Silva, deverá portanto, em lapso de tempo tão curto quanto o exige a urgência posta na sua nomeação, elaborar um Projecto Estratégico que dê corpo a estas grandes linhas"