No 2º trimestre de 2013 foram licenciados 4,4 mil edifícios e concluídos
5,2 mil edifícios em Portugal. Nos edifícios licenciados, 60,6% corresponderam
a construções novas e, destas, 58,9% destinavam-se a habitação familiar. A
variação homóloga (face ao 2º trimestre de 2012) ligeiramente menos negativa
revelada no licenciamento de edifícios foi determinada pelo aumento das
construções novas licenciadas e das construções para habitação. Face ao 2º
trimestre de 2012, os fogos licenciados em construções novas para habitação
familiar registaram uma redução de 32,8%, inferior à verificada no trimestre
anterior (-45,5%). Também os fogos concluídos diminuíram 22,1% no 2º trimestre
de 2013, face a igual período de 2012, correspondendo a uma redução menos
negativa que a observada no trimestre anterior (-39,5%). O índice de fogos licenciados e concluídos em construções novas para
habitação familiar apresentou uma ligeira recuperação face ao trimestre
anterior.O número de edifícios
licenciados no 2º trimestre de 2013 correspondeu a 41,0% do total de edifícios
licenciados no 2º trimestre de 2008 (34,4% nas
construções novas licenciadas) ano de início da crise económica e financeira.
Em termos absolutos foram licenciados 10 498
edifícios no 2º trimestre de 2008 face a 4 301 edifícios no 2º trimestre de 2013. A comparação com o 2º trimestre de 2008, nas
obras concluídas, aponta para um decréscimo também substancial ainda que menos acentuado. Efetivamente, o total de
edifícios concluídos no 2º trimestre de 2013 correspondeu a 51,5% dos edifícios
concluídos em igual trimestre de 2008. Em termos absolutos foram concluídos 10
138 edifícios no 2º trimestre de 2008, enquanto no mesmo trimestre de 2013
estima-se apenas que tenham sido concluídos 5 222 edifícios. O índice de fogos licenciados em construções novas
para habitação familiar apresentou uma ligeira recuperação no 2º trimestre de
2013, depois de no trimestre anterior ter registado o valor mais baixo da
década. No índice de fogos concluídos observou-se uma alteração da tendência,
tendo sido registado um aumento deste índice no 2º trimestre de 2013
comparativamente com o 1º trimestre de 2013, cujo valor registado foi também o
mais baixo desde 2001.
Obras licenciadas
No 2º
trimestre de 2013 o número total de edifícios licenciados (construções novas,
ampliações, alterações, reconstruções e demolições de
edifícios) diminuiu 18,0% face ao 2º trimestre de 2012.
A região de Lisboa
apresentou a variação mais negativa (-62,1%) ainda que todas as restantes
regiões tenham apresentado variações homólogas negativas, embora menos
acentuadas. Na região Centro observou-se a variação menos negativa (-5,5%). No
2º trimestre de 2013 o número de fogos licenciados em construções novas para habitação
familiar registou uma variação negativa face a igual período de 2012,
desagravando-se em 12,7 p.p. face à variação registada no trimestre anterior
(de -45,5% para -32,8%). O maior decréscimo, em termos homólogos, foi registado
no Algarve (-58,5%) enquanto a região do Alentejo apresentou a redução menos
acentuada (-7,0%). A região dos Açores
registou uma variação positiva na área total licenciada (18,3%), face ao 2º
trimestre de 2012, contrariando as variações negativas observadas em todas as
regiões. O valor mais baixo observou-se uma vez mais na
região de Lisboa.Em
termos da estrutura regional das obras licenciadas, no ano terminado em junho de
2013, a região Norte detinha 37,4% dos edifícios licenciados e 43,7% dos fogos
licenciados em construções novas para habitação familiar no país.Em conjunto
com a região Centro foram responsáveis por 71,3% dos edifícios licenciados e
por 70,5% do total de fogos licenciados em construções novas para habitação
familiar. Os edifícios licenciados na região de Lisboa representaram apenas
9,3% do valor total do país, correspondendo a 12,7% do número total de fogos
licenciados em construções novas para habitação familiar, no mesmo período.
Em
todas as regiões verificou-se uma preponderância de fogos licenciados em
edifícios principalmente habitacionais com um alojamento, que no total do país
representou 75,2%. A região do Centro destacou-se com o rácio mais elevado
neste trimestre: 82,7%. A região do Algarve apresentou o valor mais alto no
licenciamento de edifícios com três ou mais alojamentos (30,1%). A par com a
região de Lisboa apresentaram o número médio de fogos por edifício, em
construções novas para habitação familiar, mais elevado: 1,4.
Obras Concluídas
Açores contraria tendência nacional de redução dos
fogos concluídos em construç
No 2º
trimestre de 2013, o número total de edifícios concluídos (construções novas,
ampliações, alterações e reconstruções de edifícios) diminuiu
16,6% face ao 2º trimestre de 2012 Todas
as regiões apresentaram variações homólogas negativas nos edifícios concluídos,
com especial destaque para o Algarve, que apresentou a variação mais negativa
(-28,2%). A região dos Açores apresentou o comportamento menos negativo nesta
variável (-6,9%). No 2º trimestre de 2013 o número de fogos concluídos em
construções novas para habitação familiar registou uma variação homóloga de
-22,1%, o que representou uma melhoria de 17,4 p.p. face à registada no
trimestre anterior. A variação mais negativa foi observada no Algarve (-46,6%).
A região dos Açores apresentou um comportamento oposto, registando um acréscimo
de 131,9% face ao 2º trimestre de 2012 (mais 124 fogos). Todas as regiões
registaram variações negativas na área total concluída, face ao 2º trimestre de
2012. O valor mais baixo pertenceu à região da Madeira (-52,0%) enquanto a
variação menos acentuada se verificou na região dos Açores (-13,6%).
Do
total de edifícios concluídos no ano terminado em junho de 2013, cerca de 72,2%
localizavam-se nas regiões Norte e Centro, correspondendo-lhes 64,0% do total
de fogos concluídos. A região Norte detinha 39,0% dos edifícios e 35,6% dos
fogos concluídos em todo o país. A região de Lisboa foi responsável pela
conclusão de 9,5% do total de edifícios e 14,6% dos fogos. No 2º trimestre de
2013, cada edifício concluído em Portugal, em construções novas para habitação
familiar dispunha, em média, de 1,7 fogos. A região do Algarve a par com Lisboa
registaram o rácio de fogos por edifício mais elevado do país, 2,8 fogos por
cada edifício novo concluído para habitação familiar.


