O PSD da Madeira está envolvido neste momento em duas frentes: uma, que devia ser a principal - mas por vezes até parece que não é - que são as europeias e a necessidade de obtenção de um resultado que pelo menos fundamente a inclusão de uma candidata da Região numa posição de destaque na lista da coligação ao PE-2014. A outra frente tem a ver com a disputa interna pela liderança do PSD-Madeira que obviamente cai crescer em intensidade e iniciativas, já que não acredito - nem vejo propriamente porque razão a festa do Chão da Lagoa haveria de travar a agenda dos candidatos já anunciados - até a realização das "diretas" em Dezembro deste ano.
Aproveitarei este meu blogue para publicar, com a regularidade que entender, e sem grandes "histórias" ou deambulações à volta do tema - sobretudo quando elas pouco ou nada importam num processo de decisão que é interno e que terá as suas regras claramente definidas - a minha opinião sobre os assuntos que possam vir a ser suscitados nesta "corrida", alguns dos quais, confesso, obviamente que são comentáveis.
Não utilizarei este espaço para ataques pessoais e limitar-me-ei a dar uma opinião pessoal, com a certeza de que o meu tempo de dirigismo no PSD da Madeira se aproxima rapidamente do seu fim. Não estou disponível, independentemente de ter a quase certeza de que os candidatos nem me quereriam por perto, para integrar qualquer órgão dirigente no âmbito do processo eleitoral em curso. Porque, gostem ou não, há um processo eleitoral em curso e dele resultará, inevitavelmente, um novo ciclo para o PSD da Madeira, o ciclo pós- Aberto João Jardim. Obviamente que estarei sempre, tenho essa obrigação, disponível para colaborar com o líder que for eleito - caso ele queira - onde entender, e se entender que lhe posso ser útil. Terminado o processo eleitoral o PSD da Madeira, independentemente das marcas que esta disputa vai deixar, pelo menos nos meses seguintes, precisa de voltar à normalidade, cultivando uma vez mais a unidade que foi um dos segredos dos sucessos eleitorais desde 1975.
Temos que desmistificar esta ideia de quer um processo eleitoral implica as criação obrigatória de facções que depois se movimentam internamente, influenciadas pela necessidade de "marcar" espaço e influência ou de "vingarem" a derrota. Os militantes são livres, no quadro de qualquer partido, de escolherem entre as diferentes alternativas, aquela candidatura que, segundo a consciência de cada um deles, é a que melhor serve aos propósitos eleitorais e políticos desse partido.
Não tenhamos dúvidas: o sucesso dos partidos, em termos de consolidação social e de penetração junto das pessoas, tem muito a ver com a dimensão do seu sucesso eleitoral e com a estabilidade interna que é capaz de construir.
Terminado o processo eleitoral - que, insisto, é um processo interno, no qual participam os militantes que reúnem as condições regulamentares e estatutárias para o fazer - há que criar condições, os que vencerão e os que inevitavelmente perderão - a política é esse mesmo - para que a normalidade seja rapidamente reposta e que o partido, depois de estabilizado internamente, se vire para a sociedade regional e vá ao encontro das pessoas. Reconheço que há muito trabalho a fazer nesta frente porque o plano de ajustamento financeiro, goste-se ou não de o ouvir, deixou marcas sobretudo junto de determinados setores da população madeirense, que foram os mais afetados pela austeridade que empobreceu o país e acentuou as assimetrias regionais. Há muita desilusão que tem que ser mudada, há muita frustração que precisa ser reanimada, há uma remobilização das pessoas que é urgente.
