quarta-feira, março 16, 2011

CTT poupam 1,2 milhões com corte de 124 carros

Li no Económico que "a empresa vai cortar no número de carros de uso pessoal e serviços, mas não mexe na frota. Os CTT estimam poupar 1,2 milhões de euros com a redução no número de carros pessoais e de serviços gerais em 2011. Em causa está a não renovação dos contratos de aluguer que forem terminando durante este ano. "Estamos a cortar em 84 veículos de uso pessoal, o que representa uma redução de 20%", explica Pedro Coelho, vice-presidente dos CTT e actual responsável da empresa desde a saída de Estanislau da Mata Costa. "Até ao final do ano esperamos cortar cerca de 100 carros nas viaturas de serviço geral", o que representa uma redução de 15% a 20% do total de carros, acrescentou. A poupança atingirá, assim, este ano 1,2 milhões de euros, tendo em conta as rendas e alugueres não renovados, custos com reparação e conservação, portagens e combustíveis. Os Correios propuseram uma redução dos custos operacionais na ordem dos 8%, uma vez que só podem ter como contribuição a redução de 5% da massa salarial e o Fornecimento de Serviço Externo (FSE). O valor proposto fica muito abaixo dos 15% exigidos pelo Ministério das Finanças que, segundo Pedro Coelho, ainda não aprovou o plano apresentado. "Estamos a fazer o que podemos, não esperámos resposta", sublinhou o gestor. Além do abate destes carros para uso pessoal - sendo que, como frisou Duarte Araújo, administrador financeiro da empresa, a frota para entrega de correspondência não vai sofrer cortes - os CTT estão a pôr em marcha um plano para a redução do número de estações de correios, com o objectivo de reduzir as chefias. "Comprometemo-nos que cerca de 100 estações - das actuais 850 - vão ser transferidas para postos de correios ou para as juntas de freguesia", garante Pedro Coelho. Estão também a ser efectuados cortes na massa salarial dos funcionários na ordem dos 5% consoante a remuneração bruta, excluindo o subsídio de alimentação, que corresponde a 13 milhões de euros. Já no CTT Expresso, o responsável da empresa revela que "a nível de remuneração se vai manter a componente variável". Sobre a privatização, Pedro Coelho admite apenas que "estamos numa lista", embora garanta não ter qualquer orientação do Executivo em relação ao tema. O desafio, para já, é o da liberalização do serviço postal. Esta deveria ter entrado em vigor a 1 de Janeiro mas a legislação não foi transposta. "A liberalização é um problema do Governo, mas é evidente que está atrasada. Interessa-nos saber como é que a lei sai porque há diferentes modelos para quem quer entrar", defendeu o vice-presidente dos CTT. Pedro Coelho acredita que a lei deverá exigir "as mesmas condições para todos". Até porque, os Correios têm sentido uma redução no tráfego postal entre 3% e 5% ao ano".

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