Sondagem Jornal I: 59% dos inquiridos rejeitam aliança do PS com o PCP e BE

Escreve o Jornal I que "a maior parte dos 503 inquéritos para o barómetro i/Pitagórica de Junho foi feita ainda antes da demissão de Paulo Portas (as respostas foram recolhidas entre 28 de Junho e 2 de Julho). Mas, mesmo desconhecendo a crise que se instalaria na coligação com a demissão "irrevogável" - e a seguir repensada - do líder centrista, os inquiridos rejeitaram coligações de sucesso entre os partidos da esquerda. "Não viável" é o que 59% dos participantes consideram de um governo que viesse a ser composto pelo PS, PCP e BE. Numa maioria de quase dois terços, os portugueses consideram que António José Seguro, Jerónimo de Sousa e os coordenadores doBloco de Esquerda, João Semedo e Catarina Martins, jamais seriam capazes de se sentar à mesa e chegar a um consenso sobre o caminho a percorrer para Portugal sair da crise. Mais optimistas numa configuração política sem precedentes na História da democracia portuguesa - nunca foram estabelecidas coligações à esquerda - está uma minoria dos inquiridos (33,5%), que vê com bons olhos, e com reais possibilidades de sucesso no combate à crise, um executivo com tal dinâmica. No entanto, e mesmo acreditando que esse diálogo à esquerda pudesse ser alcançado, o insucesso das respostas encontradas estaria traçado à partida. Das respostas recolhidas, quase seis em cada dez (56,5%) declaram que um governo de esquerda seria incapaz de dar uma resposta válida aos desafios que o país enfrenta - rasgar o memorando (na voz do PCP e do BE) ou renegociar novamente prazos e taxas de juro, fazendo depender o pagamento da dívida do crescimento do país (ideias propostas pelo PS) não passam por soluções válidas neste barómetro. Sem surpresa, são os votantes PSD nas últimas eleições, de classe média e entre os 35 e os 54 anos quem mais contribui para este resultado".