sexta-feira, março 11, 2011

Opinião: O erro (?) clamoroso de JMC e JPG

Quem estuda marketing político e percebe a importância que as redes sociais e as tecnologias de informação têm na projecção de pequenos partidos ou na garantia do mediatismo que faz com que alguns deles consigam eleger representantes, percebe que José Manuel Coelho, mas sobretudo João Paulo Gomes, enquanto seu estratega político, cometeram um erro que em termos de concepção de uma estratégia política, poderá ser fatal.
Eu explico.
José Manuel Coelho fez a campanha eleitoral presidencial apostando no mediatismo que a comunicação social, obrigatoriamente lhe concedia. Tratava-se de um candidato que tinha direito ao mesmo tempo e espaço que os demais concorrentes - estamos a falar de uma campanha eleitoral - apesar de ter sido excluído dos debates televisivos. Enquanto deputado do PND, JMC apostou tudo - aliás o PND aposta tudo na comunicação social, pois trata-se de um partido atípico, sem sede, sem militantes, sem órgãos eleitos em congresso ou reunião do género, etc - na comunicação social, na espectacularidade polémica de algumas iniciativas, sempre a coberto do PND e usufruindo de espaço informativo na comunicação social nessa qualidade e ao qual o PND tinha (e tem) direito. Passadas as presidenciais, com a publicação dos resultados oficiais, está terminado este processo eleitioral, Já não há mais nem ex-candidatos presidenciais. Ao ser afastado do parlalmento regional devido a regresso de Baltasar Aguiar, Coelho deixa de estar abrangido por critérios jornalísticos, sejam eles quais forem, já que os meios de comnunicação social deixam de estar vinculados a JMC e a cobrir seja o que for que ele promova, transitando tudo isso a favor de Baltasar Aguiar. Aliás, os meios de comunicação social correm o risco de serem confrontados com participações junto das entidades competentes por parte de outros partidos, sobretudo os que se sentitrão mais ameaçados com a eventuasl canduidatyura de Coelho, pois este ao deixar de ser deputado deixou de ter os direitos de presença na comunicação social que antes usufruia. E mesmo o novo PTP pelo qual Coelho disse hoje que se vai candidatar, não terá espaço informativo mediático ao mesmo nível dos demais partidos, pois as candidaturas regionais só serão formalizadas lá para Setembro. Ou seja: Coelho e João Paulo Gomes perderam um espaço de actuação e de projecção - a comunicação social e o palco mediático que ela propicia - por onde passava a actividade política de JMC na sua quase totalidade. Lembro que o PND elegeu um deputado regional sem comícios, em 2007, mas muito à custa de JMC, que por seu turno obteve mais de 45 mil votos nas presidenciais da Madeira, sem comíciols, sem iniciativas espectaculares ou populares como os seus principais opositores realizaram. Nem uma "arruada" Coelho promoveu. O problema é saber até que ponto a saída de JMC vai fazer o PND "desaparecer" copmo alguns sustentam - não creio que isso seja possível facilmente - assim como JMC não sabe qual a dimensão da difereça entre a votação que obteve para uma eleição presidencial, que vale o que vale, e um acto eleitoral onde a disputa entre os partidos da oposião é feita palmo-a-palmo em eleições onde se fala sobetudo da governação da região. (LFM)

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