Deixemo-nos de transformar a corrida eleitoral interna - afinal não são os militantes que votam? Não é preciso o PSD da Madeira ter em Dezembro de 2014 um novo líder, cabendo ao eleito definir depois as regras do jogo, fazer escolhas, tomar decisões, clarificar prioridades e definir a metodologia política a adotar - numa espécie de disputa mediática, na comunicação ou nas redes sociais, onde se medem os "likes", os espaços dedicados a este ou àquele candidato, se contam as linhas, inclusivamente se contam e se medem fotografias, etc. E nem sequer falo nas estruturas de "combate", regra geral assentes no anonimato, montadas para esse efeito, as quais percorrem diariamente as edições online dos jornais ou as redes sociais - blogues ou Facebook - fazendo comentários negativos, muitos deles de ataque pessoal, de enxovalho absolutamente asqueroso dos adversários da corrida interna (!), tudo isto contando com estranhas cumplicidades e na lógica de que quanto mais radical for tal procedimento, mais votos terão. Pura ilusão. Os militantes, insisto, vão decidir em função dos esclarecimentos que lhes forem dados nos procedimentos previstos na campanha eleitoral interna, e certamente vão ignorar - como aconteceu no último Conselho Regional - as pressões, as insinuações, os ataques pessoas, as manipulações e mesmo os lamentáveis enxovalhos públicos, para que votassem de uma determinada forma, que porventura interessariam a setores que nunca foram nem alguma vez serão do PSD, que ambicionam a derrota eleitoral do partido, mas que se acham no direito de, de fora para dentro, darem "instruções", quais treinadores de bancada, se quiserem darem "ordens", aos militantes sobre como devem votar e porquê.
Espero igualmente que a disputa eleitoral interna seja pragmática, inteligente e eficaz, em vez de funcionar aos solavancos, ditada pelas notícias colocadas na agenda política pelos meios de de comunicação social, ou com base na suposição de quais serão os temas mais populistas - e por isso mais passíveis de demagogia - e que interessarão (?) às pessoas. O que é importante é saber o que pensam os militantes - e não confundamos o estatuto e militante com qualquer outra lucubração - ouvindo-os, respeitando-os, percebendo o que querem, o que esperam, que futuro querem construir. Sobretudo ouvindo os jovens, porque com o desemprego a níveis absolutamente preocupantes como temos, eles são também uma prioridade. Ora é sabido o que pensam os jovens da política e dos partidos, sentimento agravado nos últimos três anos de austeridade que os penalizou de uma forma particularmente injusta e intensa. A crise cortou muitas pernas a muitos jovens, a austeridade impediu muitos deles de sonharem, a realidade impede-os de terem um horizonte de futuro que ambicionaram.
Falaremos mais vezes de tudo isto e de outros assuntos, incluindo o sistema político regional cuja reforma - que não é sequer uma descoberta dos nossos dias - tem muitos fatores, a montante e a jusante, que não podem ser escamoteados. Porque condicionam muita coisa.
Na certeza de que nesta fase não estamos a confrontar propostas de programas de governo. Nada disso. (LFM)
Aproveitarei este meu blogue para publicar, com a regularidade que entender, e sem grandes "histórias" ou deambulações à volta do tema - sobretudo quando elas pouco ou nada importam num processo de decisão que é interno e que terá as suas regras claramente definidas - a minha opinião sobre os assuntos que possam vir a ser suscitados nesta "corrida", alguns dos quais, confesso, obviamente que são comentáveis.
Não utilizarei este espaço para ataques pessoais e limitar-me-ei a dar uma opinião pessoal, com a certeza de que o meu tempo de dirigismo no PSD da Madeira se aproxima rapidamente do seu fim. Não estou disponível, independentemente de ter a quase certeza de que os candidatos nem me quereriam por perto, para integrar qualquer órgão dirigente no âmbito do processo eleitoral em curso. Porque, gostem ou não, há um processo eleitoral em curso e dele resultará, inevitavelmente, um novo ciclo para o PSD da Madeira, o ciclo pós- Aberto João Jardim. Obviamente que estarei sempre, tenho essa obrigação, disponível para colaborar com o líder que for eleito - caso ele queira - onde entender, e se entender que lhe posso ser útil. Terminado o processo eleitoral o PSD da Madeira, independentemente das marcas que esta disputa vai deixar, pelo menos nos meses seguintes, precisa de voltar à normalidade, cultivando uma vez mais a unidade que foi um dos segredos dos sucessos eleitorais desde 1975.
Temos que desmistificar esta ideia de quer um processo eleitoral implica as criação obrigatória de facções que depois se movimentam internamente, influenciadas pela necessidade de "marcar" espaço e influência ou de "vingarem" a derrota. Os militantes são livres, no quadro de qualquer partido, de escolherem entre as diferentes alternativas, aquela candidatura que, segundo a consciência de cada um deles, é a que melhor serve aos propósitos eleitorais e políticos desse partido.
