sábado, abril 05, 2014

Barómetro i/Pitagórica: Assis consegue vantagem muito tímida para as europeias



Diz o Jornal I que “em dois pontos apenas se contabiliza a distância dos socialistas à coligação de direita, Aliança Portugal. Francisco Assis parte para a campanha das eleições europeias com uma vantagem curta sobre PSD e CDS - a coligação Aliança Portugal espreita de perto e a abstenção está bem acima dos 50%. Os resultados para as eleições de Maio chegam com a ressalva de não contarem com a distribuição de indecisos. A mais de mês e meio das europeias, a percentagem de inquiridos ainda sem voto definido (42,6%) não permite chegar a números conclusivos sobre vencedores e vencidos. Mas o PS parece levar vantagem na corrida ao Parlamento Europeu. Demorou, mas o secretário-geral socialista decidiu-se por dar todo o protagonismo a Assis. António José Seguro vai levar o deputado de volta ao palco europeu da política, logo no topo da lista, e 21,4% dos eleitores concedem o seu voto ao grupo de "unidade" dos socialistas - a expressão é responsabilidade do socrático Pedro Silva Pereira, escolhido para ocupar o número sete da lista. Em jeito de comparação, no inquérito sobre a intenção de voto nas legislativas, os valores sem distribuição de indecisos dão 31,9% ao partido do Largo do Rato. À imagem do que aconteceu nas eleições autárquicas, a pressão interna sobre o líder socialista volta a fazer-se sentir. Ao "Expresso", Ferro Rodrigues fez questão de recordar os 44% de votos que alcançou em 2004, e exigiu a Seguro "um grande resultado" nas europeias, por contraponto a um "resultado empastelado" - aqui, sem valores - que só faria por "prolongar a agonia" da legislatura. Mas a tarefa não se avizinha fácil para o secretário-geral do PS. Ainda que provisórios, os resultados do barómetro i/Pitagórica colocam a lista conjunta PSD/CDS a pouco mais de dois pontos dos socialistas. Com Paulo Rangel à cabeça, a "Aliança Portugal" recebe 19,2% das intenções de voto. Uma distância demasiado curta, se nestas contas entrar a margem de erro de 4,4%. Somadas as percentagens dos dois partidos - que ainda não fecharam a porta a uma eventual coligação para as legislativas do próximo ano -, PSD e CDS teriam 28,7% dos votos. Em 2009, o BE ficou à frente do PCP por menos de três mil votos (10,72% dos bloquistas contra os 10,64% liderados por Ilda Figueiredo). Agora, os dois partidos invertem posições, com os comunistas a levar vantagem no embate à esquerda do PS. João Ferreira consegue 5,6% das intenções de voto (as perspectivas para as legislativas dão 8,4% à CDU), ficando cerca de dois pontos à frente de Marisa Matias. A eurodeputada, com 3,7%, subiu este ano do segundo lugar da lista do BE para o primeiro, lugar que em 2009 foi ocupado por Miguel Portas. As candidaturas de Marinho e Pinto pelo MPT, do LIVRE (cujas primárias abertas ficam definidas este fim-de-semana, sabendo-se no início da semana quem será o cabeça-de-lista do mais recente partido), do MAS e de todos os outros partidos sem assento parlamentar recolhem, para já, 0,3% das preferências. Neste momento, o grupo em grande destaque é, sem adversários por perto, o dos indecisos. Mais de 42% dos inquiridos está ainda numa fase de esclarecimento, e o momento em que definam o seu sentido de voto poderá acentuar as distâncias já conhecidas ou, em alternativa, dar origem a grandes mexidas na ordem de escolhas deste barómetro. Feitas as contas, é cedo para dizer quem fica com quê a 25 de Maio”