Segundo o Açoriano Oriental, "uma redução geral de 15 por cento no investimento público para este ano foi o que o Governo Regional propôs aos parceiros sociais. O anúncio foi feito pelo vice-presidente do Governo, Sérgio Ávila, no fim da reunião do Conselho Regional de Concertação Estratégica, onde foram entregues as antepropostas das Orientações de Médio Prazo 2013/2016 e do Plano Regional Anual para 2013. O Plano e Orçamento para 2013 terá um total de investimento público de 635 milhões de euros, sendo 419 milhões diretamente financiados pelo orçamento da Região. Contudo, o corte no investimento não é transversal a todos os setores. O volume global de obras públicas não vai sofrer grandes alterações face a 2012 e as grandes apostas vão para o emprego, para os setores produtivos da economia – agricultura, pescas e turismo - e para os apoios sociais. E só a área da competitividade e emprego vai consumir metade do total de investimento este ano. Pelo contrário, áreas como a cultura, a rede viária e infraestruturas, o ambiente, a cooperação externa ou o desporto, sofrerão os maiores cortes de verbas, por serem consideradas menos prioritárias neste momento. A anteproposta de Plano e Orçamento mereceu para já e no essencial o benefício da dúvida dos principais parceiros sociais, porque já esperavam após as audiências preparatórias um corte no investimento e porque defendem, no geral, interesses que se integram nas áreas que menos serão afetadas ou que sofrerão mesmo até um reforço de verbas no Plano e Orçamento para 2013. As centrais sindicais salientam as boas intenções da Agenda para o Emprego e Competitividade, o grande documento orientador do Governo para os próximos quatro anos, mas querem ver aplicadas o mais rapidamente possível as medidas para avaliar da sua eficácia.
Agricultura e pescas defendem que não se perca a capacidade de investimento com fundos comunitários e a garantia dos apoios em tempos difíceis, respetivamente, enquanto que o comércio, indústria e construção civil querem ver o dinheiro público investido em quantidade e ritmo que permitam manter a atividade económica nos Açores e evitar quebras ainda maiores. O Governo Regional deverá ter a proposta final do Plano e Orçamento para 2013 pronta até ao fim de fevereiro, devendo o documento ser aprovado no parlamento açoriano em março, no fim de três meses de gestão por duodécimos, que Sérgio Ávila considerou uma inevitabilidade em anos pós-eleitorais. Isto porque, o Governo só toma posse em novembro, normalmente muda de orgânica e ainda tem de apresentar e ver aprovado o seu Programa até ao final do ano, o que torna impossível fazer um orçamento até dezembro. Por isso, nos anos em que há eleições, o orçamento só é aprovado até ao final do primeiro trimestre do ano seguinte"