Não tenhamos dúvidas: o sucesso dos partidos, em termos de consolidação social e de penetração junto das pessoas, tem muito a ver com a dimensão do seu sucesso eleitoral e com a estabilidade interna que é capaz de construir.
Terminado o processo eleitoral - que, insisto, é um processo interno, no qual participam os militantes que reúnem as condições regulamentares e estatutárias para o fazer - há que criar condições, os que vencerão e os que inevitavelmente perderão - a política é esse mesmo - para que a normalidade seja rapidamente reposta e que o partido, depois de estabilizado internamente, se vire para a sociedade regional e vá ao encontro das pessoas. Reconheço que há muito trabalho a fazer nesta frente porque o plano de ajustamento financeiro, goste-se ou não de o ouvir, deixou marcas sobretudo junto de determinados setores da população madeirense, que foram os mais afetados pela austeridade que empobreceu o país e acentuou as assimetrias regionais. Há muita desilusão que tem que ser mudada, há muita frustração que precisa ser reanimada, há uma remobilização das pessoas que é urgente.
Deixemo-nos de transformar a corrida eleitoral interna - afinal não são os militantes que votam? Não é preciso o PSD da Madeira ter em Dezembro de 2014 um novo líder, cabendo ao eleito definir depois as regras do jogo, fazer escolhas, tomar decisões, clarificar prioridades e definir a metodologia política a adotar - numa espécie de disputa mediática, na comunicação ou nas redes sociais, onde se medem os "likes", os espaços dedicados a este ou àquele candidato, se contam as linhas, inclusivamente se contam e se medem fotografias, etc. E nem sequer falo nas estruturas de "combate", regra geral assentes no anonimato, montadas para esse efeito, as quais percorrem diariamente as edições online dos jornais ou as redes sociais - blogues ou Facebook - fazendo comentários negativos, muitos deles de ataque pessoal, de enxovalho absolutamente asqueroso dos adversários da corrida interna (!), tudo isto contando com estranhas cumplicidades e na lógica de que quanto mais radical for tal procedimento, mais votos terão. Pura ilusão. Os militantes, insisto, vão decidir em função dos esclarecimentos que lhes forem dados nos procedimentos previstos na campanha eleitoral interna, e certamente vão ignorar - como aconteceu no último Conselho Regional - as pressões, as insinuações, os ataques pessoas, as manipulações e mesmo os lamentáveis enxovalhos públicos, para que votassem de uma determinada forma, que porventura interessariam a setores que nunca foram nem alguma vez serão do PSD, que ambicionam a derrota eleitoral do partido, mas que se acham no direito de, de fora para dentro, darem "instruções", quais treinadores de bancada, se quiserem darem "ordens", aos militantes sobre como devem votar e porquê.
Espero igualmente que a disputa eleitoral interna seja pragmática, inteligente e eficaz, em vez de funcionar aos solavancos, ditada pelas notícias colocadas na agenda política pelos meios de de comunicação social, ou com base na suposição de quais serão os temas mais populistas - e por isso mais passíveis de demagogia - e que interessarão (?) às pessoas. O que é importante é saber o que pensam os militantes - e não confundamos o estatuto e militante com qualquer outra lucubração - ouvindo-os, respeitando-os, percebendo o que querem, o que esperam, que futuro querem construir. Sobretudo ouvindo os jovens, porque com o desemprego a níveis absolutamente preocupantes como temos, eles são também uma prioridade. Ora é sabido o que pensam os jovens da política e dos partidos, sentimento agravado nos últimos três anos de austeridade que os penalizou de uma forma particularmente injusta e intensa. A crise cortou muitas pernas a muitos jovens, a austeridade impediu muitos deles de sonharem, a realidade impede-os de terem um horizonte de futuro que ambicionaram.
Falaremos mais vezes de tudo isto e de outros assuntos, incluindo o sistema político regional cuja reforma - que não é sequer uma descoberta dos nossos dias - tem muitos fatores, a montante e a jusante, que não podem ser escamoteados. Porque condicionam muita coisa.
Na certeza de que nesta fase não estamos a confrontar propostas de programas de governo. Nada disso. (LFM)
