Escreve o Sol, que o "acordo em Bruxelas com flexibilidade dos parceiros para novas condições no empréstimo da troika a Portugal, défice de 2012 cumprido, regresso aos mercados. A semana de boas notícias para o Governo teve até uma mão do PS, que mergulha numa disputa de liderança. A conjugação das estrelas foi de tal modo rara que até se mostrou concertação e estratégia, envolvendo o CDS. O primeiro-ministro, porém, tenta não embandeirar em arco. «Foram as primeiras marcas visíveis do caminho que temos vindo a percorrer. Começa a perceber-se que os sacrifícios não são em vão. Temos, porém, ainda um caminho muito exigente à nossa frente», diz o primeiro-ministro, em declarações ao SOL. O risco político que Passos Coelho quer evitar é de que os bons resultados retirem pressão sobre o caminho a seguir. Dito de outra forma: a austeridade tem que continuar. Vem aí o anunciado corte de quatro mil milhões no Estado. Passos Coelho, que esta semana voltou a reunir a Comissão Política do PSD, aproveitou a oportunidade para passar essa mensagem. No partido, reza-se para que a semana boa dê pelo menos um fôlego ao Executivo. «Agora é preciso que não se estrague tudo com coisas que não interessam nada», desabafou ao SOL um dirigente do PSD. Ontem, o conselheiro do Governo António Borges deu já o sinal contrário, dizendo à Renascença que Portugal já não precisa de austeridade".